quinta-feira, fevereiro 22, 2007

Zeca Afonso

Quando um amigo morre, só nos resta ressuscitá-lo.
O tempo fica desordenado e o espírito perdido na noite. É a poesia que faz os amantes, dizem. Hoje, o poeta assombra-nos nesta vivência que levamos. A todos nos marcou, e na nossa memória brota um lutador convicto, um lutador em que as homenagens, sentidas, trazem mais saudade e mais memória. São estas homenagens que nos trazem vida. Quando um amigo morre, é nosso dever ressuscitá-lo.

9 comentários:

Cristina disse...

grande lembrança!! :)

beijinhos

M.Domingues disse...

Não me lembro da morte deste poeta... Ele está bem presente! -http://www.anos60.com/portugal/zeca_afonso/home.htm

Cumprimentos
M.D.

AC disse...

É a sua música, a que actualmente mais escuto. Canções como a de Embalar, Tecto na Montanha, do Desterro, Av de Angola e tantas outras.

Comentava ontem que J. Afonso foi um dos - não muitos – antifascistas que combateram o regime aqui, cá dentro, de frente e de pé. No entanto, os “democratas” lembrados e vitoriados, saíram do país antes dos 18 anos para não darem o nome para a tropa. “Lutaram” confortavelmente instalados na segurança da Europa.

Neste caso – o do José Afonso – com a coragem acrescida de ser funcionário público, sofrendo na pele a grande e a pequena repressão.

J. Afonso…, sempre!

Cpts

Anónimo disse...

Descobri-o através da canção "Grândola", que serviu de sinal no dia 25 de Abril. E um daqueles que ainda hoje me permitem de crer (um pouco) na grandeza humana.
Mas sinto imensa tristeza, ao ver a linda utopia dele e doutros ser cada vez mais espezinhada por interesses individualistas e particulares.
Nunca aprendemos nada.
Um "democrata" que não deu o nome para a tropa.

EMIGRANTE disse...

Foi um comunista convicto. Se não fosse a música que nos deixou, hoje ninguém se lembraria dele. É a vergonhosa democracia desse meu país.

Anónimo disse...

"É a vergonhosa democracia desse meu país."
Caro emigrante, o meu amigo ainda imigra?

emigrante disse...

Irei um dia...concerteza...mas gostava de chegar ao meu país e encontrar mais educação, menos burrocracia e principalmente um sistema de saúde que funcionasse. Mas temos agora aí um político tipo Jardim que, por vontade própria, deixava apenas um hospital a funcionar no centro de Portugal. E as pessoas que se desenmerdem. Infelizmente em Portugal hoje um casal operário nem sequer ganha para manter dois filhos. Existe mais desigualdade nos rendimentos o que não acontecia no tempo do fdp Salazar. Depois temos aí a governar um paroleiro (Silva) e um burro (José)ao quadrado. Este último, um dia tem como modelo a Finlándia, no outro a Dinamarca e no fim vê-se que o seu único modelo é o chinês. Incluindo as famosas obras faraónicas! A Suiça é mais pequena mas é só em tamanho. Mas voltando ao post, que é o que interessa para aqui, eu gosto da música do Zeca e gosto de o ouvir a si a tocar. Acho que na música você é bom, mas já não posso dizer o mesmo quando politicamente fala. Até acho que não tem mesmo geito para político. Sabe muito bem que é preciso ser mentiroso e você não o é. (bendita liberdade) devemos criticar, temos o dever de desmascarar esses sem vergonha que têm governado o pais nos últimos 80 anos.Um bom fim de semana com sol, que por estes lados não abunda.

M.Domingues disse...

http://www.aja.pt/
Cpts
MD

Manel disse...

Caro emigrante,
Claro que irá! E quando voltar sentirá o vazio de não ter participado nas mudanças que os que por aqui lutam têm feito.
Faço o meu amigo o seu papel, que as cenas desta terra terão mais qualidade artística, lhe garanto.
Vá lá, retire a escória que sobrenada no seu cadinho.