quinta-feira, setembro 21, 2017

É o tempo do peniqueiro aparecer nas redes sociais




Este é o tempo do peniqueiro aparecer nas redes sociais, só porque o chefe vai a votos, só agora publica as fotos que o chefe manda.as fotos que o chefe manda.


O peniqueiro nunca publica as suas opiniões.
O peniqueiro só tem uma opinião: a do chefe,
O peniqueiro, só lê as opiniões dos outros.
O peniqueiro é uma espécie resistente apesar de amorfa e sem espinha.
O peniqueiro constipa-se só porque o chefe espirra.
Tendo sempre à mão o utensílio que lhe dá o nome, corre desalmadamente para o chefe mal este aproxime, por qualquer motivo, a mão da verguilha.
O peniqueiro é mais perfeccionista, mais pontual e mais alinhado que o chefe.
O peniqueiro faz tudo pelo chefe, e até lhe ofertaria o dito se o chefe o pedisse.
O peniqueiro é elemento de uma praga maior que os chatos, apesar de eu não saber até ao momento o que é isso, mas assim deverá ser.
O peniqueiro é enxotado pelo chefe, mas se houver mudança de chefe, o peniqueiro será o primeiro a pendurar-se no seu saco, um autêntico e exímio “ puxa saco” para desespero do chefe e sobrevivência do peniqueiro.
O peniqueiro vive e come directa ou indirectamente do que lhe colocam na gamela, existindo peniqueiros por todo lado mais do que se possa imaginar. Uma praga!


segunda-feira, setembro 18, 2017

Há cheiros na memória


Um cheiro único a salitre mareiro, misturado com o do breu das tábuas ressequidas pelo sol, paira entre os palheiros, nas passagens entre eles e na areia varrida pelo vento alisada à espera das primeiras marcas de pisadas de pés descalços. 

quarta-feira, setembro 13, 2017

Aranhiços


   São uns enormes aranhiços, negros, saídos do mar, a caminho de terra, os palheiros de madeira empoleirados em estacas de pau, que se vêem a andar por cima da grande duna, aquela que cerca o mar de entrar terra adentro.

terça-feira, setembro 12, 2017

O Tempo não é linear.


Ontem, teimosamente na noite dos meus pinhais, apesar da teimosa poluição luminosa que nos é imposta, brilhava do Norte a estrela que é ponto central do eixo da Esfera. A cabeça da Ursa Maior estava nas sete horas e Cassiopeia nas duas horas do relógio celeste. O Tempo dá estas rodas á volta, a indicar o fim do ciclo e preparar o balanço de meia volta para se renovar. É o tempo de aguardar as mais belas luzes de Oríon, mais tarde a estrela Sírius, agora olhando para Sul.
Para mim, o calendário muda de página no equinócio de Setembro.
É que já anoitece de manhã.



segunda-feira, setembro 04, 2017

O caminho é sempre uma construção



O caminho é sempre uma construção das pessoas que o percorreram e percorrem. Nesta memória temos uma construção viva e alterável no tempo, olhada do lado do nosso umbigo e todos julgam estar do lado certo da história, havendo quem queira verdades absolutas e negue os pontos de vista de os outros.
Hoje as ditaduras estão aí à espreita e usam a subtileza das tecnologias para se irem impondo, exultando medos e culpas várias.
Estejamos atentos e, já agora, às vezes a tintos.
Saúde!

Bom dia e boa semana.

terça-feira, agosto 29, 2017

O poder é o Poder.



Para mudar o poder, mudar o actor não bastará.
Esta será a primeira condição mas não suficiente. De um modo geral, para que nada mude bastará mudar os cabeça de cartaz, os actores de primeira linha.

Não peças para mudar a que detém o poder. Só um ingénuo o faz, e só um crente acreditará que o que está investido nele o fará. O investido dirá ao ingénuo, se for caso disso, que agora é que vai ser a mudança.

segunda-feira, agosto 28, 2017

Os do costume



À taberna, sem qualquer combinação prévia, chegaram há pouco e quase todos  ao mesmo tempo, talvez devido aos dias estarem cada vez mais pequenos. Talvez! Vieram os costumeiros com a gasta desculpa da conversa para combinar as vidas, dizem eles, para os copitos dizem outros que não frequentam o local com tanta assiduidade, talvez por não terem a necessidade do aditivo líquido, dizem estes, talvez nada tenham a achegar às conversas, ou então pouco ferro que lhes tilinte nos bolsos ou nas patronas, dizem aqueloutros em surdina. Sim, porque a magreza da coirata nunca é para aqui chamada, antes pelo contrário, e tem acontecido que há alguém que nunca se chega à frente neste local de culto e use sempre a mesma nota na carteira, a tal folhinha que não lhe convém destrocar naquele momento.


Escrever direito por linhas tortas.






O importante é a imagem do espelho, metáfora dos tempos que vivemos, na busca do problema que sirva à solução desejada.
Vivemos um mundo de espelhos onde a realidade é distorcida e manipulada, desde a economia de casino, passando pela manipulação da democracia, sondagens, mídia, guerras e doenças, chegando aos valores tecnicamente falsos, na busca do problema certo para que a solução desejada seja posta em prática.

sexta-feira, agosto 25, 2017

Um risco traço branco de borda escura



A mulher baldeia o estrume ainda vivo retirado pela manhã cedinho do curral das vacas misturando-o com as agulhas e mato, um já podre de ter passado todo o Inverno acamado na estrumeira do pátio, e outro ainda em monte, ali descarregado de poucos dias, usando alternadamente o engaço e a forquilha. A merda viva fede ainda mais quando os seus pés, sempre nus donde se pode ver nos calcanhares as negras e encardidas gretas, a espezinha e esborracha. O surro vê-se em todo o comprimento nas pernas visíveis até onde deixa ver a negra saia ligeiramente subida e cintada pelo meio das ancas. Debaixo do lenço preto, atado com nó acima da cabeça, nota-se o desgrenhado cabelo negro. O suor escorre-lhe da fronte e por baixo das orelhas até ao pescoço, arredando a sujidade depositada na pele, e deixando um risco traço branco de borda escura.

Cada qual sabe o nome da terra onde vive, e esta não será excepção. Só que ninguém daqui sabe quem lhe deu tal identificação, nem o porquê. Sempre foi assim, dizem, sempre lhe chamaram pelo nome que ela sempre teve, pois já as avós das avós contavam que os nomes das terras já eram o que são desde que o mundo é mundo, e fazer perguntas acerca disso e de outras coisas referentes ao canto que cada um tem no mundo, quem foi o padrinho ou enregador, nem será de bom-tom. Não se vai questionar isto a uma pessoa que sabe e sempre o soube desde que tem memória de gente.

terça-feira, agosto 22, 2017

As moscas que sobreviveram às geadas do Inverno



As galinhas entram e saem do pátio da casa onde a estrumeira fermenta as agulhas acamadas com bosta dos currais das vacas e da bezerra. O monturo que está à saída da única porta da cozinha, e que dá para o pátio, quer entrar pela casa adentro, ainda mostra o camareiro emborcado sobre a recolha dos dejectos nocturnos. As agulhas finas, caruma apanhada do pinhal novo, em monte ali ao lado a um canto, ainda não foram espalhadas como última camada sobre o monturo. As crianças que brincam por perto ainda irão pisar o presente da noite e apezinhar com bosta o chão de terra batida da cozinha. O sol do meio da manhã incide sobre o fumegar queimante do esterco, iluminado o bailado das ainda poucas moscas que sobreviveram às geadas do Inverno.

segunda-feira, agosto 21, 2017

Trabalhos de fundição




A agricultura que foi desenvolvida inicialmente por mulheres. 
Junto com o uso da tecnologia do metal,este mais usado para a caça, a humanidade adquiriu outros conhecimentos associados à vivência dos dias com a compreensão dos ciclos naturais, e este trouxe o rápido desenvolvimento humano na partilha em grupo dos benefícios a partir dos bens resultantes desses novos processo tecnológicos, consigo uma alteração gradual nas mentalidades, reorganização social e alteração nas relações de poder.
Com as tecnologias usadas pela humanidade vieram associados novos modos de vida, novas organizações de sociedade e filosofias associadas.
Este tem sido o nosso caminho.

A quarta velocidade




A quarta revolução está em curso, estamos no meio dela, no olho do ciclone. É uma realidade vivida e sentida, com as tecnologias da chamada internet integrada na produção, com a comunicação dos equipamentos entre si, e o sistema a ajustar-se e a reorganizar-se em tempo real em função da procura instantânea.  
Assim, resumindo as etapas passadas em função das tecnologias utilizadas temos. 
1.0. Mecanização, energia hidráulica e energia a vapor. 
2.0. Produção em massa, linha de montagem e electricidade. 
3.0. Electrónica, computadores e automação. 
4.0. Cyber sistemas. 
Sabemos, hoje, porque sentimos, vemos, ouvimos e lemos, que cada vez mais há uma concentração de riqueza e poder em cada vez num menor número de pessoas. Que o que está a comandar esses mercados financeiros são computadores com recurso a algoritmos, cujo objectivo é a maximização do lucro, custe o que custar, e sentimos que as pessoas não estão nessas equações. Na Industria 4.0 temos robots, sistemas automatizados que comunicam entre si e com outros centros de produção, à mistura com operadores, e isto tudo integrado. Esta é a realidade actual e o caminho que o colectivo trilhou aqui nos trouxe à tal fábrica magra. 
É que está a acontecer. É o tempo que vivemos!

terça-feira, agosto 01, 2017

Olhares de fora da vedação


As estas retorcidas histórias dos olhares de fora da vedação vigente, mais amplos de horizonte, mais libertários, subversivos e até às vezes quase como hereges, são mais interessantes que as oficialmente consensualizadas.

quinta-feira, julho 27, 2017

As benesses resultantes do uso das tecnologias pelo indivíduo



As benesses resultantes do uso das tecnologias pelo indivíduo e grupos de indivíduos não implicou, nem tem implicado, a absoluta necessidade dos utilizadores finais estejam municiados dos conhecimentos básicos acerca destas. O uso de um smartphone não requer qualquer conhecimento tecnológico especial, tal qual o uso de um machado não requer qualquer conhecimento do tratamento térmico ou da obtenção do aço deste utensilio. 
Basta saber dar-lhe a utilização para que foi concebida tal ferramenta.

segunda-feira, julho 24, 2017

Já não há músicos como os de antigamente


Sentado no cimo do pequeno tripé, o Sarradão lá vai debitando o seu vasto e único repertório que para os ouvintes e usufruidores dos sons das palhetas não importava o nome. A música que parece sempre a mesma  sanfona, canta para dentro “ferrom” e para fora “fom”, com a marcação teimosa do bater do seu enorme pé agora amortecido pela manta de trapos, no chiar interior da geringonça a fazer música, os sons do ar a sair por entre as pregas do fole que mais parecem bufas em contrário dos baixos que saem do lado esquerdo que não conseguem abafar uns peidos cagados por ele que, como é seu hábito, nega ser mãe de tais criaturas gasosas, mas os catraios sempre atentos para a malandrice, saem a rir e a anunciar aos quatro ventos a paternidade dos traques.

Os consensos, essas criações artificiais



   Ao longo dos tempos foram criados consensos à volta das histórias, onde nada se questiona, e assim estas foram sendo assimiladas como verdades e às vezes até tomadas como verdades absolutas. O caminho das histórias tomado como linear vai de encontro ao acordado com os sectores dominantes de cada época, claro contrapondo-se ao torcido trajecto em espiral dos outros olhares fora das peias dos interesses momentâneos. 

sexta-feira, julho 21, 2017

Até parece que já vi este filme


   Na voracidade do tempo que vivemos tudo nos é apresentado como linear, como se tudo corresse em linha recta do passado para o futuro, e assim nos é mostrado o tempo passado como uma linha recta que nos trouxe até aqui. Só que o tempo passado não é assim tão recto, mas antes um pouco mais espiralado, dando voltas estranhas não circulares, nunca se repetindo apesar das muitas semelhanças, e daí ouvir-se dizer que a história se repete, ou que “até parece que já vi este filme”. 

quinta-feira, julho 06, 2017

A beleza de um gatafunho!

A beleza de um gatafunho!

Sinto, neste momento, uma enorme vontade de fugir ao stress e escrevo isto com caneta de aparo só pelo gesto que acalma no olhar do deslizar deste  ao deixar tinta azul sobre o papel.
Eu uso caneta de aparo no caderno de notas que transporto comigo. É mania que carrego e que cada vez mais me vinca. Se contasse isto a alguns, que não a vós que estais a ler isto, ouviria deles que eu estava maluco, logo agora que até ando em busca de cartuchos de tinta de cor mais acastanhada, daquela que dá aspecto de ter sido efectuada há muito tempo. É só para o sentir do olhar da construção de gatafunhos deixados sobre uma página de caderno.
A beleza de um gatafunho!
Mas desde quando é que um gatafunho é belo?

Há algo de narcísico na escrita, só pode!

terça-feira, junho 27, 2017

As tecnologias têm uma importância extrema na vida da nossa espécie.


Na evolução social do bípede de polegar oponente, que somos nós, poderíamos classificar as etapas passadas em função das tecnologias utilizadas.
As tecnologias têm uma importância extrema na vida da nossa espécie. 

O polegar oponente




Desde que a evolução nos trouxe um dos dedos livre praticamente na frente dos outros da mesma mão, tudo melhorou e tudo se passou a ter na ponta dos dedos, a zona mais afastada em termos de ligação nervosas ao cérebro, e assim começámos, alguns, a ter tempo disponível para teorizar sobre a nossa existência.

ideias movediças


Quando entramos em terreno movediço qualquer movimento mais abrupto pode-nos levar a ficar mais atascados, pelo que ultrapassar esse obstáculo se torna ainda mais difícil.
À nossa volta há o ruído constante que polui a informação que chega até nós, baralhando-nos nas decisões e ocultando-nos os caminhos a escolher nestes momentos de mudança supersónica da qual é notória a dificuldade geral das pessoas em a entender.
Há turbilhão de ideias nas nossas mundividências.

Tal qual a perda de contacto visual do chão que pisamos nos pode levar ao desequilíbrio, a busca dos referenciais humanistas universais é o chão que nos segura.

sexta-feira, junho 23, 2017

S. João da Praia da Tocha.



S. João da Praia da Tocha.
O jazo deste ano é dos bons. É de bons toques e tem modas daquelas que a gente gosta, cantigas que até se podem ouvir no rádio, e vão a tocar até ao banho santo. Já estou a ver como vai ser a festa no largo onde rodeiam os automóveis. Um pavilhão enfeitado à volta de um pau alto espetado no chão, com flores de papel de cores variadas, garridas, das mais lindas e vistosas, atadas com o fio de atar chouriças aos cordéis que vêm do cimo do tronco central aos paus que estão em redor, à volta do mastro. O mastro terá que levar no cimo duas ripas em cruz, enfeitadas, onde serão dependurados dois candeeiros a petróleo novos, a estriar. Do lado do Norte vai ficar o coreto do jazo. Se o fizerem com no ano passado, o chão será em tabuado de costaneiros da serração nova do Carvalho, e com uma escada ainda mais bem-feita que a do palheiro do Gomes Rico para que os músicos por ela subam ao palanque. Tudo enfeitado com flores de papel e das outras, que eles merecem. De fatos claros, lindos e bem passados, com uma tira vermelha no bolso do peito e ao longo das costuras das calças, logo aquele cantor que é um homem bem feito, todo penteado e de dentes brancos, quando o saxofone pára de explicar a cantiga, ele na frente do coreto e cantará de viva voz aquela cantiga com palavras lindas de morrer que só ele sabe dizer.

quinta-feira, junho 22, 2017

Os novos púlpitos

                                                                                                                                                                Há demasiadas pessoas que têm certeza de que o que lêem, ouvem e vêem é o suficiente, e corresponde à realidade. 
Imaginam que tudo pode ser compreendido sem esforço, e não admitem que podem estar a ser manipulados. Ouvem, lêem e repassam assuntos nas redes sociais sem questionar. Não vêem a pressão constante das TVs que anunciam catástrofes. As coisas boas são desprezadas e os pequenos deslizes são apresentados como enormíssimos escândalos. Para elas, as Tvs acabam por ser os novos púlpitos de onde se prega a verdade.




segunda-feira, maio 22, 2017

Palheiros da Tocha.



Palheiros da Tocha.
Quando os palheiros passaram a ser usados para férias, quando a pesca, a arte da xávega, desapareceu, a mudança começou. Nos finais de 60 e durante os anos 70, durante a minha meninice e juventude, os palheiros desapareceram, pois novos desafios os esperavam.

sexta-feira, maio 05, 2017


A memória tem sempre um espaço associado. Por isso se começa sempre por um sitio, um lugar geométrico, definido num espaço que a nossa mente reconhece como seu. Depois vem a recordação.

terça-feira, maio 02, 2017

Qual é o lado certo?



Ninguém é efectivamente isento, muito menos os órgãos de comunicação. Estes têm compromissos diversos, defendem interesses vários e corporativos, e muitos até de forma imoral e sem ética.
Independentemente do nosso posicionamento ideológico, nós devemos perguntar a quem serve a notícia, dado que a isenção na busca e na apresentação desta há uma relação que prostitui a isenção. No entanto esteja atento a si mesmo, pois o nosso lado é sempre o lado certo, o que é válido para qualquer outra pessoa.

Apesar de discordarmos, olhando para o nosso umbigo, todos nós julgamos estar  do lado certo da história. 
Eu fujo das verdades absolutas, essas mesmo que são de um modo geral suportadas em invenções.
É uma perda de tempo discutir com quem não está disposto a ouvir.

quinta-feira, abril 27, 2017

O tempo, essa construção.





O tempo, essa construção.
Tomámos um intervalo de tempo, isto é uma volta da Terra em volta do Sol, uma volta da Lua em torno da Terra, uma volta da Terra sobre si própria, e dividimos isto tudo em segmentos. Em seguida demos a estes rótulos, e assim fomos vivendo as nossas vidas como se esta construção fosse a única e como se para tal estivéssemos pré programados.

Depois construímos relógios que nos trouxeram a confusão da antiga e compartilhada construção, e assim tornámo-nos escravos do tempo.








quarta-feira, abril 26, 2017




Demonstrar a uma pessoa que acredita numa verdade absoluta que esta está baseada numa invenção é uma violência, pois todo o seu edifício de vida se desmorona sem que tenha construído um outro alternativo.

sexta-feira, fevereiro 10, 2017

Pessoas inteligentes

                           PESSOAS INTELIGENTES

Conta-se que numa cidade do interior um grupo de pessoas divertiam-se com
o idiota da aldeia.
Um pobre coitado, de pouca inteligência, vivia de pequenos biscates e
esmolas.
Diariamente eles chamavam "o idiota" no bar onde se reuniam e
ofereciam-lhe a escolha entre duas moedas: uma grande de 400 REIS e outra
menor, de 2.000 REIS.
Ele escolhia sempre a maior e menos valiosa, o que era motivo de risos
para todos.
Certo dia, um dos membros do grupo chamou-o e perguntou-lhe se ainda não
havia percebido que a moeda maior valia menos.
'Eu sei' - respondeu o tolo - 'Ela vale cinco vezes menos, mas no dia em
que eu escolher a outra, a brincadeira acaba e nunca mais irei ganhar a
minha moeda'.
***
Podem tirar-se várias conclusões dessa pequena narrativa.

A primeira:
Quem parece idiota, nem sempre é.
A segunda:
Quem eram os verdadeiros idiotas da história?
A terceira:
Se você for ganancioso, acaba por estragar a sua fonte de rendimento.
A quarta e mais interessante é:
A percepção de que podemos estar bem, mesmo quando os outros não têm uma
boa opinião a nosso respeito.
Portanto, o que importa não é o que pensam de nós, mas sim, quem realmente
somos.

Moral da História...
' O maior prazer de uma pessoa inteligente é fazer-se de idiota, diante de
um idiota que julga ser inteligente'.


(recebido por email)

quarta-feira, fevereiro 01, 2017

Populismo qb



As Pós-verdades de Trump, Brexit e outras tramputinissesEstejamos atentos, sempre atentos às tramputinisses que pairam neste tempos que vivemos,Donald Trump foi eleito segundo as regras em vigor na terra dele e, como candidato, só assumiu o compromisso com o cativar de votos para uma solução de um problema que também apresentou e que os eleitores alvo reconheceram, independentemente dessa solução ser ou não real. Passado umas semanas de tomar posse, ele já está a desempenhar o papel a que se propôs fazer, e deve estar a gozar com a reacção aos decretos que tem vomitado.Depois do Brexit, temos Trump. Teremos a France da senhora Le Pen e outros populistas pela Europa? É que nunca se falou tanto como agora em ideologia do populismo. Apetece fazer uma pergunta carregada de heresia democrática. Será que as eleições directas, hoje, são um perigo para a própria democracia e destinos a tomar pelas sociedades democráticas?Tudo aponta que a manipulação é contínua e se estende após o acto de votar, e que até parece que as pessoas votam mas não era bem aquilo que queriam. Será que este tempo que alguém classificou como era da pós-verdade, esta tem pernas para se ir sobrepondo aos cidadãos íntegros e verticais?Estejamos atentos, não dando um papel em branco a qualquer idiota que se candidate, e como remédio preventivo contra o cheque em branco bebamos um copo de tinto pela Democracia e pela Liberdade.



Caps Lock e reticências



Há comunicações que não me despertam o interesse em as ler.
São as que estão escritas em Caps Lock em toda a sua extensão, em que sinto estarem a berrar comigo, e eu não gosto de berros, e as que recorrem ao abuso de reticências pelo meio das frases, como que existisse uma suspensão ou interrupção do pensamento, hesitações e ideias incompletas.
São coisas minhas, só isso.



sexta-feira, janeiro 20, 2017

Vamos ajudar à TIA


Na economia 4.0 que vivemos já estão em implementação e em funcionamento sistemas de comunicação directa com equipamentos, tratamento de dados em tempo real com ligações ao cliente, onde tudo é registado, sistemas automatizados que comunicam entre si, centros de produção e fabrico integrando robots à mistura com operadores. Isto é o temos e vemos, e mais veremos se houver vida e saúde, como se costuma dizer.
Esta realidade é o caminho que  hoje trilhamos, e a tal “fábrica/indústria magra” está aí e vai acontecendo a grande velocidade.
Novas questões se estão a colocar relativamente às pessoas, à partilha do trabalho e ao sistema social.
Vamos prensar o assunto.
Pensar já é uma boa alternativa à TINA (There Is No Alternative), pensamento do tipo único que se sustenta a si mesmo, e que tem sido imposto com sucesso pelo poder dominante e ultimamente em catequeses até à náusea com recurso aos fazedores de opinião. O mesmo se aplica para o sistema financeiro que serve o todo-poderoso e único deus Mercado.

Vamos ajudar à TIA (There Is an Alternative).

quinta-feira, janeiro 19, 2017

É urgente pensar, e pensar é mudar de rumo.

Sabemos nós, porque vemos, ouvimos e lemos, que cada vez mais há uma concentração de riqueza/poder em um número cada vez menor de pessoas, e o que está a comandar os mercados financeiros, esses mesmos que se podem irritar como afirmou um algarvio, são computadores que utilizam algoritmos cada vez mais elaborados, e cujo objectivo é maximizar o lucro.

Só que nos indica que as pessoas não estão contempladas na equação. É urgente pensar, e pensar é mudar de rumo.

quarta-feira, janeiro 18, 2017

É a realidade, ó estúpido!

É a realidade, ó estúpido!


Os números debitados pelos algoritmos têm os seus seguidores fieis, como de religião se tratasse, uma reverência especial, havendo pessoas que seguem fiel e religiosamente toda esta ficção e acabam por julgar a realidade,  como um paradoxo.


quinta-feira, janeiro 12, 2017

Parem para pensar, por favor!




A vida não deveria ser só trabalhar, ganhar dinheiro, hipotecar-se, consumir e morrer.
Nascemos num mundo maravilhoso e com tantos lugar diferentes com pessoas únicas.

Parem para pensar, por favor!

quarta-feira, janeiro 11, 2017

De mentira a verdade absoluta


A Mentira nua dá a volta ao mundo antes da Verdade ter tempo de se vestir, e depois para alguns é transformada em verdade absoluta.

sexta-feira, janeiro 06, 2017

Idalécio Cação


….”Ler é sempre uma coisa de respeito, e tem de haver muito silêncio para um homem não se perder na leitura e dar o tom mais conveniente às notícias. Ler é como apanhar fruta numa árvore, colhê-la, e dá-la a comer a quem não pode chegar lá acima. Agente recebe as palavras ouvidas, sempre com as orelhas guiadas, não vá perder-se nem um grãozinho da leitura, nem o seu tom…….”
[Idalécio Cação]

segunda-feira, janeiro 02, 2017

Bom dia e bom ano!

Bom dia e bom ano!

Este ano eu não noto grandes diferenças do ano passado, e não espero nada de especial além de viver.

segunda-feira, dezembro 19, 2016

Natal



Nasce um Deus. Outros morrem. A verdade
Nem veio nem se foi: o Erro mudou.
Temos agora uma outra Eternidade,
E era sempre melhor o que passou.

Cega, a Ciência a inútil gleba lavra.
Louca, a Fé vive o sonho do seu culto.
Um novo Deus é só uma palavra.
Não procures nem creias: tudo é oculto.

[Fernando Pessoa]

quarta-feira, novembro 23, 2016

A ditadura do algoritmo






Anda tudo louco, costuma-se dizer, mas ultimamente eu sinto que o ando a afirmar demasiadas vezes.
De um lado o deus Cronos. Do outro lado os sistemas montados que, quando alimentados, ignoram a velocidade natural de escoamento do tempo. Vivemos numa crescente automação de organização cada vez mais complexa e, porque não dizer, cada vez mais complicada na vivência deste tempo. É o algoritmo a funcionar e assim todos somos embrulhados. Tudo parece bater certo, mas atenção que nesta equação as pessoas parecem não entrar!
O inferno tem efectivamente dois lados: o de dentro e o de fora, e ambos estão quentes, a escaldar.

terça-feira, novembro 22, 2016

Deixa-me espreitar pelo buraco da tua fechadura

Deixa-me espreitar pelo buraco da tua fechadura

Sabemos das armas de destruição em massa, que vão da bomba nuclear à bomba de explosão selectiva, da arma química à bacteriológica, do medo à manipulação em que vivemos, e para esta última usa-se a matemática, o algoritmo, onde nas redes sociais e na informação automática se vai eliminando vídeos, áudios, e outra informação, onde a “máquina” é que decide o que vai sendo notícia e o que se vai colocando em destaque.
Assim se bloqueiam contas em páginas e blogs e se promovem falsos perfis pelas redes sociais, se remove informação do topo, se faz cair uma outra no esquecimento, enquanto sobe à repetição até à náusea a banalidade e o voyeurismo.
 O que passa nas malhas dos filtros do algoritmo levam um tratamento idêntico ao que se chama em guerra de “danos colaterais”.


quarta-feira, novembro 16, 2016

A chegada do Diabo

http://sol.sapo.pt/artigo/534433/psd-apanhado-de-surpresa-poe-travao-a-fundo-no-discurso-do-diabo-

domingo, novembro 13, 2016

Cagar sem errar o chão.


Cagar sem errar o chão.
Até o baixinho Mendes que tem púlpito reservado na SIC, para aqueles que não saibam é um canal televisivo que opera em Portugal, fala de boca cheia de crescimento económico!
Mas eu pergunto: crescer para que lado?
Agora tem aparecido por aí uns que estão numa de crescimento sustentado, mas tudo me indica que o crescimento não poderá ser sustentável, pois uma vez que se aumenta constantemente a produção de bens e serviços, provoca sempre um aumento de consumo de matérias-primas e recursos, com as perdas associadas por mais ecológicos e eficientes sejam os processos.
Agora desafio os economistas e comentadores fazedores de opinião: para quando a introdução do conceito de entropia aplicado à Economia?
Nos Media, a voz dominante lá vai catequisando a plebe e em especial os idiotas confiantes sempre seguros nas suas certezas, enquanto uns outros, sem acesso aos púlpitos, estão cada vez mais cheios de dúvida

Pensamentos económicos



Pensamentos económicos
Teoria do Decrescimento Sustentável
Decrescimento é um conceito econômico, mas também político, cunhado na década de 1970 – parcialmente baseado nas teses do economista romeno, criador da bioeconomia, Nicholas Georgescu-Roegen, publicadas em seu livro The Entropy Law and the Economic Process (1971).
A tese do decrescimento baseia-se na hipótese de que o crescimento econômico – entendido como aumento constante do Produto Interno Bruto (PIB) – não é sustentável para o ecossistema global. Essa ideia é oposta ao pensamento econômico dominante, segundo o qual a melhoria do nível de vida seria decorrência do crescimento do PIB e, assim, o aumento do valor da produção deveria ser um objetivo permanente da sociedade.
A questão principal, segundo os defensores do decrescimento – dentre os quais Serge Latouche é o mais notório – é que os recursos naturais são limitados e, portanto, não existe crescimento infinito. A melhoria das condições de vida deve, portanto, ser obtida sem aumento do consumo, mudando-se o paradigma dominante.
Crítica ao pensamento econômico dominante
Segundo seus críticos, as principais consequências do produtivismo – entendido como a ênfase dada aos aumentos de produtividade e ao crescimento, nas sociedades industriais, tanto socialistas como capitalistas – seriam:
• Esgotamento dos recursos energéticos (petróleo, gás, urânio, carvão) no próximo século, caso se mantenha o atual ritmo de crescimento do consumo. 
• Escassez crescente de numerosas matérias-primas. 
• Degradação ambiental: efeito estufa, aquecimento global, perda da biodiversidade e poluição. 
• Degradação da flora, da fauna e da saúde humana. 
• Evolução do padrão de vida dos países do hemisfério norte, em detrimento dos países do sul, no que diz respeito a transportes, saneamento, alimentação etc.
Embora o produtivismo tenha sido parcialmente questionado pelos defensores do desenvolvimento sustentável, a crítica dos adversários do crescimento é mais radical, já que consideram o próprio desenvolvimento como um oximoro(1) – uma contradição em termos. O desenvolvimento não pode ser sustentável, uma vez que o aumento constante da produção de bens e serviços também provoca aumento do consumo de recursos naturais, acelerando, portanto, o seu esgotamento – lembrando que 20% da população mundial já consome 85% dos recursos naturais.
Pressupostos da Teoria do De crescimento
• O funcionamento do sistema econômico atual depende essencialmente de recursos não renováveis e, portanto, não pode se perpetuar. As reservas de matérias-primas são limitadas, sobretudo quanto a fontes de energia, o que contradiz o princípio de crescimento ilimitado do PIB.
• Não existe evidência da possibilidade de separar crescimento econômico do aumento do seu impacto ambiental.
• A riqueza produzida pelos sistemas econômicos não consiste apenas de bens e serviços. Há outras formas de riqueza social, tais como a saúde dos ecossistemas, a qualidade da justiça e das relações entre os membros de uma sociedade, o grau de igualdade e o caráter democrático das instituições. O crescimento da riqueza material, medido apenas por indicadores monetários, pode ocorrer em 
detrimento dessas outras formas de riqueza.
• As sociedades ocidentais, dependentes do consumo supérfluo, em geral não percebem a progressiva perda de riquezas como a qualidade de vida e subestimam a reação das populações excluídas – a exemplo da violência nas periferias e do ressentimento em relação ao ocidente, por parte dos países que não apresentam o padrão de desenvolvimento econômico ocidental.
Os teóricos do decrescimento sustentável também acreditam que o PIB é uma medida apenas parcial da riqueza e que, se pretendemos restabelecer toda a variedade de riquezas possíveis, é preciso deixar de utilizá-lo como bússola. Assim, defendem a utilização de outros indicadores, tais como o IDH, a Pegada Ecológica e o Índice de Saúde Social (ver, adiante, capítulo Indicadores 
e Índices de Sustentabilidade de Nações).
(1) Oximoro é uma figura de linguagem que harmoniza dois conceitos opostos numa só expressão, formando , assim, um terceiro conceito que dependerá da interpretação do leitor.
Referências 
www.decroissance.org 
www.decroissance.info 
www.degrowth.net 
www.wikipedia.org.br http://pt.wikipedia.org/wiki/P%C3%A1gina_principal

quarta-feira, novembro 09, 2016

Trump não tem culpa de ser eleito!

Trump não tem culpa de ser eleito!

terça-feira, novembro 08, 2016

Mais olhos que barriga


Todas as sociedades produzem e querem crescer para satisfazer as necessidades das populações. É o que nos tem mostrado o caminho que ainda nos lembramos de percorrer. Mas nesta regra não é aplicável na sua totalidade à sociedade em que vivemos actualmente. Tudo indica que o objectivo é crescer por crescer, porque só crescendo se foca naquilo que é a base em que nós vivemos, o lucro, e para crescer terá que se criar um crescimento ilimitado de necessidades.

Então vamos crescer para que lado?

segunda-feira, novembro 07, 2016

Pousio (2)

Parar para pensar.
Tenho o Blogue desde Março de 2006 com actualizações mais ou menos regulares, e parei aqui para pensar sobre o que se está a passar com esta coisa chamada redes sociais.
Há uma década a Net era uma rede inteligente e diversa de novidades. Hoje mais parece um canal televisivo daqueles que passam “reality shows “, dramas em directo, não notícias, onde tudo, tal como num canal televisivo da moda, é previsível, muita felicidade a rodos, grandes jantares e festas, comentários da politiquice, futebolísticos e insultos. Tudo infantilizado e em manada. Foi um processo mais rápido que a transformação da tasca em esplanada da moda onde as conversas já não existem, onde nem se pode estar sem o ruído das conversas do lado a evidenciar o abovinamento formatado.
Colocar uma lengalenga deste tamanho na tasca virtual é inoportuno, chato e ofensivo, dirão alguns. Porque não te vais embora para tomar teu copo em casa, dirão outros.
Lembro que há menos de uma década alguns autores de blogs foram pressionados a retirar os seus escritos, processados judicialmente e em alguns países, presos. Lembro, também, que que um bloguer chegou a secretário de estado, coisa que as actuais redes sociais não se podem gabar de promover.



(continua)

terça-feira, outubro 25, 2016

Viver com mais facilidade

Até aqui chegámos esquecidos de rituais que nos elevem em ascensões de símbolos esperançosos. Seguimos o culto vigente, financeiro e ideologicamente salvífico para uns, onde ninguém se afirma com aversão ao trabalho (a letra minúscula é de propósito meu) a obrigação mansamente imposta de estar, como que a fazer algo que para nada serve em si mesmo e por si só, em troca de um soldo que nos escraviza.
Teria razão o pensador ao afirmar que “o homem devia viver com mais facilidade”? É que neste tempo e para o devir que nos é apresentado, apesar de tudo se apresentar como fácil, constato que viver nunca se apresentou tão difícil.

As pessoas andam desorientadas



Arqueologia industrial!
Este forno de fabrico de telha ficou obsoleto quando a fábrica de telha da Pampilhosa começou a distribuir pelas Gândaras o seu revolucionário produto, a telha Marselha.
A memória da leitura da obra “Casa na Duna” de Carlos Oliveira está aqui presente.
A decadência da quinta da família dos Paulos, os negócios em que ele entrou e a fábrica de cerâmica que construiu entrou em falência. As aberturas de novas estradas em macadame e alcatrão, os camiões a transportar produtos bem mais baratos e de outras qualidades foram ajudas à tal decadência.

Hoje existe um paralelo de mudança na Gândara. As estradas são outras e os outros novos camiões transportam outras ainda não conhecidas mercadorias para a maioria. As pessoas andam desorientadas.

terça-feira, outubro 11, 2016

É simples de explicar!!!!



É simples de explicar!!!!
Um viajante chega a um hotel para dormir, mas pede para ver o quarto.
Entretanto, entrega ao recepcionista duas notas de 100 euros.
Enquanto o viajante inspecciona os quartos, o gerente do hotel sai a
correr com as duas notas de 100€, e vai à mercearia ao lado pagar uma
dívida antiga, ... exactamente de 200 euros.
Surpreendido pelo pagamento inesperado da dívida, o merceeiro
aproveita para pagar a um fornecedor uma dívida que tinha há muito...
também de 200 euros.
O fornecedor, por sua vez, pega também nas duas notas e corre à
farmácia, para liquidar uma dívida que aí tinha de ... 200,00 euros.
O farmacêutico, com as duas notas na mão, corre disparado e vai a uma
casa de alterne ali ao lado, liquidar uma dívida com uma prostituta.
... coincidentemente, a dívida era de 200 euros.

A prostituta agradecida, sai com o dinheiro em direcção ao hotel,
lugar onde habitualmente levava os seus clientes e que ultimamente não
havia pago pelas acomodações. Valor total da dívida: ... 200 euros.
Ela avisa o gerente que está a pagar a conta e coloca as notas em cima
do balcão.
Nesse preciso momento, o viajante retorna do quarto, diz não ser o que
esperava, pega nas duas notas de volta, agradece e sai do hotel.
Ninguém ganhou ou gastou um cêntimo, porém agora toda a cidade vive
sem dívidas, com o crédito restaurado e começa a ver o futuro com
confiança!