sábado, março 06, 2010

Avaria no fio de prumo

(clicar nas imagens para aumentar)
Já só faltam os "Patos" no charco, aguardando pela estátua prometida para o Largo da Tocha!
...Agora venham dizer que é culpa do rigoroso inverno! ...
_*Não***_ das obras feitas na semana passada!
O:-)
Avariou o fio de prumo!
Nota do tasqueiro: peço desculpa aos Clientes pelo facto das fotos estarem tortas, mas aguardo a chegada da peça do fio de prumo que avariou. A encomenda foi colocada com a máxima urgência a França.
O DHL deve estar aí a chegar a qualquer momento.

quarta-feira, março 03, 2010

Amolar a asfixia

Já não chegava a asfixia nas gargantas sentida nos discursos de alguns ditos impolutos, e em especial um deles que só de lhe ouvir a voz me irrito, agora temos mainatos se apresentam prontos e esforçados na acção, claro, a tentar pear o burro que anda ao coice por aí desde 2003?
Coices de burro não chegam ao céu, mas o zurrar desse nobre animal orelhudo, tão bem dotado pela mãe natureza, incomoda instalados que se passeiam bem abuseirados em velhas albardas.
Citando Scolari: “E o burro sou eu?”
Envio a minha solidariedade ao bem dotado animal.

terça-feira, março 02, 2010

Motocontínuo

Está frio!
Vê-se o branco manto da geada. A velha peneirou toda a noite nas terras mais abrigadas do sol, sombrias onde ele não bateu, e nos cantos onde ele chegou mas não conseguiu empurrar o frio para o fundo da terra.
O calor do Sol ainda não tem força para vencer por completo o frio. Frio e calor, dois humores do mesmo elemento que não se entendem. Dois fluidos antagónicos e imiscíveis por natureza, que se repelem desde o início do tempos. Um empurra o outro, tempos após tempos, bem para o fundo da terra, lá para o quinto dos infernos. Uma luta que vem dos Astros onde tudo começa. Frio e calor, um de cada vez e na sua própria vez: Verão, Inverno, Dia e Noite.
Agora é o calor que toma a vez de empurrar o frio para o fundo. Só que a cada hora do dia e da noite, o calor ou frio dos Astros variam de humores, fluidos espirituosos que moldam as nossas vidas e de todos os restantes viventes.
O fogo puro, aquele que tudo purifica, só ele dará o poder de obter os metais puros de brilho e matéria preciosa, ainda está longe de o ter ali. Com o fogo purificado, não seria a chuva morrinha de encharcar ossos e carvão, nem a geada que lhe poderiam fazer frente.
Os foles reclamam aquele remendo e alteração para o fornecimento de espírito ao esfomeado fogo, o seu sopro divino.

quinta-feira, fevereiro 25, 2010

quarta-feira, fevereiro 24, 2010

Tango

Caros amigos frequentadores desta minha tasca, Sabiam que o tango nos seus primórdios era dançado entre homens?

Várias seriam as razões, desde não ser uma dança decente para mulheres, até ao reduzido número delas em relação ao dos homens na época da colonização da Argentina, tal qual como aconteceu na colonização do Oeste Americano.

Uma dança de exibição de muitos homens para poucas mulheres!

Um fora de jogo bem tirado

terça-feira, fevereiro 23, 2010

Palavrão

Ainda há quem ande por aí a afirmar que os portugueses dizem só palavrões no trabalho!

Leituras

114ª SURATA (OS HUMANOS)

210. No Islam, a igualdade de condições entre os sexos, não somente é reconhecida, como imposta veementemente. Se a distinção dos sexos, que é uma distinção fornecida pela natureza, não conta em questões espirituais, muito menos contarão, certamente, as distinções artificiais, tais como: linhagem, riqueza, posição, raça, cor, origem etc.

“A profecia é algo muito difícil, especialmente em relação ao futuro". Foi o que me veio à mente quando li esta passagem do Alcorão,

Fonte digital: Centro Cultural Beneficente Árabe Islâmico de Foz do Iguaçu. http://www.islam.com.br/

quinta-feira, fevereiro 18, 2010

Momentos

As guitarras de Carlos Paredes, que foram de seu pai Artur Paredes, voltaram a ouvir-se em Coimbra.
Eu tive o privilégio de as tocar acompanhado pelo meu mestre de há 32 anos, o Dr. Jorge Gomes, um grande vulto da Guitarra de Coimbra.
Momentos únicos na vida!

sábado, fevereiro 13, 2010

À consideração dos "estradeiros"

À consideração dos "estradeiros" - A Força da Á gua !!!!!! (ou outras, projecto, execução,...etc.)

Aqui está um bom exemplo para quem acha que as passagens hidráulicas são sempre demasiado grandes, face à agua que lá passa. (tendo em consideração os ultimos anos)....

(Recebido por email)

Adenda de 25 de Fevereiro de 2010: Clicar http://tsf.sapo.pt/PaginaInicial/Vida/Interior.aspx?content_id=1504895

terça-feira, fevereiro 09, 2010

Leituras

PRÉMIO ALVES REDOL
«[Romance com] uma escrita rica de humanidade, de invenção vocabular que surpreende página a página. Como surpreendeu no seu estilo um Aquilino, como nos surpreende hoje um Mia Couto.»
«Matilde Rosa Araújo»

segunda-feira, fevereiro 08, 2010

Chafurdices

(Clicar sobre a imagem)
Estou sempre a aprender!
Foi preciso um encrespamento na política sem maiúscula para tomar conhecimento da existência de mais um vocábulo da Língua Portuguesa.
Claro que fiz uma pesquisa no Google e encontrei o significado para calhandrice, mas confesso que não me fio em tudo o que vem à rede.
Como sou do tempo do velho dicionário, vejam o que eu encontrei!
Não encontrando entrada directa ao referido vocábulo, posso deduzir que calhandrice seja uma grande putice, que também não está no meu dicionário, ou então o acto de chafurdar na trampa peniqueira.
Cada um fique com o que bem queira entender, pois trampa peniqueira, peniqueiros e candidatos a peniqueiros não faltam.

Zeca Afonso e a Tocha

Andei ó licranço
andei ao lacrau
no Monte do Manso
na Espera do Mau
vibra à carocha
ao corujão cego
na Mata da Tocha
no rio Lágedo.

sexta-feira, janeiro 29, 2010

O meu novo brinquedo takataka

Comprei um serrote takataka que faz um corte fino e preciso. Fui mostrar à família da casa a minha nova ferramenta e todas se riram de mim quando apareci na saleta, de brinquedo em punho. Disseram-me que eu estava com cara de garoto. Até a Maria deu uma gargalhada!

quinta-feira, janeiro 28, 2010

Palabras para Samuel

PALABRAS DE RECONOCIMIENTO Y GRATITUD EN EL FUNERAL DE SAMUEL. Reconocimiento sincero a los celebrantes y familiares de Samuel por concederme la licencia de dirigíos unas breves palabras. Todos hemos pasado durante nuestra existencia por algunos momentos difíciles y este es para mi uno de ellos, pues entenderéis la carga emocional proveniente de la amistad y el cariño que nos profesábamos y el dolor que representa su muerte. Yo quiero hacer un brindis a la amistad, a la generosidad, al desprendimiento, a las buenas maneras; canto a la bonhomía, la docilidad amable y bondadosa, características que honran a Samuel por su personalidad sencilla, trabajadora y poco dada al protagonismo. Véase su proceso curricular con múltiples laureadas, que junto con la defensa de la libertad y la paz reflejan su comportamiento y el alto grado profesional del que estaba imbuido. Quizá tu pasión y celo profesional, tu amor y entrega a tan altas altas responsabilidades hayan contribuido a quebrar tu salud a una edad demasiado temprana. A uno de tus amigos del alma, al conocer el diagnóstico de tu enfermedad le enviaste un mensaje en los siguientes términos: “lo peor ya me ha sido confirmado, pero te prometo por nuestra amistad que lucharé hasta el final”. Has luchado, Samuel, como un valiente y junto a ti todos los tuyos en apretado haz. Unos de forma directa y otros con la intendencia de sus oraciones, pero no ha podido ser. La muerte venció, y estoy seguro que has sido llamado al lugar de los elegidos, donde no hay dolor ni llanto, sino presencia Divina. Bien merecido lo tienes, en la vida has dejado huella indeleble de Caballero Español. Gracias Samuel por tu ejemplo. En este mismo lugar y hace siete años, te dirigías por estas fechas a las Cofradías que nos acompañaban con motivo de la celebración de nuestro Gran Capítulo, con ese verbo fácil y cálido que te caracterizaba. Para este año tenías pergeñado un artículo para nuestra memoria que titulabas “la Cera de La Moncloa”. Seguro que además de las tertulias, los cantarinos, etc., no faltaría el recuerdo a nuestra Virgen de La Probe y al viejo egipcio San Antón a quien tantas veces glosabas. Ayer y hoy los pésames de condolencia, y esta asistencia masiva a la Eucaristía por tu eterno descanso, es una demostración patente del afecto sincero que a ti y a tus familiares profesan multitud de vecinos y amigos. Ello nos conforta y anima a seguir luchando. Especiales gracias a tantos compañeros y amigos que durante el proceso de tu enfermedad os habéis preocupado por el, muchos hoy aquí, de diferentes lugares de la geografía ibérica. “La muerte no nos roba a los seres queridos, al contrario, nos los guarda e inmortaliza para siempre en el recuerdo”. Samu, has concluido tu peregrinaje. Desde el infinito te pedimos una cosa: ruega por nosotros. Y te prometemos otra: nunca te olvidaremos. Gracias. La Foz de Morcin, 26 de Enero de 2.010.

quarta-feira, janeiro 27, 2010

Memórias

Fases de um projecto:
1. Entusiasmo.
2. Desilusão.
3. Pânico.
4. Caça aos culpados.
5. Castigos dos inocentes.
6. Prémios aos não participantes.

segunda-feira, janeiro 25, 2010

O bacalhau quer alho

Jantar com fados no salão paroquial de Vilamar.
Lá fui com a minha guitarra dar uns acordes para participar na ajuda da causa.
Apanhado de surpresa, pois afinal eu estava destinado sem qualquer aviso prévio, a acompanhar os fados de umas vedetas muito especiais vindas de longe. Não me agradou a ideia, pois até desconhecia por completo o que elas iam cantar, além do meu desconhecimento do toque à Lisboa, associado aos meus gostos musicais não andarem muito por esse género.
Nos bastidores, e em conjunto com o meu amigo músico Vítor Santos fizemos uma tentativa, que foi falhada, de conseguir não borrar a escrita. Com o Vítor abrimos o espectáculo. Saiu cinco peças para guitarra portuguesa e viola. Depois juntou-se o grupo Aldeia velha, e amadoramente lá se cantou o fado. Decididamente eu não iria acompanhar tais vedetas, só que elas acabaram por saltar para o palco, chefiadas por um apresentador de fato a preceito, e que se apresentou como o dono de uma escola de fado, a escola das crianças, pois afinal vinham de longe e eram vedetas. A tocata lá foi sarrafando, misturando os maiores com menores. Eu simulei que tocava e a uma vedeta já bem adulta, que se apresentou como fadista profissional recusei simular tocar. Não estava para a aturar. A vida de uma pessoa que até fala com guitarristas é dura!
Altas horas da noite, crianças entre os 6-7 a 10-11 anos, vindas de bem longe, puxavam pelas gargantitas e a plenos pulmões. Uma delas obteve um segundo lugar num tal concurso da TVI, segundo afirmou o manager da dita escola de fado, que também me afirmou que nada sabia de música. Atrás vinham as respectivas famílias cheias de razão pela falta de qualidade dos guitarritas e tocadores de viola.
As crianças agiam como umas vedetas, apesar do palmo e meio da meninice.

quarta-feira, janeiro 20, 2010

terça-feira, janeiro 19, 2010

Rir para não chorar

Isto jamais aconteceria em Portugal. Só no estrangeiro, pois lá há muitos mais países que em Portugal.

Classifico este como humor, mas só para não chorar.

domingo, janeiro 17, 2010

Limpa ainda mais limpo

O excesso de produto, em conjunto com os errados processos e modelos de produção, tem sido o principal na origem da contaminação, e se não há dinheiro para consumir, invente-se o crédito.
Fazer, desfazer e voltar a fazer, que apesar de apontado como avanço económico (lá está o famigerado e sempre presente PIB) só tem provocado e apresentado impactos negativos no ambiente.
Mas eis que surge o milagre dos milagres.
Agora, aqueles que mais poluíram são os que sentem a vocação da limpeza, os que são “chamados” a limpar. Os que mais sujaram, tirando dessa actividade proveitos de vária ordem, são os que se apresentam na primeira linha dos descontaminadores, focalizados na vantagem que daí resulta.
Por isso o armar de laço aos ingénuos.

Conversation with God

sábado, janeiro 16, 2010

Email aberto a João Carlos Cruz

Caro João,
Os meus parabéns ao escritor.
Aguardo com ansiedade o momento de ler a obra que não mereceu qualquer referência do prémio Carlos Oliveira 2009.
Recordas-te do que eu te disse sobre o prémio Carlos Oliveira e do propósito para que foi criado, daquela vez no restaurante da Pena na presença do mestre Alves André, o ilustrador da capa deste teu novo romance?
O que te disse não passou de uma opinião e não é mais que isso, pois quem tem o dinheiro é que manda cantar ou rezar o cego.
Tenho a certeza que irei gostar de ler o "Ao redor dos muros", um livro terá que ser lido e relido com cuidado, pois de certeza que é uma obra de elevado sumo. Terá sempre para dar cada vez que se lê.
Para quando esse lançamento no local próprio já combinado?
Ando a afiar as unhas para o efeito.
Aquele abraço
manel
Nota:
Caros frequentadores desta tasca, é só clicar no link abaixo para ver o vídeo:

quinta-feira, janeiro 14, 2010

Há qualquer coisa errada que não está certa

Se numa classe de profissionais 99,5% são bons ou ainda mais que bons, que autoridade tenho eu para falar sobre a qualidade do trabalho desenvolvido?
Há qualquer coisa errada que não está certa!

segunda-feira, janeiro 11, 2010

sexta-feira, janeiro 08, 2010

Tempo de construção

(Clicar na foto para aumentar)

terça-feira, janeiro 05, 2010

Este post é uma mentira

Discurso de Ano Bom do Sr. Presidente de Câmara de Cantanhede
(Partes do discurso)
“……………………….. “o Município está impedido por imperativo legal (Acórdão - Jurisprudência n.º 01/2009 – FJ/25.Mai/PG do Tribunal de Contas), de recorrer a empréstimos para a realização de investimentos porque não respeita, em 30 de Novembro, os limites de endividamento líquido e de médio e longo prazo.”
”..............................a Câmara Municipal de Cantanhede tem um problema de desequilíbrio conjuntural de tesouraria que só consegue resolver com o recurso a uma operação de saneamento financeiro.”
"o quadro deste documento, vem espelhado o montante de quase 30 milhões de euros de dívidas de curto, médio e longo prazo. Possuindo a Câmara e INOVA um passivo de 54 milhões de euros."
"Analisando o passivo deste nosso Município, verifico que em apenas 11 meses (31-12-2008 a 30-11-2009) as dívidas a fornecedores de curto prazo aumentaram quase 10 milhões de euros (9.891.040,13€). Recordamos que foi ano de eleições!"
"De forma responsável terei que concordar com este Plano, sem o compromisso claro de redução da despesa corrente, pois é possível continuar a lançar os problemas para as gerações futuras."
"....... e com este plano de saneamento os próximos 12 anos ficarão hipotecados. Ficará a câmara a ter de pagar à banca mais de 2 milhões de euros por ano só relativamente a este empréstimo. ………………………………..”

segunda-feira, janeiro 04, 2010

Carlos Paredes e Fernando Alvim - Variações em Ré Maior

Tirado do http://guitarracoimbra.blogspot.com/.

Estacionar em Coimbra

Um lugar de estacionamento livre no contraforte do convento dos frades Crúzios, ali ao lado da Biblioteca Municipal.

Bom Ano 2010

Ciclicamente desejamos aos outros o que de bom queremos para nós, como a contrariar o que inevitavelmente nos espera, o desafinar constante da orquestra.
Prometo-vos que continuarei a esforça-me para que o toque saia o mais afinado possível.
Bom 2010!

domingo, dezembro 27, 2009

terça-feira, dezembro 22, 2009

Pedro Caldeira Cabral - Balada da Oliveira

Balada para o Natal

Boas Festas meus Amigos

(Clicar na imagem para aumentar)

Se este ano que está a findar vos foi afortunado, alegrem-se no próximo ano e se ele o não foi, então alegrem-se ainda mais.
Com todos aqueles que frequentam esta minha tasca, vamos encontrar o nosso caminho de saída para esta crise múltipla no próximo ano, e quero agradecer-vos o excelente trabalho que cada um de vós tem dado à comunidade.
Ninguém pode prever o futuro, mas é possível criar as bases que suportam as nossas actividades futuras.
Desejo a saúde a todos os clientes desta tasca, seus familiares e amigos, assim como felicidades e sucessos para o Novo Ano.
O importante é ter Amigos .
Abraços
Manel

sexta-feira, dezembro 18, 2009

quinta-feira, dezembro 17, 2009

Mas se mãos tivessem os bois



“ mas se mãos tivessem os bois, cavalos e leões e pudessem com as mãos desenhar e criar obras como os homens, os cavalos semelhantes aos cavalos, os bois semelhantes aos bois, desenhariam as formas dos deuses e os corpos fariam tais quais eles próprios “ .

(Xenófanes)

domingo, dezembro 13, 2009

A inversão do ónus da prova

A questão que se coloca é quem tem que provar o quê e a quem. Quem tem os chamados especialistas da coisa do seu lado pode fazer afirmações extraordinárias se pertencer à maioria, onde o ónus da prova passa para os que os ousam desafiar, tal qual como agora cabe aos criacionistas provar que estão certos, quando no passado o ónus da prova pertenceu aos que defendiam a evolução. Quando se está do lado de fora não é suficiente ter as provas, mas antes ter de convencer os outros da validade das nossas provas, mesmo que estas entrem pelos olhos adentro deles. Aqui está o preço a pagar, mesmo sabendo que se está certo.

sexta-feira, dezembro 11, 2009

Falsa imagem

A questão ecológica não é só científica, mas também económica e principalmente política. Tudo o que se aplica a nível global tem sido aplicado e está a ser aplicado a nível local.
Apesar de tudo o que nos possam impingir e convencer com a politica ambiental, pois nunca se falou tanto de aquecimento global como agora, as leis da economia vigentes não são alheias ao ser humano consumidor nem ao meio ambiente, condicionando as sua relação com este.
Se o que está a dar é alindar e limpar, então vamos limpar o que nós próprios sujamos, desde que isso nos dê vantagens de qualquer tipo ou espécie, pois este duplo trabalho de sujar e limpar será sempre pago pelos mesmos. Será só vantagens obtidas sobre a viga que apoia nos pilares propriedade pública e propriedade privada, dado que sendo privada a propriedade, terei que a cuidar e claro que fico com a liberdade de poluir os espaços públicos tais como atmosfera, solo, rios, lixeiras, baldios, além da propriedade privada dos outros.
Os recursos públicos virgens e em especial os vitais têm estado ao serviço de alguns privados a custo zero, e cada vez mais estes se apresentam como os únicos gestores capazes para os usar, pois é assim que se auto promovem, que os consomem, degradam e desperdiçam, poluindo os espaços públicos que depois limpam a troco de vantagens. Pelo meio ficou o lucro, o desperdício, a não qualidade e os resíduos de fim de linha. Tudo isto em nome de uma sigla chamada de progresso.
Além de estar a tinto, deve o cidadão estar atento, não embalando em cantos de sereia, a cosmética ecológica.

sexta-feira, dezembro 04, 2009

Final de Outono

Tortulho desenhado em toalha de mesa (Alves André)
A observação atenta de um tortulho ( Hélder da aamarg.)
Terras do Carvoeiro - Escoural Rosácea para viuela Míscaros do meu pinhal

segunda-feira, novembro 23, 2009

Ratos reuniram em conselho

Algures, entre muitos gatos
Um havia
Que era, segundo a fama que corria,
O mais temido caçador de ratos.
Focinho de arreganho,
De grande rabo
E de eriçado pelo,
Para o murganho
Vê-lo,
Era do diabo!....
Nenhum rato caía na tolice
De sair, sem cautela, do buraco,
Por mais fraco
Que o estômago sentisse.
Não, porque ele era o espectro, era a tortura
Que rala, que aniquila, que consome!
Ele era a fome
E a sepultura!
O caçador, porém, não era monge;
E numa linda noite de luar
Soube-se no lugar
Que andava longe…
Então,
(Vejam aqui os homens neste espelho
Como eles, fúteis, tantas vezes são)
Os ratos reuniram em conselho.
Diziam: - Isto assim não pode ser;
Antes a morte que tal sorte:
Passar dias e dias sem comer!
E logo alvitrou um, com alvoroço:
-Sabem o que é preciso?
É pôr-lhe um guiso
Ao pescoço…
Com um guiso ele próprio nos previne…
Muito embora no chão se agache e roje,
Ao menor movimento o guiso tine,
E a gente foge…
-Bravo! - gritaram todos – muito bem!
É assim mesmo! Assim!
Mas quem há-de ir atar o laço? Quem?
Eu não, que não sou tolo! – afirmou um.
Nem eu – disse outro. E enfim,
Não foi nenhum.
Há destes casos neste mundo a rodos;
Se é preciso coragem numa acção,
Todos concordam, ninguém diz que não,
Mas chegado o momento, faltam todos!
(Fábulas feitas por JOÃO DE DEUS)

quarta-feira, novembro 18, 2009

Galo com míscaros

Galo com míscaros foi o prato principal do almoço e reunião que tive com amigos na Praia da Tocha.
Para informação dos frequentadores desta tasca, foi um delícia de tainada bem conversada e regada.

Na minha oficina

Vitor Santos coloca a menina a cantar.

terça-feira, novembro 17, 2009

segunda-feira, novembro 16, 2009

Mentira doçura, verdade dura

(Rui Sousa)
Entra sempre com doçura
A mentira, pr’a agradar;
A verdade entra mais dura,
Porque não quer enganar.

quinta-feira, novembro 12, 2009

Escoural e Coimbra

(Clicar sobre a imagem para ampliar)
Silvério Manata
Antigamente os do Escoural colocavam a gravatita para ir a Coimbra, como agora os de Coimbra tiram a gravatita para vir ao Escoural.
Os do Escoural vão a Coimbra e os de Coimbra vêm ao Escoural.

terça-feira, novembro 10, 2009

segunda-feira, novembro 09, 2009

Taqsim Oud maroc

Marrocos é aqui ao lado!

domingo, novembro 08, 2009

Leituras

Quem tem amigos destes, .....

(Clicar na imagem para aumentar)

sexta-feira, novembro 06, 2009

Traz Outro Amigo Também - José Afonso

Compostela homenageia Zeca Afonso Músicos portugueses e espanhóis participam num concerto de homenagem aos 80 anos do nascimento de Zeca Afonso. O concerto "Traz um amigo também" é organizado pela associação "A Gentalha do Pichel", de Santiago de Compostela (Galiza, Espanha), e contará com a participação de vários músicos que partilharam palcos com a voz mais famosa da canção de intervenção portuguesa.

terça-feira, novembro 03, 2009

Financiamentos

Como é que eles irão arranjar assim tanto dinheiro para fazer o largo e o santuário todo novo?
Eles lá se arranjam.
Olha que depois, com o largo novo, tu já não poderás ir apanhar as bosteiras ao largo. Nem tu nem os teus colegas que juntam os montes da bosta depois das feiras. A bosta do largo passará a ser toda para eles, e tu terás que a comprar para depois a venderes.
Lá vai ficar a bosta ainda mais cara!

segunda-feira, novembro 02, 2009

Ainda aguardo um Outono chuvoso

O vento esteve horas e horas a puxar a chuva e ela volta a cair lentamente, teimosamente húmida, de céu forrado até aos quatro cantos.