segunda-feira, maio 05, 2008

A panela do feitiço

O aumento dos alimentos básicos como o trigo e o arroz, não está só relacionado com os chamados bio combustíveis a competir pelos espaços aráveis, mas também na especulação saída da crise financeira que teve origem nos USA. Um resultado desta especulação global poderá ter outros contornos bem mais violentos que os que vemos no Iraque resultado da invasão do Sr. Bush, pois a revolta dos famintos é aquela que mais nos vai abanar. Os especuladores estão a mexer na panela feitiço, tal como o aprendiz de feiticeiro. Observação: a estupidez da Política Agrícola Comum está bem retratada e visível em Portugal, onde se tem recebido pipas de massa para não semear terra. Foi o que observei no último fim-de-semana durante o meu trajecto de ida e volta a Évora do Tocar de Ouvido.

6 comentários:

Carlos Rebola disse...

Caro Manel
O João da Pena com a sua gaita de foles, anima a nossa cultura popular que vai sobrevivendo à morte da cultura agro pecuária...
Trocou-se por dinheiro, os barcos, as redes, as charruas, as alfaias e o gado e até as terras, chegará o dia em que haverá consciência que o dinheiro não se pode comer...
Um abraço
Carlos Rebola

Manel disse...

Caro Rebola,
Estive em Évora com o amigo João da Pena, o mestre tocardor de gaita de foles, onde um grupo de jovens esteve a aprender com o mestre, o que me dá um pouco de esperança.
Relativamente à agricultura, o repensar dos circuitos de comercialização, e especialmente a atitude que cada um de nós deve ter, é urgente para a sobrevivência da agricultura local quer para o ambiente, onde o bicho homem seria o primeiro a beneficiar com a utilização de técnicas e processos sustentados.
Um Abraço
manel

Arsénio Mota disse...

O amigo Manel é sempre oportuno. Acerta plenamente no ponto certo. Por isso vale a pena vir aqui lê-lo. Só uma observação: os subsídios da PAC não têm servido, ao que parece, apenas para não semear a terra portuguesa e desertificar o meio rural. Têm servido especialmente para fazer novos-ricos dizem que bem gordinhos. E a agricultura nacional, produtora de alimentos, vê-se arruinada. Importamos cada vez mais o que comemos. Lindo, não é?
Arsénio

Anónimo disse...

Já lá vai tempo em que ao longo das margens da vala dos Olhos da Fervença, a montante e a jusante, se plantava arroz. Eram outros tempos, é claro, mas alimentava muitas bocas. Tudo mudou para o bem e para o mal. E continuará a mudar.

Anónimo disse...

Já lá vai tempo em que ao longo das margens da vala dos Olhos da Fervença, a montante e a jusante, se plantava arroz. Eram outros tempos, é claro, mas alimentava muitas bocas. Tudo mudou para o bem e para o mal. E continuará a mudar.

Mário Caniceiro disse...

Já lá vai tempo em que ao longo das margens da vala dos Olhos da Fervença, a montante e a jusante, se plantava arroz. Eram outros tempos, é claro, mas alimentava muitas bocas. Tudo mudou para o bem e para o mal. E continuará a mudar.