terça-feira, fevereiro 23, 2021

2033. A revolução agrícola em marcha

 


    A sociedade  Agrofoodinvest do grupo Garbage Inc, tem compradores de terrenos, eucaliptais e até as pequenas leiras, todas a eito. Andam a oferecer valores que ninguém ofereceria por tais bocados. Hoje são Unidades de Compra, uma nova moeda eletrónica que fica à disposição no sistema que promete disponibilizar em bens adquiridos nas redes de distribuição com quem têm parcerias. Estas Unidades de Compra têm vantagem relativamente ao dinheiro eletrónico, pois o imposto de transação de bens imóveis é reduzido se for efetuada em tais unidades de transação. O dinheiro vivo é raro, quase que despareceu da vista do pessoal. Fazem um contrato especial em que o dono da terra continua ser o proprietário, caso a empresa acabe, ou resolva sair daqui. Coisa de advogados e de novas leis. Quem vender terá prioridade em empregar os filhos na empresa que vai criar muitos postos de trabalho, dizem eles e os políticos que estão a tratar da legalização do projeto. Será uma empresa toda automatizada, robotizada até na apanha, triagem, classificação e embalagem, e tem como mercado o mundo inteiro. Os escritórios centrais estão em Singapura. Os pesticidas e herbicidas serão aplicados por drones que dialogam entre si, e a adubagem é localizada de forma a se produzir tudo biológico e certificado, dizem eles, os compradores. Será o maior projeto para a nossa zona. Uma revolução agrícola, dizem que, só comparada ao que foi a sementeira das areias estremes.


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