segunda-feira, janeiro 26, 2009

Desatar nós

No seguimento do “pensar global e agir local”, considero que as iniciativas individuais podem levar a acções colectivas.
Este tipo de actuações levam a mudanças que podem corrigir e apontar saídas para “viver melhor com menos”, uma saída inteligente que nunca poderá ser suportada em “fundamentalismos”, mas sim na diversificação de formas e meios.
Viver melhor com menos é uma ideia contrária às ideias vigentes, em que se confunde crescimento com desenvolvimento, sendo os resultados os que temos e vemos: poluição, alterações climáticas, esbanjamento de recursos e a recessão que mais pobres origina.
Viver melhor com menos não será recessão, nem falta de desenvolvimentos económico, social e tecnológico, pois estes últimos são essenciais para se possa aprender a viver de nova forma.
Cada um que faça a sua parte e encontre o respectivo caminho e forma de não tirar onde não há.

9 comentários:

Anónimo disse...

É Manel, é pá:
Esta agora do FREEport é que nos está a atrapalhar!
E p´ra gente não há nadinha?
Tu que te dás bem lá com os gajos podias ver se não se arranja alguma coisita para nós tambem!
É que ou há moralidade ou comem todos!

de Marte disse...

Anda tudo com frio nas mãos!!!
Um amigo meu diz que as frieiras torna as pessoas irritáveis!
Pois, sendo verdade, é justo que se paguem mais luvas por aí!

:)

de Marte disse...

De facto o post é muito sensato, muito positivo e com um sentido empreendedor apurado.
Boa cabeça.
Bom pensamento.

Devia haver mais gente a pensar (e a agir) em conformidade!

Bruno E. Santos disse...

O que eu acho engraçado, é ver tantas pessoas a discutir umas com as outras qual é o "ismo" ou "ista" que é a solução para os problemas do mundo e do país: Socialismo? Liberalismo? Social-Democracia? Comunismo? Fascismo? Imperialismo? Anarquismo? Nacional-Socialismo?

Para mim, o único "ismo" ou "ista" que precisamos no poder são "estadistas" modernos; políticos que tomem as suas decisões com base em critérios de racionalidade, bom senso e consciência social; pensando no bem comum e a médio/longo prazo!

Infelizmente, este tipo de políticos quase desapareceu do mundo Ocidental nos últimos 15-45 anos! Aliás, não me vem muito de positivo à cabeça quando penso como será o futuro da Europa daqui a uns 15-20 anos!

Carlos Rebola disse...

Caro Manel

Na verdade não é de nós que se trata, são laços bem fáceis de desatar basta puxar uma ponta.
No entanto parece-me que nós temos a propensão de transformar os laços em "nós cegos" difíceis de desatar, não tarda que isto (a nossa relação com recursos que não são ilimitados) se transforme numa grande “inoselhada” e depois, sim, como descalçamos as “botas” se transformamos os laços dos atacadores, em nós cegos?

Estou de acordo com o texto. O que cresce constantemente, rebenta, o que se desenvolve, sustenta-se.

Um abraço
Carlos Rebola

Manel disse...

Caríssimos,
O complexo nada tem a ver com o complicado, e nós temos uma enorme tendência para complicar quando tentamos simplificar com “ismos” e “istas”.
Raciocinamos sempre dentro de limites, dificilmente saindo do nosso umbigo.
Do cimo da ponte, apesar dos limites e palas existenciais, ainda será o melhor sítio para olhar o rio.
Simplificar a vida quando a pensamos, leva-nos a encontrar soluções e saídas para os nossos problemas que são comuns a todos.
Crescimento económico como o que temos até agora definido pelos indicadores que usamos actualmente, não tem sido assim tão linearmente sinónimo de desenvolvimento. As pessoas tem tido muito mais ingressos em dinheiro, muito mais bens, mais gastos, mais desperdícios, mas depois falta o fechar do círculo.
Daí a necessidade de aprender a viver melhor com menos, não no sentido de retorno ao passado, mas de um avanço tecnológico, social e cultural.
Talvez eu esteja a ficar velho pelo facto de recorrer à memória, mas lembro que algumas belas peças musicais só têm 4 notas, como por exemplo a abertura da 5ª sinfonia de Beethoven, ou os verdes anos de Carlos Paredes.
Quando ouvirem alguém afirmar que certas coisas são complicadas, não acreditem.

Anónimo disse...

Faz muito sentido, mas será praticável?
Entendo que há no Mundo que chegue para todos, está (como todos sabemos) é mal distribuido! Os "Vampiros" cada vez são menos mas comem cada vez mais...é o efeito da Glogalização e de tudo o que a sustenta. O elevado ritmo a que somos hoje obrigados a trabalhar, é desgastante, stressante...resultado de: Globalização e mais tudo o que a sustenta! E para quê? O que ganhamos com isso? Criam-se "bolhas" expeculativas que depois rebentam e ...pum, mais uma recessão, pois que os "Vampiros" também evoluiram...aliás são mas é eles que estão na base disto tudo!
Daí que... faz sentido o que o Manel diz, agora vamos à Obra!Começa-se por onde e como?

Manel disse...

Caríssimo,
Começa pelas coisas que fazes todos os dias, desde a poupança energética à aquisição de bens com qualidade.
A recessão leva a um reposicionamento económico, que se for mais do mesmo leva-nos a outras recessões.
Não podemos crescer pelo crescer, e não crescer pode e deve ser uma solução.~
Tu podes ter uma casa para morar,mais uma casa na praia e outra na serra.
Tens tempo para todas?
E os impostos?
E os encargos?
Trabalhas e não vives!

Mário Caniceiro disse...

"VIRA CADA MOEDA DUAS VEZES ANTES DE A GASTAR" - adágio popular germanico