sexta-feira, setembro 29, 2006

O lavrador da arada

Indo o lavrador da arada, Encontrou um pobrezinho (coitadinho) E o pobrezinho lhe disse: Leva-me no teu carrinho. …………………….. De memória, lembro o meu livro da 3ª classe. Sim, esse livro que tinha como capa a bandeira da mocidade portuguesa. Era um tempo de pobrezinhos, coitadinhos, que eram muito bem tratados e preservados para a salvação daqueles que praticavam a caridade. Agora o lavrador é um empresário responsável e solidário que se dedica à agricultura biológica. Na última Expofacic, em Cantanhede, foram organizadas umas jornadas para os agricultores biológicos do concelho e aquilo esteve quase às moscas. Moscas biológicas, claro. E é só fazer uma pesquisa na net:
http://www.idrha.min-agricultura.pt/agricultura_biologica/dados_estatisticos.htm, e lá encontrará a listagem de agricultores biológicos. Ou será agricultores de agricultura biológica? É que eu de agricultura não pesco nada. Aqui vai a lista completa dos agricultores biológicos do Concelho de Cantanhede: Produção Vegetal:
Hortícolas: Jorge Catarino Unipessoal Lda - Qta do Chapim Real
Pastagens: Jorge Catarino Unipessoal Lda - Qta do Chapim Real
e INOVA, EM Produção Animal:
Apicultura: Jorge Catarino Unipessoal Lda - Qta do Chapim Real
Aves: Jorge Catarino Unipessoal Lda - Qta do Chapim Real
Bovinos: Jorge Catarino Unipessoal Lda - Qta do Chapim Real
Caprinos: Jorge Catarino Unipessoal Lda - Qta do Chapim Real
Equídeos: Jorge Catarino Unipessoal Lda - Qta do Chapim Real
Ovinos: Jorge Catarino Unipessoal Lda - Qta do Chapim Real
Suínos: Jorge Catarino Unipessoal Lda - Qta do Chapim Real e não havia mais animais....

quinta-feira, setembro 28, 2006

Fenómeno do Entrocamento

Não é só no Entroncamento que aparecem fenómenos agrícolas. No Escoural tenho uma velha pereira que envergonha as da cidade do centro ferroviário.

Tempo de projecto (2)

Eis uma antevisão das gemeas.

quarta-feira, setembro 27, 2006

terça-feira, setembro 26, 2006

Jornalices

Houve tempos em que eu, todos os Sábados comprava o semanário Expresso, ou melhor, tinha-o reservado na papelaria da D. Dulcínia, na Tocha. Eram uns tempos de bons e fiáveis conteúdos jornalísticos que serviam de alimento ás conversas. Era o tempo da urbanidade a sobrepor-se à ruralidade. Acontece que a coisa se desvaneceu com as excessivas campanhas de marketing, o excesso de cadernos e mais cadernos, passando o Expresso a Espesso, acabando eu com a reserva do semanário. Hoje é o que se vê: a programação informativa piorou, em especial nos canais televisivos, e pior, ainda piorou a fiabilidade da informação. O que interessa é dar a notícia rápido, pois o que conta é a velocidade sem olhar á fiabilidade. E depois são os DVDs, os livros para colecção, a menina bonita no suplemento, …., aquela treta toda que se leva para casa por mais uns euros. O jornalismo de suporte papel, semanários e diários nacionais e generalistas, os ditos desportivos (tantas notícias sobre não futebol), andam numa fase de não fiabilidade e então, os jornais locais e regionais andam pelas ruas da amargura em termos de credibilidade, em que não há praticamente nenhuma notícia que seja minimamente correcta, e sem de deixar de servir a quem paga por elas, dadas as suas dependências de poderes vários e obscuros. O que eu quero de um jornal escrito, e eu posso estar enganado, é uma informação mais especializada, fidedigna sobre um determinado assunto do meu interesse. É claro que a Liberdade anda por aí, algures, num espaço libertário global, e dado que a tinta do papel de jornal não é aconselhável em termos higiénicos e sanitários, aconselho que o enviem, sempre, para reciclagem.

segunda-feira, setembro 25, 2006

Trânsitos

Os trânsitos de Vénus de 2004 e da ISS-Estação Espacial Internacional e do vaivém Atlantis em frente ao Sol.

Outono no Contrabaixo

Jeff Davis no vibrafone, com uma técnica apuradíssima e a percorrer os novos e belos caminhos do Jazz. O Outono tem destas coisas! Leva-nos para um espaço mais íntimo em pleno coração da Gândara.

quinta-feira, setembro 21, 2006

terça-feira, setembro 19, 2006

Os calhaus rolantes

(cartoon roubado algures)
O caminho faz-se rolando.

O problema é a solução

A Escola não tem sido mais do que depósito de crianças, adolescentes e jovens, onde os pais se despiram das suas responsabilidades de educadores. Assim, a mudança urgente deste estado de coisas peca por tardia, e tardia tem sido mais por receio do odor em mexer na coisa do que o desconhecimento dessa urgente necessidade. Ora, este assunto está muito para além dos que se apelidam a si mesmo de agentes do ensino, que há muito não têm feito mais do que culpar aquilo a que chamam sistema, e que na prática são engrenagem deste. Mas quando toca a mudar qualquer coisa, vem o coro dos instalados, que tudo deve mudar mas com a condição da charneira ter como lugar geométrico o seu próprio umbigo, quando ouço coisas tais como, " se a ministra quer assim, estou-me nas tintas".
É o que se pode afirmar que em vez de fazerem parte da solução, fazem parte do problema.

segunda-feira, setembro 18, 2006

Um Complexo complicado

Quando me contaram tal, até quase me benzia com as duas mãos.
Mas depois fui às perguntas e tinha sido tal qual me contaram: a pista de atletismo do Complexo, pois é assim que fazem questão que se apelide, Desportivo da Tocha, inicialmente era rectangular. E só quando alguém perguntou o que era aquilo, é que lá foram remediar a coisa, com a encomenda de asfalto e muita tinta verde para disfarçar. Agora, tal como está, a pista de atletismo serve para dar umas carreiras. Sabia que a pista rectangular tem a vantagem de só ter rectas? Sabia que os festivais aéreos já eram muito apreciados na Idade Média, mas que se tornaram conhecidos só depois da invenção do aeroplano?

quarta-feira, setembro 13, 2006

terça-feira, setembro 12, 2006

Homilias

Confesso que já nem tenho paciência para ouvir, muito menos ver, o comentador, analista, professor universitário, Conselheiro de Estado, fazedor de factos políticos que se dá ao luxo de dar notas a tudo e a todos, que lê todos os livros, que domina o futebol e as feras e outras coisas mais que nem ele sabe nem eu imagino. Confesso que o ouvia quando ele fazia um programa na TSF, há uns 10 anos ou mais. Mas de há um bom par de anos para cá, o professor tem demonstrado que sabe demais e de tudo, e eu não consigo acompanhar aquela espécie de homilia dominical, pregação com areia demais para a minha paciente camioneta.

quinta-feira, setembro 07, 2006

Antero Carvalheiro

Ontem, na Tocha, foi a sepultar Antero Carvalheiro. Não convivi de perto com ele, dada a diferenças na idade e a minha vida profissional me ter levado a viver durante largos anos fora da terra natal, mas sei do seu percurso de 91 anos de vida. Um percurso igual á sua elevada estatura ética e moral, sempre empenhado no movimento associativo e na participação activa em termos cívicos e políticos. Um Democrata. Foi fundador de duas grandes associações que têm representado a Tocha e as suas gentes: a Associação Recreativa e Cultural 1º de Maio, fundada em 1 de Maio de 1936 e União União Desportiva da Tocha , fundada em 1953. É meu dever lembrar aquele que também, a todos, ajudou a palmilhar os caminhos da Liberdade, e dizer que o seu percurso de vida resultou em benefício de todos nós.
Saibamos ser dignos utilizadores dessa herança.

Favas contadas

Um regime que caiu devido a uma queda da cadeira, e os herdeiros do partido único passaram de um momento para o outro de nacionais a democratas, tal qual décadas antes passaram a ser republicanos via telégrafo. No entanto, em plena ruralidade o tempo ainda anda fixo e ancorado a teias de velhos poderes de capelinha, teia longa e complicada, suportada na subserviência . É claro que os rituais e liturgias têm mudado, assim como os santos protectores, mas encontrar pessoas a assumir a história tal como lhes foi imposta muitas décadas atrás, sem qualquer análise ou questão críticas, é o que me espanta e admira, especialmente daqueles nascidos há menos de 30 anos. Terá a Democracia sido pouco republicana ou a República pouco democrata? Histórias de favas contadas ainda proliferam por aí!

quarta-feira, setembro 06, 2006

Não fui à festa do Avante

Lendo os outros , mas mais me sinto a partilhar a ideia de Miguel Torga de tomar partido pela liberdade e só pela liberdade, e não seguir uma ideologia que por definição não passa de um pensamento formatado. Não pode existir presos político bons e presos políticos maus. Ou se é livre, se trabalha para ser livre e se está com a liberdade, ou não. Vir agitar a bandeira da liberdade e ter como convidado e amigo quem a não respeita, pratica o rapto e o negócio de droga, calando e ignorando, pois também é criminoso quem o sabe e cala, me leva a dizer que essa abençoada santa liberdade não mora em tais santuários, nem me sinto impelido em os visitar.
Liberdade, essa santa!

segunda-feira, setembro 04, 2006

A vaca da demagogia

A demagogia é a vaca que o demagogo trata com todo o cuidado. Esta pasta e engorda no prado da ignorância não conscientemente assumida. Neste nicho ecológico se desenvolve toda uma cadeia alimentar complexa de que vive o demagogo. E só em se falar emagrecer a vaca, logo um coro de revolta se levanta como se tudo fosse ruir, desde a economia à civilização. Se metade das ofertas de emprego ficam por preencher, como se pode falar em pleno emprego? Ou então vamos considerar como emprego o desemprego profissional?