quinta-feira, setembro 22, 2016

Gastar cera com fraco defunto.



Há pessoas sobre as quais não há muito para dizer. Usam a liberdade de expressão para defender, em alguns casos parecem desejar ardentemente, o retorno a um regime passado de um tempo que alguns, devido à idade, não vivenciaram. Para estes casos não há muito a dizer, nem tempo a perder.



sexta-feira, setembro 16, 2016

Olhando as origens



Olhando as origens

Hoje, 6:30 da manhã.

Por motivos que desconheço a iluminação pública estava desligada. Sem habitual poluição luminosa e com a atmosfera lavada pelas chuvas que anunciam o Outono, observo a Sul, alto a mais de um quarto de Abóbada do Zénite, o Sete-Estrelo, e lembro a tradicional cantiga de Inverno: 
O Sete-Estrelo vai alto
E meu amor que não vem
Ou o mataram a ele
Ou ele matou alguém

Um pouco abaixo e a descair para Oriente, a cintura de Oríon aponta para a brilhante Sirius, o olho do Grande Cão, o fiel companheiro que segue o celeste caçador. Por detrás dos pinhais nota-se o clarão que vem do Oriente.


quarta-feira, setembro 14, 2016

É para Deus que Barroso trabalha


É para Deus que Barroso trabalha

Não se esqueça que o chairman e CEO do Goldman Sachs acredita que os bancos têm um desígnio social e que se limitam a “fazer o trabalho de Deus”.
Numa velha e espantosa entrevista ao The Times of London, que merece, claro, ser relida, Lloyd C. Blankfein disse mais: “Nós [os bancos e os banqueiros] somos muito importantes […] Nós ajudamos as empresas a crescer ao ajudá-las a levantar capital. As empresas que crescem criam riqueza, permitem às pessoas ter emprego, que criam mais crescimento e riqueza. É um ciclo virtuoso”. […] Eu sou só um banqueiro que está a fazer o trabalho de Deus”. –
Assim, sem mais nem menos. Nessa época, Novembro de 2009, já em plena crise do subprime, mas ainda muito longe de se imaginar a colossal crise financeira e económica que para aí vinha, e que arrasou muitas empresas, muitos bancos e muitos países. Blankfein disse “compreender, ainda assim, que as pessoas se zanguem com os actos dos banqueiros. Eu poderia cortar os meus pulsos, que as pessoas celebrariam”.
O norte-americano de 62 anos, judeu e nascido no Bronx, disse esta enormidade quando o Goldman Sachs lucrava mais de três mil milhões de dólares por trimestre. Era, e ainda é, à conta deste resultado celestial que o banqueiro de Deus enche os seus bolsos com chorudos prémios de gestão. Passaram, entretanto, quase seis anos e o mundo do Goldman Sachs parece continuar a fazer parte do fantástico mundo de Blankfein. O lucro do banco aumentou, no segundo trimestre deste ano, 74% para 1,82 mil milhões de dólares. E, sim, mesmo depois de tantas suspeitas e investigações, o líder continua a ser o mesmo e o banco continua, garantem, a mandar no Universo. Como Deus. Blankfein conseguiu dizer, na mesma entrevista, “compreender, ainda assim, que as pessoas se zanguem com os actos dos banqueiros. Eu poderia cortar os meus pulsos, que as pessoas celebrariam”. São muitos os que garantem que o Goldman Sachs esteve sempre onde havia lodo até à ponta do nariz: na maré negra do golfo do México, na bolha da Internet, na falência do Lehman Brothers, na manipulação das contas gregas e na crise do euro. Noutra entrevista, Marc Roche, que em 2012 editou um livro sobre os bastidores deste grupo, diz que ali só entram os melhores. “A agressividade e o puritanismo são as regras de ouro num mundo onde se trabalha em equipa e 24 horas por dia”, e se controla até a dieta alimentar, disse ao Público. Na Europa, acrescenta Roche, o banco não perde tempo com diplomatas, antigos primeiros-ministros ou ministros das Finanças. O alvo são ex-comissários europeus e antigos banqueiros centrais. Como Monti, Draghi, o actual presidente do BCE, e, agora, José Manuel Durão Barroso, o mais novo lobista da finança mundial. O homem que foi durante 10 anos presidente da Comissão Europeia – uma década sem brilho, diga-se a bem da verdade -, foi incapaz de não sucumbir, nem sei bem ao quê, nem porquê. Não é discriminação, como defendeu o português, é antes moralmente inconcebível. No global e nos detalhes. Um pacto com o Diabo, com o banco que, conforme garante, por exemplo, o presidente francês, explicava aos gregos como engatar as contas do país. Que as portas do céu estejam já fechadas para Barroso.
Jornalista e directora do Dinheiro Vivo




terça-feira, setembro 13, 2016

Infantilização em curso

Sinto que há uma infantilização na comunicação em toda a sociedade.
Mesmo com a sofisticação tecnológica tratam-se as pessoas, em alguns casos, como mentecaptos. Isto acontece desde a publicidade até à política.
Talvez eu esteja a ficar um chato, isto é, velho.

quinta-feira, setembro 01, 2016

Façam o favor de me surpreender!


Quando nos é exigido um plano detalhado ao pormenor, em que o tempo para o fazer demora quase tanto como o de realizar as tarefas da actividade em curso, é sintoma que a infantilização aplicada à sociedade em geral já atingiu esta coisa dos projectos industriais e outros.
Vivemos um tempo esquisito, ou o meu ADN (Afastamento da Data do Nascimento) já não se deixa surpreender com estas ditas novas ferramentas.

Façam o favor de me surpreender!

quarta-feira, agosto 31, 2016

A verdade é uma construção


A verdade é uma construção histórica e qualquer ponto de vista diferente do nosso é essencial para o caminho de a conhecer, porque o que sabemos só vai até ao limite do nosso conhecimento.

segunda-feira, agosto 29, 2016

A casa que o Zeca adquiriu e nunca reabilitou.


A casa que o Zeca adquiriu e nunca reabilitou.

sexta-feira, agosto 26, 2016

O eucalipto não foi uma alternativa para a economia agrária, foi o seu fim



O eucalipto não foi uma alternativa para a economia agrária, foi o seu fim

http://cdn.sabado.pt/2016-04/img_66x49$2016_04_02_14_23_28_161223.jpg
Investigador de alterações climáticas

Agosto 24, 2016
Foi no dia 30 de Maio de 2013 que em Conselho de Ministro Pedro Passos Coelho, Miguel Bento Macedo e Assunção Cristas da Graça assinaram o Decreto-Lei nº 96/2013, que viria a ser conhecido por Lei do Eucalipto. Os atuais líderes da oposição e o ex-ministro prestes a ser julgado pelos Vistos Gold eram apenas os últimos de um longo rol de responsáveis políticos que passavam atestados sucessivos de usufruto da floresta nacional à fileira do eucalipto. Na vigência da nova Lei do Eucalipto, foram plantados mais 23 mil 194 hectares de eucalipto desde 2013. Se esta área fosse um município, seria o 138º maior do país, entre Montemor-o-Velho e Ponta Delgada. Os eucaliptos representam 87,4% de todas as espécies plantadas desde então, sendo o Pinheiro-Manso um longínquo 2º com 3,9% seguido pelo Pinheiro-Bravo com 2,3%. Isto, é claro, são os números autorizados: das 1055 contra-ordenações florestais registadas, 481 foram plantações sem autorização prévia e  502 foram plantações sem comunicação. Se juntarmos um número incerto de plantações ilegais não detectadas e a expansão natural do eucalipto, bastante visível um pouco por todo o território, ficamos com um número em aberto, mas acima dos 850 mil hectares de eucaliptal no país, reforçando o estatuto de árvore nacional e consolidando a espécie no número 1.

Recentemente, em resposta ao acordo de governo, que inclui a revogação da lei dos eucaliptos, a CELPA, Associação da Indústria da Celulose, liderada por Pedro Queiroz Pereira, respondeu que é preciso aumentar a área de eucalipto, aproveitar as áreas abandonadas, porque o futuro é plantar! E por isso não se pode revogar a lei, ou pelo menos se for revogada, devem ser mantidas todas as suas características liberalizadoras ou que sequer distingam o pobre eucalipto.

Desde que a lei foi aprovada, ocorreram o ano mais quente desde que há registos, 2015, o segundo ano mais quente desde que há registos, 2014, e o quarto ano mais quente desde que há registos, 2013. 2016 baterá com toda a probabilidade 2015 e será, uma vez mais, o ano mais quente desde que há registos de temperatura no planeta, e em Portugal também. Uma vez que não há até ao momento sinal de uma gigante viragem nas emissões de gases com efeito de estufa (curiosamente o sector das celuloses está entre os maiores emissores), as alterações climáticas tenderão a aumentar cada vez mais a temperatura. Portugal está num hotspot de alterações climáticas, o que significa que aqui a temperatura subirá mais que no resto do mundo e a precipitação reduzir-se-á na maior parte do território. Assim sendo, e estando Portugal no Mediterrâneo, zona de incêndios recorrentes, não existe a possibilidade de simplesmente travá-los. As ignições ocorrem muito, criminais mas principalmente naturais e por isso a fúria justiceira serve de pouco.

Aquilo que serve de alguma coisa é olhar para a floresta. E quando dizemos olhar para a floresta em Portugal significa olhar para eucaliptos e para incêndios, que são hoje as suas características definidoras. Aproveitar a ignorância geral sobre a digestão dos ruminantes e dizer que o que é preciso na floresta é cabras e que portanto a população portuguesa resolvia o problema da floresta e dos incêndios tornando-se estritamente comedora de cabras e ovelhas é inútil. As cabras não digerem as folhas de eucalipto. Aliás, do nosso Eucalyptus globulus, nem os koalas digerem as folhas. A nossa floresta não sobreviverá com extensões infindáveis de eucaliptos em monocultura. Aliás, dizer que plantações de eucalipto são florestas é um contra-senso, mas avancemos. Os eucaliptos são mais atreitos aos incêndios, não porque são maus, mas porque são mais adaptados a incêndios. E porque quando ardem os eucaliptais, ardem também as outras árvores, que raramente sobrevivem aos incêndios e cujas áreas são depois plantadas com... Eucaliptos. Ou abandonadas aos matos, que a CELPA quer plantar com... Eucaliptos. A desonestidade de falar numa discriminação em Portugal contra o eucalipto cai com dados simples: Portugal tem a maior área de eucalipto relativo do mundo. Portugal tem a 5ª maior área absoluta de eucalipto do mundo, só atrás da China, da Índia, do Brasil e da Austrália. A floresta portuguesa foi entregue nas mãos da CELPA para usar como quiser.

O ciclo da insustentabilidade da floresta é o rápido ciclo da vida do eucalipto: cresce rápido, corta rápido para tentar extrair rapidamente os nutrientes e sobreviver ao próximo grande incêndio, vai-se expandindo a área de eucalipto, vão-se expandindo as áreas de incêndios até se darem os incêndios históricos que cortam a biomassa a níveis de deserto e abrem espaço a mais eucaliptal, que retoma o ciclo do incêndio e da substituição da vegetação autóctone. Foram assim os ciclos curtos e longos dos incêndios: cada vez mais frequentes, cada vez queimando áreas maiores e abrindo cada vez mais espaço ao eucaliptal. Na década de 80 o número de ignições era 7380 e a área ardida anual de 73 mil hectares. Na década de 2000 o número de ignições passou aos 24949 e a área ardida anual para para os 150 mil hectares. O eucaliptal? Quase triplicou.

Ano
Área Ardida
Área eucaliptal
1981
99 mil ha
386 mil ha
1985
146 mil ha
386 mil ha
1991
182 mil ha
529 mil ha
1995
169 mil ha
672 mil ha
1998
158 mil ha
672 mil ha
2000
159 mil ha
713 mil ha
2003
425 mil ha
713 mil ha
2005
338 mil ha
785 mil ha
2010
133 mil ha
811 mil ha
2013
149 mil ha
812 mil ha
2016
103 mil ha (até meio de Agosto)
> 850 mil ha
Fonte: Inventário Florestal Nacional 4, Inventário Florestal Nacional 5, Inventário Florestal Nacional 6, ICNF, AFN

Isto permitiu às celuloses não terem sequer de expandir as suas áreas próprias, apesar de quererem mais e mais eucaliptos para produzir pasta. Mesmo os magros números de pessoas empregadas na celulose estão a diminuir: 3581 pessoas em 2005, 3221 pessoas em 2010, 2743 pessoas em 2014. O que as celuloses têm há muitos anos, por culpa da Lei do Eucalipto mas também das suas antecessoras florestais, é os pequenos proprietários na mão, definindo e controlando o que dá lucro, oferecendo o pouco escoamento de um meio rural exangue, conformando o país e o território nacional à sua necessidade. Ao contrário da publicidade do sector, o eucalipto não foi uma alternativa para a economia agrária, foi o seu fim. Reduzindo as alternativas económicas dos cada vez menos proprietários florestais, beneficiando-se de um regime florestal feito à sua medida, de mini-propriedades abandonadas, invadidas naturalmente ou plantadas com eucalipto por mão alheia, as celuloses sentaram-se a ver o país arder sem que ninguém lhes pedisse contas. E porque haveria de pedir? As áreas geridas pelas celuloses não ardem! O problema é que neste momento as áreas das celuloses não são os seus 155 mil hectares, mas também os outros 700 mil de eucaliptal, sobre os quais não têm qualquer responsabilidade, mas dos quais recebem a sua matéria prima, as áreas que os sucessivos governos deram à CELPA para a CELPA se governar.

Discutir incêndios, abandono florestal e êxodo rural sem falar de uma economia de eucalipto que não precisa gente, não precisa investimento e não precisa de emprego é falar de gambozinos. Os incêndios florestais não são apenas fruto de má gestão, incúria, crime e falta de meios para o combate. São o corolário necessário e inultrapassável de um território desadaptado às condições climáticas em mutação, crescentemente insustentável porque tem cada vez menos gente, cada vez mais abandono, porque tem cada vez mais eucalipto e serve exclusivamente os interesses de uma indústria que nem 3 mil pessoas emprega.

E assim, cada vez que houver matéria combustível no chão (isto é, cada vez que não tenha havido um incêndio nos dois anos anteriores), cada vez que estejam 40ºC dois dias consecutivos, com vento, em que haja noite tropicais acima dos 20ºC, o número de dias de alerta vermelho não parará de crescer. Com menos precipitação e menos humidade, os incêndios suceder-se-ão. A certeza é que isto irá acontecer, não só pelo clima mediterrânico histórico, mas pelo novo, mais quente e mais seco clima mediterrânico. Por isso, há duas maneiras de travar incêndios: desistir de ter uma floresta e arrancar tudo, ou adaptar a floresta ao novo clima. Isso implica reduzir a área de eucalipto significativamente e implica passar a gerir as áreas abandonadas. Significa desistir de acreditar em contos da carochinha de que o mercado ou os proprietários resolverão esta questão por mais multas que se imponham (e cobrar multas a falecidos, a emigrados ou a desempregados sem rendimento, alguma vez funcionou?). Significa voltar a haver um Estado a tomar posse, no mínimo dos mínimos, das áreas abandonadas. E significa construir uma floresta resistente aos incêndios e resiliente, com árvores menos atreitas aos incêndios, que formem ecossistemas que sirvam para que várias actividades possam ocorrer nessa floresta, que produzam, sei lá, madeira para móveis, castanhas, frutos, sombra, abrigo a espécies animais, aves, abelhas, que sustentem actividades que permitam às pessoas viver nessa floresta e não depender de uma esmola das celuloses a cada 7 anos, que lhes permita ter fontes variadas de rendimento e desenvolver barreiras de corte e protecção contra incêndios. Este corte com o business as usual é difícil. Mas é solução para o nosso problema. A alternativa é permitir a manutenção e até expansão do eucaliptal, como quer a CELPA, e que já tem vários investimentos em progressão com isso em mente: a ampliação da fábrica 2 da RENOVA em Torres Novas, a instalação da Smooth – Fábrica de Papel Tissue em Aveiro e a amplicação da Fábrica de Papel Tissue da AMS e instalação da nova Fábrica de Papel "Tissue" da Paper Prime em Vila Velha de Ródão. É o que temos. Papel higiénico como contrapartida. Travar os incêndios ou ceder à ameaça de desvio de investimento, entregando definitivamente o nosso território para que as celuloses o possam utilizar para limpar o rabo.


Na minha página mando eu



Os utilizadores das redes sociais repassam tanta manipulação e lixo que até julgam isso como normal, além de felicidade a rodos, claro.

Todos nós somos um pouco manipuláveis, mas filtrem um mínimo, por favor. 
Depois dos "amens" e das santinhas salvadoras que eu lentamente envie para o canto do esquecimento, temos os falsos perfis, gente que usa palas e não tira folga. 
O procedimento antigo é para continuar a ser aplicado passo a passo. 
Não estou com pachorra para gramar com posts de coisas que não gosto. 
Como escreveu um amigo virtual de longa data : na minha página mando eu.

quinta-feira, agosto 25, 2016

Gandareses: plantai eucaliptos!



Gandareses: plantai eucaliptos!
Jornais, revistas, livros, enciclopédias são os sectores que mais têm sofrido com a queda na indústria do papel. As vendas ficam muito aquém do necessário para sustentar o negócio, exceptuando o papel para limpar o dito, pois cada vez se faz mais merda. 
Com a diminuição do consumo de papel, é ponto assente que a indústria do papel já está na fase final da curva madura.
Por isso gandareses: plantai eucaliptos para que o preço da matéria-prima desça.

terça-feira, julho 26, 2016

Dieta urgente


Vivemos um tempo em que a dieta é urgente.
Temos sido bombardeados com comidas sem valor nutritivo para lucro dos mesmos.
Hoje, neste tempo em que vivemos, onde a necessidade criada em nós de consumir informação é dominante, estamos a ser bombardeados com notícias irrelevantes com o propósito de manipular e enganar, incutir o medo natural às pessoas de modo a que as soluções desejadas pela ganância sejam aceites pela maioria.
Da minha parte não irei repassar essas manipulações, e prometo fazer um esforço em implementar uma dieta que favoreça a minha ignorância selectiva.
Depois da “trash food”, hoje está glorificada a “trash information”.


sexta-feira, julho 01, 2016

De tanto olhar para ele desenho-o de memória


De tanto olhar para ele desenho-o de memória.

quinta-feira, junho 30, 2016

Mais simples e talvez mais livres




15 de Março de 2016

Estou no parque de estacionamento de complexo fabril à espera que se atinja a hora da reunião previamente agendada. A chuva bate ritmada, obedecendo ao maestro vento, que ora a engorda ora a emagrece, mostrado pelo esborrachar das gotas no vidro do carro, e escorrendo por este viscosas como azeite, distorcendo a vista da malha da rede que cerca e veda o parque vigiado pelas câmaras de vídeo a partir de uma central algures.
Vivemos vigiados e aceitamos isso como cordeiros num redil, onde as baias electrónicas nos guiam os passos.
Lembro este mesmo espaço, agora todo arranjado em urbanismo de estacionamento, ainda em terra batida, sem marcas no chão, sem relva aparada, sem árvores e sem qualquer tipo de vedação, mas isto era quando as coisas eram mais fáceis, mais simples e talvez mais livres.

Emails recebidos



Emails recebidos

Caríssimos
Morreu ontem o Frias Gonçalves
O corpo encontra-se na Póvoa de Santo Adrião O funeral (vai ser cremado) é hoje às 3 horas Abraço OS


Importância: Alta
Amigo Manel
Já sabia e parabéns. Preste atenção ao que lhe vou dizer: o Artur Paredes disse-me uma vez que a construção de uma guitarra é empírica e nunca se sabe o que dali vai saír. "E olhe amigo Frias,a melhor guitarra que se venha a construír,ainda vai ser com madeira de caixotes de sabão,nunca se sabe."O Paredes tinha razão.Ele tinha um gavetão de um guarda vestidos cheio de tudo para fazer algumas 6 guitarras e não as mandava fazer,porque já tinha feito todo o género de experiências.
As melhores guitarras em qualidade de som que eu conheci, não eram guitarras mas requintas,que são guitarras mais pequenas e de caixa estreita. Claro que o som não era forte,mas era muito bonito,o que não acontece nas guitarras de hoje. E porquê?Não era por serem mais pequenas mas suponho eu, que era do tampo da frente não ser em spruce,mas sim em pinho(suponho eu). Naquele tempo não havia luxos e aplicava-se o que havia. O spruce é um mata borrão ao som.É uma madeira muito mole e absorve o "bem bom" do som que é a qualidade. A minha 1ª banza (há 50 anos) era uma menina de 800$00 nova, mas comprei-a por 400 em 2ªs núpcias.Era de caixa larga e o tampo era de pinho( suponho,mas não era spruce de certeza).Tinha um som lindo de fazer ressuscitar os mortos. O Octávio tocou uma vez nela e ficou encantado com o som. Vendi-a estúpidamente.
Resumindo e concluíndo: porque não faz a próxima com um tampo em pinho?Fica aqui a deixa.Vá por mim.Isto é como os medicamentos:"se mal não faz,toma-se,pois se fizer bem,tudo bem,se não fizer nada que se lixe. Ela há-de tocar de certeza.
Abraços.Diga se a vai fazer ou não.Fico a aguardar.
Frias Gonçalves.
Publicada por Manel à(s) 19.3.11 


quarta-feira, junho 29, 2016

Faz tudo

Quando os bem pagos fazem tudo, repito, tudo e até burkina (*) fazem, até isto que fez o Sr. Junker a uma potência, que ainda o é a Inglaterra, imaginem o que farão a um pequeno país do Sul em situação semelhante!

burkina (*): Duas prostitutas conversam e exibem uma à outra os respectivos curricula, tendo uma frequência universitária e a outra a frequência do ensino básico. Diz a “doutora” para a “analfabeta”:
- Eu até sei onde fica Burkina Faso.
A colega responde de imediato:
- Eu também faço.


É perigoso pensar

Atenção!
Pensar está cada vez mais perigoso

sexta-feira, junho 24, 2016

E aqui chegamos, Europa.

E aqui chegamos, Europa.
Cada um vê o seu trilho e a paisagem com os olhos do momento e a ajuda dos companheiros de jornada. Alguns afirmam ter ouvido os poetas, os nossos profetas!
Um abraço ao mestre Manolo Garcia Linares.


segunda-feira, junho 20, 2016

Solstício de Junho de 2016

Solstício de Junho de 2016
Mais uma vez, os besouro que anunciam o São João dançaram na copa das laranjeiras do quintal.
A Lua cheia veio juntar-se à festa do Sol.

Desta vez foi ela que veio atrás dele.

Estamos no Solstício de Junho


Estamos no Solstício de Junho! 
Os calendários actuais já não indicam as estações do ano nem as fases da Lua. Até aqui, num simples calendário, a manipulação está a enlear as nossas vidas que eram guiadas pelo Sol e pela Lua. 
Hoje, uma pessoa é levada a aceitar que a liberdade é sinónimo de dia de folga.

quarta-feira, junho 01, 2016

Dia da espiga do ano de 2016

Dia da espiga do ano de 2016
Aqui chegámos esquecidos de rituais e que nos elevem em ascensões a símbolos esperançosos. Seguimos o culto vigente, financeiro e ideologicamente salvífico para uns, onde ninguém se afirma com aversão ao trabalho (a letra minúscula é de propósito meu) a obrigação mansamente imposta de estar, como que a fazer algo que para nada serve em si mesmo e por si só, em troca de um soldo que nos escraviza.

O pensador tinha razão quando afirmou que  “o homem devia viver com mais facilidade”, só que  neste tempo e para o devir que nos é apresentado, apesar de tudo se apresentar como fácil, viver nunca se apresentou tão difícil.

segunda-feira, maio 30, 2016

filhos da puting

Grandessíssimos filhos da puting.

Tenho andado preocupado com esta situação do Bes/Ges e as acusações dos lesados de que desconheciam o que estavam a comprar.

Ora bem, estive a ouvir com toda a atenção Ricardo Salgado, Zeinal Bava, Costa do BP , CMVM, etc, etc, e sinceramente fiquei esclarecido.

Fiquei a saber que houve uma
take over sobre a PT, o que provocou um dawnsizing na empresa e impediu o advanced freight.

Sendo assim, o asset allocation baseado num appraial report, que é o allotment indicado, provocou um average price muito baixo, reduzindo os
back to back ao mínimo.

Ora, o
bid price provocou um dumping e uma floating rate incomportável com o funding previsto  pelos supervisores.

Deixou, pois de existir uma verdadeira
hedge, o que levou ao levantamento de hard cash em grande quantidade.

Se considerarmos que o
ICVM , ao fim do período estava a deteriorar-se e os pay-out continuavam a baixar, a única solução seria o payabre to the bearer
de eventuais incomes da empresa.

Voltando um pouco atrás, o
pool entre Bes e Ges , fez diminuir drasticamente o portfólio dos clientes, levando inevitavelmente a um revolving credit que
abrangeu a maioria dos shareholders de ambas as empresas.

Como é evidente o
pricecut da Rio Forte foi inevitável e a take over sobre a mesma também.

O
gross profit baixou significativamente, aumentando o grade period e o bank rate.

Só para terminar e em jeito de conclusão creio que estamos perante uma grande quantidade de
fillhos da puting, que utilizando a corrupting ao nível central
e local, foram delapidanding os recursos do país e continuam em casa riding da situação, deslocando-se de vez em quanding à Assembleia, fazer de parving os
deputados e o poving em geral.

Tenho dito e só posso concluir  "que grandessíssimos
filhos da puting".



(Recebido por e-mail)

quarta-feira, maio 18, 2016

Fogo puro

O fogo puro, aquele que tudo purifica, só ele dará o poder de obter os metais puros de brilho e de matéria preciosa.

quarta-feira, maio 11, 2016

Tirem as vossas próprias conclusões

O Padre da Lixa , Mário Pais de Oliveira, escreveu na contra capa do seu livro:
«Mergulhei, durante vários anos, em documentos tidos pelo Santuário e pela Universidade Católica Portuguesa, como fidedignos da “verdade” das “aparições”. O resultado de toda esta minha investigação ao pormenor é o presente livro, tecido em duas partes. 10 capítulos na 1ª parte, mais 4 capítulos na 2ª parte, num total de 288 páginas. Mergulhem nestas páginas com inteligência afectiva e tirem as vossas próprias conclusões».
Eu já li este livro, e já tirei as minhas conclusões.

terça-feira, maio 03, 2016

A praia do tempo



A Entropia nas organizações é uma constante que muitos rejeitam, ignorando ou negando a sua existência. Assim tal não existe, e as coisas lá vão sendo empurradas para a frente com a barriga como se diz por aí a esmo.

Certos momentos, aqueles que têm a sua oportunidade propícia em serem grãos iniciadores de crescimentos dendríticos, sim, porque a sociedade tem paralelismos a cada um dos seus momentos com a mudança de fase de consistência da amálgama que é neste magma global, serão os mais disruptivos, os mais prováveis vingadores da inovação e na ocupação do novo espaço dos processos caóticos em que vivemos até novas disrupções, quando a onda que os transporta se espraiará na praia do tempo.

O Brasil é um país complexo e de uma diversidade singular.

O Brasil é um país complexo e de uma diversidade singular. Como disse Tom Jobim: "não é para principiantes!". Tentar analisá-lo à luz de valores europeus ou de modelos sociais e políticos portugueses é um erro tremendo, que não aproximará as partes, mas antes aprofundará o fosso do desconhecimento recíproco, que até hoje quase ninguém, em ambos os lados do Atlântico, tentou mitigar.

http://www.tsf.pt/opiniao/interior/aqui-so-de-gravata-5132517.html#.VxX0b4wkEXM.facebook

http://www.tsf.pt/opiniao/interior/aqui-so-de-gravata-5132517.html#

quinta-feira, abril 14, 2016

quarta-feira, abril 06, 2016

Fazer amigos ao estilo FACEBOOK...

Fazer amigos ao estilo FACEBOOK...

                                                                                                               
Actualmente, eu estou a tentar fazer amigos fora do Facebook… mas usando os mesmos princípios.

Todos os dias saio à rua, e durante alguns metros, acompanho as pessoas que passam e explico-lhes o que comi, como me sinto, o que fiz ontem, o que vou fazer mais tarde, o que vou comer esta noite e mais coisas.

Entrego-lhes fotos da minha mulher, da minha filha, do meu cão, minhas no jardim, na piscina, e fotos do que fizemos no fim de semana.

Também caminho atrás das pessoas, a curta distância, ouço as suas conversas e depois aproximo-me e digo-lhes que “gosto” do que ouvi, peço-lhes que a partir de agora sejamos amigos e também faço algum comentário sobre o que ouvi. Mais tarde, partilho tudo quando falo com outras pessoas.

                                                                                                               
E funciona…

 Já tenho 4 pessoas que me seguem…
 São dois polícias, um panasca e um psiquiatra.


(recebido por e-mail)

terça-feira, abril 05, 2016

Vamos ouvir os poetas


Vamos ouvir os poetas, aqueles que nos alertam para o mundo para além da poluição dos fotões e dos decibéis artificiais. São os poetas que nos chamam às coisas pequenas da vida e que não vemos quando passamos ao lado das veredas do caminho. São eles que nos lembram que
Passamos pelas coisas sem as ver, 
gastos, como animais envelhecidos: 
se alguém chama por nós não respondemos, 
se alguém nos pede amor não estremecemos, 
como frutos de sombra sem sabor, 
vamos caindo ao chão, apodrecido

[Eugénio de Andrade]

sábado, março 12, 2016

O grande Brasil




 A bandeira do Brasil está ligada com a astronomia.

A bandeira nacional do Brasil como conhecemos hoje foi apresentada ao povo brasileiro em 19 de Novembro de 1889, quatro dias depois da Proclamação da República, justamente para marcar uma nova fase para o país.
O modelo foi desenvolvido pelo grupo formado por Raimundo Teixeira Mendes, Miguel Lemos e por Manuel Pereira Reis, catedrático de astronomia da Escola Politécnica do Rio de Janeiro. 
O desenho do disco azul foi executado pelo pintor Décio Vilares, por indicação de Benjamin Constant. Teixeira Mendes elaborou um desenho contrariando alguns aspectos da astronomia, priorizando a disposição estética das estrelas, e não a perfeição sideral.
O protótipo da Bandeira Nacional foi pintado por Décio Villares. 
A obra, que serviu de molde para a confecção das primeiras bandeiras do Brasil e foi roubada em 2010 da Igreja Positivista do Brasil, no Rio de Janeiro, e até hoje não foi recuperada. 
A primeira bandeira da República foi bordada por Flora Simas de Carvalho, apelidada de dona Iaiá, ela seria retratada no lindo quadro A Pátria, de 1919, de autoria do pintor Pedro Bruno, que hoje se encontra em exposição no Museu da República, no Rio de Janeiro. 
A primeira bandeira republicana subiu ao mastro pela primeira vez no dia 19 de Novembro de 1889, em frente ao antigo prédio do ministério da Guerra, onde actualmente se localiza o Palácio Duque de Caxias, sede do Comando Militar do Leste, no Rio de Janeiro. Esta bandeira está preservada no acervo do Museu Imperial, de Petrópolis.
Os rascunhos que deram origem à bandeira do Brasil foram riscados pelo engenheiro Raimundo Teixeira Mendes, estes papéis históricos foram esquecidos dentro de uma caixa e somente foram descobertos por acaso, em 2014, quando se limpavam os armários de uma igreja.
O material estava na igreja porque o positivismo exercia forte influência sobre os intelectuais brasileiros do final do século 19. Foi o positivista Benjamin Constant, ministro da Guerra do novo regime, que aprovou o desenho de Teixeira Mendes, também positivista. Amor, Ordem e Progresso formavam o tripé da religião.
O modelo actual é, na realidade, uma adaptação da bandeira do Império, que havia sido desenhada por Dom Pedro I em 1822. Na Bandeira Imperial, adoptada com a nossa independência, repousava o brasão da monarquia com as estrelas das 19 províncias em um círculo azul.
O verde e o amarelo não foi uma escolha aleatória e nem tinham o ingénuo objectivo de representar as matas e o ouro, como muitos aprenderam errado na escola!
O verde da bandeira remete ao próprio Dom Pedro I, pois é a cor da família Bragança, que reinava em Portugal. O amarelo, à sua primeira mulher, a austríaca Leopoldina. O amarelo é a cor da dinastia Habsburgo, que governava a Áustria. O losango, além disso, é a figura geométrica tradicionalmente feminina.
Ao contrário do que chegamos a aprender na escola, a faixa branca não representa a paz e nem mesmo o Equador celeste como em algumas interpretações. O círculo central em azul, citado no decreto de Deodoro da Fonseca é simplesmente definido como esfera, é um antigo emblema usado pelos romanos que simbolizava a soberania, e que também estava na bandeira do Principado do Brasil, instituído em 1645 pelo Rei de Portugal, D. João IV, fundador da dinastia de Bragança que governou de 1640 a 1656, e onde já constava, inclusive, a faixa branca no sentido descendente.
A actual versão da bandeira nacional possui suas cores e dimensões estabelecidas pelo decreto-lei número 4 de 19 de Novembro de 1889 (data em que foi adoptada) e sofreu poucas alterações desde então. 
A bandeira do Brasil tem por base um rectângulo verde com proporções de 7 por 10, sobrepondo-se um losango amarelo e um círculo azul, no meio do qual está atravessada uma faixa branca com o lema nacional, ORDEM E PROGRESSO, em letras maiúsculas verdes, além das atuais vinte e sete estrelas brancas, cada uma representando as atuais 27 unidades federativas, sendo 26 estados do Brasil e 1 Distrito Federal. 
As estrelas estão representadas por cinco padrões de grandeza, representada em nove constelações.
Várias estrelas da bandeira do Brasil são nomeadas com nomes.
Um exemplo é a constelação do Cruzeiro do Sul, as principais estrelas do Cruzeiro do Sul são nomeadas. No Cruzeiro do Sul estão representados os estados da região sudeste e o estado da Bahia. O estado de São Paulo é representado pela estrela base do Cruzeiro, a estrela Acrux ou Estrela de Magalhães (Alpha Crucis) e o estado da Bahia é representado pela ponta do Cruzeiro do Sul na estrela Gacrux ou Rubídea (Gamma Crucis). A estrela Gacrux é a estrela gigante vermelha mais próxima da Terra, a 88 anos-luz.
A estrela acima da inscrição ORDEM E PROGRESSO é a estrela Spica (Alpha Virginis) na constelação de Virgem e representa o estado do Pará.
Somente uma estrela do Triângulo Austral é nomeada, a estrela Atria (Alpha Triangulum Australe) e representa o estado do Rio Grande do Sul. O Triângulo Austral representa os 3 estados da região sul.
A Bandeira do Brasil é considerada uma das mais belas e sugestivas do mundo, é também a única a possuir uma esfera celeste.
As constelações que figuram na Bandeira Nacional correspondem ao aspecto do céu, na latitude da cidade do Rio de Janeiro, no dia e hora da Proclamação da República, às 8 horas e 30 minutos do dia 15 de Novembro de 1889 (doze horas siderais) e devem ser consideradas como vistas por um observador situado fora da esfera celeste, como se um astronauta estive em uma nave, vendo o Brasil do espaço.
Cada vez que um estado é extinto se retira a sua estrela representada. Quando ocorre uma fusão, apenas uma permanece para representar o novo Estado da Federação. 
Novas estrelas podem ser acrescentadas, na medida da criação de novos estados, sempre obedecendo a configuração original. 
Em 1960, com a mudança da capital para Brasília e com a criação do Estado da Guanabara, foram acrescentadas duas novas estrelas na Bandeira Nacional. 
Em 1962, com a criação do Estado do Acre, foi acrescentada mais uma estrela e, em 1975, com a extinção do Estado da Guanabara e a criação de Mato Grosso do Sul, a estrela Alphard (Alpha Hydrae) passou a representar o novo estado, esta estrela está à esquerda do Cruzeiro do Sul e abaixo da letra D de ORDEM.
A última modificação da bandeira nacional ocorreu em 1992, com a criação dos estados do Amapá, Rondônia, Roraima e Tocantins, quando foram acrescentadas quatro novas estrelas na nossa bandeira.
A única estrela que fica na parte superior da Inscrição ORDEM E PROGRESSO representa o estado do Pará e é representada pela estrela Spica (Alpha Virginis). Muitas pessoas pensam erroneamente que é a estrela de Brasília.
Nenhuma cidade é representada na Bandeira do Brasil, somente os estados e o Distrito Federal.
O Distrito Federal é representado pela estrela Sigma Octantis ou estrela polar do Sul, menor estrela da bandeira do Brasil, localizada abaixo da constelação do Cruzeiro do Sul.
Está simbolizada da mesma forma que todas as estrelas do hemisfério celeste sul giram em torno do eixo próximo a Sigma Octantis, isto simboliza que os estados do Brasil giram em volta do Distrito Federal, como no movimento da esfera celeste.
No dia 19 de Novembro (Dia da Bandeira) é o único dia em que o pavilhão nacional é hasteado às 12 horas, e não no horário habitual, às 8 h da manhã.
A Bandeira Nacional estará permanentemente hasteada no topo de um mastro especial com 110 metros de altura na Praça dos Três Poderes de Brasília, como símbolo perene da Pátria e sob a guarda do povo brasileiro.
Todo primeiro domingo do mês às 10h ocorre solenidade da troca da bandeira na Praça dos Três Poderes, em Brasília, as Forças Armadas realizam um rodízio para a troca. A bandeira tem massa de 52 Kg, possui dimensão de 14x20 metros (280 m²) e consta no Guiness Book como a maior bandeira hasteada do mundo.
O mastro, inaugurado em 1972, é formado por 24 hastes de aço, representando as unidades da federação à época (hoje são 26 estados e o Distrito Federal) e nunca este mastro poderá ficar sem a bandeira no topo, somente depois que a nova bandeira foi hasteada, a antiga é arriada.
Grande parte das bandeiras do mundo tem as cores preto e vermelho, que indicam que o país enfrentou guerra. A bandeira nacional do Brasil, não! 
O verde e o amarelo formam uma combinação singular, o azul celeste com as estrelas brancas de diferentes tamanhos e a inscrição positivista escrita na cor verde em letras maiúsculas ORDEM E PROGRESSO tornam a nossa bandeira bela, emocionante e inconfundível.

Para saber mais:
http://www.ufrgs.br/…/bandeirabrasilconstelaçõesestados.html