domingo, janeiro 06, 2008

Moral moralista

Existe um conceito quanto ao que consideramos certo e errado, embora as pessoas religiosas pensem ou afirmem que a sua moral decorre das Escrituras. Por exemplo, a escravatura cuja abolição oficial nos países civilizados foi formalizada em pleno século XX, é um dado como adquirido na Bíblia. O sufrágio das mulheres é hoje universal nas democracias e, é ao mesmo tempo recente. Em Portugal, o voto foi concedido às mulheres em 1975. Na Arábia saudita, as mulheres são vistas como propriedade, tal como nos tempos bíblicos. Actualmente, Abraão seria condenado só pelo facto de tentar o sacrifício de seu filho Isaac, e Jesus teria que responder em tribunal pelo facto de colocar todos aqueles demónios para os porcos que por ali pastavam, lançando-os no precipício sem ter qualquer consideração pelo dono dos ditos animais de vista baixa. No Portugal de 1936, o menino Artur podia andar por aí aos tiros, enquanto o menino Xavier tomava uns cálices de vinho e o homem preto não tinha nome. Mas, felizmente, há por aí um consenso misterioso que vai mudando ao longo das décadas.

8 comentários:

Anónimo disse...

Votos de um excelente Ano 2008.
Que o Ano Novo lhe traga tudo o que de melhor há no mundo!

Manel disse...

Caro amigo Anónimo,
Agradeço.
O mesmo eu lhe desejo, pois tem sido o que mais tem comentado o meu blog.
Um abraço
Manel

Cristina disse...

olá, gostei muito do quadro aí de baixo :)))

é muito bonito!

um beijo

Anónimo disse...

Deixemo-nos de coisinhas, o texto é oportuno, bem pensado e exposto. Está muito bem visto, parabéns! De facto, algumas mudanças vão ocorrendo, felizmente, na pele civilizacional da humanidade. Todavia, amigo Manel, previna-se: poucas mudanças neste nosso tempo vêm contribuir para algo de melhor. Muda-se quase tudo para pior... e isso é péssimo -- ou não o sentem por aí?
Arsénio

palheta disse...

O facto de mudar ao longo do tempo não quer dizer, mudar para melhor. A escravatura cuja abolição oficial nos países civilizados foi formalizada em pleno século XX - não somos hoje escravos da globalização? Não comam, bebam e fxdxx e vão ver se não vamos todos parar ao mesmo "lugar eterno". Saia mais um trassado se faz favos.

Manel disse...

caro Arsénio,
Claro que temos que reconhecer os avanços civilizacionais da humanidade, assim como a evidência da falta de civilização e civilidade cada vez mais expostas.
Como péssimista esclarecido que tento ser, sinto que tudo é ainda pior do que somos capazes de supor.
Um abraço
manel

Manel disse...

Caro Palheta,
assim é que é falar (dar à palheta)!
É uma sorte estar aqui,pois eu gosto mesmo de aqui estar.
Como num futuro próximo nos fxxxmos para não voltarmos mais, talvez por isso, ou melhor mesmo só por isso, é que me sinto bem neste momento de transmitir a ideia da sorte em estarmos vivos, atendendo à aleatoriedade combinatória deste eur(c)omilhões de eu ter, efectivamente, nascido.
Parece que nasci sem saber.
Um abraço
manel

Anónimo disse...

Aqui estoyn yo ttratando de meter un comentario