sábado, dezembro 31, 2011

Desejo um Bom Ano 2012.

A linguagem existe para as pessoas comunicarem entre si num dado instante, dissipando-se as palavras rapidamente. Assim se esquece o dito e se poderá dar o dito pelo não dito, pois muitos esquecem o que dizem ou o que ouvem, e na melhor das hipóteses apenas se lembrarão de parte do essencial. Quando existe a vontade de comunicar, criamos e conservamos esse registo para que o afirmado vá para além do que se diz numa dada ocasião.

Considerava efémera a comunicação via Blog do Manel, isto numa média superior a 12 mensagens por mês. Agora já assim não penso desde que aderi ao Facebook, mais porque os meus amigos e conhecidos, agora todos considerados amigos, por lá estavam e por lá paravam, do que a necessidade comunicação instantânea. Faço e fiz parte de grupos onde poderia expor os meus corrimentos de pensamento. Ali, parecia-me que teria o espaço que o Blog estava a perder.

Reconheço que tenho encontrado na rede social Facebook, pessoas de estima e de elevada intelectualidade, e são essas as que me mantém ligado à rede.

A linguagem do Facebook é efémera, demasiado efémera, onde a autoridade do texto nem sequer é posta em causa, pois caso tenha mais que duas linhas não será lido, isto quando qualquer texto, em princípio, reclamaria para si uma certa autoridade.

Tirando as honrosas excepções, a vacuidade reina no Facebook, roçando o Voyeurismo.



Como não aceito a chamada autoridade suprema, única atribuída ao texto sagrado, reconheço e aceito as diversas autoridades do texto e da palavra. Gostaria que a sociedade fizesse o esforço mínimo na preservação da autoridade do texto e da palavra, neste momento em que o medo é rei e a ditadura avança atrás da pobreza.

Como escrevi em tempos no meu Blog, o problema principal da Gândara é cultural. Eu vejo todo o mundo na minha aldeia.

Desejo um Bom Ano 2012, com Liberdade, Fraternidade, Igualdade na Diferença e Solidariedade.

Que se divida o Bem pelas aldeias.

segunda-feira, dezembro 12, 2011

Estou farto de financeiros

Se a riqueza não for o somatório da riqueza de cada um, mas sim a capacidade colectiva em a criar, declaro que estou farto de financeiros. Já tivemos um que …. Só falta a ditadura militar, pois a opinião pública (publicada) é a que temos.

quarta-feira, dezembro 07, 2011