sexta-feira, julho 21, 2017

Até parece que já vi este filme


   Na voracidade do tempo que vivemos tudo nos é apresentado como linear, como se tudo corresse em linha recta do passado para o futuro, e assim nos é mostrado o tempo passado como uma linha recta que nos trouxe até aqui. Só que o tempo passado não é assim tão recto, mas antes um pouco mais espiralado, dando voltas estranhas não circulares, nunca se repetindo apesar das muitas semelhanças, e daí ouvir-se dizer que a história se repete, ou que “até parece que já vi este filme”. 

quinta-feira, julho 06, 2017

A beleza de um gatafunho!

A beleza de um gatafunho!

Sinto, neste momento, uma enorme vontade de fugir ao stress e escrevo isto com caneta de aparo só pelo gesto que acalma no olhar do deslizar deste  ao deixar tinta azul sobre o papel.
Eu uso caneta de aparo no caderno de notas que transporto comigo. É mania que carrego e que cada vez mais me vinca. Se contasse isto a alguns, que não a vós que estais a ler isto, ouviria deles que eu estava maluco, logo agora que até ando em busca de cartuchos de tinta de cor mais acastanhada, daquela que dá aspecto de ter sido efectuada há muito tempo. É só para o sentir do olhar da construção de gatafunhos deixados sobre uma página de caderno.
A beleza de um gatafunho!
Mas desde quando é que um gatafunho é belo?

Há algo de narcísico na escrita, só pode!