quarta-feira, março 31, 2010

segunda-feira, março 22, 2010

O baterista

Limpar Portugal

Não é por ser original que uma ideia é boa, bastando para tal copiar bem, isto é, adaptar a cada caso as que já deram provas de que funcionaram.
Este movimento “Limpar Portugal”, uma ideia bem copiada, apesar de ter poupado uma pipa de massa ao Estado, isto é, às Autarquias tão responsáveis ou mais que os cidadãos pelas lixeiras existentes, foi um exercício Cívico que prova que existem causas mobilizadoras, fazendo notar que a militância ecológica é uma questão muito mais relacionada com o Ético que com o político, apesar deste se colocar por todo o lado em bicos de pés, pois limpar o que se suja é negócio à espreita.
Agora, o difícil é limpar Portugal de outros lixos e lixeiras.

sexta-feira, março 19, 2010

O catolicismo da mão invisível

(desenho de autor meu conhecido que não quer ser identificado)
Este post veio-me à ideia ao pensar um pouco sobre o que tem dominado toda a comunicação social e quanto nos metralham o cérebro com medos relacionados com a crise, isto é o medo da falência.
Esta mão invisível que todo gere, trás consigo esse medo contínuo, tal qual o medo das chamas do Inferno que nos meus tempo de infância me impingiam nas secções de Doutrina, era assim que lhe chamava, aos Domingos de manhã na igreja do Santuário da Nossa Senhora da Tocha.
A Mão Invisível do Mercado tem também o seu Inferno, onde a cada momento estamos em risco de ir parar por culpa nossa e só nossa, segundo afirmam os sacerdotes, culpa de gastar mais do que se tem, de soberba em viver acima das posses, consumo e todas aquelas coisas que já sabemos dos sete pecados capitais.
Mas tal qual o Deus Salvador, a Mão Invisível tudo regulará, e até emprestará massa ao pessoal para glória do Mercado.
Tal qual o comunismo foi messiânico, andam por aí uns ascetas a aplainar os caminhos da Mão Invisível.
Agora é tempo de jejum quaresmal e a carne é débil.
Eu não me sinto com a necessidade do arrependimento.
Não vou por aí!

quinta-feira, março 18, 2010

O coxo caiu

Na Varzea da ribeirinha
na varzea da ribeirinha
onde o milhano (a)poisou
com a galinha no bico
logo a galinha chasnou
logo a galinha chasnou
logo a galinha chasnava
na varzea da ribeirinha
onde o milhano (a)poisava
quem tem ovelhas tem lã
quem tem lã tem carrapiços
quem tem cabras tem anacos
quem tem porcos tem chouriços
na varzea da ribeirinha……………
se eu tivesse a liberdade
que a pulga tem no lençol
apalpava as moças todas
esta é dura AQUELA É MOLE
na varzea da ribeirinha……………
MENINAS AMAI O COXO
QUE O COXO TAMBEM SE AMA
SÓ A GRACINHA QUE TEM
DE IR AO SALTINHOS P’RÁ CAMA

terça-feira, março 16, 2010

A fama que vem de longe

E se a opção política e económica fosse o crescimento zero do PIB, como seria o novo PECZ, Plano de Estabilidade e Crescimento Zero?
E se o produto interno bruto (PIB) representado como a soma (em valores monetários) de todos os bens e serviços finais produzidos num determinada país ou região durante um período determinado, deixasse de ser a bitola base da macro economia e passasse a ser um outro valor qualquer, por exemplo o IMC ?
Caso a opção do crescimento zero do PIB, como aplicar o PECZ? Que modelo matemático escolher e que variáveis se tomariam e que factores as afectariam, como se tratariam as dependentes e independentes?
Possivelmente já alguém teorizou esta hipótese. Possivelmente tal hipótese nem interessa, pois não sendo politicamente correcta é considerada como uma blasfémia económica.
Coloco a questão, não à espera de respostas, mas sim à espera de novas questões, isto no seguimento de alguns e-mails recebidos indicando umas frases de 2064 anos, atribuídas a Marcus Tullius – Roma, 55 AC: “ O orçamento Nacional deve ser equilibrado. As Dívidas Públicas devem ser reduzidas, a arrogância das Autoridades deve ser moderada e controlada. Os pagamentos a governos devem ser reduzidos, se a Nação não quiser ir á falência. As pessoas devem novamente a trabalhar, em vez de viver por conta pública”.
Esta coisa do défice das contas públicas faz-me lembrar o anúncio do Constantino, o brandy e não o imperador romano criador da religião cristã oficialmente dita vigente, a sua fama que vem de longe.
É a economia, ò estúpido!
Definição: Estúpido é aquele que causa um dano a outra pessoa ou grupo de pessoas, sem que disso resulte alguma vantagem para si, ou podendo até vir a sofrer um prejuízo.

sexta-feira, março 12, 2010

Aniversário

Há cinco anos deu-me a toleima de fazer este Blog.
Por aqui temos tido o que eu escrevi, e nem só, porque o senti como urgente de relatar e de expor.
É de certo interesse que há 5 anos eu tirei uma foto na Praia da Tocha, estive lá a passar um dia de sol que em 2010 não temos e postei:
Assim iniciei um blog onde debito os meus corrimentos do momento, foco os amigos, as minhas preocupações e momentos felizes, os meus interesses e opiniões.
Será que o meu blog, a que eu agora chamo tasca, onde é permitido fumar e beber, mas só tabaco e vinho do bom, onde se pode entrar sem pedir licença, tomar um copo e sair sem pagar, tem merecido as visitas dos Clientes?
Da Vossas análise dos primeiros posts até aos mais recentes, comentai, criticai, pois aqui está aberto o livro de reclamações, assim como a caixa das sugestões.
Faço notar que a tasca é minha, e eu como neto do taberneiro que foi proprietário das tascas onde funciona actualmente a Associação de Moradores dos Carreiros (estou com as quotas em atraso de 2009), consumam isto mas comentem, pois se não comentarem é porque me visitam talvez só para me ver, ou então acham-me lindo, como afirmava o meu antepassado Manuel Ribeiro Cebola quando via que não estava a ganhar para o petróleo.
Um grande abraço a todos.
Manel

quarta-feira, março 10, 2010

Mau hálito

Ligo a RTP1 às 21.05.
De imediato fiz o salvador Zaping, e na FOX lá estavam os Simpsons.
Um alívio, pois da RTP1 sentia um incomodativo mau hálito .

A mão invisível

Vivemos um tempo de medo colectivo!
Medo económico, violência, epidemias, enfim medo que nos entra pela casa adentro em especial via televisão. Medo disto e daquilo, e sem termos muitas vezes uma razão fundamentada para esse medo colectivo.
Foi o medo da gripe A, o medo da vacina da gripe A, o medo do Antrax, que ninguém já lembra pois passou à história, o medo do terrorismo quando são nesses países ditos de origem do terrorismo onde se morre mais de fome, vacas loucas, aves engripadas, porcos raivosos, …
Temos também, em especial, os pequenos e muitos medos do nosso dia a dia, estes ligados às nossas vidinhas, tais como casa, carro, precer ser, parecer ter, ...
Quem ganhará com estes medos e medinhos? Sim, porque alguém está a ganhar com isto, onde até parece que existe uma mão invisível que mantém o medo dentro de um determinado nível mínimo, numa escala de uma aparelho ainda por inventar a que chamo medímetro, de forma a que os negócios ligados ao medo mantenham os altos níveis de rentabilidade, isto para não falar do negócio dos desastres naturais, desde as inundações, secas, ventanias, fraca ondulação, terramotos e associados que tais, que geram fortunas.
Parece que a dita mão invisível está sempre atenta ao registo do medímetro, mantido manhosamente de forma a acostumar o pessoal bem acorrentado por sua própria iniciativa aos ganhos do manicómio que nos impingem diariamente em doses quanto baste, de forma a que poucos venham a roer a corda e muitos se embrulhem nela.
Hoje estou assim!

domingo, março 07, 2010

O primeiro Gandarês que teve a Lua na mão

Ao meu primo Nuno envio e dedico este post.
Não cheguei à Lua, mas a Lua esteve na tua mão, assim como tu te sentastes na cadeira de baloiço da tua bisavó e da minha avó, manuseaste o documento de compra de terras e passaporte do nosso quincalhavô. http://gesteira-sanguinheira.blogspot.com/2010/03/o-primeiro-gandares-ter-lua-nas-maos.html (Clicar)
Do cimo do monte do Cabeço Do cimo do monte do Cabeço vê-se o Caramulinho e o Bussaco da Alcoba, os fascinantes e misteriosos locais altos que tão altos são. Se não fosse o vento frio e húmido, lá se assentaria morada, pois quanto mais altos, mais perto dos Astros, mais perto da perfeição plena. Sim que o é, e era lá que se moraria. Se possível fosse lá morar, contentava-se no só achegar-se ao astro errante que esconde e mostra a face, que umas vezes está sobre o Caramulo e outras vezes a roçar o Bussaco da Alcoba, com uma exactidão de tempos que ainda não calculou, mas não seria difícil saber. É só uma questão tempo e trabalho. Mas ninguém lá mora em tais cabeços, por certo, pois se assim fosse tal já se saberia. Alguém já teria dado novas das admiráveis perfeições das voltas errantes dentro das perfeitas conchas celestiais, entre um Sol dominador que tudo afasta quando traz o dia. Bastaria uma simples escada para chegar e tocar a Lua. Mas se não fosse como é, seria o Caramulinho ou o Bussaco da Alcoba o local para ver o que os astros e o vento mostram. Ou talvez não dê assim tanto para ver tão bem, pois se assim fosse há muito lá estaria gente de saber, e não consta que lá esteja. Do cimo do monte do Cabeço para quem souber ler os Astros e o vento, sabe-se tudo. Sabe-se do tempo, dos ares para as colheitas, do vento mareiro ao suão, do que puxa a chuva ao que seca a poças, no anel da lua cheia, se trovoada ou molhada, ao por do sol a arder. Do monte do Cabeço tudo se sabe, se souberem ver, tudo se vê ao redor do mundo, da vida e dos animais. O vento esteve horas e horas a puxar a chuva e ela volta a cair lentamente, teimosamente húmida e fria, de céu forrado até aos quatro cantos, desabando ritmada do lado dela, empoçando água no alto do Cabeço. Uma friagem roe os ossos e torna a lenta chuva em muita água, tanta que não há grão de areia seco até ao quinto inferno. Chove há muito no monte do Cabeço e em redor dele. Chove no mundo todo quando o céu e a terra se fundem em água. Do cimo do monte do cabeço vê-se um mar de água onde são as courelas baixias. Até os matos à sua volta estão completamente submersos. Um mar! Uma lenta corrente batida pelo vento e pela chuva em lençol, arrasta os grãos de areia que o vento mareiro lançou por cima do saibro calcado pelos Invernos e Estios, lençóis de água de cor férrea e de sol de têmpera em centenas e centenas de passos de lonjura. Uma praia praiera arrastada de areia sequilha. As dunas a norte da praieira estão molhadas e húmidas. Já não podendo beber mais, remijam na sua base as fontes dos corgos sanguinhais. O céu desmorona-se em água que remolha as dunas a cederem em baleiras, e sobre o cimo do monte do Cabeço.

sábado, março 06, 2010

Avaria no fio de prumo

(clicar nas imagens para aumentar)
Já só faltam os "Patos" no charco, aguardando pela estátua prometida para o Largo da Tocha!
...Agora venham dizer que é culpa do rigoroso inverno! ...
_*Não***_ das obras feitas na semana passada!
O:-)
Avariou o fio de prumo!
Nota do tasqueiro: peço desculpa aos Clientes pelo facto das fotos estarem tortas, mas aguardo a chegada da peça do fio de prumo que avariou. A encomenda foi colocada com a máxima urgência a França.
O DHL deve estar aí a chegar a qualquer momento.

quarta-feira, março 03, 2010

Amolar a asfixia

Já não chegava a asfixia nas gargantas sentida nos discursos de alguns ditos impolutos, e em especial um deles que só de lhe ouvir a voz me irrito, agora temos mainatos se apresentam prontos e esforçados na acção, claro, a tentar pear o burro que anda ao coice por aí desde 2003?
Coices de burro não chegam ao céu, mas o zurrar desse nobre animal orelhudo, tão bem dotado pela mãe natureza, incomoda instalados que se passeiam bem abuseirados em velhas albardas.
Citando Scolari: “E o burro sou eu?”
Envio a minha solidariedade ao bem dotado animal.

terça-feira, março 02, 2010

Motocontínuo

Está frio!
Vê-se o branco manto da geada. A velha peneirou toda a noite nas terras mais abrigadas do sol, sombrias onde ele não bateu, e nos cantos onde ele chegou mas não conseguiu empurrar o frio para o fundo da terra.
O calor do Sol ainda não tem força para vencer por completo o frio. Frio e calor, dois humores do mesmo elemento que não se entendem. Dois fluidos antagónicos e imiscíveis por natureza, que se repelem desde o início do tempos. Um empurra o outro, tempos após tempos, bem para o fundo da terra, lá para o quinto dos infernos. Uma luta que vem dos Astros onde tudo começa. Frio e calor, um de cada vez e na sua própria vez: Verão, Inverno, Dia e Noite.
Agora é o calor que toma a vez de empurrar o frio para o fundo. Só que a cada hora do dia e da noite, o calor ou frio dos Astros variam de humores, fluidos espirituosos que moldam as nossas vidas e de todos os restantes viventes.
O fogo puro, aquele que tudo purifica, só ele dará o poder de obter os metais puros de brilho e matéria preciosa, ainda está longe de o ter ali. Com o fogo purificado, não seria a chuva morrinha de encharcar ossos e carvão, nem a geada que lhe poderiam fazer frente.
Os foles reclamam aquele remendo e alteração para o fornecimento de espírito ao esfomeado fogo, o seu sopro divino.

quinta-feira, fevereiro 25, 2010

quarta-feira, fevereiro 24, 2010

Tango

Caros amigos frequentadores desta minha tasca, Sabiam que o tango nos seus primórdios era dançado entre homens?

Várias seriam as razões, desde não ser uma dança decente para mulheres, até ao reduzido número delas em relação ao dos homens na época da colonização da Argentina, tal qual como aconteceu na colonização do Oeste Americano.

Uma dança de exibição de muitos homens para poucas mulheres!

Um fora de jogo bem tirado

terça-feira, fevereiro 23, 2010

Palavrão

Ainda há quem ande por aí a afirmar que os portugueses dizem só palavrões no trabalho!

Leituras

114ª SURATA (OS HUMANOS)

210. No Islam, a igualdade de condições entre os sexos, não somente é reconhecida, como imposta veementemente. Se a distinção dos sexos, que é uma distinção fornecida pela natureza, não conta em questões espirituais, muito menos contarão, certamente, as distinções artificiais, tais como: linhagem, riqueza, posição, raça, cor, origem etc.

“A profecia é algo muito difícil, especialmente em relação ao futuro". Foi o que me veio à mente quando li esta passagem do Alcorão,

Fonte digital: Centro Cultural Beneficente Árabe Islâmico de Foz do Iguaçu. http://www.islam.com.br/

quinta-feira, fevereiro 18, 2010

Momentos

As guitarras de Carlos Paredes, que foram de seu pai Artur Paredes, voltaram a ouvir-se em Coimbra.
Eu tive o privilégio de as tocar acompanhado pelo meu mestre de há 32 anos, o Dr. Jorge Gomes, um grande vulto da Guitarra de Coimbra.
Momentos únicos na vida!

sábado, fevereiro 13, 2010

À consideração dos "estradeiros"

À consideração dos "estradeiros" - A Força da Á gua !!!!!! (ou outras, projecto, execução,...etc.)

Aqui está um bom exemplo para quem acha que as passagens hidráulicas são sempre demasiado grandes, face à agua que lá passa. (tendo em consideração os ultimos anos)....

(Recebido por email)

Adenda de 25 de Fevereiro de 2010: Clicar http://tsf.sapo.pt/PaginaInicial/Vida/Interior.aspx?content_id=1504895

terça-feira, fevereiro 09, 2010

Leituras

PRÉMIO ALVES REDOL
«[Romance com] uma escrita rica de humanidade, de invenção vocabular que surpreende página a página. Como surpreendeu no seu estilo um Aquilino, como nos surpreende hoje um Mia Couto.»
«Matilde Rosa Araújo»

segunda-feira, fevereiro 08, 2010

Chafurdices

(Clicar sobre a imagem)
Estou sempre a aprender!
Foi preciso um encrespamento na política sem maiúscula para tomar conhecimento da existência de mais um vocábulo da Língua Portuguesa.
Claro que fiz uma pesquisa no Google e encontrei o significado para calhandrice, mas confesso que não me fio em tudo o que vem à rede.
Como sou do tempo do velho dicionário, vejam o que eu encontrei!
Não encontrando entrada directa ao referido vocábulo, posso deduzir que calhandrice seja uma grande putice, que também não está no meu dicionário, ou então o acto de chafurdar na trampa peniqueira.
Cada um fique com o que bem queira entender, pois trampa peniqueira, peniqueiros e candidatos a peniqueiros não faltam.

Zeca Afonso e a Tocha

Andei ó licranço
andei ao lacrau
no Monte do Manso
na Espera do Mau
vibra à carocha
ao corujão cego
na Mata da Tocha
no rio Lágedo.

sexta-feira, janeiro 29, 2010

O meu novo brinquedo takataka

Comprei um serrote takataka que faz um corte fino e preciso. Fui mostrar à família da casa a minha nova ferramenta e todas se riram de mim quando apareci na saleta, de brinquedo em punho. Disseram-me que eu estava com cara de garoto. Até a Maria deu uma gargalhada!

quinta-feira, janeiro 28, 2010

Palabras para Samuel

PALABRAS DE RECONOCIMIENTO Y GRATITUD EN EL FUNERAL DE SAMUEL. Reconocimiento sincero a los celebrantes y familiares de Samuel por concederme la licencia de dirigíos unas breves palabras. Todos hemos pasado durante nuestra existencia por algunos momentos difíciles y este es para mi uno de ellos, pues entenderéis la carga emocional proveniente de la amistad y el cariño que nos profesábamos y el dolor que representa su muerte. Yo quiero hacer un brindis a la amistad, a la generosidad, al desprendimiento, a las buenas maneras; canto a la bonhomía, la docilidad amable y bondadosa, características que honran a Samuel por su personalidad sencilla, trabajadora y poco dada al protagonismo. Véase su proceso curricular con múltiples laureadas, que junto con la defensa de la libertad y la paz reflejan su comportamiento y el alto grado profesional del que estaba imbuido. Quizá tu pasión y celo profesional, tu amor y entrega a tan altas altas responsabilidades hayan contribuido a quebrar tu salud a una edad demasiado temprana. A uno de tus amigos del alma, al conocer el diagnóstico de tu enfermedad le enviaste un mensaje en los siguientes términos: “lo peor ya me ha sido confirmado, pero te prometo por nuestra amistad que lucharé hasta el final”. Has luchado, Samuel, como un valiente y junto a ti todos los tuyos en apretado haz. Unos de forma directa y otros con la intendencia de sus oraciones, pero no ha podido ser. La muerte venció, y estoy seguro que has sido llamado al lugar de los elegidos, donde no hay dolor ni llanto, sino presencia Divina. Bien merecido lo tienes, en la vida has dejado huella indeleble de Caballero Español. Gracias Samuel por tu ejemplo. En este mismo lugar y hace siete años, te dirigías por estas fechas a las Cofradías que nos acompañaban con motivo de la celebración de nuestro Gran Capítulo, con ese verbo fácil y cálido que te caracterizaba. Para este año tenías pergeñado un artículo para nuestra memoria que titulabas “la Cera de La Moncloa”. Seguro que además de las tertulias, los cantarinos, etc., no faltaría el recuerdo a nuestra Virgen de La Probe y al viejo egipcio San Antón a quien tantas veces glosabas. Ayer y hoy los pésames de condolencia, y esta asistencia masiva a la Eucaristía por tu eterno descanso, es una demostración patente del afecto sincero que a ti y a tus familiares profesan multitud de vecinos y amigos. Ello nos conforta y anima a seguir luchando. Especiales gracias a tantos compañeros y amigos que durante el proceso de tu enfermedad os habéis preocupado por el, muchos hoy aquí, de diferentes lugares de la geografía ibérica. “La muerte no nos roba a los seres queridos, al contrario, nos los guarda e inmortaliza para siempre en el recuerdo”. Samu, has concluido tu peregrinaje. Desde el infinito te pedimos una cosa: ruega por nosotros. Y te prometemos otra: nunca te olvidaremos. Gracias. La Foz de Morcin, 26 de Enero de 2.010.

quarta-feira, janeiro 27, 2010

Memórias

Fases de um projecto:
1. Entusiasmo.
2. Desilusão.
3. Pânico.
4. Caça aos culpados.
5. Castigos dos inocentes.
6. Prémios aos não participantes.

segunda-feira, janeiro 25, 2010

O bacalhau quer alho

Jantar com fados no salão paroquial de Vilamar.
Lá fui com a minha guitarra dar uns acordes para participar na ajuda da causa.
Apanhado de surpresa, pois afinal eu estava destinado sem qualquer aviso prévio, a acompanhar os fados de umas vedetas muito especiais vindas de longe. Não me agradou a ideia, pois até desconhecia por completo o que elas iam cantar, além do meu desconhecimento do toque à Lisboa, associado aos meus gostos musicais não andarem muito por esse género.
Nos bastidores, e em conjunto com o meu amigo músico Vítor Santos fizemos uma tentativa, que foi falhada, de conseguir não borrar a escrita. Com o Vítor abrimos o espectáculo. Saiu cinco peças para guitarra portuguesa e viola. Depois juntou-se o grupo Aldeia velha, e amadoramente lá se cantou o fado. Decididamente eu não iria acompanhar tais vedetas, só que elas acabaram por saltar para o palco, chefiadas por um apresentador de fato a preceito, e que se apresentou como o dono de uma escola de fado, a escola das crianças, pois afinal vinham de longe e eram vedetas. A tocata lá foi sarrafando, misturando os maiores com menores. Eu simulei que tocava e a uma vedeta já bem adulta, que se apresentou como fadista profissional recusei simular tocar. Não estava para a aturar. A vida de uma pessoa que até fala com guitarristas é dura!
Altas horas da noite, crianças entre os 6-7 a 10-11 anos, vindas de bem longe, puxavam pelas gargantitas e a plenos pulmões. Uma delas obteve um segundo lugar num tal concurso da TVI, segundo afirmou o manager da dita escola de fado, que também me afirmou que nada sabia de música. Atrás vinham as respectivas famílias cheias de razão pela falta de qualidade dos guitarritas e tocadores de viola.
As crianças agiam como umas vedetas, apesar do palmo e meio da meninice.

quarta-feira, janeiro 20, 2010

terça-feira, janeiro 19, 2010

Rir para não chorar

Isto jamais aconteceria em Portugal. Só no estrangeiro, pois lá há muitos mais países que em Portugal.

Classifico este como humor, mas só para não chorar.

domingo, janeiro 17, 2010

Limpa ainda mais limpo

O excesso de produto, em conjunto com os errados processos e modelos de produção, tem sido o principal na origem da contaminação, e se não há dinheiro para consumir, invente-se o crédito.
Fazer, desfazer e voltar a fazer, que apesar de apontado como avanço económico (lá está o famigerado e sempre presente PIB) só tem provocado e apresentado impactos negativos no ambiente.
Mas eis que surge o milagre dos milagres.
Agora, aqueles que mais poluíram são os que sentem a vocação da limpeza, os que são “chamados” a limpar. Os que mais sujaram, tirando dessa actividade proveitos de vária ordem, são os que se apresentam na primeira linha dos descontaminadores, focalizados na vantagem que daí resulta.
Por isso o armar de laço aos ingénuos.

Conversation with God

sábado, janeiro 16, 2010

Email aberto a João Carlos Cruz

Caro João,
Os meus parabéns ao escritor.
Aguardo com ansiedade o momento de ler a obra que não mereceu qualquer referência do prémio Carlos Oliveira 2009.
Recordas-te do que eu te disse sobre o prémio Carlos Oliveira e do propósito para que foi criado, daquela vez no restaurante da Pena na presença do mestre Alves André, o ilustrador da capa deste teu novo romance?
O que te disse não passou de uma opinião e não é mais que isso, pois quem tem o dinheiro é que manda cantar ou rezar o cego.
Tenho a certeza que irei gostar de ler o "Ao redor dos muros", um livro terá que ser lido e relido com cuidado, pois de certeza que é uma obra de elevado sumo. Terá sempre para dar cada vez que se lê.
Para quando esse lançamento no local próprio já combinado?
Ando a afiar as unhas para o efeito.
Aquele abraço
manel
Nota:
Caros frequentadores desta tasca, é só clicar no link abaixo para ver o vídeo:

quinta-feira, janeiro 14, 2010

Há qualquer coisa errada que não está certa

Se numa classe de profissionais 99,5% são bons ou ainda mais que bons, que autoridade tenho eu para falar sobre a qualidade do trabalho desenvolvido?
Há qualquer coisa errada que não está certa!

segunda-feira, janeiro 11, 2010

sexta-feira, janeiro 08, 2010

Tempo de construção

(Clicar na foto para aumentar)

terça-feira, janeiro 05, 2010

Este post é uma mentira

Discurso de Ano Bom do Sr. Presidente de Câmara de Cantanhede
(Partes do discurso)
“……………………….. “o Município está impedido por imperativo legal (Acórdão - Jurisprudência n.º 01/2009 – FJ/25.Mai/PG do Tribunal de Contas), de recorrer a empréstimos para a realização de investimentos porque não respeita, em 30 de Novembro, os limites de endividamento líquido e de médio e longo prazo.”
”..............................a Câmara Municipal de Cantanhede tem um problema de desequilíbrio conjuntural de tesouraria que só consegue resolver com o recurso a uma operação de saneamento financeiro.”
"o quadro deste documento, vem espelhado o montante de quase 30 milhões de euros de dívidas de curto, médio e longo prazo. Possuindo a Câmara e INOVA um passivo de 54 milhões de euros."
"Analisando o passivo deste nosso Município, verifico que em apenas 11 meses (31-12-2008 a 30-11-2009) as dívidas a fornecedores de curto prazo aumentaram quase 10 milhões de euros (9.891.040,13€). Recordamos que foi ano de eleições!"
"De forma responsável terei que concordar com este Plano, sem o compromisso claro de redução da despesa corrente, pois é possível continuar a lançar os problemas para as gerações futuras."
"....... e com este plano de saneamento os próximos 12 anos ficarão hipotecados. Ficará a câmara a ter de pagar à banca mais de 2 milhões de euros por ano só relativamente a este empréstimo. ………………………………..”

segunda-feira, janeiro 04, 2010

Carlos Paredes e Fernando Alvim - Variações em Ré Maior

Tirado do http://guitarracoimbra.blogspot.com/.

Estacionar em Coimbra

Um lugar de estacionamento livre no contraforte do convento dos frades Crúzios, ali ao lado da Biblioteca Municipal.

Bom Ano 2010

Ciclicamente desejamos aos outros o que de bom queremos para nós, como a contrariar o que inevitavelmente nos espera, o desafinar constante da orquestra.
Prometo-vos que continuarei a esforça-me para que o toque saia o mais afinado possível.
Bom 2010!

domingo, dezembro 27, 2009

terça-feira, dezembro 22, 2009

Pedro Caldeira Cabral - Balada da Oliveira

Balada para o Natal

Boas Festas meus Amigos

(Clicar na imagem para aumentar)

Se este ano que está a findar vos foi afortunado, alegrem-se no próximo ano e se ele o não foi, então alegrem-se ainda mais.
Com todos aqueles que frequentam esta minha tasca, vamos encontrar o nosso caminho de saída para esta crise múltipla no próximo ano, e quero agradecer-vos o excelente trabalho que cada um de vós tem dado à comunidade.
Ninguém pode prever o futuro, mas é possível criar as bases que suportam as nossas actividades futuras.
Desejo a saúde a todos os clientes desta tasca, seus familiares e amigos, assim como felicidades e sucessos para o Novo Ano.
O importante é ter Amigos .
Abraços
Manel

sexta-feira, dezembro 18, 2009

quinta-feira, dezembro 17, 2009

Mas se mãos tivessem os bois



“ mas se mãos tivessem os bois, cavalos e leões e pudessem com as mãos desenhar e criar obras como os homens, os cavalos semelhantes aos cavalos, os bois semelhantes aos bois, desenhariam as formas dos deuses e os corpos fariam tais quais eles próprios “ .

(Xenófanes)

domingo, dezembro 13, 2009

A inversão do ónus da prova

A questão que se coloca é quem tem que provar o quê e a quem. Quem tem os chamados especialistas da coisa do seu lado pode fazer afirmações extraordinárias se pertencer à maioria, onde o ónus da prova passa para os que os ousam desafiar, tal qual como agora cabe aos criacionistas provar que estão certos, quando no passado o ónus da prova pertenceu aos que defendiam a evolução. Quando se está do lado de fora não é suficiente ter as provas, mas antes ter de convencer os outros da validade das nossas provas, mesmo que estas entrem pelos olhos adentro deles. Aqui está o preço a pagar, mesmo sabendo que se está certo.

sexta-feira, dezembro 11, 2009

Falsa imagem

A questão ecológica não é só científica, mas também económica e principalmente política. Tudo o que se aplica a nível global tem sido aplicado e está a ser aplicado a nível local.
Apesar de tudo o que nos possam impingir e convencer com a politica ambiental, pois nunca se falou tanto de aquecimento global como agora, as leis da economia vigentes não são alheias ao ser humano consumidor nem ao meio ambiente, condicionando as sua relação com este.
Se o que está a dar é alindar e limpar, então vamos limpar o que nós próprios sujamos, desde que isso nos dê vantagens de qualquer tipo ou espécie, pois este duplo trabalho de sujar e limpar será sempre pago pelos mesmos. Será só vantagens obtidas sobre a viga que apoia nos pilares propriedade pública e propriedade privada, dado que sendo privada a propriedade, terei que a cuidar e claro que fico com a liberdade de poluir os espaços públicos tais como atmosfera, solo, rios, lixeiras, baldios, além da propriedade privada dos outros.
Os recursos públicos virgens e em especial os vitais têm estado ao serviço de alguns privados a custo zero, e cada vez mais estes se apresentam como os únicos gestores capazes para os usar, pois é assim que se auto promovem, que os consomem, degradam e desperdiçam, poluindo os espaços públicos que depois limpam a troco de vantagens. Pelo meio ficou o lucro, o desperdício, a não qualidade e os resíduos de fim de linha. Tudo isto em nome de uma sigla chamada de progresso.
Além de estar a tinto, deve o cidadão estar atento, não embalando em cantos de sereia, a cosmética ecológica.

sexta-feira, dezembro 04, 2009

Final de Outono

Tortulho desenhado em toalha de mesa (Alves André)
A observação atenta de um tortulho ( Hélder da aamarg.)
Terras do Carvoeiro - Escoural Rosácea para viuela Míscaros do meu pinhal