segunda-feira, fevereiro 29, 2016

Há uma certa tristeza nisto tudo

Há uma certa tristeza nisto tudo

(José Pacheco Pereira, in Público, 27/02/2016)
Autor
             Pacheco Pereira
Há uma certa tristeza nisto tudo, mas as coisas são como são. O país conhece um ritmo depressivo quotidiano. De vez em quando, há um crime hediondo. Uma mãe mata as filhas. De vez em quando, é preso alguém importante e respeitável. Um procurador. De vez em quando, há um pequeno sobressalto porque alguém quer pôr árvores a servir de separadores de uma estrada. De vez em quando, há um pequeno sobressalto porque alguém quer deitar abaixo umas árvores. De vez em quando, há uma jovem actriz de telenovelas que tem cancro e, como não sabe viver fora dos holofotes, leva o seu cancro a tudo quanto é capa. As melhoras. De vez em quando, há mais um caso de violência doméstica. De vez em quando, um pescador ou um operário ou um desempregado que arredonda o seu orçamento apanhando bivalves no Tejo morre afogado. De vez em quando.
Há uma certa tristeza nisto tudo, mas as coisas são como são. Quase sempre, a todas as horas, há futebol. Discute-se antes, durante, depois. Os canais noticiosos, que deviam acrescentar-se aos canais desportivos, são tanto ou mais desportivos e cada vez menos noticiosos. Se um começa um painel sobre futebol, nenhum outro se atreve a fazer qualquer outra coisa que não seja outro painel sobre futebol. Nada mobiliza mais os portugueses, em particular como espectadores, telespectadores, ouvintes, conversantes, tertulianos e habitantes de mesas de café, do que a bola.
Há uma certa tristeza nisto tudo, mas as coisas são como são. Na política, o país está num impasse, mas parece que não. Como acontece por toda a Europa, a impotência do poder político democrático face ao poder económico castrou governos eleitos e submeteu-os a entidades obscuras como os “mercados”, onde o grosso do dinheiro que circula não tem pai nem mãe, a não ser numa caixa de correios das ilhas Caimão. O sistema político democrático, a representação partidária tradicional, está numa crise que parece não ter saída. Os partidos do “arco da governação”, ou seja, os que têm o alvará de Bruxelas, do senhor Schauble, da Moody’s e da Fitch, ainda ganham as eleições num ou noutro país, mas ninguém os quer ver a governar outra vez, pelos estragos que fizeram à vida dos homens comuns para salvar a banca, não tendo no fim salvado coisa nenhuma.
Por isso, coligações negativas, com mais ou menos sucesso, surgem em Portugal, na Espanha, na Irlanda, ou fortes partidos radicais, nacionais e populistas, na França, na Grécia, na Polónia, na Hungria. Ou partidos como o Labour reencontram um mundo do “trabalhismo” que se decretara ser arcaico. São tudo partidos muito diferentes, uns à esquerda, outros à direita, mas têm uma coisa em comum: contestam o poder transnacional da União Europeia, e o pensamento único em economia que daí emana por diktat. Uns mais o primeiro, outros mais o segundo. Contestam a promiscuidade que juntou socialistas com partidos do PPE, numa aliança que tornou o “não há alternativa” na ideologia autoritária dos nossos dias.
Há uma certa tristeza nisto tudo, mas as coisas são como são. Temos um Governo único na Europa, sem precedente por cá, sem paralelo por lá. Mas mesmo isso normalizamos, até porque como eles não estão muito entusiasmados com o feito, também não entusiasmam ninguém. O PS, apesar da vaga de insultos, de que se “descaracterizou”, traiu as suas origens, abandonou o papel de resistente ao PREC, “radicalizou-se”, é “terceiro-mundista”, etc., etc., é, imagine-se!, o mesmo de sempre. O BE está demasiado contente consigo próprio para olhar bem para o que se está a passar. Dedica-se todos os dias a uma causa nova, uma nova reivindicação, uma nova reclamação, sem sequer dedicar qualquer esforço a consolidar as que fez. Acha que está num momento alto de “luta” quando a luta, séria, dura, árdua, lhe passa ao lado. O PCP sabe que precisa de mudar, mas não sabe como.
Há uma certa tristeza nisto tudo, mas as coisas são como são. O PSD referve de raiva, como se vê quando Passos Coelho abre a boca. Tornou-se mais revanchista do que o CDS, e não tem outra estratégia que não seja garantir que haja eleições a curto prazo. Já teve melhores condições para as ganhar, hoje cada dia tem menos. A metamorfose “social-democrata” parece a toda a gente como oportunista, a começar pelos neoliberais que Passos reuniu à sua volta, para quem o PSD é um instrumento de acesso ao poder, mas que gostam mais do CDS.
Pouco a pouco, o ónus dos estragos que fez ao país começa a tornar-se evidente, como se passa com o que acontece no sistema financeiro, com o Banif, e com o BES. Uma mistura de interesses, negligência, incompetência e uma nonchalance ideológica com custos gravíssimos, deixou de herança uma crise de milhares de milhões, que todos sabem de quem foi a responsabilidade. É por isso que Passos fala dizendo enormidades, como as que disse sobre o Banif, o banco que dava lucro e por isso não se tocava, e Maria Luís está lá no fundo da bancada muito silenciosa a ver se ninguém a vê.
O CDS é um partido ancilar do poder, sem o poder fica lá colocado no sítio certo, atrás do BE. Sim, atrás do BE, que tem mais votos e mais deputados. Por isso, foi o “partido da lavoura”, o “partido dos contribuintes”, o “partido dos reformados”, e hoje é o “partido dos automobilistas”. Esperará o que tiver de ser para ver se volta ao Governo.
Há uma certa tristeza nisto tudo, mas as coisas são como são. Como não saímos da cepa torta, habituamo-nos depressa a considerar a cepa torta como a “realidade”. Já não nos governamos, para gáudio de alguns, indiferença de muitos e preocupação de um punhado de lunáticos, que ainda pensam que votam em Portugal, para que governantes portugueses eleitos por esse voto governem Portugal. Ainda são fiéis ao principio da revolução americana de que “no taxation without representation”, e por isso é o Parlamento português que deveria fazer o Orçamento e não uma mistura de governantes estrangeiros acolitados por uma burocracia escolhida pela fidelidade ao cânone alemão.
Há uma certa tristeza nisto tudo, mas as coisas são como são. Por isso, é “normal” o ministro das Finanças de Portugal receber ordens por email de Danièle Nouy, uma alta-funcionária bancária francesa com funções no BCE, mandando entregar o Banif ao Santander:
“A chamada com o Santander correu muito bem e a Comissão Europeia vai aprovar (…), há outras ofertas pelo Banif, que de acordo com a Comissão não respeitam as regras de União Europeia das ajudas de Estado, e que por isso não podem seguir em frente. (….) A Comissão Europeia foi muito clara neste aspecto, por isso, recomendo que nem percam tempo a tentar fazer passar essas propostas. (…) Eles [Comissão Europeia] vão começar a trabalhar directamente com o Santander assim que as autoridades estiverem prontas para começar o processo.”
Reparem: “Nem percam tempo a tentar fazer passar essas propostas”, até porque logo a seguir vem uma convocatória de uma conferência para a hora seguinte, para decidir entregar o Banif ao Santander. Manda quem pode.
Quantos emails destes, quantas notas, cartas, ordens deste género deve ter recebido (ou está a receber) o Governo português por dia? Muitos, certamente. Este soube-se porque foi deliberadamente sujeito a uma “fuga de informação”, mas deve haver muitos mais, da troika em particular, mas não só. O anterior Governo gostava, estava de acordo e anuía porque se via ao mesmo espelho doutrinário. Este ainda não se sabe se gosta, mas duvido que não, a julgar pelo tom de reprimenda com que todos os dias documentos oriundos da Comissão o tratam como “mau aluno”.
Há uma certa tristeza nisto tudo, mas as coisas são como são. Num certo sentido, eu percebo por que razão o futebol é tão importante. É como cantar blues, ponderada a diferença de qualidade. Seria melhor arranjar um Django, mas não aparecem a pedido.

domingo, fevereiro 21, 2016

Amigo, segue-me, e não te deixarei viver na servidão, nem na pobreza.

Amigo, segue-me, e não te deixarei viver na servidão, nem morrer na pobreza.

sexta-feira, fevereiro 19, 2016

A Ciência é corrosiva para a crença religiosa.



No caso de “presunção e água benta, cada qual toma a que quer”, indica só que a quantidade não traz consequências para o tomador, nem para os outros que estão próximo. No entanto, para a estupidez o caso muda de figura, pois uma pessoa estúpida causa dano a outrem e a ela própria sem que da sua acção tenha proveito, e isso é perigoso. Para este clérigo a situação é de bandido, pois causa dano a outros, mas os resultados são em seu proveito, e que resultados! Basta reparar na sua postura de poderoso, além das vestes caras e ricas que usa.

segunda-feira, fevereiro 15, 2016

O que é me ajuda e o que me atrapalha?


Estou a fazer a minha SWOT.

O que é me ajuda e o que me atrapalha?

A caminho de uma sociedade asséptica.

Vivemos numa sociedade em que de tanto minimizar os riscos, acaba por promover o risco de se tornar esterilizada e demasiado asséptica, e em que a menor infecção promove uma doença. A falta de contacto com as bactérias e vírus habituais do meio ambiente faz que qualquer ser, higienizado pela sociedade, se torne num alvo potencial de doenças.
Se se acrescentar a isso a higienização mental promovida pelos media ao serviço do lobby farmacêutico, temos a perfeita combinação de humanos debilitados, apáticos e receptivos a qualquer pânico vindo de instituições não eleitas e subvencionadas pela indústria farmacêutica, que as sustêm, como no caso da OMS.
Temos de encontrar um sistema em que as pessoas sejam informadas, por organizações independentes, sem terem necessariamente de entrar  em pânico. É um pouco como a meteorologia, que de início, de tanto informar as pessoas com sucessivos alertas vermelho, que não se  concretizavam, banalizaram o que deveria ser um alerta.
No caso das pandemias, de tantos alertas falsos, promovidos por interesses económicos, vão-se tornando banais, diminuem o seu impacto, até que um dia uma verdadeira pandemia não será levada a sério.
Voltando ao caso da pandemia do vírus Zika, temos de aprender a não ter medo de mais uma pandemia que, poderá ter sido construída e planear para beneficiar objectivos políticos, geoestratégicos e seguramente económicos.
 In [http://octopedia.blogspot.pt/]


sexta-feira, fevereiro 12, 2016

Eu gosto muito do desconhecido.




Previstas por Einstein há 100 anos, as ondas gravitacionais foram finalmente detectadas e o anúncio foi feito ontem. 
Mas que raio são essas famosas ondas gravitacionais?
Antigamente as coisas eram muito mais simples, não eram? A Terra era plana e foram muitos os que caíram no abismo e outros os que arderam nas fogueiras ateadas pela sua própria curiosidade.

Eu gosto muito do desconhecido.

quinta-feira, fevereiro 11, 2016

O mal que fizeram


(Rosalia de Castro)

Aqueles que tiveram a ousadia de sugerir, durante a crise, a emigração como uma porta de saída para quem não conseguia emprego em Portugal ou ficava desempregado, não perceberam, de todo, o mal que estavam a fazer ao país. A emigração resolve, para muitas pessoas, as suas vidas. Mas trama definitivamente o país.
E trama porque as pessoas que saíram estavam em idade activa, no auge das suas potencialidades. Grande parte deles teria estudos universitários ou mesmo uma formação acima dessa, com MBA e doutoramentos
http://expresso.sapo.pt/blogues/blogue_keynesiano_gracas_a_deus/2016-02-08-Como-a-emigracao-esta-a-tramar-o-PIB
[Nicolau Santos]

terça-feira, fevereiro 09, 2016

Amanhã é Quarta-Feira.




Sobreviver é preciso.
Sinais que nos chegam do outro lado de mundo em tempo de folia carnavalesca para os lados de Frankfurt e ano novo chinês.
Por cá os fora de jogo, as TVIs e SICs, o samba arrepiado do frio e a politicazinha pequenina, vão entretendo o pessoal.
Amanhã é Quarta-Feira.
http://expresso.sapo.pt/economia/2016-02-09-Derrocada-da-bolsa-em-Toquio.-Panico-financeiro-alastra-no-mundo

quinta-feira, fevereiro 04, 2016

Um tempo que não volta,


Andamos pela rede e pescamos fotos destas. 
Um tempo que não volta, o da minha memória de infância.

Não contra os bancos, claro.



... A ideia masoquista de que “só a Europa nos põe na linha” é um mantra que tem tido alguma aceitação, como se viu pela votação da coligação PSD/CDS nas eleições passadas. É evidente que a maioria dos representantes dessa “quinta coluna” vive bem, tem salários razoavelmente altos e faz parte de uma elite que não perdeu nem o emprego nem os bens com a crise. Assim é fácil ser porta-voz de uma Comissão Europeia dominada pela histeria do “ajustamento” contra os pobres. Não contra os bancos, claro. Nem contra os muito ricos que fogem ao fisco.





segunda-feira, fevereiro 01, 2016

Sobreviver é preciso



Sobreviver é o que nos resta neste tempo de sobrevida que a Europa de agora tem. Um continente sem rumo, afastada dos ideais humanistas, com os europeus emparedados entre um capitalismo selvagem, o deus vigente e imposto de tal enraizamento que mesmo querendo mudar nos emplastam com a tal realidade teimosa que não é mais que a ideologia e catequese, e de outro lado os fundamentalismos e fanatismos que nos amedrontam e atormentam.
Vivemos uma espécie de guerra instalada na sobrevida da Europa como a que desejávamos ir construindo: a Europa da Cultura, da Tolerância e da Diversidade.

Sobreviver é preciso.

segunda-feira, janeiro 25, 2016

Ontem houve eleições


Os portugueses elegeram para presidente Marcelo Rebelo de Sousa, que durante os últimos 10 a 15 anos foi uma verdadeira estrela televisiva como comentador político.

segunda-feira, janeiro 18, 2016

Se vais votar não bebas!

Atenção que alguns acidentes podem ser a origem de desastres.

Se vais votar não bebas!

terça-feira, janeiro 12, 2016

Revelação


2016 vai ser um ano "cataclísmico" para os mercados, que podem cair 80%. Quase nenhum título é seguro. O melhor é "vender tudo".


O Royal Bank of Scotland avisa que 2016 vai ser um ano "cataclísmico" para os mercados e para a economia mundial, e aconselha os clientes a "vender tudo", exceto títulos muito seguros, como de dívida pública alemã e norte-americana.
Num documento noticiado pela imprensa internacional - e em que a contenção e moderação própria dos bancos de investimento ficou de fora - o Royal Bank of Scotlandavisa que a tempestade perfeita está a aproximar-se, e fala em condições de mercado semelhantes às que antecederam a queda do Lehman Brothers em 2008, que de resto ditou o início da crise financeira internacional, que derivou depois na crise da dívida.
As ações e a maior parte dos títulos de dívida dos Estados já não são ativos seguros, considera o banco de investimento, que acrescenta que o que está em causa não é obter lucro do capital investido, mas recuperar esse capital.
O chefe da divisão de análise de crédito da instituição alerta que "numa sala cheia de gente, as portas de saída nunca são suficientemente grandes", aludindo ao movimento de saída em massa - leia-se, de venda - que pode vir a ocorrer nos mercados neste ano.
"A China iniciou uma correção enorme que vai criar uma bola de neve. O crédito e as ações tornaram-se perigosos", lê-se no relatório, que prevê uma queda do preço do petróleo para os "16 dólares por barril", e uma queda de 80% nos mercados acionistas mundiais. Só as ações europeias e norte-americanas, diz o Royal Bank of Scotland, podem cair 10 a 20%, com o inglês FTSE a derrapar talvez ainda mais, por estar mais exposto ao desempenho das empresas petrolíferas
O Royal Bank of Scotland dispara ainda contra a Reserva Federal dos EUA, acusando a FED de "brincar com o fogo" por ter subido as taxas de juro no momento de aproximação da "tempestade".
www.tsf.pt/economia/interior/vendam-tudo-royal-bank-of-scotland-alerta-para-apocalipse-financeiro-4975582.html



quarta-feira, janeiro 06, 2016

Bom Ano 2016 a todos os frequentadores da tasca do Manel.



Seguindo a roda do tempo, 12 dias depois do Natal, terminam hoje as festividades relacionadas com o tempo vivido.
Que a luz pós solstício que que vai despontando em crescendo nos traga a sabedoria, a força e a beleza aos nossos trabalhos diários.

Bom Ano 2016 a todos os frequentadores da tasca do Manel.

segunda-feira, janeiro 04, 2016

@, um sinal dos tempos...






@, um sinal dos tempos... 
Não resisto a partilhar um texto que recebi sobre a origem do @, um símbolo antigo que ganhou uma notoriedade ímpar, um verdadeiro fenómeno da globalização.
Um amigo de milhões de "astronautas" que com ele convivem diariamente, sendo poucos, no entanto, os que conhecem a sua origem.
O texto é algo longo, embora de leitura fácil. No final, fica a satisfação de termos colmatado uma falha de conhecimento.
Afinal, o @ é um sinal dos tempos...

"Na idade média os livros eram escritos à mão pelos copistas. Precursores da taquigrafia, os copistas simplificavam o trabalho substituindo letras, palavras e nomes próprios, por símbolos, sinais e abreviaturas. Não era por economia de esforço nem para o trabalho ser mais rápido. O motivo era de ordem económica: tinta e papel eram valiosíssimos. Foi assim que surgiu o til (~), para substituir uma letra (um "m" ou um "n") que nasalizava a vogal anterior. Um til é um enezinho sobre a letra, pode olhar. O nome espanhol Francisco, que também era grafado "Phrancisco", ficou com a abreviatura "Phco." e "Pco". Daí foi fácil o nome Francisco ganhar em espanhol o apelido Paco. Os santos, ao serem citados pelos copistas, eram identificados por um feito significativo em suas vidas. Assim, o nome de São José aparecia seguido de "Jesus Christi Pater Putativus", ou seja, o pai putativo (suposto) de Jesus Cristo. Mais tarde os copistas passaram a adoptar a abreviatura "JHS PP" e depois "PP". A pronúncia dessas letras em sequência explica porque José em espanhol tem o apelido de Pepe. Já para substituir a palavra latina et (e), os copistas criaram um símbolo que é o resultado do entrelaçamento dessas duas letras: &. Esse sinal é popularmente conhecido como "e comercial" e em inglês tem o nome de ampersand, que vem do and (e em inglês) + per se (do latim por si) + and.
Com o mesmo recurso do entrelaçamento de suas letras, os copistas criaram o símbolo @ para substituir a preposição latina ad, que tinha, entre outros, o sentido de "casa de". Veio a imprensa, foram-se os copistas, mas os símbolos @ e & continuaram a ser usados nos livros de contabilidade. O @ aparecia entre o número de unidades da mercadoria e o preço, por exemplo: o registro contábil "10@£3" significava "10 unidades ao preço de 3 libras cada uma". Nessa época o símbolo @ já ficou conhecido como, em inglês, "at" (a ou em ).
No século XIX, nos portos da Catalunha (nordeste da Espanha), o comércio e a indústria procuravam imitar práticas comerciais e contábeis dos ingleses. Como os espanhóis desconheciam o sentido que os ingleses atribuíam ao símbolo @ (a ou em), acharam que o símbolo seria uma unidade de peso, por engano.Para o entendimento contribuíram duas coincidências:1- a unidade de peso comum para os espanhóis na época era a arroba, cujo "a" inicial lembra a forma do símbolo;2- os carregamentos desembarcados vinham frequentemente em fardos de uma arroba. Dessa forma, os espanhóis interpretavam aquele mesmo registro de "10@£3"assim: "dez arrobas custando 3 libras cada uma".Então o símbolo @ passou a ser usado pelos espanhóis para significar arroba.
Arroba veio do árabe ar-ruba, que significa "a quarta parte": arroba (15 kg em números redondos) correspondia a ¼ de outra medida de origem árabe (quintar), o quintal (58,75 kg).As máquinas de escrever, na sua forma definitiva, começaram a ser comercializadas em 1874, nos Estados Unidos (Mark Twain foi o primeiro autor a apresentar seus originais dactilografados). O teclado tinha o símbolo "@", que sobreviveu nos teclados dos computadores.Em 1972, ao desenvolver o primeiro programa de correio electrónico (e-mail), Roy Tomlinson aproveitou o sentido "@" (at - em Inglês), disponível no teclado, e utilizou-o entre o nome do usuário e o nome do provedor. Assim Fulano@ProvedorX ficou significando: "Fulano no provedor (ou na casa) X".
Em diversos idiomas, o símbolo "@" ficou com o nome de alguma coisa parecida com sua forma. Em italiano chiocciola (caracol), em sueco snabel (tromba de elefante), em holandês, apestaart (rabo de macaco). Em outros idiomas, tem o nome de um doce em forma circular: shtrudel, em Israel; strudel, na Áustria; pretzel, em vários países europeus. "



sexta-feira, janeiro 01, 2016

Venda de sabonetes




«Uma estação que tem 50% de share vende tudo, até o Presidente da República! Vende aos bocados: um bocado de Presidente da República para aqui, outro bocado para acoli, outro bocado para acolá, vende tudo! Vende sabonetes!»
[Emídio Rangel (F. 2014), fundador da TSF e ex-director-geral da SIC]
PS: Marcelo a Presidente ou a sabonete?

quarta-feira, dezembro 30, 2015

Daqui ouve-se o mar.


Daqui ouve-se o mar.
Cai uma chuva fina sobre o Escoural nesta véspera de Fim de Ano.
O cheiro dos pinheiros ao fundo do quintal associa-se ao suave som das gotas que caem dos beirais da casa, misturado com o ligeiro abanar da brisa chuvosa. 
Daqui ouço o mar a roer as baleiras das suas praias. 
Tudo como na infância: sons e cheiros, mas hoje quebrados, momentaneamente, pelo avião que me sobrevoa a uns dez ou mais quilómetros de altura.
Ouço a chuva e cheiro-a em mistura de aromas de terra e pinhais. Ouço o mar e, de vez em quando, um avião que leva e traz pessoas de um lado para o outro do mundo.
O mundo é tão pequeno.

Futebol para parolos.


Futebol para parolos.
Os valores insultuosos dos contractos sobre os direitos televisivos e outros patrocínios, levam-me a concluir que nada percebo de futebolês.
Assim, os três clubes passam a ser os únicos ganhadores e os restantes os empatas a dar uns jeitos a este e àquele para prejuízo daquele outro.
O futebol, um jogo de inteligência individual e colectiva, está contaminado, e contaminou as mentes de muitos adeptos.
Vendemos um jogador por milhões, ganhámos milhões, ouço de adeptos. Milhão como se fora tostões, que não é mais que isso que os adeptos têm, aqui sentirem-se milionários na linguagem futebolês.

domingo, dezembro 27, 2015

Casas nas Zebras



Casas nas Zebras! 
Os caniceiros usavam estas casas para os grandes dias de trabalho e noites curtas de descanso.
Por lá se vivia e se fazia vida.
Junto ao poço de rega, serviam de habitação e currais de gado. Uma Gândara que não volta. À volta pinhais e eucaliptos onde foram terras de amanho a perder de vista.

terça-feira, dezembro 22, 2015

Eu , palhaço aliviado


Aliviado
Tinha prometido a mim mesmo não falar neste espaço acerca de um senhor que nunca deveria ter sentado o cu na cadeira de Presidente de República.
Para evitar o seu mau hálito mudo de estação de rádio, mudo de canal de televisão, mas hoje aguentei o bafo que me deu volta ao estômago.
Eu, afinal, não passo de um palhaço como Baldaia. 
Lamento que o velho acabe assim na valeta da minha consideração.
Não consegui manter a promessa que fiz a mim mesmo. 
Lamento-me.
Sinto, com isto, alívio.

 http://www.tsf.pt/opiniao/interior/a-ideologia-do-palhaco-4949383.html
http://www.tsf.pt/opiniao/interior/a-ideologia-do-palhaco-4949383.html


segunda-feira, dezembro 21, 2015

A natividade de Hórus



História de Hórus - uma história com 5.000 anos 

Hórus nasceu da virgem Isis. 
Nasceu no dia 25 de Dezembro. 
Quando ele nasceu, uma estrela mostrou o lugar de seu nascimento para três homens sábios. 
Hórus fugiu para o deserto para escapar da fúria de Typhon 
Hórus foi baptizado por Anup, o Baptizador, quando tinha 30 anos. 
Hórus teve 12 discípulos. 
Andou sobre as águas e fez milagres. 
Ressuscitou El-Azur-Us dos mortos 
Foi crucificado, enterrado e ressuscitou. 
Era chamado pelos nomes: Cordeiro, messias, luz do mundo, a verdade, o bom pastor. 
Parece muito com a história de alguém que conhecemos, não? 

Se se mudar "Isis" por "Maria", "Typhon" por "Herodes", "Anup, o Baptizador" por "João Baptista", "El-Azur-Us" por "Lázaro" (que nada mais é que o mesmo nome em línguas diferentes), e "Hórus" por "Jesus", temos o Cristianismo!


Solstício.


Solstício.
Há um tempo de luz que nos afecta a esperança com a morte e ressurreição do Sol, conforme as escrituras disponíveis para todos os queiram entender o que elas nos mostram, o livro aberto que a constante poluição de variadas formas não deixa enxergar.

Basta olhar as estrelas

quinta-feira, dezembro 17, 2015

A página que que acabou por ser rasgada pelo pretensiosismo com a ajuda da ignorância.

A página que que acabou por ser rasgada pelo pretensiosismo com a ajuda da ignorância.



quarta-feira, dezembro 09, 2015

Ventos de novos velhos “ismos”



Ventos de novos velhos “ismos” sopram em brisas pela Europa, e nem só, pois até um candidato a candidato no continente da Liberdade de Benjamim Franklin o demonstra a plenos pulmões.
Ainda ontem cantávamos a Marselhesa.
A França é a França, dado adquirido como Pátria dos Valores, só que há algo errado não está certo nestes ventos em brisas que vão movendo os cataventos.

Ouvi, recentemente, de um serrano morador cerca de um dos parques eólicos do Caramulo que, “ desde que instalaram os moinhos as correntes de ar aumentaram”.

sexta-feira, novembro 27, 2015

O economista que nada sabe de Mecânica Quântica.



John Law / Caricature by Humblot
Law, John; British banker and economic theorist; 1671–1729.

“Law, als een tweede Don Quichot”. (Caricature about t. French economic crisis at the end of 1720, caused by the inflationary issuing o. shares by the “Compagnie d’Occident” which Law had founded).

Engraving, 1720, by Antoine Humblot
(died 1758); 19.8 × 27.5cm.



O economista que nada sabe de Mecânica Quântica.
Propõe-se o estudo da Teoria do Gato de Schrödinger, onde resultados mutuamente exclusivos podem existir no mundo da mecânica quântica.  Só que este economista já nem estudar sabe.
 Lamente-se.

 Post Scriptum:

Schrödinger conseguiu explicar que no mundo da Mecânica Quântica, resultados mutuamente exclusivos podem existir. Será que o que se passa no mundo da chamada alta finança, só com recurso ao raciocínio da Mecânica Quântica encontrarão justificação dos fenómenos financeiros que nos mostram diariamente? O mesmo se deverá passar com a política mundial, nomeadamente com o auto intitulado estado islâmico?

Vou estudar a equação de Schrödinger.

quinta-feira, novembro 26, 2015

Não façam perguntas!



Não façam perguntas!
Os participantes do Concílio de Nicéia, realizado em 325 DC com o altíssimo patrocínio do imperador Constantino, colocaram a difícil pergunta: "Havendo um Deus Pai antes de criar o mundo o que será que ele estava fazendo enquanto não o criou?" A resposta foi dada um século mais tarde através de Santo Agostinho_de_Hipona , que declarou que "Deus passou esse tempo construindo um inferno especial para os que fazem perguntas como essa!".

terça-feira, novembro 24, 2015

Há qualquer coisa errada que não está certa.

Há qualquer coisa errada que não está certa.
Acerca das dúvidas de quem nunca as teve, depois "estranha" e "insólita" esta preocupação de última hora, pois uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade”.

Publico o cartoon de 2008
Tradução:
- Bear Steaner: O empanturrado em crise.
- JPMorgan: o que saiu da crise.
- Tax Payer: aquele que vós sabeis


Está frio



   Os dias sucedem-se a si próprios nas voltas dos Astros. Agora vê-se o branco manto da geada (a velha peneirou toda a noite) nas terras mais abrigadas do sol, sombrias, onde ele não bateu e nos cantos onde ele chegou, mas, não conseguiu empurrar o frio para o fundo da terra.

   - Está frio!

segunda-feira, novembro 23, 2015

Uma foto, 1000 palavras.



Uma foto, 1000 palavras

quarta-feira, novembro 18, 2015

A república do Bananas



O Bananas na sua banalidade.

terça-feira, novembro 17, 2015

segunda-feira, novembro 02, 2015

A termodinâmica da espoliação.


A termodinâmica da espoliação.
Aprendi há décadas que os sistemas termodinâmicos tendem a passar de uma situação dita de ordem para uma crescente desordem. A entropia indica  o grau de desordem de um sistema.
Aplicando este conceito ao sistema financeiro, o que temos é desordem crescente, e o que vemos hoje é a mostra disso.  Façam a lista de fraudes, manipulações, informação privilegiada, falsa e que mais saibam. E, para que serve este caos forçado como se já não bastasse o natural?

Resposta simples: é o modelo do negócio.

sexta-feira, outubro 30, 2015

TER OPINIÃO - UM RISCO ASSUMIDO (por alguns ...)



TER OPINIÃO - UM RISCO ASSUMIDO (por alguns ...)
Ter opinião foi, desde sempre, um risco. E ter opinião em matéria política foi e continua a ser um risco elevado. Nas ditaduras tal risco pode ser mortal, em sentido próprio. Mas mesmo nas democracias formais, ter opinião constitui uma opção arriscada. 

Uma estrutura social engendra sempre posições de domínio e de vigilância. As hierarquias, quaisquer que elas sejam, defendem os seus estatutos pessoais ou grupais. E, consoante os interesses em jogo, podem defendê-los com violência. Esta violência é exercida sobre quem tem opiniões contrárias. 
Houve sempre quem tivesse considerado a opinião desassombrada como uma imprudência. Os jesuítas, por exemplo, costumam ser mestres na "reserva mental". Esta consiste em guardar a opinião própria só para si ou para um círculo restrito de "fiéis", respondendo às opiniões adversas com uma palavra ou expressão evasiva ou até com uma concordância postiça. 
A consciência destas realidades empurraram muitas pessoas para a zona cinzenta e neutra das reticências e do silêncio sistemático. Há quem construa carreiras bem sucedidas desta forma. 
É certo que a sabedoria popular declara que "com o teu amo não jogues as pêras". Mas também não é menos verdadeiro que as organizações sociais deixaram de ter amos, a partir do momento em que o mando por direito ou imposição divina, um mando autoritário, foi substituído pelo mando procedente do Contrato Social, ou seja, por um mando de consenso. 
Por isso se operou a conversão do súbdito no cidadão. Isto não retirou totalmente aos dirigentes uma posição de hegemonia e de superioridade sobre os dirigidos. E quem manda, ainda que mande por delegação, mantém instrumentos de favorecimento e de desfavorecimento que pode utilizar com arbitrariedade.
O famoso humorista brasileiro Jô Soares construiu, em tempos, a figura hilariante do "cinzentão" que todas as vezes que era instado a pronunciar-se sobre um qualquer assunto público melindroso, declarava : "Não me comprometa ! Não me comprometa ! ". 
Tudo isto pode ser verdade. Mas existe uma verdade mais forte, pelo menos para alguns : é que o timorato, o tímido ou o simples manhoso nunca deram um contributo efectivo para que o Mundo melhorasse o rosto da Justiça e do Progresso ético e social.


Professor Amadeu Homem
http://www.uc.pt/imprensa_uc/Autores/galeriaautores/amadeuhomem
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quinta-feira, outubro 29, 2015

Parar para pensar


Parar para pensar
As pessoas do nosso passado colectivo que hoje citamos a esmo pelas redes sociais, e até nos intitulamos, algumas vezes, como seus seguidores ideológicos, se as colocássemos neste nosso tempo elas nunca estariam na crise que nós estamos.
A visão dominante do tempo que vivemos de consumismo nesta nossa existência que faz do superficial, do supérfluo e do excesso, bens essenciais e necessários, num processo de autodestruição, a penúria destes momentos em que nos achamos, um beco sem saída.
Uma penúria que muitas e demasiadas vezes não é só material.

terça-feira, outubro 27, 2015

O tempo degrada-se com o tempo.



O tempo degrada-se com o tempo.
Olhando à volta, à espera de quem não prometeu.

O esforço está no caminho que se segue e que teimosamente nos é mostrado em frente.
É mais um trajecto em elipsóide espiralado, às voltas, pois o que vemos em redor são as coisas da vida já conhecidas a passarem, e a repetirem-se num referencial deslocado em relação ao da memória.
De um a um, vão passando os filhos que fazem eterna a Eternidade. De um a um se escoam e a tornam cada vez mais débil.

Lentamente, muito lentamente, a esvaziam.

sexta-feira, outubro 23, 2015

O “amplificador”.



O “amplificador”.
Há pessoas que repetem continuamente e repassam nas redes sociais o que certos meios de comunicação de grande espaço de divulgação  introduzem como notícias de opinião, em especial das TVs. Repetem até com um certo orgulho a mensagem para que quem a ouve até pareça estar ouvir os opinadores e locutores de serviço.
Destes cada vez há mais, pois os clichés são repetidos e à medida que são mudados por outros novos conforme a conveniência de quem controla a informação, lá está o orgulhoso a fazer de câmara de eco, dado que parece não se expor ao esforço da experiência do conhecimento, a não reconhecer a sua ignorância


quarta-feira, outubro 21, 2015

Qualquer semelhança da actual com a do passado é pura mentira.

Qualquer semelhança da actual com a do passado é pura mentira.

Preciso de creolina

Preciso de creolina.
Hoje ouvi um vociferador de notícias e nem só,  locutor da rtp1 a ser juiz em causa própria, logo eu que sou um pouco frequentador das TVs, mas ando atento e pensava que o gajo, pois não o posso tratar de outra forma, era da rtp3.
É nestas pequenas grandes coisas que se vinca a manipulação.

A esplanada além de mal frequentada precisa de uma urgente vassourada e de creolina desinfectante, pois a mixomatose está entranhada.

terça-feira, outubro 20, 2015

Não andamos a olhar para o alto

No meu céu do Escoural.
A Meia Lua de hoje ao Sul a quando o ocaso do Sol.
Há cerca de 4 horas a Terra ocupava a região do Espaço que a Lua ocupa a quando da foto com o meu telemóvel.
Sol e Lua, a dualidade que nos governa.
Não andamos a olhar para o alto, pois não?



Ao inventor da roda.


domingo, outubro 18, 2015

A barca do Entrudo.


A catequese até à náusea do “não há alternativa” nunca foi tão ruidosa como agora.
Uns porque querem acreditar, outros porque lhe incutiram que tinham de acreditar em alguma coisa, outros à espera das migalhas do banquete e uma parte significativa assiste e vai na onda, enquanto a possibilidade de existir uma sociedade livre e democrática está cada vez mais longe.
A ditadura mansa cai sobre nós. O voto do cidadão nunca valeu tão pouco como agora, e digo-o com mágoa.
No entanto eu tenho umas ideias, ingénuas claro, mas não são tão prejudiciais como aquelas com que nos governam.

quinta-feira, outubro 08, 2015

Apuramento

 A selecção portuguesa de futebol garantiu, esta quinta-feira, um lugar na fase final do Europeu de 2016, que se realiza em França, ao vencer a Dinamarca por 1-0, em encontro do Grupo I de apuramento, disputado em Braga.

terça-feira, outubro 06, 2015

domingo, outubro 04, 2015

Qualquer coisa errada que não estava certa


Qualquer coisa errada que não estava certa, não era?
"Por cada Pacheco Pereira que dizia do Governo o que Maomé não dizia do toucinho, quantas pessoas fora da área do poder ouvimos dizer que o Governo estava a fazer bem? Por cada pessoa que bramava contra o Passos, quantos ouvimos a apoiá-lo?"


http://expresso.sapo.pt/blogues/blogue_chamem_me_o_que_quiserem/2015-10-04-O-povo-enmalucou

sexta-feira, outubro 02, 2015

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Este meu céu



Vénus, um dos meus planetas que se passeia no meu céu.

Os nossos antepassados tinham uma grande afinidade com os planetas, sem contar com o Sol e a Lua, eles eram cinco, os visíveis no céu, pois não existia poluição luminosa nocturna de hoje, e moviam-se no céu contra o fundo das estrelas distantes. 
5+2=7
Seguindo os seus movimentos aparentes, os planetas deixam uma constelação e sobrepõem-se a outra, descrevendo uma espécie de voltas completas no céu. Como nesse tempo todas as coisas do céu tinham influência na terra, a questão que se colocava era que influência seria a dos planetas?
Talvez aqui esteja a razão de se encontrar revistas e programas sobre astrologia e é raro encontrar sobre astronomia. De existiram muito mais astrólogos que astrónomos, num tempo em que são tão poucos, cada vez menos, os que levantam os olhos ao céu

quinta-feira, outubro 01, 2015

A Central de Intoxicação


A Central de Intoxicação funciona e replica-se nas redes sociais.
Neste tempo que vivemos, se não tiveres ideias e se estiveres a servir os mainatos dos capatazes dos que mandam e gerem o dinheiro dos sem-rosto, para que estes sejam bem servidos, eles te transformarão em um mainato de mainato. Comprarão a ideia que tu irás utilizar, pois Máquina contratará os especialistas em qualquer modalidade técnica que seja necessária.
Sabemos que Roma não paga a traidores, mas ultimamente tem pago bem aos capatazes. Os mainatos recebem uma palmada nas costas.