domingo, dezembro 31, 2006

Um plano para 2007

O meu plano para 2007 é viver. Viver, partilhar a vida, é sempre um motivo para celebrar. Quero agradecer a todos vós a celebração da partilha.

terça-feira, dezembro 26, 2006

Na oficina do mestre Fernando Meireles

Mestre Fernando constrói caixinhas que são as jóias.

segunda-feira, dezembro 25, 2006

Natal no Escoural (3)

A aldeia prepara-se para enfrentar mais uma camada de geada com o tradicional e ecológico aquecimento: a lenha de pinho. Aqui respeita-se o tratado de Quioto. Respeita-se o ciclo do carbono, em que a névoa e fumo dão um cheiro a Natal.

domingo, dezembro 24, 2006

Natal no Escoural (2)

É a memória de um Natal de infância, antigo, neste Escoural perdido entre pinhais, no fim do mundo. Um Natal que é associado não ao menino Jesus, muito menos ao pai natal ou a árvore de Natal, mas sim ao fogo, o lume que alumia a noite perdedora, onde tudo é permitido. A fogueira de Natal foi espontaneamente organizada pelos rapazes da aldeia. Pouco rapazes pois a aldeia é pequena, onde os mais velhos e mais tesos aproveitavam o calor para rever memórias e fazer a previsão do futuro ano agrícola em função do comportamento do fumo da fogueira enquanto este sobe na noite. Chamam-lhe “ver as tempras”, e com inspiração que vi nenhuma tempora falhará. Este ano, os rapazes reeditaram a fogueira de Natal. Reeditaram a memória ancestral e pagã dos avós, pois as noites cada vez mais iguais por todo o lado têm sido deles.

Natal no Escoural

Esta tarde na aldeia gandaresa perdida entre pinhais,no fim do mundo.
Um bom Natal.

quinta-feira, dezembro 21, 2006

A necessidade de mudar na Gândara

Vivemos num tempo de mudança, um tempo que exige trabalho e contenção. Algumas coisas foram e têm sido feitas, mas tem sido coisas de pouco e duvidoso mérito em que quase tudo se atinge sem esforço. Mudar é difícil, mas não mudar é condenar ao atraso quer quem não muda, quer quem o envolve, isto é, um autentico acto de estupidez. Tudo é calmo, tudo está no seu lugar, tudo vai bem por estas santas terras gandaresas. Só que o modelo está esgotado e vai definhando com os actores principais em palco a arrastarem-se com os mesmo números, a mesma anedota de riso fácil e final previsível e recorrendo cada vez mais ao volume do som e à intensidade da luz sobre o palco. Não temos tido na Gândara, infelizmente, uma sociedade robusta e dinâmica, mas temos uma lista de instalados em pequenos poisos de duvidosa importância a emperrar a mudança. É tempo de tirar a cabeça do buraco!

quarta-feira, dezembro 20, 2006

Artur Paredes

Há 26 anos, na escola da guitarra no “Chiado”, ouvi de Jorge Gomes: o velho está mal, e ainda com tanta Música e tanta Guitarra! Somos, todos nós, os herdeiros de Artur Paredes e tudo devemos fazer em merecer tal herança. Obrigado mestre Octávio pela tua música e pelo teu blog (http://guitarradecoimbra.blogspot.com/) .

domingo, dezembro 17, 2006

Memórias (2)

Quantas conversas terão existido neste borralho, e que se perdem e escoam nos resíduos encontrados nos entulhos de adobos que por aí andam na Gândara? Tudo vai para o entulho. Não há eternidade.

sábado, dezembro 16, 2006

O Escoural tem destas coisas (2)

Este é o Escoural visto de cima, mesmo do alto.

quinta-feira, dezembro 14, 2006

Plantei mais uma árvore no jardim

Os best-sellers

Tal qual com os discos da música Pimba que não compro, mas cujos temas de tanto os ouvir por aí os trauteio sem dar por isso, não li nem vou ler os best-sellers de Santana Lopes, nem o mui badalado e fedorento livro de Carolina Salgado.Um e outro foram lançados no tempo pré natalício. Foi por acaso, só pode! Mas lembro o que, uma vez, me disse Idalécio Cação acerca do jornal A Bola e sua importância para minimizar o analfabetismo funcional dos portugueses. O jornal A Bola e a revista Maria também são importantes. Mesmo muito importantes.

quarta-feira, dezembro 13, 2006

A tribo tem destas coisas

A guitarra portuguesa tem tido uma conotação com o acompanhamento do canto nas suas facetas regionais, fado de Lisboa e fado de Coimbra, apesar destas parcerias serem bastante recentes na história do instrumento. No entanto, os encontros da tribo informam que é um instrumento solista, com passado muito antigo e riquíssimo, com um futuro promissor.

Parem de assustar a avestruz!...

Abortices
Eis os resultados do trabalho promovido pela Associação Portuguesa para o Planeamento da Família (APF), que defende a despenalização da interrupção voluntária de gravidez (IVG). Das duas mil mulheres inquiridas, 14,5 por cento admitiram já ter feito um aborto em algum momento da sua vida. Quando se restringe a pergunta ao universo daquelas que já engravidaram, porém, a percentagem das que afirmam ter interrompido a gravidez sobe para 20 por cento, ou seja, uma em cada cinco mulheres que engravidou em algum momento da sua vida fez um aborto. Mais de metade são mulheres até aos 24 anos, apesar de a percentagem na faixa etária entre os 25 e os 34 anos ter um peso significativo (35,6 por cento).Mas os dados deste inquérito encomendado pela APF a uma empresa de estudos de mercado (a Consulmark) - e que hoje vão ser apresentados na Maternidade Alfredo da Costa (MAC), em Lisboa - permitem ir bem para além da crueza dos números.A "fotografia" que daqui resulta põe em causa tanto a "perspectiva neo-realista", daqueles que advogam que este fenómeno afecta sobretudo "as pobrezinhas e jovenzinhas..................".
Vamos continuar a tapar o sol com a peneira?
Avestruzes há muitas, tal como chapéus.

segunda-feira, dezembro 11, 2006

domingo, dezembro 10, 2006

Enterre-se de imediato

Morreu Augusto Pinochet. O antigo ditador chileno, que governou o país entre 1973 e 1990, tinha 91 anos. Enterre-se de imediato antes que comece a feder.

sábado, dezembro 09, 2006

A estética e a poda

Uma poda é uma poda, quer na Tocha quer em Paris. Em Paris as podas são mais mecânicas enquanto na Tocha são mais manuais, o que com o andar dos anos criam estéticas de poda diferentes. Mas, nem uma poda à parisiense fica bem na Tocha, nem uma poda à gandaresa ficaria bem em Paris.

quinta-feira, dezembro 07, 2006

Sim, porque sim

Votarei sim no referendo! Quase tudo o que vemos à nossa volta, incluindo o edifício moral e social em que vivemos, é e tem sido construído à dimensão dos homens, e os homens não engravidam. E porque as vítimas têm sido as mulheres e só as mulheres, votarei sim, pois a elas deve ser reconhecida a liberdade do limite. Votarei sim sem dar nem receber lições de moral, respeitando quem irá votar sim e quem irá votar não. Votarei sim porque me esforço em não ser hipócrita.

segunda-feira, dezembro 04, 2006