terça-feira, julho 31, 2018

O mal que grassa.



O mal que grassa.
O invejoso sente e alimenta rancor pela frustração que sente de não possuir, ou de ter acesso, algo que o invejado tem.
José Gil, autor do Medo de Existir, afirmou que a inveja tem muita força em Portugal porque somos uma sociedade fechada.
Apesar de todas pessoas não se considerarem invejosas, este mal é pior mal que grassa na nossa sociedade.
Teve o seu auge no reinado de D. Manuel I com a expulsão dos judeus.

segunda-feira, julho 30, 2018

Do eclipse lunar de 2018





A propósito do eclipse lunar de 2018
A Lua desaparece de um lado do mundo para aparecer depois do lado oposto ao que se foi esconder. Desaparece para os lados do sol quando este começa a acordar a madrugada, e três noites depois aparece quando ele se está a pôr na noite, lá para as bandas do mar. Esteve três noites sem dar a cara aos pobres humanos e viventes de Deus, sem os governar. Que fará ela nas noites em que fica a sós com o Sol? Que farão eles ambos os dois? Ninguém sabe de tais poderes. Ninguém sabe de tais afazeres. Mas imaginamos. Imaginamos que sim, que se juntam bem um ao outro, que ficam lá na cama da noite do Sol a fazer o que se tem que ser feito. Depois ela segue o seu caminho até se mostrar no seu esplendor de fertilidade.


quarta-feira, julho 25, 2018

Rosácea



Recordo-te, meu bom amigo, que uma régua e um compasso bastam para o traçado do plano de uma rosácea.
Se trabalhares um volume necessitarás de um imprescindível esquadro, e para ergueres uma construção de um nível e um prumo, mas primeiro terás que talhar uma pedra.

Vou combater o burnout.




Eu com esta experiência de vida, em que pouca coisa me parece surpreender, não deveria estar assim tão tenso.
Respiro fundo e prometo a mim mesmo não me envolver nos assuntos que estão a arder.
Digo para mim que estes assuntos não são os meus.
Mas afinal são.
São, porque me afectam.
Vou combater o burnout.

terça-feira, julho 24, 2018

O que são as reformas estruturais?






O que são as reformas estruturais?
O neoliberalismo actual é muito diferente do liberalismo clássico que até aqui nos trouxe.
Para o neoliberalismo, cujos pregadores avençados fazem opinião, e digo avençados porque efectivamente recebem uma avença para usarem os púlpitos que o sistema tem, clama a todo o momento por uma coisa chamada “reformas estruturais”, que é tratar a lei que rege o contrato social como subordinada ao “mercado legal”, ou seja, a lei deve depender dos resultados financeiros.

sexta-feira, julho 20, 2018

As pessoas andam muito confusas.



A cimeira da crise e a pós-democracia.
As pessoas andam muito confusas.
Trump e Putin, nesta capa da Time, estão sintonizados ideológica e afectivamente como é mostrado.
Ainda há muitas pessoas que pensam como no século passado, e andam muitos confusas.
Trump deverá ter o rabo entalado com a "alta finança" russa.


terça-feira, julho 10, 2018

Um problema do Diabo




Às vezes acordo como com a ideia que posso organizar o meu futuro.
Depois, olhando a memória, a realidade foi sempre teimosa, ganhou-me sempre a aposta, trazendo-me aqui apesar de esta ter encontrado este outro teimoso pela frente, pois uma teimosa nunca teima sozinha, terá que teimar com alguém, em última análise teima com a realidade, essa teimosa suprema. A realidade é teimosa, e a todos embrulha no papel que fazemos no teatro da vida sem grande controlo do futuro.
Não há futuro para além daquele que já sabemos, que tudo será pior que hoje, já que tudo piora.
A tecnologia, essa salvadora, é agora a ferramenta usada para o ser supremo nos escravizar.
Depois do feito ida à Lua, não resolvemos, porque não reconhecemos a nossa ignorância em não evitar o derrame de uma simples gota de óleo num rio. Não falo na irradicação da fome no mundo, que aí já nós sabemos que assim é que está bem, que há pessoas que não podem conhecer outra coisa, e que é assim que corre a notícia.
Até parece que os pobres foram convencidos, pelos poucos ricos claro, que tem mesmo que ser pobres, enquanto a catequese do futuro salvífico aí continua a encher os canais de informação, agora cada vez mais controlados, usando essa tecnologia e conhecimentos avançados, cada vez menos por nós planeado.
Enganam-nos quando nos dizem que temos futuro, tal como um slogan eleitoral, mas caso as respostas das pessoas não sejam dentro do padrão desejado, não se coíbem em passar a mensagem que não há futuro, que tudo será tão mau, que o menos mau já é bom, mas o futuro que a divindade suprema nos impõe.
Há 40 anos os padres, nas homilias, falavam de um plano divino, como se fosse um determinismo divino em que todos os resultados do somatório dos esforços humanos como de um esforço divino se tratassem. Agora o ser supremo assim aplica o plano. Agora as homilias não referem mais o lugar de choro e ranger de dentes, o inferno. Agora, o lugar é outro. As ameaças de banca rota, dívida e deficit, são os terramotos e dilúvios resultado dos pecados da sociedade que despertou a ira do novo ser supremo. Condenações aos que não seguem esta nova lei divina são apregoadas. São hereges a serem lançados à fogueira da clandestinidade, ostracização e silenciamento. Os subversivos serão derrotados, pois o senhor é o senhor do dinheiro que compra os exércitos.

Como se a culpa principal fosse dos partidos políticos.
Do que sei, os partidos políticos não passam de associações de pessoas. A ideia de que são os culpados de todo o mal, vem da ideia veiculada constantemente pelos fazedores de opinadelas, e posteriormente replicadas em câmara de eco primeiro pelos emails e agora pelas redes sociais, estes sim ao serviço de algo mais obscuro, dado que mesmo servindo-se das pessoas que vivem à babuje dos partidos, quando os votos, as leis, os tribunais, incluindo constitucionais, e outros entraves e estorvos à propagação da actual boa nova, as sociedades criaram para sua organização.
É efectivamente por aí, vindos das escolas da ideia vigente, garotos ambiciosos nos governam, denegrindo, até, os partidos que os pariram, ultimamente têm colocado, também, no poder alguns de cabelo pintado de preto, mas estes são ainda mais manhosos que os primeiros, que costumam atacar os salvadores. Escolhido o alvo, e quando a coisa tiver a massa crítica, mesmo a da indiferença que funciona sempre para o seu lado, aparecerão no seu esplendor. O esplendor dos ditadores de capas pobres e discretas.


Há tempo para tudo



Estou no tempo em que ele me mostra que para estar bem não necessitaria de despender tanto esforço.
É que tudo tem o seu tempo determinado e há tempo para tudo debaixo deste céu, parafraseando Eclesiastes 3:1.

segunda-feira, julho 09, 2018

Lembranças


Tenho memórias daquele meu tempo de infância de catequese do medo. Medo do pecado, do inferno e do medonho fim do mundo que estava próximo.
As vincadas secções de catequese dominical eram ministradas pela velha freira, a irmã da leprosaria, que seria a que hoje chamaríamos de meia-idade, mas para a criança seria velha nesse tempo dos muito velhos. Decorria o tempo, soube-o mais tarde, de um tal Concílio do Vaticano, o segundo, em que “até o Caredo passou a ser diferente”, e Deus Nosso Senhor deixou de perceber Latim, esse linguajar único e intraduzível foi substituído por um bem mais familiar, mas de igual modo incompreensível. O mulherio de negro lá continuou nas mesmas contrições, desfiando contas de Rosário de bichibichis em surdina.

quinta-feira, julho 05, 2018

O novos bufos


Nas redes sociais há uma grande percentagem de pessoas que se limita a repassar trampa.
Desde as fack news a coisas mesquinhas, de mentiras lançadas de propósito pelos profissionais da manipulação a soldo de interesses obscuros não recomendáveis, potenciando os receios, alguns legítimos e reais, das pessoas.
A nível local há uns especializados em cão de silveira, vulgo peniqueiro, o tal canídeo que o caçador que afirma não ter sequer Facebook, muito menos navega na Net, diz ele, instiga a entrar no esconderijo do coelho a ser abatido, a empurrá-lo para fora do seu terreno, onde os cães de fila poderão morder e caçar sem que o mandante dispare um tiro sequer.
A bufaria está activa e recomenda-se.

quarta-feira, julho 04, 2018

Procrastinar





O slogan fazer parte da solução e não do problema parece estar roto e esfarrapado, não pelo seu uso, mas pelo seu abuso.
Cada vez mais as coisas parecem replicar-se, como que a desejarem a renovação dos velhos assuntos não resolvidos e sempre adiados.
Procrastinar como agora eu ouço dizer.

segunda-feira, julho 02, 2018

Estava o Inverno para vir


O que escrevi 40 dias depois do Natal.
Estava o Inverno para vir.


2018-02-02
Frio matinal, com um céu limpo e azul, a mostrar a seca que preciste em não nos abandonar. Uma fina camada de geada, quase imperceptível, sobre a pouca erva. Abri o sítio de meteorologia, que esta seca que tem estado teimosa preocupa-me, e eu nem sou agricultor. Toda a Europa está apresentada como coberta de nuvens, excepto  a Península Ibérica.
Teimosias do Clima e dia da Nossa Senhora das Candeias. Se a vires a sorrir, está o Inverno para vir. Que venha o Inverno.