domingo, dezembro 24, 2006

Natal no Escoural (2)

É a memória de um Natal de infância, antigo, neste Escoural perdido entre pinhais, no fim do mundo. Um Natal que é associado não ao menino Jesus, muito menos ao pai natal ou a árvore de Natal, mas sim ao fogo, o lume que alumia a noite perdedora, onde tudo é permitido. A fogueira de Natal foi espontaneamente organizada pelos rapazes da aldeia. Pouco rapazes pois a aldeia é pequena, onde os mais velhos e mais tesos aproveitavam o calor para rever memórias e fazer a previsão do futuro ano agrícola em função do comportamento do fumo da fogueira enquanto este sobe na noite. Chamam-lhe “ver as tempras”, e com inspiração que vi nenhuma tempora falhará. Este ano, os rapazes reeditaram a fogueira de Natal. Reeditaram a memória ancestral e pagã dos avós, pois as noites cada vez mais iguais por todo o lado têm sido deles.

4 comentários:

M. Domingues disse...

Em primeiro quero felicitar-te com um grande abraço, e desejar um feliz Natal para ti e toda a família!
Jovens são estes que vivendo no meio de pinhais, ainda sabem reviver e manter as verdadeiras tradições, conseguindo demonstrar que o que melhor aquece , é a fogueira de Natal!
Eu ainda deixei um sapatito no "Borralho", mas de manhã não tinha nada dentro!!

Manel ! Velhos tempos que por terras do "arr" veio o Polícia...

Manel disse...

Um grande abraço Manel, e tudo de bom para ti e para os teus.
E o polícia era tão alto, era enorme. Tu foste detido, mas eu consigui fugir ao polícia. A partir daí nunca mais fui detido, pois a Plícia nada quer comigo. Malandros têm eles lá muitos.
Um abraço
Manel

Tiago Cação disse...

Espero que ela se apague só no dia 6 de janeiro..

Manel disse...

Caro Tiago,
Um abraço daqui da Gandara até às terras do tio Sam!