A">http://vimeo.com/46350265">A crise da civilização ocidental e a resposta do Decrescimento. Com Serge Latouche (legendado)
from CIDAChttp://vimeo.com/cidac">CIDAC> on Vimeo.https://vimeo.com">Vimeo.>
«Sabes o que me lembra este céu? Mais ou menos: a guerra dos astros. Tal e qual. A guerra dos mundos. Um sol maléfico, que tenta destruir a maquete, e sete planetas menores que tentam defendê-la.» [Finisterra, Carlos de Oliveira]
sábado, março 22, 2014
segunda-feira, março 17, 2014
Fenómenos meteorológicos extremos afetam Portugal há séculos
Fenómenos meteorológicos extremos afetam Portugal há séculos
O Inverno que está prestes a terminar trouxe este ano tempestades, cheias, ventos e chuva fortes. A estação vestiu-se a rigor, mas uma equipa de investigadores assegura que o fenómeno não é de agora.
A equipa do Centro de Estudos Geográficos da Universidade de Lisboa andou para trás no tempo e descobriu que no século XVII teve início um longo período de tempo frio.
Começou em 1675 e terminou em 1715. Portugal foi atingido por uma vaga de frio e Lisboa, nessa época, assistiu a vários nevões. Maria João Alcoforado, uma das autoras do estudo, revela que foram quatro décadas de Invernos muito rigorosos.
A equipa da Universidade de Lisboa está a estudar o clima em Portugal desde 1675 até aos nossos dias. Entre períodos de vários registos a outros de total nulidade, os investigadores concluíram que as tempestades não são fenómeno só do presente.
1739 foi um dos anos de má memória. Em dezembro, três dias bastaram para inundar o país. Em contraste, o ano de 1694 foi seco. Tão seco que procissões saíram à rua a pedir chuva.
O trabalho, que começou há dois anos no Centro de Estudos Geográficos da Universidade de Lisboa, vai continuar durante mais um ano.
http://www.tsf.pt/PaginaInicial/Vida/Interior.aspx?content_id=3755556A ferramenta principal de escravizar as nações e Governos é a dívida.
Ex-jurista do Banco Mundial revela como a elite domina o mundo
Karen Hudes, demitida do Banco Mundial por ter revelado informações sobre a corrupção na instituição, explicou com detalhes os mecanismos bancários para dominar o nosso planeta. Artigo da Russia Today, publicado no Diário Liberdade.
Artigo | 12 Março, 2014 - 23:43
Karen Hudes, graduada pela escola de Direito de Yale, trabalhou no departamento jurídico do Banco Mundial durante 20 anos. Na qualidade de 'assessora jurídica superior', teve suficiente informação para obter uma visão global de como a elite domina o mundo. Desse modo, o que conta não é uma 'teoria da conspiração' a mais.
De acordo com a especialista, citada pelo portal Exposing The Realities, a elite usa um núcleo hermético de instituições financeiras e de gigantes corporações para dominar o planeta.
Citando um explosivo estudo suíço de 2011, publicado na revista 'Plos One' a respeito da "rede global de controlo corporativo", Hudes enfatizou que um pequeno grupo de entidades, na sua maioria instituições financeiras e bancos centrais, exerce uma enorme influência sobre a economia internacional nos bastidores. "O que realmente está a acontecer é que os recursos do mundo estão a ser dominados por esse grupo", explicou a especialista com 20 anos de trabalho no Banco Mundial, e acrescentou que os "capturadores corruptos do poder" também conseguiram dominar os meios de comunicação. "Isso é-lhes permitido", assegurou.
O estudo suíço que mencionou Hudes foi realizado por uma equipa do Instituto Federal Suíço de Tecnologia de Zurique. Os pesquisadores estudaram as relações entre 37 milhões de empresas e investidores de todo o mundo e descobriram que existe uma "super-entidade" de 147 megacorporações muito unidas e que controlam 40% de toda a economia mundial.
Contudo, as elites globais não controlam apenas essas megacorporações. Segundo Hudes, também dominam as organizações não eleitas e que não prestam contas, mas, sim, controlam as finanças de quase todas as nações do planeta. São o Banco Mundial, o FMI e os bancos centrais, como a Reserva Federal Norte Americana, que controla toda a emissão de dinheiro e a sua circulação internacional.
O banco central dos bancos centrais
A cúpula desse sistema é o Banco de Pagamentos Internacionais: o banco central dos bancos centrais.
"Um organização internacional imensamente poderosa da qual a maioria nem sequer ouviu falar controla secretamente a emissão de dinheiro do mundo inteiro. É o chamado Banco de Pagamentos Internacionais [Bank for International Settlements]. Trata-se do banco central dos bancos centrais, localizado na Basileia, Suíça, mas que possui sucursais em Hong Kong e na Cidade do México. É essencialmente um banco central do mundo não eleito, que tem completa imunidade em matéria de impostos e leis internacionais (...). Hoje, 58 bancos centrais a nível mundial pertencem ao Banco de Pagamentos Internacionais, e tem, em muito, mais poder na economia dos Estados Unidos (ou na economia de qualquer outro país) que qualquer político. A cada dois meses, os banqueiros centrais reúnem-se na Basileia para outra 'Cimeira de Economia Mundial'. Durante essas reuniões, são tomadas decisões que atingem todos os homens, mulheres e crianças do planeta, e nenhum de nós tem voz naquilo que se decide. O Banco de Pagamentos Internacionais é uma organização que foi fundada pela elite mundial, que opera em benefício da mesma, e cujo fim é ser uma das pedras angulares do vindouro sistema financeiro global unificado".
Segundo Hudes, a ferramenta principal de escravizar as nações e Governos inteiros é a dívida.
"Querem que sejamos todos escravos da dívida, querem ver todos os nossos Governos escravos da dívida, e querem que todos os nossos políticos sejam adictos das gigantes contribuições financeiras que eles canalizam nas suas campanhas. Como a elite também é dona de todos os principais meios de informação, esses meios nunca revelarão o segredo de que há algo fundamentalmente errado na maneira como funciona o nosso sistema", afirmou.
Artigo originalmente publicado na Russia Today em: http://actualidad.rt.com/economia/view/121399-jurista-banco-mundial-revela-elite-domina-mundo
Reprodução no Diário Liberdade em: http://www.diarioliberdade.org/artigos-em-destaque/408-direitos-nacionais-e-imperialismo/46766-ex-jurista-do-banco-mundial-revela-como-a-elite-domina-o-mundo.html
Tradução do Cepat.
domingo, março 16, 2014
O consumidor é agora a escumalha
O Fim da Sociedade de Consumo
Dei-me conta outro dia que a sociedade de consumo acabou. Não sei quando foi.¹ Mas acabou com toda a certeza. E não foi a esquerda que deu cabo dela mas o neoliberalismo. Sim. É verdade.
Dentro da doutrina neoliberal não há pior do que um consumidor. Só os idiotas, os inúteis e os parasitas consomem. É o que significa o discurso do “vivemos acima dos nossos meios”. E aqueles artigos que se surpreendem quando os portugueses gastam o seu dinheiro numa Bimby ou vão muito a concertos. Comem fora, mesmo com sacrifícios.
O país reestruturado pela austeridade neoliberal não consome; produz coisas para exportar, o que significa consumidas longe, noutro lugar, mais estúpido e esbanjador do que nós – é essa a receita que a Alemanha não se cansa de apregoar. À deslocalização do trabalho juntou-se a deslocalização do consumo. É por isso que, num país pobre, se fazem tantas merdas gurmê e de luxo. Obviamente, não são feitas para serem consumidas aqui.
Baixam-se os salários não apenas para baixar custos mas para diminuir o consumo. E os primeiros impostos que o neoliberal pensa em aumentar, os últimos que se recusa a cortar, são os que incidem sobre o consumo, como o IVA.² Em certos estados americanos ultraliberais, cortaram-se todos os impostos menos estes – não funcionou, mas isso é outra história.
Todo o esquema de pensamento neoliberal se insurge contra o consumo. E, como todos os países querem ser austeritários e neoliberais, depreende-se que, numa utopia neoliberal, o consumo seria erradicado do planeta.
Se o capitalismo clássico assentava na livre troca de mercadorias, o que implica oferta e procura, um ecossistema de produtores e consumidores, o neoliberalismo assenta na empresa. Tudo, desde o Estado até ao simples trabalhador, se torna numa empresa. Só se admite a troca se for feita entre empresas, com o fim de produzir qualquer coisa. É como o jogo das cadeiras, onde perde o último que fica de pé: o consumidor. Assim, num planeta neoliberal a procura é inteiramente assegurada por empresas que vendem a empresas que vendem a empresas – também não funciona. E também é outra história.
E o empreendedorismo mais ridículo (veja-se Miguel Gonçalves) é melhor que o consumo mais sensato – o simples consumo de bens de primeira necessidade, se não for feito dentro de um enquadramento empresarial, é considerado imoral. Aliás, é o que define a pobreza má por oposição à virtuosa. O bom pobre é aquele que, não tendo dinheiro e consumindo o menos possível, se entrega como objecto, como matéria-prima, à boa vontade empreendedora da caridade privada. O mau pobre gasta o dinheiro que recebe do Estado em bifes, Bimbys e concertos. O Rendimento Social de Inserção e o Subsídio de Desemprego são maus porque não têm como pré-condição serem investidos em empreendedorismo mas podem simplesmente ser gastos (e isso não pode ser). É preferível, dentro da moralidade neoliberal, que um pobre se endivide para formar uma empresa do que gaste o dinheiro que descontou para simplesmente comer ou ver um filme quando deixou de ter um emprego ou se reformou.
Naturalmente, há pontos de vista diferentes: dentro do Keynesianismo, o consumo, a procura, é tão importante como a oferta. Se toda a gente e todos os países produzem mas não compram nada, acabam por não conseguir vender nada, e toda a gente fica mais pobre.
Mas a pior consequência do fim da sociedade de consumo é política. Já se sabe que a austeridade neoliberal reduz a participação democrática do cidadão comum a uma formalidade que, de quatro em quatro anos, pode mudar tudo menos a austeridade neoliberal. Mas não é disso que falo. Falo daquele velho argumento do consumo enquanto democracia. Vocês sabem: o consumidor, ao decidir comprar o melhor produto, pode influenciar empresas, beneficiando os melhores produtos, apoiando as melhores soluções. As más empresas estão condenadas a morrer, abandonadas pelo consumidor. Privatizando serviços públicos está-se a torná-los mais democráticos, etc. Agora, se ainda acreditam nisto, telefonem para o número de atendimento do vosso fornecedor de internet e tentem cancelar o vosso serviço. Usem a palavra “urgência”. Boa sorte. Sintam o vosso poder enquanto consumidores. O que quero dizer é que, se não há consumo, também não há democracia enquanto consumo. Ou seja, o neoliberalismo não eliminou apenas a democracia clássica mas aquilo que passava por democracia dentro do capitalismo clássico.
Enquanto o liberalismo clássico se organizava em torno da troca, o neoliberalismo organiza-se em torno da concorrência. Tudo concorre com todo. O consumidor puro, não empresarial, não tem hipótese porque não é competitivo. No liberalismo clássico, ainda havia o laissez faire; agora é a avaliação permanente, a competição eterna, em que cada acto do trabalhador só é legitimado se também for uma avaliação parametrizada. Numa universidade já não se preenche um sumário para informar os alunos do conteúdo de uma aula mas porque conta para as avaliações de desempenho. Se o consumidor não tem quase poder nenhum, a avaliação torna-se técnica, administrativa e burocrática ao extremo.
Percebendo que a sociedade de consumo morreu, percebem-se outras coisas, aparentemente sem relação. O fim da crítica por exemplo. A crítica clássica funcionava como um guia de consumo. Os críticos originais eram consumidores idealizados. Mas, o consumidor é agora a escumalha da terra, quando muito uma unidade de medida para medir os visitantes, e o crítico perdeu quase todo o seu poder.
E percebe-se que uma das possibilidades de fazer frente a este sistema, que é como quem diz “ofendê-lo”, é consumindo. Mesmo com pouco dinheiro, com um cêntimo que seja, gastando-o de um modo desprendido, ostensivo, agressivo – a comer, a viver, mas também a ir a um concerto ou a um filme. No que se entender. Poupando-o. Gastando-o. O que interessar a cada um. Se possível sem culpa. Sem ter de inventar uma desculpa empreendedora para isso. E, de preferência, chateando um neoliberal no processo. Estimulando a procura interna, se interessar um argumento económico. Mas é melhor ir a um concerto (garanto) se isso chatear o José Manuel Fernandes. Chateá-lo de um modo inteiramente não competitivo, claro.
Objectivo para 2014: recuperar modos de agressividade, de luta e de crítica, que não sejam concorrenciais ou produtivos. Crítica não-construtiva. E a melhor forma de o fazer é recuperando a crítica como guia de consumo. Um consumo que, se for feito para chatear, será político – o que não é novidade nenhuma: se para o neoliberalismo o consumo é algo a erradicar, para a esquerda ainda é algo político, ainda se acredita que se pode tomar posição boicotando o Pingo Doce, por exemplo.
1. Foucault já se tinha apercebido disso em 1979.
2. Um dos planos iniciais de Passos Coelho para resolver a crise, ainda antes de ser eleito, era aumentar o IVA.
quinta-feira, março 13, 2014
Assunto: FW: Como poderia o Relvas estar fora da comissão nacional do PSD?
Assunto: FW: Como poderia o Relvas estar fora da comissão nacional do PSD?
Apenas um discreto artigo do Público mais nada..
Em Domingo, 23 de Fevereiro de 2014 11:48, Vitor Manuel Pessanha
Como poderia o Relvas não estar no conselho nacional.Vejam só:
“1. A Tecnoforma, uma empresa de que Pedro Passos Coelho foi consultor e administrador, ficou com a parte de leão, na região Centro, de um programa de formação profissional — financiado por fundos europeus (programa Foral) — destinado a funcionários das autarquias, o qual era tutelado pelo Dr. Relvas, então secretário de Estado da Administração Local do Governo Barroso/Portas.
Os números são, de facto, esmagadores: só em 2003, 82% do valor das candidaturas aprovadas a empresas privadas na região Centro, no quadro do deste programa de formação profissional, coube à Tecnoforma. E entre 2002 e 2004, 63% do número de projectos aprovados a privados pelos responsáveis desse programa pertenciam à mesma empresa.
A história regista, entre outras, uma ideia de génio da Tecnoforma: a concepção de um programa de formação no valor de 1,2 milhões de euros para funcionários de aeródromos que estavam fechados, que eram pistas perdidas ou que tinham um ou mesmo nenhum funcionário.
Miguel Relvas era então o responsável político pelo programa, na qualidade de secretário de Estado da Administração Local de Durão Barroso, Paulo Pereira Coelho era o seu gestor na região Centro, Pedro Passos Coelho era consultor da Tecnoforma, João Luís Gonçalves era sócio e administrador da empresa, António Silva era seu director comercial e vereador da Câmara de Mangualde. Em comum todos tinham o facto de terem sido destacados dirigentes da JSD e, parte deles, deputados do PSD.
2. Entretanto, o mesmo Pedro Passos Coelho criou oCentro Português para a Cooperação, uma organização não-governamental (ONG) concebida para obter financiamentos destinados a projectos de cooperação que interessassem à Tecnoforma. Entre os seus membros figuravam Marques Mendes, Ângelo Correia, Vasco Rato, Júlio Castro Caldas e outras destacadas figuras do PSD.
3. Hoje, soube-se algo mais sobre o desgraçado programa Foral, então tutelado pelo Dr. Relvas. Quando apenas uma circular teria sido suficiente para que autarquias locais ávidas de dinheiro pudessem ficar informadas dos objectivos do programa, descobre-se que houve uma campanha de comunicação, no valor de quase 450 mil euros, adjudicada em 2002 a uma empresa de publicidade detida exclusivamente por Agostinho Branquinho (a NTM), antigo deputado do PSD e actual secretário de Estado da Segurança Social. José Pedro Aguiar-Branco, agora ministro da Defesa, tornou-se presidente da assembleia geral pouco depois da adjudicação.
A história vem descrita no Público (e reproduzida aqui). Entre outras peripécias do concurso, sabe-se agora que:
• Entre as cinco concorrentes excluídas por insuficiência financeira se encontrava a subsidiária de um gigante internacional que ocupava o terceiro lugar na lista das 30 maiores empresas de publicidade do mercado português, a McCann Erickson Portugal (52 milhões de euros facturados em 2001) e a Caixa Alta então em 16º lugar no mesmo ranking da Associação Portuguesa de Agências de Publicidade e Comunicação (13,6 milhões nesse ano), com volume de vendas muito superior ao da NTM (3,7 milhões), que nem constava do mencionado ranking;
• Após a selecção prévia das propostas, restaram três concorrentes, sendo que a NTM foi a que apresentou o preço mais alto e era a que, na avaliação do júri, tinha a mais baixa capacidade técnica.
Segundo o Público apurou, este processo foi conduzido pelo então chefe de gabinete, Paulo Nunes Coelho, e por uma adjunta, Susana Viseu, do Dr. Relvas. Enquanto Paulo Nunes Coelho continua a cirandar pelos gabinetes governamentais, Susana Viseu foi nomeada administradora da Fomentinvest, precisamente a holding onde o terrível Ângelo tinha acolhido Pedro Passos Coelho.
Já tivemos dois PSD: o do cavaquismo que desaguou na foz do BPN; e o do pós-cavaquismo que apodrece placidamente
num imenso delta. Afinal, o que é o PSD?”
Recebido por e-mail.
Apenas um discreto artigo do Público mais nada..
Em Domingo, 23 de Fevereiro de 2014 11:48, Vitor Manuel Pessanha
Como poderia o Relvas não estar no conselho nacional.Vejam só:
“1. A Tecnoforma, uma empresa de que Pedro Passos Coelho foi consultor e administrador, ficou com a parte de leão, na região Centro, de um programa de formação profissional — financiado por fundos europeus (programa Foral) — destinado a funcionários das autarquias, o qual era tutelado pelo Dr. Relvas, então secretário de Estado da Administração Local do Governo Barroso/Portas.
Os números são, de facto, esmagadores: só em 2003, 82% do valor das candidaturas aprovadas a empresas privadas na região Centro, no quadro do deste programa de formação profissional, coube à Tecnoforma. E entre 2002 e 2004, 63% do número de projectos aprovados a privados pelos responsáveis desse programa pertenciam à mesma empresa.
A história regista, entre outras, uma ideia de génio da Tecnoforma: a concepção de um programa de formação no valor de 1,2 milhões de euros para funcionários de aeródromos que estavam fechados, que eram pistas perdidas ou que tinham um ou mesmo nenhum funcionário.
Miguel Relvas era então o responsável político pelo programa, na qualidade de secretário de Estado da Administração Local de Durão Barroso, Paulo Pereira Coelho era o seu gestor na região Centro, Pedro Passos Coelho era consultor da Tecnoforma, João Luís Gonçalves era sócio e administrador da empresa, António Silva era seu director comercial e vereador da Câmara de Mangualde. Em comum todos tinham o facto de terem sido destacados dirigentes da JSD e, parte deles, deputados do PSD.
2. Entretanto, o mesmo Pedro Passos Coelho criou oCentro Português para a Cooperação, uma organização não-governamental (ONG) concebida para obter financiamentos destinados a projectos de cooperação que interessassem à Tecnoforma. Entre os seus membros figuravam Marques Mendes, Ângelo Correia, Vasco Rato, Júlio Castro Caldas e outras destacadas figuras do PSD.
3. Hoje, soube-se algo mais sobre o desgraçado programa Foral, então tutelado pelo Dr. Relvas. Quando apenas uma circular teria sido suficiente para que autarquias locais ávidas de dinheiro pudessem ficar informadas dos objectivos do programa, descobre-se que houve uma campanha de comunicação, no valor de quase 450 mil euros, adjudicada em 2002 a uma empresa de publicidade detida exclusivamente por Agostinho Branquinho (a NTM), antigo deputado do PSD e actual secretário de Estado da Segurança Social. José Pedro Aguiar-Branco, agora ministro da Defesa, tornou-se presidente da assembleia geral pouco depois da adjudicação.
A história vem descrita no Público (e reproduzida aqui). Entre outras peripécias do concurso, sabe-se agora que:
• Entre as cinco concorrentes excluídas por insuficiência financeira se encontrava a subsidiária de um gigante internacional que ocupava o terceiro lugar na lista das 30 maiores empresas de publicidade do mercado português, a McCann Erickson Portugal (52 milhões de euros facturados em 2001) e a Caixa Alta então em 16º lugar no mesmo ranking da Associação Portuguesa de Agências de Publicidade e Comunicação (13,6 milhões nesse ano), com volume de vendas muito superior ao da NTM (3,7 milhões), que nem constava do mencionado ranking;
• Após a selecção prévia das propostas, restaram três concorrentes, sendo que a NTM foi a que apresentou o preço mais alto e era a que, na avaliação do júri, tinha a mais baixa capacidade técnica.
Segundo o Público apurou, este processo foi conduzido pelo então chefe de gabinete, Paulo Nunes Coelho, e por uma adjunta, Susana Viseu, do Dr. Relvas. Enquanto Paulo Nunes Coelho continua a cirandar pelos gabinetes governamentais, Susana Viseu foi nomeada administradora da Fomentinvest, precisamente a holding onde o terrível Ângelo tinha acolhido Pedro Passos Coelho.
Já tivemos dois PSD: o do cavaquismo que desaguou na foz do BPN; e o do pós-cavaquismo que apodrece placidamente
num imenso delta. Afinal, o que é o PSD?”
Recebido por e-mail.
quinta-feira, março 06, 2014
Para ler e ouvir
O GUARDADOR
DE REBANHOS
DE REBANHOS
Sou um guardador de rebanhos
O rebanho é os meus pensamentos
E os meus pensamentos são todos sensações.
Penso com os olhos e com os ouvidos
E com as mãos e os pés
E com o nariz e a boca.
O rebanho é os meus pensamentos
E os meus pensamentos são todos sensações.
Penso com os olhos e com os ouvidos
E com as mãos e os pés
E com o nariz e a boca.
Pensar uma flor é vê-la e cheirá-la
E comer um fruto é saber-lhe o sentido.
E comer um fruto é saber-lhe o sentido.
Por isso quando num dia de calor
Me sinto triste de gozá-lo tanto.
E me deito ao comprido na erva,
E fecho os olhos quentes,
Sinto todo o meu corpo deitado na realidade,
Sei a verdade e sou feliz.
Me sinto triste de gozá-lo tanto.
E me deito ao comprido na erva,
E fecho os olhos quentes,
Sinto todo o meu corpo deitado na realidade,
Sei a verdade e sou feliz.
DA MINHA ALDEIA vejo quando da terra
se pode ver no Universo....
Por isso a minha aldeia é grande como outra qualquer
Porque eu sou do tamanho do que vejo
E não do tamanho da minha altura...
se pode ver no Universo....
Por isso a minha aldeia é grande como outra qualquer
Porque eu sou do tamanho do que vejo
E não do tamanho da minha altura...
Nas cidades a vida é mais pequena
Que aqui na minha casa no cimo deste outeiro.
Na cidade as grandes casas fecham a vista a chave,
Escondem o horizonte, empurram nosso olhar para longe de todo o céu,
Tornam-nos pequenos porque nos tiram o que os nossos olhos nos podem dar,
E tornam-nos pobres porque a única riqueza é ver.
Que aqui na minha casa no cimo deste outeiro.
Na cidade as grandes casas fecham a vista a chave,
Escondem o horizonte, empurram nosso olhar para longe de todo o céu,
Tornam-nos pequenos porque nos tiram o que os nossos olhos nos podem dar,
E tornam-nos pobres porque a única riqueza é ver.
Pensar em Deus é desobedecer a Deus,
Porque Deus quis que o não conhecêssemos,
Por isso se nos não mostrou...
Porque Deus quis que o não conhecêssemos,
Por isso se nos não mostrou...
Sejamos simples e calmos,
Como os regatos e as árvores,
E Deus amar-nos-á fazendo de nós
Belos como as árvores e os regatos,
E dar-nos-á verdor na sua primavera,
E um rio aonde ir ter quando acabemos!...
Como os regatos e as árvores,
E Deus amar-nos-á fazendo de nós
Belos como as árvores e os regatos,
E dar-nos-á verdor na sua primavera,
E um rio aonde ir ter quando acabemos!...
Se
depois de eu morrer, quiserem escrever a minha biografia,
Não há nada mais simples
Tem só duas datas — a da minha nascença
e a da minha morte.
Entre uma e outra cousa todos os dias
são meus.
Sou fácil de definir.
Vi como um danado.
Amei as cousas sem sentimentalidade
nenhuma.
Nunca tive um desejo que não pudesse
realizar, porque nunca ceguei.
Mesmo ouvir nunca foi para mim senão
um acompanhamento de ver.
Compreendi que as cousas são reais e
todas diferentes umas das outras;
Compreendi isto com os olhos, nunca
com o pensamento.
Compreender isto com o pensamento
seria achá-las todas iguais.
Um dia deu-me o sono como a qualquer
criança.
Fechei os olhos e dormi.
Além disso, fui o único poeta da
Natureza.
depois de eu morrer, quiserem escrever a minha biografia,
Não há nada mais simples
Tem só duas datas — a da minha nascença
e a da minha morte.
Entre uma e outra cousa todos os dias
são meus.
Sou fácil de definir.
Vi como um danado.
Amei as cousas sem sentimentalidade
nenhuma.
Nunca tive um desejo que não pudesse
realizar, porque nunca ceguei.
Mesmo ouvir nunca foi para mim senão
um acompanhamento de ver.
Compreendi que as cousas são reais e
todas diferentes umas das outras;
Compreendi isto com os olhos, nunca
com o pensamento.
Compreender isto com o pensamento
seria achá-las todas iguais.
Um dia deu-me o sono como a qualquer
criança.
Fechei os olhos e dormi.
Além disso, fui o único poeta da
Natureza.
As bolas de sabão que esta criança
Se entretém a largar de uma palhinha
São translucidamente uma filosofia toda.
Claras, inúteis e passageiras como a Natureza,
Amigas dos olhos como as cousas,
São aquilo que são
Com uma precisão redondinha e aérea,
E ninguém, nem mesmo a criança que as deixa,
Pretende que elas são mais do que parecem ser.
Se entretém a largar de uma palhinha
São translucidamente uma filosofia toda.
Claras, inúteis e passageiras como a Natureza,
Amigas dos olhos como as cousas,
São aquilo que são
Com uma precisão redondinha e aérea,
E ninguém, nem mesmo a criança que as deixa,
Pretende que elas são mais do que parecem ser.
Algumas mal se vêem no ar lúcido.
São como a brisa que passa e mal toca nas flores
E que só sabemos que passa
Porque qualquer cousa se aligeira em nós
E aceita tudo mais nitidamente.
São como a brisa que passa e mal toca nas flores
E que só sabemos que passa
Porque qualquer cousa se aligeira em nós
E aceita tudo mais nitidamente.
O Tejo é mais belo que o rio que
corre pela minha aldeia,
Mas o Tejo não é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia
Porque o Tejo não é o rio que corre pela minha aldeia.
corre pela minha aldeia,
Mas o Tejo não é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia
Porque o Tejo não é o rio que corre pela minha aldeia.
O Tejo tem grandes navios
E navega nele ainda,
Para aqueles que vêem em tudo o que lá não está,
A memória das naus.
O Tejo desce de Espanha
E o Tejo entra no mar em Portugal.
Toda a gente sabe isso.
Mas poucos sabem qual é o rio da minha aldeia
E para onde ele vai
E donde ele vem.
E por isso porque pertence a menos gente,
É mais livre e maior o rio da minha aldeia.
E navega nele ainda,
Para aqueles que vêem em tudo o que lá não está,
A memória das naus.
O Tejo desce de Espanha
E o Tejo entra no mar em Portugal.
Toda a gente sabe isso.
Mas poucos sabem qual é o rio da minha aldeia
E para onde ele vai
E donde ele vem.
E por isso porque pertence a menos gente,
É mais livre e maior o rio da minha aldeia.
Pelo Tejo vai-se para o Mundo.
Para além do Tejo há a América
E a fortuna daqueles que a encontram.
Ninguém nunca pensou no que há para além
Do rio da minha aldeia.
Para além do Tejo há a América
E a fortuna daqueles que a encontram.
Ninguém nunca pensou no que há para além
Do rio da minha aldeia.
terça-feira, março 04, 2014
domingo, março 02, 2014
quarta-feira, fevereiro 19, 2014
Olhando para o umbigo
Enquanto a população deste maravilhoso
cantinho é assaltada e vai regredir para níveis de exploração do século xix, há
grupos que escolheram passar o seu tempo a discutir
Nas páginas dos jornais e nos sites das várias
formações de esquerda, nomeadamente o Bloco e o Livre, encontram-se atarefados
numa animada polémica. O resto da população está mergulhada na destruição do
país pela política de direita, mas a nossa extrema-esquerda está concentrada
numa disputa fundamental e a praticar o popular desporto de ver quem tem a
pilinha maior.
Vamos aterrar no planeta Terra. Vivemos em plena
revolução de direita: no fim deste processo todo o trabalho deixará de ter
direitos. Toda a gente vai ser precária e mal paga. As reformas serão mais
tarde e simbólicas. O Serviço Nacional de Saúde será muito pior e apenas para
os indigentes. O ensino superior será um luxo para ricos. Todas as empresas
públicas serão entregues, a preço de saldos, a monopólios privados, muitos
deles estrangeiros. O pequeno e incipiente Estado social português, em relação
aos seus congéneres europeus, não existirá. Os trabalhadores trabalharão ainda
mais horas que o resto dos europeus e receberão ainda menos que eles. Daqui a
um par de anos os salários reais terão sido reduzidos mais de 30%. Os pobres
serão mais pobres e os ricos ainda mais ricos. Portugal reforçará a sua
liderança dos países mais desiguais da Europa e do mundo. No termo deste
período, os trabalhadores e os reformados terão pago milhares de milhões de
euros do buraco financeiros dos grandes bancos. Ficarão por pagar, pelos seus
filhos e netos, os negócios, de mais de 60 mil milhões de euros, feitos com
esses mesmos grupos financeiros, como as parcerias público-privadas e os swaps.
Água e energia estarão totalmente nas mãos dos privados. Aos pobres poderá ser
cortado o acesso à água para beber. Terão uma vida mais curta e difícil: os
mais novos terão de emigrar, os mais velhos não vão conseguir sobreviver com as
suas reformas e não terão acesso a nenhum emprego. A maioria da população fará
ganchos para empresas lucrativas que pagarão muito abaixo do salário mínimo. Os
sindicatos perderão grande parte da sua força. Ser sindicalizado é o primeiro
passo para ser despedido. E como não há trabalhadores com emprego estável, e
são residuais aqueles que têm estabilidade no sector público, os sindicatos vão
desaparecendo. A nossa dívida, superior a 130% do PIB, é impagável. Vamos ser esmifrados
durante mais de 50 anos para a pagar e no fim ainda não estará liquidada.
Teremos gerações sacrificadas. Os actuais governantes e os próximos, que se
propõem cumprir as políticas neoliberais da troika, terão empregos garantidos
nos grandes grupos económicos e financeiros, como tiveram os anteriores
ministros da Economia, das Finanças e das Obras Públicas.
Este é o cenário que está à vista. À esquerda, contra
a política da troika, exige-se que resista, mas sobretudo que a derrote.
Parafraseando um político britânico, "quando o
país esperava que a extrema-esquerda crescesse, ela engordou".
Precisamos de acções que dêem poder às pessoas e que
recusem guerras sectárias e unam na acção todos aqueles que se opõem à política
de austeridade sobre a população e de enriquecimento dos muito ricos. É preciso
criar alternativas a este desastre. Visivelmente elas passam por uma democracia
em que o poder está nos cidadãos e não nos poderosos, mas também por uma
prática partidária que consiga ver para além dos umbigos dos dirigentes da
extrema-esquerda.
Por Nuno Ramos de Almeida
publicado em 18 Fev 2014
terça-feira, fevereiro 18, 2014
Miró para colorir
A Colecção Miró, um lote de 85 obras, composto por óleos, guaches e desenhos, foi adquirido pelo Banco Português de Negócios (BPN), gerido por José Oliveira Costa, a um coleccionador japonês em 2006.
Em 2007 a leiloeira Christie's avaliou a colecção em 81,2 milhões de euros e, algum tempo depois, a mesma leiloeira avaliou-a em 150 milhões.
Estas avaliações foram... feitas quando a colecção pertencia ao BPN, enquanto banco privado.
Em Novembro de 2008, o BPN foi "nacionalizado" -apenas o lixo tóxico- e, depois de todas as aventuras e desventuras que decorreram da sua nacionalização, a Parvalorem -veículo estatal criado para gerir os activos tóxicos do BPN- através da sua administração, tornou a venda da Colecção Miró, uma das suas principais prioridades tendo, no final de 2013, "fechado" o negócio com a Christie's.
A Parvalorem não cumpriu os prazos legais estabelecidos na Lei de Bases do Património Cultural para pedir a devida autorização para a saída das peças para o estrangeiro e, embora com o parecer negativo da Direcção-Geral do Património Cultural (DGPC), a 21 de Janeiro de 2014, as obras já estavam expostas na leiloeira Christie’s, em Londres.
Agora vem a notícia mais interessante
:
Enquanto a Colecção Miró foi propriedade privada, foi avaliada pela Christie's por valores que ultrapassaram os 150 milhões de euros; agora que a mesma colecção é propriedade do Estado Português, a mesma leiloeira avaliou-a em apenas 36 milhões.
Para a palhaçada ser mais engraçada posso acrescentar que as condições da Christie's são estas: a licitação da venda da obra é de 36 milhões, sendo esta a importância a entregar ao Estado Português; tudo o que ultrapassar esse valor será propriedade da leiloeira.
Perceberam a jogada?
Uma providência cautelar "barrou" a concretização do negócio que, além de ilegal é um crime de lesa-pátria; entretanto, a Christie's já fez saber que continua interessada no negócio. Claro... tenho a certeza que sim...
Alguém tem dúvidas sobre a "transparência" destas negociatas?
Alguém, ainda, duvida de que esta gente, está UNICAMENTE ao serviço do capital explorador nem que tenhamos que ficar sem pele?
(via email)
segunda-feira, fevereiro 17, 2014
O médico de boa-fé
O MÉDICO DE BOA-FÉ
Como o outro que curava de um espinho certo cavaleiro, e tinha-lhe
metido em cabeça que era postema. Ausentou-se um dia e deixou um seu filho instruído,
que continuasse com os emplastos do espinho, a que chamavam postema. Mas o
filho na primeira cura, para se mostrar mais dextro, arrancou o espinho:
cessaram as dores, e sarau o doente em menos de vinte e quatro horas. Veio o
pai: pediu-lhe o filho alvissaras, que sarara o doente só com tirar o espinho. Respondeu-lhe
o pai:
- Pois daí comerás,
pura besta. Não vias tu, selvagem, que enquanto se queixava das dores
continuavam as visitas e se acrescentavam as pagas? Secaste o leite à cabra que
ordenhávamos.
(Alexandre de Gusmão, Arte de Furtar)
quinta-feira, fevereiro 13, 2014
Cuidados e caldos de galinha
Algo a nível mundial que estará prestes a acontecer?
Ou são só coincidências?
O artigo do link ( http://www.infowars.com/jp-morgan-executive-becomes-5th-banker-to-die-in-last-2-weeks/ ) parece indicar que algo, nada de bom, estará para acontecer a nível mundial, que a todos nos irá afectar.
Cuidados e caldos de galinha nunca fizeram mal a alguém que os tenha tomado.
quarta-feira, fevereiro 12, 2014
Obrigado por partilhar

“Nueve cuestiones que deberías plantearte ante una noticia para que no te manipulen” es un resumen de una parte del libro de Pascual Serrano, Desinformación, cómo los medios ocultan el mundo. Es a él a quien hay que agradecerle los consejos y pautas a seguir ante el incumplimiento de la obligación del Estado de garantizarnos una información plural y veraz (en este sentido consultad artículo 20 de la Constitución). Se trata de analizar los mecanismos desinformativos que puedan estar presentes en las noticias de los medios de comunicación convencionales (y yo añadiría también a los medios alternativos de contrainformación…), con el objetivo de evitar ser manipulados por los mismos. Ahí van las cuestiones (tomad buena nota…y si se os ocurre alguna más, no os cortéis y compartidlas…) :
- Conocer quién es la propiedad de un medio de comunicación (empresa privada, estatal, ONG…) es básico para intuir por dónde va a ir la línea editorial. Si se trata de una entidad privada, lo más habitual es que opere en otros sectores económicos. Pero cuidado…no sólo hay que saber la composición del accionariado del medio en cuestión…tb interesa echar un ojo a las empresas e instituciones que compran publicidad en el mismo. Si comprobamos que los principales anunciantes de un periódico son Telefónica y BBVA (por ejemplo), con fuertes intereses económicos en América Latina, tendremos que mirar con cuidado (desconfiando incluso) la información que aparezca sobre dicha región.
- Si la información es promovida por alguna parte interesada (ejemplo : encuestas, informes universitarios, estudios de expertos…difundidos por algún gobierno por razones de política internacional) o es generada por el propio medio.
- Si la noticia tiene la importancia que le dan (para ello compararemos con acontecimientos similares en otros países o con otros sucesos recientes del mismo lugar). Un ejemplo ilustrativo lo da Pascual Serrano al recordar cómo en octubre de 2008 abrían un noticiario de TV con la fuga de un secuestrado en poder de la guerrilla colombiana, mientras que el día anterior no se había informado de la muerte de varios manifestantes a manos del ejército.
- Identificar fuentes y analistas…el uso de fuentes indefinidas es ya demasiado habitual (la típica expresión “según diversos expertos”, p.e, que camufla sutilmente opiniones editoriales). También nos fijaremos en si nos intentan hacer pasar una postura como si fuese mayoritaria entre la ciudadanía de un país.
- Si la información se presenta como hecho constatado o como versión de una parte. Si informan que el ejército estadounidense ha matado a 40 talibanes, habría que confirmar por otras fuentes (de haberlas) si eran efectivamente guerrilleros islámicos y no civiles.
- Si se han recogido todas las diferentes posiciones respecto a la noticia o si todas las reacciones coinciden en la valoración de la misma (lo cual olería muy mal…en este caso buscaríamos en internet otras interpretaciones de diferentes actores…).
- Si estamos ante un mensaje audiovisual habría que ver posibles dramatizaciones (representaciones teatrales con imágenes, sonido, o ambos) de algo que supuestamente ha sucedido (ejemplo típico es el de la dramatización de una violación de una mujer en un ascensor, en casos judiciales donde la culpabilidad del acusado está pendiente de demostrarse…).
- Comprobar si las emociones ante las imágenes o sonidos son racionales (ejemplo : una entrevista a la madre de un militar muerto en Irak podría provocar una falta de empatía con el pueblo iraquí, cuya población civil ha sufrido muchísimas más bajas que los soldados estadounidenses).
- Intentar preguntarnos si conocemos todos los elementos que rodean la noticia y qué no nos han contado (ejemplo : en una huelga de transporte donde únicamente nos cuelan imágenes de usuari@s indignados, deberíamos conocer tb las reivindicaciones de l@s huelguistas).
sábado, fevereiro 08, 2014
Conto actual
O LOBO E O CORDEIRO
Conta-se que o lobo bebia uma vez em um ribeiro, da parte de
cima, e o cordeiro bebia em aquele mesmo ribeiro, da parte do fundo. Disse o
lobo ao cordeiro:
- Porque me luchas a água e danas este ribeiro?
E o cordeiro respondeu e disse humildosamente:
- Eu não te faço injúria, nem lucho o rio, porque a água
corre contra mim, e água é muito clara; e pero se a quisesse abolver, não
poderia.
Outra vez o lobo brada forte e diz:
- Não te avonda que tu me fazes injúria e dano, e ainda me
ameaças?
E o cordeiro outra vez humildosamente responde:
- Não te ameaço, mais eu me escuso com boa razão.
E o lobo respondeu outra vez:
- Ainda me ameaças? Já semelhante injúria me fizeste tu e o
teu padre, já são mais de seis meses.
O cordeiro disse:
- Ó ladrão, eu não hei tanto tempo!
E o lobo iroso disse:
- Ó mau rapaz, ainda ousas de falar?
E foi-se a ele e matou-o e comeu-o
(Fabulário Português)
Chove no Escoural, chove no mundo inteiro
O vento esteve horas e horas a
puxar a chuva e ela volta a cair lentamente, teimosamente húmida e fria, de céu
forrado até aos quatro cantos, desabando ritmada do lado dela, empoçando água
no alto do Cabeço. Uma friagem roe os ossos e torna a lenta chuva em muita
água, tanta que não há grão de areia seco até ao quinto inferno. Chove há muito
no monte do Cabeço e em redor dele. Chove no mundo todo quando o céu e a terra
se fundem em água.
domingo, janeiro 26, 2014
A pobreza dos católicos e a riqueza dos ateus
Ouçam esta peça como uma ajuda para perceber porque o papa Bento resignou e o papa Xico atua como atua. A decadência do cristianismo tem como base a crescente diminuição dos ingressos.
http://rsspod.rtp.pt/podcasts/
2012-10-15 Espionagem no Vaticano - A pobreza dos católicos e a riqueza dos ateus por Joel Costa.
http://www.rtp.pt/play/podcast/251
O efeito manada
A realidade é muito teimosa e as nossas ações têm muitas vezes consequências inesperadas, fazendo com que o seu resultado seja o oposto às nossas expectativas iniciais, pois tomamos decisões suportadas no nosso muito limitado conhecimento. A incerteza faz sempre parte da equação, apesar de nós a ignoráramos e de tal nos ser escondida sistematicamente.
Por mais que penteiem a realidade, ela é muito teimosa a manter a guedelha levantada, enquanto a manada se precipita para ser caçada.
Por mais que penteiem a realidade, ela é muito teimosa a manter a guedelha levantada, enquanto a manada se precipita para ser caçada.
quarta-feira, janeiro 22, 2014
a eternidade
curvo-me a ti, rainha do mato. dobro o corpo,
com a testa e os olhos na crosta da terra. olho
com espanto a esteva e a simetria da flor, na
harmonia de tons verdes, de folhas cerzidas na
côdea dos dias. urze!, perfume doce!, tufo de
sementes, derramadas na areia. são os filhos
que te fazem eterna.
António Canteiro
o silêncio solar das manhãs
Prémio Nacional de Poesia Sebastião da Gama 2013
segunda-feira, janeiro 20, 2014
“Estamos diante da ditadura do mais medíocre”
A Arte Contemporânea é uma farsa: Avelina Lésper
Posted on by Incubadora de Artistas
Com a finalidade de dar a conhecer seus argumentos sobre os porquês da arte contemporânea ser uma “arte falsa“, a crítica de arte Avelina Lésper apresentou a conferência “El Arte Contemporáneo- El dogma incuestionable” na Escuela Nacional de Artes Plásticas (ENAP), sendo ovacionada pelos estudantes na ocasião.
A arte falsa e o vazio criativo
“A carência de rigor (nas obras) permitiu que o vazio de criação, o acaso e a falta de inteligência passassem a ser os valores desta arte falsa, entrando qualquer coisa para ser exposta nos museus “
A crítica explica que os objetos e valores estéticos que se apresentam como arte são aceites em completa submissão aos princípios de uma autoridade impositora. Isto faz com que, a cada dia, formem-se sociedades menos inteligentes e aproximando-nos da barbárie.
O Ready Made
Lésper aborda também o tema do Ready Made, expressando perante esta corrente “artística” uma regressão ao mais elementar e irracional do pensamento humano, um retorno ao pensamento mágico que nega a realidade. A arte foi reduzida a uma crença fantasiosa e sua presença em um mero significado. “Necesitamos de arte e não de crenças”.
Génio artístico
Da mesma maneira, a crítica afirma que a figura do “génio”, artista com obras insubstituíveis, já não tem possibilidade de manifestar-se na atualidade. “Hoje em dia, com a superpopulação de artistas, estes deixam de ser prescindíveis e qualquer obra substitui-se por outra qualquer, uma vez que cada uma delas carece de singularidade“.
O status de artista
A substituição constante de artistas dá-se pela fraca qualidade de seus trabalhos, “tudo aquilo que o artista realiza está predestinado a ser arte, excremento, objetos e fotografias pessoais, imitações, mensagens de internet, brinquedos, etc. Atualmente, fazer arte é um exercício ególatra; as performances, os vídeos, as instalações estão feitas de maneira tão óbvia que subjuga a simplicidade criativa, além de serem peças que, em sua grande maioria, apelam ao mínimo esforço e cuja acessibilidade criativa revela tratar-se de uma realidade que poderia ter sido alcançada por qualquer um“.
Neste sentido, Lésper afirma que, ao conceder o status de artista a qualquer um, todo o mérito é-lhe dissolvido e ocorre uma banalização. “Cada vez que alguém sem qualquer mérito e sem trabalho realmente excepcional expõe, a arte deprecia-se em sua presença e concepção. Quanto mais artistas existirem, piores são as obras. A quantidade não reflete a qualidade“.
Que cada trabalho fale pelo artista
“O artista do ready made atinge a todas as dimensões, mas as atinge com pouco profissionalismo; se faz vídeo, não alcança os padrões requeridos pelo cinema ou pela publicidade; se faz obras eletrónicas, manda-as fazer, sem ser capaz de alcançar os padrões de um técnico mediano; se envolve-se com sons, não chega à experiência proporcionada por um DJ; assume que, por tratar-se de uma obra de arte contemporânea, não tem porquê alcançar um mínimo rigor de qualidade em sua realização.
Os artistas fazem coisas extraordinárias e demonstram em cada trabalho sua condição de criadores. Nem Damien Hirst, nem Gabriel Orozco, nem Teresa Margolles, nem a já imensa e crescente lista de artistas o são de fato. E isto não o digo eu, dizem suas obras por eles“.
Para os Estudantes
Como conselho aos estudantes, Avelina diz que deixem que suas obras falem por eles, não um curador, um sistema ou um dogma. “Sua obra dirá se são ou não artistas e, se produzem esta falsa arte, repito, não são artistas”.
O público ignorante
Lésper assegura que, nos dias que correm, a arte deixou de ser inclusiva, pelo que voltou-se contra seus próprios princípios dogmáticos e, caso não agrade ao espectador, acusa-o de “ignorante, estúpido e diz-lhe com grande arrogância que, se não agrada é por que não a percebe“.
“O espectador, para evitar ser chamado ignorante, não pode dizer aquilo que pensa, uma vez que, para esta arte, todo público que não submete-se a ela é imbecil, ignorante e nunca estará a altura da peça exposta ou do artista por trás dela.Desta maneira, o espectador deixa de presenciar obras que demonstrem inteligência”.
Finalizando
Finalmente, Lésper sinaliza que a arte contemporánea é endogámica, elitista; com vocação segregacionista, é realizada para sua própria estrutura burocrática, favorecendo apenas às instituições e seus patrocinadores. “A obsessão pedagógica, a necesidade de explicar cada obra, cada exposição gera a sobre-produção de textos que nada mais é do que uma encenação implícita de critérios, uma negação à experiência estética livre, uma sobre-intelectualização da obra para sobrevalorizá-la e impedir que a sua percepção seja exercida com naturalidade“.
A criação é livre, no entanto a contemplação não é. “Estamos diante da ditadura do mais medíocre”
fonte: Vanguardia
terça-feira, janeiro 14, 2014
Lixo literário
Considerações sobre uma
entrevista a um jornal regional do Responsável da Biblioteca Municipal de Vila
Franca de Xira e o que se lhe seguiu
Li as notícias que o O
Mirante publicou na sequência da entrevista àquele jornal do Responsável da
Biblioteca Municipal de Vila Franca de Xira, Dr. Vítor Figueiredo, em que
falava, entre outros assuntos bem mais importantes, de um livro que é recorde
de vendas em Portugal e em grande parte do mundo.
A minha opinião é totalmente
diferente da do jornal e das pessoas que intervieram. Vejamos:
1) Um responsável de uma
Biblioteca pública não tem verba para
adquirir toda a lista de livros
que mensalmente são publicados pelas editoras. Tem, pois, de escolher e é ele a
fazê-lo com a colaboração da sua equipa, mas sendo sempre ele o responsável.
Mas tem de seleccionar.
Por cada mau livro que
adquirir, é um bom livro que não é posto à disposição dos leitores.
Mesmo que tenha um orçamento
muito dilatado deve seleccionar.
2) Tem de ter em conta os
pedidos dos leitores, mas pode não aceitar tudo o que lhe é pedido. Mais uma
vez tem de seleccionar.
3) O seu critério de selecção
tem de ter em conta a qualidade dos livros a adquirir. Uma biblioteca pública
não é um Hipermercado, onde se vende tudo o que dá lucro. Para mais, as editoras,
mesmo as mais criteriosas, publicam toda a espécie de "lixo
literário". Ora um responsável de uma biblioteca pública não pode alinhar
em todo o "lixo" que lhe queiram vender. As pessoas têm direito a ler
tudo o que quiserem, mas as Bibliotecas públicas é que não podem aceitar tudo.
4) Eu até defendo que as
bibliotecas municipais deviam ser com as colectividades populares e os museus
um contrapoder à cultura vigente, que privilegia o que dá lucro e não o que tem
qualidade ou/e é incómodo (por exemplo, o Neo-Realismo). Não só nos livros que
adquirem, como nas iniciativas de divulgação daquilo que é realmente bom. Claro
que a qualidade é sempre discutível. Mas há livros cuja qualidade ninguém põe
em causa. Outros estão no limiar. Todavia, o critério principal deve ser
a qualidade e também a importância.
5) As livrarias estão cheias de
"lixo literário", que os meios de comunicação social de grande
projecção incentivam. Ora não! Aos seus patrões interessa que as pessoas leiam
coisas que as desviem dos verdadeiros problemas, que lhes não dêem informação,
que não as façam pensar. Muitas editoras pagam espaço nas livrarias para que os
seus livros tenham a melhor exposição.
6) Também estão cheias de
livros estrangeiros, particularmente estadunidenses, que melhor se afeiçoam ao
objectivo de alienar os leitores. Além disso, nos livros de autores
estrangeiros as editoras portuguesas podem aldrabar nas tiragens, fugindo ao
pagamento de direitos, prática que já é muito antiga em Portugal; de que já
tenho notícia desde os anos 40; certas editoras eram bem conhecidas por essa
prática.
7) Por isso, se vê muita gente
que lia Ferreira de Castro, Aquilino Ribeiro ou os neo-realistas a lerem hoje
José Rodrigues dos Santos, Margarida Rebelo Pinto, etc. e outros exemplos do
tal "lixo". Por isso, a nossa conterrânea Ana Cristina Silva não tem
a divulgação que merece. E também outros, muito melhores que os tais muito
divulgados. E os autores mais jovens que vão aparecendo, inicialmente com algum
impacte, não reeditam os seus livros. E até com muitos dos mais consagrados as
reedições não se fazem. Muitos já desistiram de escrever.
Tudo isto pode conduzir, a
prazo, à liquidação da literatura portuguesa.
8) O mesmo acontece com a
Música, o teatro e o cinema. A primeiro e o último, a nível europeu, já foram
destruídos pela indústria americana (quase foram reduzidos a uma divulgação no
país de origem); que se prepara para também destruir a literatura europeia. Com
o teatro também tentam, especialmente com os musicais. É que os produtos
culturais já correspondem a uma boa fatia das exportações estadunidenses, sendo
necessário destruir a concorrência.
9) A acção do jornal reforça
essa tendência monopolizadora, reduzindo o espaço de manobra daqueles que lutam
contra ela.
10) Esta ofensiva dos grandes
grupos que querem dominar a cultura terá a prazo graves consequências, impondo
uma visão do mundo que lhes interessa, uma visão acrítica, sem compreensão dos
mecanismos de poder, imbecil, que facilite o seu domínio.
11) É isso que O Mirante pretende
com uma pretensa liberdade de cada um ler o que lhe apetece, sem qualquer
sentido crítico?
Como se pode achar que se
"trata de um acto de censura"? A Censura em Portugal não foi assim. A
Censura seleccionava o que adquiria ou proibia para todo o espaço geográfico
que controlava? Não cortava o que não queria que fosse lido, pura e
simplesmente?
12) Já agora por que razão as
Bibliotecas não hão-de comprar as revistas pornográficas, porque muita
gente as veria, aumentando os utentes das bibliotecas? Se tudo o que os utentes
querem as bibliotecas têm de adquirir, porque não? E também os filmes
pornográficos?
13) A Biblioteca Municipal de
Vila Franca de Xira tem realizado das melhores iniciativas de divulgação da
literatura portuguesa de entre as bibliotecas portuguesas: exposições, sessões,
debates. Ganhou, por mais de uma vez, o Prémio Fundação Calouste Gulbenkian. É
esse trabalho, que a grande maioria dos vilafranquenses não usufrui, que estão
a querer destruir, afastando, eventualmente, o seu responsável, num momento em
que há um concurso público para o lugar?
14) Acho que quem se pronunciou
sobre este assunto devia ter pensado bem no jogo complexo que está em questão.
A. Mota Redol
Janeiro de 2014
(Recebido por email)
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