quarta-feira, novembro 23, 2016

A ditadura do algoritmo






Anda tudo louco, costuma-se dizer, mas ultimamente eu sinto que o ando a afirmar demasiadas vezes.
De um lado o deus Cronos. Do outro lado os sistemas montados que, quando alimentados, ignoram a velocidade natural de escoamento do tempo. Vivemos numa crescente automação de organização cada vez mais complexa e, porque não dizer, cada vez mais complicada na vivência deste tempo. É o algoritmo a funcionar e assim todos somos embrulhados. Tudo parece bater certo, mas atenção que nesta equação as pessoas parecem não entrar!
O inferno tem efectivamente dois lados: o de dentro e o de fora, e ambos estão quentes, a escaldar.

terça-feira, novembro 22, 2016

Deixa-me espreitar pelo buraco da tua fechadura

Deixa-me espreitar pelo buraco da tua fechadura

Sabemos das armas de destruição em massa, que vão da bomba nuclear à bomba de explosão selectiva, da arma química à bacteriológica, do medo à manipulação em que vivemos, e para esta última usa-se a matemática, o algoritmo, onde nas redes sociais e na informação automática se vai eliminando vídeos, áudios, e outra informação, onde a “máquina” é que decide o que vai sendo notícia e o que se vai colocando em destaque.
Assim se bloqueiam contas em páginas e blogs e se promovem falsos perfis pelas redes sociais, se remove informação do topo, se faz cair uma outra no esquecimento, enquanto sobe à repetição até à náusea a banalidade e o voyeurismo.
 O que passa nas malhas dos filtros do algoritmo levam um tratamento idêntico ao que se chama em guerra de “danos colaterais”.


quarta-feira, novembro 16, 2016

A chegada do Diabo

http://sol.sapo.pt/artigo/534433/psd-apanhado-de-surpresa-poe-travao-a-fundo-no-discurso-do-diabo-

domingo, novembro 13, 2016

Cagar sem errar o chão.


Cagar sem errar o chão.
Até o baixinho Mendes que tem púlpito reservado na SIC, para aqueles que não saibam é um canal televisivo que opera em Portugal, fala de boca cheia de crescimento económico!
Mas eu pergunto: crescer para que lado?
Agora tem aparecido por aí uns que estão numa de crescimento sustentado, mas tudo me indica que o crescimento não poderá ser sustentável, pois uma vez que se aumenta constantemente a produção de bens e serviços, provoca sempre um aumento de consumo de matérias-primas e recursos, com as perdas associadas por mais ecológicos e eficientes sejam os processos.
Agora desafio os economistas e comentadores fazedores de opinião: para quando a introdução do conceito de entropia aplicado à Economia?
Nos Media, a voz dominante lá vai catequisando a plebe e em especial os idiotas confiantes sempre seguros nas suas certezas, enquanto uns outros, sem acesso aos púlpitos, estão cada vez mais cheios de dúvida

Pensamentos económicos



Pensamentos económicos
Teoria do Decrescimento Sustentável
Decrescimento é um conceito econômico, mas também político, cunhado na década de 1970 – parcialmente baseado nas teses do economista romeno, criador da bioeconomia, Nicholas Georgescu-Roegen, publicadas em seu livro The Entropy Law and the Economic Process (1971).
A tese do decrescimento baseia-se na hipótese de que o crescimento econômico – entendido como aumento constante do Produto Interno Bruto (PIB) – não é sustentável para o ecossistema global. Essa ideia é oposta ao pensamento econômico dominante, segundo o qual a melhoria do nível de vida seria decorrência do crescimento do PIB e, assim, o aumento do valor da produção deveria ser um objetivo permanente da sociedade.
A questão principal, segundo os defensores do decrescimento – dentre os quais Serge Latouche é o mais notório – é que os recursos naturais são limitados e, portanto, não existe crescimento infinito. A melhoria das condições de vida deve, portanto, ser obtida sem aumento do consumo, mudando-se o paradigma dominante.
Crítica ao pensamento econômico dominante
Segundo seus críticos, as principais consequências do produtivismo – entendido como a ênfase dada aos aumentos de produtividade e ao crescimento, nas sociedades industriais, tanto socialistas como capitalistas – seriam:
• Esgotamento dos recursos energéticos (petróleo, gás, urânio, carvão) no próximo século, caso se mantenha o atual ritmo de crescimento do consumo. 
• Escassez crescente de numerosas matérias-primas. 
• Degradação ambiental: efeito estufa, aquecimento global, perda da biodiversidade e poluição. 
• Degradação da flora, da fauna e da saúde humana. 
• Evolução do padrão de vida dos países do hemisfério norte, em detrimento dos países do sul, no que diz respeito a transportes, saneamento, alimentação etc.
Embora o produtivismo tenha sido parcialmente questionado pelos defensores do desenvolvimento sustentável, a crítica dos adversários do crescimento é mais radical, já que consideram o próprio desenvolvimento como um oximoro(1) – uma contradição em termos. O desenvolvimento não pode ser sustentável, uma vez que o aumento constante da produção de bens e serviços também provoca aumento do consumo de recursos naturais, acelerando, portanto, o seu esgotamento – lembrando que 20% da população mundial já consome 85% dos recursos naturais.
Pressupostos da Teoria do De crescimento
• O funcionamento do sistema econômico atual depende essencialmente de recursos não renováveis e, portanto, não pode se perpetuar. As reservas de matérias-primas são limitadas, sobretudo quanto a fontes de energia, o que contradiz o princípio de crescimento ilimitado do PIB.
• Não existe evidência da possibilidade de separar crescimento econômico do aumento do seu impacto ambiental.
• A riqueza produzida pelos sistemas econômicos não consiste apenas de bens e serviços. Há outras formas de riqueza social, tais como a saúde dos ecossistemas, a qualidade da justiça e das relações entre os membros de uma sociedade, o grau de igualdade e o caráter democrático das instituições. O crescimento da riqueza material, medido apenas por indicadores monetários, pode ocorrer em 
detrimento dessas outras formas de riqueza.
• As sociedades ocidentais, dependentes do consumo supérfluo, em geral não percebem a progressiva perda de riquezas como a qualidade de vida e subestimam a reação das populações excluídas – a exemplo da violência nas periferias e do ressentimento em relação ao ocidente, por parte dos países que não apresentam o padrão de desenvolvimento econômico ocidental.
Os teóricos do decrescimento sustentável também acreditam que o PIB é uma medida apenas parcial da riqueza e que, se pretendemos restabelecer toda a variedade de riquezas possíveis, é preciso deixar de utilizá-lo como bússola. Assim, defendem a utilização de outros indicadores, tais como o IDH, a Pegada Ecológica e o Índice de Saúde Social (ver, adiante, capítulo Indicadores 
e Índices de Sustentabilidade de Nações).
(1) Oximoro é uma figura de linguagem que harmoniza dois conceitos opostos numa só expressão, formando , assim, um terceiro conceito que dependerá da interpretação do leitor.
Referências 
www.decroissance.org 
www.decroissance.info 
www.degrowth.net 
www.wikipedia.org.br http://pt.wikipedia.org/wiki/P%C3%A1gina_principal

quarta-feira, novembro 09, 2016

Trump não tem culpa de ser eleito!

Trump não tem culpa de ser eleito!

terça-feira, novembro 08, 2016

Mais olhos que barriga


Todas as sociedades produzem e querem crescer para satisfazer as necessidades das populações. É o que nos tem mostrado o caminho que ainda nos lembramos de percorrer. Mas nesta regra não é aplicável na sua totalidade à sociedade em que vivemos actualmente. Tudo indica que o objectivo é crescer por crescer, porque só crescendo se foca naquilo que é a base em que nós vivemos, o lucro, e para crescer terá que se criar um crescimento ilimitado de necessidades.

Então vamos crescer para que lado?

segunda-feira, novembro 07, 2016

Pousio (2)

Parar para pensar.
Tenho o Blogue desde Março de 2006 com actualizações mais ou menos regulares, e parei aqui para pensar sobre o que se está a passar com esta coisa chamada redes sociais.
Há uma década a Net era uma rede inteligente e diversa de novidades. Hoje mais parece um canal televisivo daqueles que passam “reality shows “, dramas em directo, não notícias, onde tudo, tal como num canal televisivo da moda, é previsível, muita felicidade a rodos, grandes jantares e festas, comentários da politiquice, futebolísticos e insultos. Tudo infantilizado e em manada. Foi um processo mais rápido que a transformação da tasca em esplanada da moda onde as conversas já não existem, onde nem se pode estar sem o ruído das conversas do lado a evidenciar o abovinamento formatado.
Colocar uma lengalenga deste tamanho na tasca virtual é inoportuno, chato e ofensivo, dirão alguns. Porque não te vais embora para tomar teu copo em casa, dirão outros.
Lembro que há menos de uma década alguns autores de blogs foram pressionados a retirar os seus escritos, processados judicialmente e em alguns países, presos. Lembro, também, que que um bloguer chegou a secretário de estado, coisa que as actuais redes sociais não se podem gabar de promover.



(continua)

terça-feira, outubro 25, 2016

Viver com mais facilidade

Até aqui chegámos esquecidos de rituais que nos elevem em ascensões de símbolos esperançosos. Seguimos o culto vigente, financeiro e ideologicamente salvífico para uns, onde ninguém se afirma com aversão ao trabalho (a letra minúscula é de propósito meu) a obrigação mansamente imposta de estar, como que a fazer algo que para nada serve em si mesmo e por si só, em troca de um soldo que nos escraviza.
Teria razão o pensador ao afirmar que “o homem devia viver com mais facilidade”? É que neste tempo e para o devir que nos é apresentado, apesar de tudo se apresentar como fácil, constato que viver nunca se apresentou tão difícil.

As pessoas andam desorientadas



Arqueologia industrial!
Este forno de fabrico de telha ficou obsoleto quando a fábrica de telha da Pampilhosa começou a distribuir pelas Gândaras o seu revolucionário produto, a telha Marselha.
A memória da leitura da obra “Casa na Duna” de Carlos Oliveira está aqui presente.
A decadência da quinta da família dos Paulos, os negócios em que ele entrou e a fábrica de cerâmica que construiu entrou em falência. As aberturas de novas estradas em macadame e alcatrão, os camiões a transportar produtos bem mais baratos e de outras qualidades foram ajudas à tal decadência.

Hoje existe um paralelo de mudança na Gândara. As estradas são outras e os outros novos camiões transportam outras ainda não conhecidas mercadorias para a maioria. As pessoas andam desorientadas.

terça-feira, outubro 11, 2016

É simples de explicar!!!!



É simples de explicar!!!!
Um viajante chega a um hotel para dormir, mas pede para ver o quarto.
Entretanto, entrega ao recepcionista duas notas de 100 euros.
Enquanto o viajante inspecciona os quartos, o gerente do hotel sai a
correr com as duas notas de 100€, e vai à mercearia ao lado pagar uma
dívida antiga, ... exactamente de 200 euros.
Surpreendido pelo pagamento inesperado da dívida, o merceeiro
aproveita para pagar a um fornecedor uma dívida que tinha há muito...
também de 200 euros.
O fornecedor, por sua vez, pega também nas duas notas e corre à
farmácia, para liquidar uma dívida que aí tinha de ... 200,00 euros.
O farmacêutico, com as duas notas na mão, corre disparado e vai a uma
casa de alterne ali ao lado, liquidar uma dívida com uma prostituta.
... coincidentemente, a dívida era de 200 euros.

A prostituta agradecida, sai com o dinheiro em direcção ao hotel,
lugar onde habitualmente levava os seus clientes e que ultimamente não
havia pago pelas acomodações. Valor total da dívida: ... 200 euros.
Ela avisa o gerente que está a pagar a conta e coloca as notas em cima
do balcão.
Nesse preciso momento, o viajante retorna do quarto, diz não ser o que
esperava, pega nas duas notas de volta, agradece e sai do hotel.
Ninguém ganhou ou gastou um cêntimo, porém agora toda a cidade vive
sem dívidas, com o crédito restaurado e começa a ver o futuro com
confiança!

segunda-feira, outubro 10, 2016

O sol fraternal de cada dia.

OCTÁVIO SÉRGIO
Primeiro surge o dedo
Para as escalas inquietas
Junco de seiva em glissando.

Depois a mão inteira
Albatroz de asas abertas.
É então que a madeira
Vibra a tímida noite.
Livre é o dia, o acorde
No terraço da utopia
Trazendo à boca da guitarra
O sol fraternal de cada dia.
Coimbra, 8-10-2011
Eduardo Aroso

Octávio Sérgio, guitarrista de Coimbra e compositor.

quinta-feira, setembro 22, 2016

Gastar cera com fraco defunto.



Há pessoas sobre as quais não há muito para dizer. Usam a liberdade de expressão para defender, em alguns casos parecem desejar ardentemente, o retorno a um regime passado de um tempo que alguns, devido à idade, não vivenciaram. Para estes casos não há muito a dizer, nem tempo a perder.



sexta-feira, setembro 16, 2016

Olhando as origens



Olhando as origens

Hoje, 6:30 da manhã.

Por motivos que desconheço a iluminação pública estava desligada. Sem habitual poluição luminosa e com a atmosfera lavada pelas chuvas que anunciam o Outono, observo a Sul, alto a mais de um quarto de Abóbada do Zénite, o Sete-Estrelo, e lembro a tradicional cantiga de Inverno: 
O Sete-Estrelo vai alto
E meu amor que não vem
Ou o mataram a ele
Ou ele matou alguém

Um pouco abaixo e a descair para Oriente, a cintura de Oríon aponta para a brilhante Sirius, o olho do Grande Cão, o fiel companheiro que segue o celeste caçador. Por detrás dos pinhais nota-se o clarão que vem do Oriente.


quarta-feira, setembro 14, 2016

É para Deus que Barroso trabalha


É para Deus que Barroso trabalha

Não se esqueça que o chairman e CEO do Goldman Sachs acredita que os bancos têm um desígnio social e que se limitam a “fazer o trabalho de Deus”.
Numa velha e espantosa entrevista ao The Times of London, que merece, claro, ser relida, Lloyd C. Blankfein disse mais: “Nós [os bancos e os banqueiros] somos muito importantes […] Nós ajudamos as empresas a crescer ao ajudá-las a levantar capital. As empresas que crescem criam riqueza, permitem às pessoas ter emprego, que criam mais crescimento e riqueza. É um ciclo virtuoso”. […] Eu sou só um banqueiro que está a fazer o trabalho de Deus”. –
Assim, sem mais nem menos. Nessa época, Novembro de 2009, já em plena crise do subprime, mas ainda muito longe de se imaginar a colossal crise financeira e económica que para aí vinha, e que arrasou muitas empresas, muitos bancos e muitos países. Blankfein disse “compreender, ainda assim, que as pessoas se zanguem com os actos dos banqueiros. Eu poderia cortar os meus pulsos, que as pessoas celebrariam”.
O norte-americano de 62 anos, judeu e nascido no Bronx, disse esta enormidade quando o Goldman Sachs lucrava mais de três mil milhões de dólares por trimestre. Era, e ainda é, à conta deste resultado celestial que o banqueiro de Deus enche os seus bolsos com chorudos prémios de gestão. Passaram, entretanto, quase seis anos e o mundo do Goldman Sachs parece continuar a fazer parte do fantástico mundo de Blankfein. O lucro do banco aumentou, no segundo trimestre deste ano, 74% para 1,82 mil milhões de dólares. E, sim, mesmo depois de tantas suspeitas e investigações, o líder continua a ser o mesmo e o banco continua, garantem, a mandar no Universo. Como Deus. Blankfein conseguiu dizer, na mesma entrevista, “compreender, ainda assim, que as pessoas se zanguem com os actos dos banqueiros. Eu poderia cortar os meus pulsos, que as pessoas celebrariam”. São muitos os que garantem que o Goldman Sachs esteve sempre onde havia lodo até à ponta do nariz: na maré negra do golfo do México, na bolha da Internet, na falência do Lehman Brothers, na manipulação das contas gregas e na crise do euro. Noutra entrevista, Marc Roche, que em 2012 editou um livro sobre os bastidores deste grupo, diz que ali só entram os melhores. “A agressividade e o puritanismo são as regras de ouro num mundo onde se trabalha em equipa e 24 horas por dia”, e se controla até a dieta alimentar, disse ao Público. Na Europa, acrescenta Roche, o banco não perde tempo com diplomatas, antigos primeiros-ministros ou ministros das Finanças. O alvo são ex-comissários europeus e antigos banqueiros centrais. Como Monti, Draghi, o actual presidente do BCE, e, agora, José Manuel Durão Barroso, o mais novo lobista da finança mundial. O homem que foi durante 10 anos presidente da Comissão Europeia – uma década sem brilho, diga-se a bem da verdade -, foi incapaz de não sucumbir, nem sei bem ao quê, nem porquê. Não é discriminação, como defendeu o português, é antes moralmente inconcebível. No global e nos detalhes. Um pacto com o Diabo, com o banco que, conforme garante, por exemplo, o presidente francês, explicava aos gregos como engatar as contas do país. Que as portas do céu estejam já fechadas para Barroso.
Jornalista e directora do Dinheiro Vivo




terça-feira, setembro 13, 2016

Infantilização em curso

Sinto que há uma infantilização na comunicação em toda a sociedade.
Mesmo com a sofisticação tecnológica tratam-se as pessoas, em alguns casos, como mentecaptos. Isto acontece desde a publicidade até à política.
Talvez eu esteja a ficar um chato, isto é, velho.

quinta-feira, setembro 01, 2016

Façam o favor de me surpreender!


Quando nos é exigido um plano detalhado ao pormenor, em que o tempo para o fazer demora quase tanto como o de realizar as tarefas da actividade em curso, é sintoma que a infantilização aplicada à sociedade em geral já atingiu esta coisa dos projectos industriais e outros.
Vivemos um tempo esquisito, ou o meu ADN (Afastamento da Data do Nascimento) já não se deixa surpreender com estas ditas novas ferramentas.

Façam o favor de me surpreender!

quarta-feira, agosto 31, 2016

A verdade é uma construção


A verdade é uma construção histórica e qualquer ponto de vista diferente do nosso é essencial para o caminho de a conhecer, porque o que sabemos só vai até ao limite do nosso conhecimento.

segunda-feira, agosto 29, 2016

A casa que o Zeca adquiriu e nunca reabilitou.


A casa que o Zeca adquiriu e nunca reabilitou.

sexta-feira, agosto 26, 2016

O eucalipto não foi uma alternativa para a economia agrária, foi o seu fim



O eucalipto não foi uma alternativa para a economia agrária, foi o seu fim

http://cdn.sabado.pt/2016-04/img_66x49$2016_04_02_14_23_28_161223.jpg
Investigador de alterações climáticas

Agosto 24, 2016
Foi no dia 30 de Maio de 2013 que em Conselho de Ministro Pedro Passos Coelho, Miguel Bento Macedo e Assunção Cristas da Graça assinaram o Decreto-Lei nº 96/2013, que viria a ser conhecido por Lei do Eucalipto. Os atuais líderes da oposição e o ex-ministro prestes a ser julgado pelos Vistos Gold eram apenas os últimos de um longo rol de responsáveis políticos que passavam atestados sucessivos de usufruto da floresta nacional à fileira do eucalipto. Na vigência da nova Lei do Eucalipto, foram plantados mais 23 mil 194 hectares de eucalipto desde 2013. Se esta área fosse um município, seria o 138º maior do país, entre Montemor-o-Velho e Ponta Delgada. Os eucaliptos representam 87,4% de todas as espécies plantadas desde então, sendo o Pinheiro-Manso um longínquo 2º com 3,9% seguido pelo Pinheiro-Bravo com 2,3%. Isto, é claro, são os números autorizados: das 1055 contra-ordenações florestais registadas, 481 foram plantações sem autorização prévia e  502 foram plantações sem comunicação. Se juntarmos um número incerto de plantações ilegais não detectadas e a expansão natural do eucalipto, bastante visível um pouco por todo o território, ficamos com um número em aberto, mas acima dos 850 mil hectares de eucaliptal no país, reforçando o estatuto de árvore nacional e consolidando a espécie no número 1.

Recentemente, em resposta ao acordo de governo, que inclui a revogação da lei dos eucaliptos, a CELPA, Associação da Indústria da Celulose, liderada por Pedro Queiroz Pereira, respondeu que é preciso aumentar a área de eucalipto, aproveitar as áreas abandonadas, porque o futuro é plantar! E por isso não se pode revogar a lei, ou pelo menos se for revogada, devem ser mantidas todas as suas características liberalizadoras ou que sequer distingam o pobre eucalipto.

Desde que a lei foi aprovada, ocorreram o ano mais quente desde que há registos, 2015, o segundo ano mais quente desde que há registos, 2014, e o quarto ano mais quente desde que há registos, 2013. 2016 baterá com toda a probabilidade 2015 e será, uma vez mais, o ano mais quente desde que há registos de temperatura no planeta, e em Portugal também. Uma vez que não há até ao momento sinal de uma gigante viragem nas emissões de gases com efeito de estufa (curiosamente o sector das celuloses está entre os maiores emissores), as alterações climáticas tenderão a aumentar cada vez mais a temperatura. Portugal está num hotspot de alterações climáticas, o que significa que aqui a temperatura subirá mais que no resto do mundo e a precipitação reduzir-se-á na maior parte do território. Assim sendo, e estando Portugal no Mediterrâneo, zona de incêndios recorrentes, não existe a possibilidade de simplesmente travá-los. As ignições ocorrem muito, criminais mas principalmente naturais e por isso a fúria justiceira serve de pouco.

Aquilo que serve de alguma coisa é olhar para a floresta. E quando dizemos olhar para a floresta em Portugal significa olhar para eucaliptos e para incêndios, que são hoje as suas características definidoras. Aproveitar a ignorância geral sobre a digestão dos ruminantes e dizer que o que é preciso na floresta é cabras e que portanto a população portuguesa resolvia o problema da floresta e dos incêndios tornando-se estritamente comedora de cabras e ovelhas é inútil. As cabras não digerem as folhas de eucalipto. Aliás, do nosso Eucalyptus globulus, nem os koalas digerem as folhas. A nossa floresta não sobreviverá com extensões infindáveis de eucaliptos em monocultura. Aliás, dizer que plantações de eucalipto são florestas é um contra-senso, mas avancemos. Os eucaliptos são mais atreitos aos incêndios, não porque são maus, mas porque são mais adaptados a incêndios. E porque quando ardem os eucaliptais, ardem também as outras árvores, que raramente sobrevivem aos incêndios e cujas áreas são depois plantadas com... Eucaliptos. Ou abandonadas aos matos, que a CELPA quer plantar com... Eucaliptos. A desonestidade de falar numa discriminação em Portugal contra o eucalipto cai com dados simples: Portugal tem a maior área de eucalipto relativo do mundo. Portugal tem a 5ª maior área absoluta de eucalipto do mundo, só atrás da China, da Índia, do Brasil e da Austrália. A floresta portuguesa foi entregue nas mãos da CELPA para usar como quiser.

O ciclo da insustentabilidade da floresta é o rápido ciclo da vida do eucalipto: cresce rápido, corta rápido para tentar extrair rapidamente os nutrientes e sobreviver ao próximo grande incêndio, vai-se expandindo a área de eucalipto, vão-se expandindo as áreas de incêndios até se darem os incêndios históricos que cortam a biomassa a níveis de deserto e abrem espaço a mais eucaliptal, que retoma o ciclo do incêndio e da substituição da vegetação autóctone. Foram assim os ciclos curtos e longos dos incêndios: cada vez mais frequentes, cada vez queimando áreas maiores e abrindo cada vez mais espaço ao eucaliptal. Na década de 80 o número de ignições era 7380 e a área ardida anual de 73 mil hectares. Na década de 2000 o número de ignições passou aos 24949 e a área ardida anual para para os 150 mil hectares. O eucaliptal? Quase triplicou.

Ano
Área Ardida
Área eucaliptal
1981
99 mil ha
386 mil ha
1985
146 mil ha
386 mil ha
1991
182 mil ha
529 mil ha
1995
169 mil ha
672 mil ha
1998
158 mil ha
672 mil ha
2000
159 mil ha
713 mil ha
2003
425 mil ha
713 mil ha
2005
338 mil ha
785 mil ha
2010
133 mil ha
811 mil ha
2013
149 mil ha
812 mil ha
2016
103 mil ha (até meio de Agosto)
> 850 mil ha
Fonte: Inventário Florestal Nacional 4, Inventário Florestal Nacional 5, Inventário Florestal Nacional 6, ICNF, AFN

Isto permitiu às celuloses não terem sequer de expandir as suas áreas próprias, apesar de quererem mais e mais eucaliptos para produzir pasta. Mesmo os magros números de pessoas empregadas na celulose estão a diminuir: 3581 pessoas em 2005, 3221 pessoas em 2010, 2743 pessoas em 2014. O que as celuloses têm há muitos anos, por culpa da Lei do Eucalipto mas também das suas antecessoras florestais, é os pequenos proprietários na mão, definindo e controlando o que dá lucro, oferecendo o pouco escoamento de um meio rural exangue, conformando o país e o território nacional à sua necessidade. Ao contrário da publicidade do sector, o eucalipto não foi uma alternativa para a economia agrária, foi o seu fim. Reduzindo as alternativas económicas dos cada vez menos proprietários florestais, beneficiando-se de um regime florestal feito à sua medida, de mini-propriedades abandonadas, invadidas naturalmente ou plantadas com eucalipto por mão alheia, as celuloses sentaram-se a ver o país arder sem que ninguém lhes pedisse contas. E porque haveria de pedir? As áreas geridas pelas celuloses não ardem! O problema é que neste momento as áreas das celuloses não são os seus 155 mil hectares, mas também os outros 700 mil de eucaliptal, sobre os quais não têm qualquer responsabilidade, mas dos quais recebem a sua matéria prima, as áreas que os sucessivos governos deram à CELPA para a CELPA se governar.

Discutir incêndios, abandono florestal e êxodo rural sem falar de uma economia de eucalipto que não precisa gente, não precisa investimento e não precisa de emprego é falar de gambozinos. Os incêndios florestais não são apenas fruto de má gestão, incúria, crime e falta de meios para o combate. São o corolário necessário e inultrapassável de um território desadaptado às condições climáticas em mutação, crescentemente insustentável porque tem cada vez menos gente, cada vez mais abandono, porque tem cada vez mais eucalipto e serve exclusivamente os interesses de uma indústria que nem 3 mil pessoas emprega.

E assim, cada vez que houver matéria combustível no chão (isto é, cada vez que não tenha havido um incêndio nos dois anos anteriores), cada vez que estejam 40ºC dois dias consecutivos, com vento, em que haja noite tropicais acima dos 20ºC, o número de dias de alerta vermelho não parará de crescer. Com menos precipitação e menos humidade, os incêndios suceder-se-ão. A certeza é que isto irá acontecer, não só pelo clima mediterrânico histórico, mas pelo novo, mais quente e mais seco clima mediterrânico. Por isso, há duas maneiras de travar incêndios: desistir de ter uma floresta e arrancar tudo, ou adaptar a floresta ao novo clima. Isso implica reduzir a área de eucalipto significativamente e implica passar a gerir as áreas abandonadas. Significa desistir de acreditar em contos da carochinha de que o mercado ou os proprietários resolverão esta questão por mais multas que se imponham (e cobrar multas a falecidos, a emigrados ou a desempregados sem rendimento, alguma vez funcionou?). Significa voltar a haver um Estado a tomar posse, no mínimo dos mínimos, das áreas abandonadas. E significa construir uma floresta resistente aos incêndios e resiliente, com árvores menos atreitas aos incêndios, que formem ecossistemas que sirvam para que várias actividades possam ocorrer nessa floresta, que produzam, sei lá, madeira para móveis, castanhas, frutos, sombra, abrigo a espécies animais, aves, abelhas, que sustentem actividades que permitam às pessoas viver nessa floresta e não depender de uma esmola das celuloses a cada 7 anos, que lhes permita ter fontes variadas de rendimento e desenvolver barreiras de corte e protecção contra incêndios. Este corte com o business as usual é difícil. Mas é solução para o nosso problema. A alternativa é permitir a manutenção e até expansão do eucaliptal, como quer a CELPA, e que já tem vários investimentos em progressão com isso em mente: a ampliação da fábrica 2 da RENOVA em Torres Novas, a instalação da Smooth – Fábrica de Papel Tissue em Aveiro e a amplicação da Fábrica de Papel Tissue da AMS e instalação da nova Fábrica de Papel "Tissue" da Paper Prime em Vila Velha de Ródão. É o que temos. Papel higiénico como contrapartida. Travar os incêndios ou ceder à ameaça de desvio de investimento, entregando definitivamente o nosso território para que as celuloses o possam utilizar para limpar o rabo.


Na minha página mando eu



Os utilizadores das redes sociais repassam tanta manipulação e lixo que até julgam isso como normal, além de felicidade a rodos, claro.

Todos nós somos um pouco manipuláveis, mas filtrem um mínimo, por favor. 
Depois dos "amens" e das santinhas salvadoras que eu lentamente envie para o canto do esquecimento, temos os falsos perfis, gente que usa palas e não tira folga. 
O procedimento antigo é para continuar a ser aplicado passo a passo. 
Não estou com pachorra para gramar com posts de coisas que não gosto. 
Como escreveu um amigo virtual de longa data : na minha página mando eu.

quinta-feira, agosto 25, 2016

Gandareses: plantai eucaliptos!



Gandareses: plantai eucaliptos!
Jornais, revistas, livros, enciclopédias são os sectores que mais têm sofrido com a queda na indústria do papel. As vendas ficam muito aquém do necessário para sustentar o negócio, exceptuando o papel para limpar o dito, pois cada vez se faz mais merda. 
Com a diminuição do consumo de papel, é ponto assente que a indústria do papel já está na fase final da curva madura.
Por isso gandareses: plantai eucaliptos para que o preço da matéria-prima desça.

terça-feira, julho 26, 2016

Dieta urgente


Vivemos um tempo em que a dieta é urgente.
Temos sido bombardeados com comidas sem valor nutritivo para lucro dos mesmos.
Hoje, neste tempo em que vivemos, onde a necessidade criada em nós de consumir informação é dominante, estamos a ser bombardeados com notícias irrelevantes com o propósito de manipular e enganar, incutir o medo natural às pessoas de modo a que as soluções desejadas pela ganância sejam aceites pela maioria.
Da minha parte não irei repassar essas manipulações, e prometo fazer um esforço em implementar uma dieta que favoreça a minha ignorância selectiva.
Depois da “trash food”, hoje está glorificada a “trash information”.


sexta-feira, julho 01, 2016

De tanto olhar para ele desenho-o de memória


De tanto olhar para ele desenho-o de memória.

quinta-feira, junho 30, 2016

Mais simples e talvez mais livres




15 de Março de 2016

Estou no parque de estacionamento de complexo fabril à espera que se atinja a hora da reunião previamente agendada. A chuva bate ritmada, obedecendo ao maestro vento, que ora a engorda ora a emagrece, mostrado pelo esborrachar das gotas no vidro do carro, e escorrendo por este viscosas como azeite, distorcendo a vista da malha da rede que cerca e veda o parque vigiado pelas câmaras de vídeo a partir de uma central algures.
Vivemos vigiados e aceitamos isso como cordeiros num redil, onde as baias electrónicas nos guiam os passos.
Lembro este mesmo espaço, agora todo arranjado em urbanismo de estacionamento, ainda em terra batida, sem marcas no chão, sem relva aparada, sem árvores e sem qualquer tipo de vedação, mas isto era quando as coisas eram mais fáceis, mais simples e talvez mais livres.

Emails recebidos



Emails recebidos

Caríssimos
Morreu ontem o Frias Gonçalves
O corpo encontra-se na Póvoa de Santo Adrião O funeral (vai ser cremado) é hoje às 3 horas Abraço OS


Importância: Alta
Amigo Manel
Já sabia e parabéns. Preste atenção ao que lhe vou dizer: o Artur Paredes disse-me uma vez que a construção de uma guitarra é empírica e nunca se sabe o que dali vai saír. "E olhe amigo Frias,a melhor guitarra que se venha a construír,ainda vai ser com madeira de caixotes de sabão,nunca se sabe."O Paredes tinha razão.Ele tinha um gavetão de um guarda vestidos cheio de tudo para fazer algumas 6 guitarras e não as mandava fazer,porque já tinha feito todo o género de experiências.
As melhores guitarras em qualidade de som que eu conheci, não eram guitarras mas requintas,que são guitarras mais pequenas e de caixa estreita. Claro que o som não era forte,mas era muito bonito,o que não acontece nas guitarras de hoje. E porquê?Não era por serem mais pequenas mas suponho eu, que era do tampo da frente não ser em spruce,mas sim em pinho(suponho eu). Naquele tempo não havia luxos e aplicava-se o que havia. O spruce é um mata borrão ao som.É uma madeira muito mole e absorve o "bem bom" do som que é a qualidade. A minha 1ª banza (há 50 anos) era uma menina de 800$00 nova, mas comprei-a por 400 em 2ªs núpcias.Era de caixa larga e o tampo era de pinho( suponho,mas não era spruce de certeza).Tinha um som lindo de fazer ressuscitar os mortos. O Octávio tocou uma vez nela e ficou encantado com o som. Vendi-a estúpidamente.
Resumindo e concluíndo: porque não faz a próxima com um tampo em pinho?Fica aqui a deixa.Vá por mim.Isto é como os medicamentos:"se mal não faz,toma-se,pois se fizer bem,tudo bem,se não fizer nada que se lixe. Ela há-de tocar de certeza.
Abraços.Diga se a vai fazer ou não.Fico a aguardar.
Frias Gonçalves.
Publicada por Manel à(s) 19.3.11 


quarta-feira, junho 29, 2016

Faz tudo

Quando os bem pagos fazem tudo, repito, tudo e até burkina (*) fazem, até isto que fez o Sr. Junker a uma potência, que ainda o é a Inglaterra, imaginem o que farão a um pequeno país do Sul em situação semelhante!

burkina (*): Duas prostitutas conversam e exibem uma à outra os respectivos curricula, tendo uma frequência universitária e a outra a frequência do ensino básico. Diz a “doutora” para a “analfabeta”:
- Eu até sei onde fica Burkina Faso.
A colega responde de imediato:
- Eu também faço.


É perigoso pensar

Atenção!
Pensar está cada vez mais perigoso

sexta-feira, junho 24, 2016

E aqui chegamos, Europa.

E aqui chegamos, Europa.
Cada um vê o seu trilho e a paisagem com os olhos do momento e a ajuda dos companheiros de jornada. Alguns afirmam ter ouvido os poetas, os nossos profetas!
Um abraço ao mestre Manolo Garcia Linares.


segunda-feira, junho 20, 2016

Solstício de Junho de 2016

Solstício de Junho de 2016
Mais uma vez, os besouro que anunciam o São João dançaram na copa das laranjeiras do quintal.
A Lua cheia veio juntar-se à festa do Sol.

Desta vez foi ela que veio atrás dele.

Estamos no Solstício de Junho


Estamos no Solstício de Junho! 
Os calendários actuais já não indicam as estações do ano nem as fases da Lua. Até aqui, num simples calendário, a manipulação está a enlear as nossas vidas que eram guiadas pelo Sol e pela Lua. 
Hoje, uma pessoa é levada a aceitar que a liberdade é sinónimo de dia de folga.

quarta-feira, junho 01, 2016

Dia da espiga do ano de 2016

Dia da espiga do ano de 2016
Aqui chegámos esquecidos de rituais e que nos elevem em ascensões a símbolos esperançosos. Seguimos o culto vigente, financeiro e ideologicamente salvífico para uns, onde ninguém se afirma com aversão ao trabalho (a letra minúscula é de propósito meu) a obrigação mansamente imposta de estar, como que a fazer algo que para nada serve em si mesmo e por si só, em troca de um soldo que nos escraviza.

O pensador tinha razão quando afirmou que  “o homem devia viver com mais facilidade”, só que  neste tempo e para o devir que nos é apresentado, apesar de tudo se apresentar como fácil, viver nunca se apresentou tão difícil.

segunda-feira, maio 30, 2016

filhos da puting

Grandessíssimos filhos da puting.

Tenho andado preocupado com esta situação do Bes/Ges e as acusações dos lesados de que desconheciam o que estavam a comprar.

Ora bem, estive a ouvir com toda a atenção Ricardo Salgado, Zeinal Bava, Costa do BP , CMVM, etc, etc, e sinceramente fiquei esclarecido.

Fiquei a saber que houve uma
take over sobre a PT, o que provocou um dawnsizing na empresa e impediu o advanced freight.

Sendo assim, o asset allocation baseado num appraial report, que é o allotment indicado, provocou um average price muito baixo, reduzindo os
back to back ao mínimo.

Ora, o
bid price provocou um dumping e uma floating rate incomportável com o funding previsto  pelos supervisores.

Deixou, pois de existir uma verdadeira
hedge, o que levou ao levantamento de hard cash em grande quantidade.

Se considerarmos que o
ICVM , ao fim do período estava a deteriorar-se e os pay-out continuavam a baixar, a única solução seria o payabre to the bearer
de eventuais incomes da empresa.

Voltando um pouco atrás, o
pool entre Bes e Ges , fez diminuir drasticamente o portfólio dos clientes, levando inevitavelmente a um revolving credit que
abrangeu a maioria dos shareholders de ambas as empresas.

Como é evidente o
pricecut da Rio Forte foi inevitável e a take over sobre a mesma também.

O
gross profit baixou significativamente, aumentando o grade period e o bank rate.

Só para terminar e em jeito de conclusão creio que estamos perante uma grande quantidade de
fillhos da puting, que utilizando a corrupting ao nível central
e local, foram delapidanding os recursos do país e continuam em casa riding da situação, deslocando-se de vez em quanding à Assembleia, fazer de parving os
deputados e o poving em geral.

Tenho dito e só posso concluir  "que grandessíssimos
filhos da puting".



(Recebido por e-mail)