terça-feira, fevereiro 09, 2016

Amanhã é Quarta-Feira.




Sobreviver é preciso.
Sinais que nos chegam do outro lado de mundo em tempo de folia carnavalesca para os lados de Frankfurt e ano novo chinês.
Por cá os fora de jogo, as TVIs e SICs, o samba arrepiado do frio e a politicazinha pequenina, vão entretendo o pessoal.
Amanhã é Quarta-Feira.
http://expresso.sapo.pt/economia/2016-02-09-Derrocada-da-bolsa-em-Toquio.-Panico-financeiro-alastra-no-mundo

quinta-feira, fevereiro 04, 2016

Um tempo que não volta,


Andamos pela rede e pescamos fotos destas. 
Um tempo que não volta, o da minha memória de infância.

Não contra os bancos, claro.



... A ideia masoquista de que “só a Europa nos põe na linha” é um mantra que tem tido alguma aceitação, como se viu pela votação da coligação PSD/CDS nas eleições passadas. É evidente que a maioria dos representantes dessa “quinta coluna” vive bem, tem salários razoavelmente altos e faz parte de uma elite que não perdeu nem o emprego nem os bens com a crise. Assim é fácil ser porta-voz de uma Comissão Europeia dominada pela histeria do “ajustamento” contra os pobres. Não contra os bancos, claro. Nem contra os muito ricos que fogem ao fisco.





segunda-feira, fevereiro 01, 2016

Sobreviver é preciso



Sobreviver é o que nos resta neste tempo de sobrevida que a Europa de agora tem. Um continente sem rumo, afastada dos ideais humanistas, com os europeus emparedados entre um capitalismo selvagem, o deus vigente e imposto de tal enraizamento que mesmo querendo mudar nos emplastam com a tal realidade teimosa que não é mais que a ideologia e catequese, e de outro lado os fundamentalismos e fanatismos que nos amedrontam e atormentam.
Vivemos uma espécie de guerra instalada na sobrevida da Europa como a que desejávamos ir construindo: a Europa da Cultura, da Tolerância e da Diversidade.

Sobreviver é preciso.

segunda-feira, janeiro 25, 2016

Ontem houve eleições


Os portugueses elegeram para presidente Marcelo Rebelo de Sousa, que durante os últimos 10 a 15 anos foi uma verdadeira estrela televisiva como comentador político.

segunda-feira, janeiro 18, 2016

Se vais votar não bebas!

Atenção que alguns acidentes podem ser a origem de desastres.

Se vais votar não bebas!

terça-feira, janeiro 12, 2016

Revelação


2016 vai ser um ano "cataclísmico" para os mercados, que podem cair 80%. Quase nenhum título é seguro. O melhor é "vender tudo".


O Royal Bank of Scotland avisa que 2016 vai ser um ano "cataclísmico" para os mercados e para a economia mundial, e aconselha os clientes a "vender tudo", exceto títulos muito seguros, como de dívida pública alemã e norte-americana.
Num documento noticiado pela imprensa internacional - e em que a contenção e moderação própria dos bancos de investimento ficou de fora - o Royal Bank of Scotlandavisa que a tempestade perfeita está a aproximar-se, e fala em condições de mercado semelhantes às que antecederam a queda do Lehman Brothers em 2008, que de resto ditou o início da crise financeira internacional, que derivou depois na crise da dívida.
As ações e a maior parte dos títulos de dívida dos Estados já não são ativos seguros, considera o banco de investimento, que acrescenta que o que está em causa não é obter lucro do capital investido, mas recuperar esse capital.
O chefe da divisão de análise de crédito da instituição alerta que "numa sala cheia de gente, as portas de saída nunca são suficientemente grandes", aludindo ao movimento de saída em massa - leia-se, de venda - que pode vir a ocorrer nos mercados neste ano.
"A China iniciou uma correção enorme que vai criar uma bola de neve. O crédito e as ações tornaram-se perigosos", lê-se no relatório, que prevê uma queda do preço do petróleo para os "16 dólares por barril", e uma queda de 80% nos mercados acionistas mundiais. Só as ações europeias e norte-americanas, diz o Royal Bank of Scotland, podem cair 10 a 20%, com o inglês FTSE a derrapar talvez ainda mais, por estar mais exposto ao desempenho das empresas petrolíferas
O Royal Bank of Scotland dispara ainda contra a Reserva Federal dos EUA, acusando a FED de "brincar com o fogo" por ter subido as taxas de juro no momento de aproximação da "tempestade".
www.tsf.pt/economia/interior/vendam-tudo-royal-bank-of-scotland-alerta-para-apocalipse-financeiro-4975582.html



quarta-feira, janeiro 06, 2016

Bom Ano 2016 a todos os frequentadores da tasca do Manel.



Seguindo a roda do tempo, 12 dias depois do Natal, terminam hoje as festividades relacionadas com o tempo vivido.
Que a luz pós solstício que que vai despontando em crescendo nos traga a sabedoria, a força e a beleza aos nossos trabalhos diários.

Bom Ano 2016 a todos os frequentadores da tasca do Manel.

segunda-feira, janeiro 04, 2016

@, um sinal dos tempos...






@, um sinal dos tempos... 
Não resisto a partilhar um texto que recebi sobre a origem do @, um símbolo antigo que ganhou uma notoriedade ímpar, um verdadeiro fenómeno da globalização.
Um amigo de milhões de "astronautas" que com ele convivem diariamente, sendo poucos, no entanto, os que conhecem a sua origem.
O texto é algo longo, embora de leitura fácil. No final, fica a satisfação de termos colmatado uma falha de conhecimento.
Afinal, o @ é um sinal dos tempos...

"Na idade média os livros eram escritos à mão pelos copistas. Precursores da taquigrafia, os copistas simplificavam o trabalho substituindo letras, palavras e nomes próprios, por símbolos, sinais e abreviaturas. Não era por economia de esforço nem para o trabalho ser mais rápido. O motivo era de ordem económica: tinta e papel eram valiosíssimos. Foi assim que surgiu o til (~), para substituir uma letra (um "m" ou um "n") que nasalizava a vogal anterior. Um til é um enezinho sobre a letra, pode olhar. O nome espanhol Francisco, que também era grafado "Phrancisco", ficou com a abreviatura "Phco." e "Pco". Daí foi fácil o nome Francisco ganhar em espanhol o apelido Paco. Os santos, ao serem citados pelos copistas, eram identificados por um feito significativo em suas vidas. Assim, o nome de São José aparecia seguido de "Jesus Christi Pater Putativus", ou seja, o pai putativo (suposto) de Jesus Cristo. Mais tarde os copistas passaram a adoptar a abreviatura "JHS PP" e depois "PP". A pronúncia dessas letras em sequência explica porque José em espanhol tem o apelido de Pepe. Já para substituir a palavra latina et (e), os copistas criaram um símbolo que é o resultado do entrelaçamento dessas duas letras: &. Esse sinal é popularmente conhecido como "e comercial" e em inglês tem o nome de ampersand, que vem do and (e em inglês) + per se (do latim por si) + and.
Com o mesmo recurso do entrelaçamento de suas letras, os copistas criaram o símbolo @ para substituir a preposição latina ad, que tinha, entre outros, o sentido de "casa de". Veio a imprensa, foram-se os copistas, mas os símbolos @ e & continuaram a ser usados nos livros de contabilidade. O @ aparecia entre o número de unidades da mercadoria e o preço, por exemplo: o registro contábil "10@£3" significava "10 unidades ao preço de 3 libras cada uma". Nessa época o símbolo @ já ficou conhecido como, em inglês, "at" (a ou em ).
No século XIX, nos portos da Catalunha (nordeste da Espanha), o comércio e a indústria procuravam imitar práticas comerciais e contábeis dos ingleses. Como os espanhóis desconheciam o sentido que os ingleses atribuíam ao símbolo @ (a ou em), acharam que o símbolo seria uma unidade de peso, por engano.Para o entendimento contribuíram duas coincidências:1- a unidade de peso comum para os espanhóis na época era a arroba, cujo "a" inicial lembra a forma do símbolo;2- os carregamentos desembarcados vinham frequentemente em fardos de uma arroba. Dessa forma, os espanhóis interpretavam aquele mesmo registro de "10@£3"assim: "dez arrobas custando 3 libras cada uma".Então o símbolo @ passou a ser usado pelos espanhóis para significar arroba.
Arroba veio do árabe ar-ruba, que significa "a quarta parte": arroba (15 kg em números redondos) correspondia a ¼ de outra medida de origem árabe (quintar), o quintal (58,75 kg).As máquinas de escrever, na sua forma definitiva, começaram a ser comercializadas em 1874, nos Estados Unidos (Mark Twain foi o primeiro autor a apresentar seus originais dactilografados). O teclado tinha o símbolo "@", que sobreviveu nos teclados dos computadores.Em 1972, ao desenvolver o primeiro programa de correio electrónico (e-mail), Roy Tomlinson aproveitou o sentido "@" (at - em Inglês), disponível no teclado, e utilizou-o entre o nome do usuário e o nome do provedor. Assim Fulano@ProvedorX ficou significando: "Fulano no provedor (ou na casa) X".
Em diversos idiomas, o símbolo "@" ficou com o nome de alguma coisa parecida com sua forma. Em italiano chiocciola (caracol), em sueco snabel (tromba de elefante), em holandês, apestaart (rabo de macaco). Em outros idiomas, tem o nome de um doce em forma circular: shtrudel, em Israel; strudel, na Áustria; pretzel, em vários países europeus. "



sexta-feira, janeiro 01, 2016

Venda de sabonetes




«Uma estação que tem 50% de share vende tudo, até o Presidente da República! Vende aos bocados: um bocado de Presidente da República para aqui, outro bocado para acoli, outro bocado para acolá, vende tudo! Vende sabonetes!»
[Emídio Rangel (F. 2014), fundador da TSF e ex-director-geral da SIC]
PS: Marcelo a Presidente ou a sabonete?

quarta-feira, dezembro 30, 2015

Daqui ouve-se o mar.


Daqui ouve-se o mar.
Cai uma chuva fina sobre o Escoural nesta véspera de Fim de Ano.
O cheiro dos pinheiros ao fundo do quintal associa-se ao suave som das gotas que caem dos beirais da casa, misturado com o ligeiro abanar da brisa chuvosa. 
Daqui ouço o mar a roer as baleiras das suas praias. 
Tudo como na infância: sons e cheiros, mas hoje quebrados, momentaneamente, pelo avião que me sobrevoa a uns dez ou mais quilómetros de altura.
Ouço a chuva e cheiro-a em mistura de aromas de terra e pinhais. Ouço o mar e, de vez em quando, um avião que leva e traz pessoas de um lado para o outro do mundo.
O mundo é tão pequeno.

Futebol para parolos.


Futebol para parolos.
Os valores insultuosos dos contractos sobre os direitos televisivos e outros patrocínios, levam-me a concluir que nada percebo de futebolês.
Assim, os três clubes passam a ser os únicos ganhadores e os restantes os empatas a dar uns jeitos a este e àquele para prejuízo daquele outro.
O futebol, um jogo de inteligência individual e colectiva, está contaminado, e contaminou as mentes de muitos adeptos.
Vendemos um jogador por milhões, ganhámos milhões, ouço de adeptos. Milhão como se fora tostões, que não é mais que isso que os adeptos têm, aqui sentirem-se milionários na linguagem futebolês.

domingo, dezembro 27, 2015

Casas nas Zebras



Casas nas Zebras! 
Os caniceiros usavam estas casas para os grandes dias de trabalho e noites curtas de descanso.
Por lá se vivia e se fazia vida.
Junto ao poço de rega, serviam de habitação e currais de gado. Uma Gândara que não volta. À volta pinhais e eucaliptos onde foram terras de amanho a perder de vista.

terça-feira, dezembro 22, 2015

Eu , palhaço aliviado


Aliviado
Tinha prometido a mim mesmo não falar neste espaço acerca de um senhor que nunca deveria ter sentado o cu na cadeira de Presidente de República.
Para evitar o seu mau hálito mudo de estação de rádio, mudo de canal de televisão, mas hoje aguentei o bafo que me deu volta ao estômago.
Eu, afinal, não passo de um palhaço como Baldaia. 
Lamento que o velho acabe assim na valeta da minha consideração.
Não consegui manter a promessa que fiz a mim mesmo. 
Lamento-me.
Sinto, com isto, alívio.

 http://www.tsf.pt/opiniao/interior/a-ideologia-do-palhaco-4949383.html
http://www.tsf.pt/opiniao/interior/a-ideologia-do-palhaco-4949383.html


segunda-feira, dezembro 21, 2015

A natividade de Hórus



História de Hórus - uma história com 5.000 anos 

Hórus nasceu da virgem Isis. 
Nasceu no dia 25 de Dezembro. 
Quando ele nasceu, uma estrela mostrou o lugar de seu nascimento para três homens sábios. 
Hórus fugiu para o deserto para escapar da fúria de Typhon 
Hórus foi baptizado por Anup, o Baptizador, quando tinha 30 anos. 
Hórus teve 12 discípulos. 
Andou sobre as águas e fez milagres. 
Ressuscitou El-Azur-Us dos mortos 
Foi crucificado, enterrado e ressuscitou. 
Era chamado pelos nomes: Cordeiro, messias, luz do mundo, a verdade, o bom pastor. 
Parece muito com a história de alguém que conhecemos, não? 

Se se mudar "Isis" por "Maria", "Typhon" por "Herodes", "Anup, o Baptizador" por "João Baptista", "El-Azur-Us" por "Lázaro" (que nada mais é que o mesmo nome em línguas diferentes), e "Hórus" por "Jesus", temos o Cristianismo!


Solstício.


Solstício.
Há um tempo de luz que nos afecta a esperança com a morte e ressurreição do Sol, conforme as escrituras disponíveis para todos os queiram entender o que elas nos mostram, o livro aberto que a constante poluição de variadas formas não deixa enxergar.

Basta olhar as estrelas

quinta-feira, dezembro 17, 2015

A página que que acabou por ser rasgada pelo pretensiosismo com a ajuda da ignorância.

A página que que acabou por ser rasgada pelo pretensiosismo com a ajuda da ignorância.



quarta-feira, dezembro 09, 2015

Ventos de novos velhos “ismos”



Ventos de novos velhos “ismos” sopram em brisas pela Europa, e nem só, pois até um candidato a candidato no continente da Liberdade de Benjamim Franklin o demonstra a plenos pulmões.
Ainda ontem cantávamos a Marselhesa.
A França é a França, dado adquirido como Pátria dos Valores, só que há algo errado não está certo nestes ventos em brisas que vão movendo os cataventos.

Ouvi, recentemente, de um serrano morador cerca de um dos parques eólicos do Caramulo que, “ desde que instalaram os moinhos as correntes de ar aumentaram”.

sexta-feira, novembro 27, 2015

O economista que nada sabe de Mecânica Quântica.



John Law / Caricature by Humblot
Law, John; British banker and economic theorist; 1671–1729.

“Law, als een tweede Don Quichot”. (Caricature about t. French economic crisis at the end of 1720, caused by the inflationary issuing o. shares by the “Compagnie d’Occident” which Law had founded).

Engraving, 1720, by Antoine Humblot
(died 1758); 19.8 × 27.5cm.



O economista que nada sabe de Mecânica Quântica.
Propõe-se o estudo da Teoria do Gato de Schrödinger, onde resultados mutuamente exclusivos podem existir no mundo da mecânica quântica.  Só que este economista já nem estudar sabe.
 Lamente-se.

 Post Scriptum:

Schrödinger conseguiu explicar que no mundo da Mecânica Quântica, resultados mutuamente exclusivos podem existir. Será que o que se passa no mundo da chamada alta finança, só com recurso ao raciocínio da Mecânica Quântica encontrarão justificação dos fenómenos financeiros que nos mostram diariamente? O mesmo se deverá passar com a política mundial, nomeadamente com o auto intitulado estado islâmico?

Vou estudar a equação de Schrödinger.

quinta-feira, novembro 26, 2015

Não façam perguntas!



Não façam perguntas!
Os participantes do Concílio de Nicéia, realizado em 325 DC com o altíssimo patrocínio do imperador Constantino, colocaram a difícil pergunta: "Havendo um Deus Pai antes de criar o mundo o que será que ele estava fazendo enquanto não o criou?" A resposta foi dada um século mais tarde através de Santo Agostinho_de_Hipona , que declarou que "Deus passou esse tempo construindo um inferno especial para os que fazem perguntas como essa!".

terça-feira, novembro 24, 2015

Há qualquer coisa errada que não está certa.

Há qualquer coisa errada que não está certa.
Acerca das dúvidas de quem nunca as teve, depois "estranha" e "insólita" esta preocupação de última hora, pois “uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade”.

Publico o cartoon de 2008
Tradução:
- Bear Steaner: O empanturrado em crise.
- JPMorgan: o que saiu da crise.
- Tax Payer: aquele que vós sabeis


Está frio



   Os dias sucedem-se a si próprios nas voltas dos Astros. Agora vê-se o branco manto da geada (a velha peneirou toda a noite) nas terras mais abrigadas do sol, sombrias, onde ele não bateu e nos cantos onde ele chegou, mas, não conseguiu empurrar o frio para o fundo da terra.

   - Está frio!

segunda-feira, novembro 23, 2015

Uma foto, 1000 palavras.



Uma foto, 1000 palavras

quarta-feira, novembro 18, 2015

A república do Bananas



O Bananas na sua banalidade.

terça-feira, novembro 17, 2015

segunda-feira, novembro 02, 2015

A termodinâmica da espoliação.


A termodinâmica da espoliação.
Aprendi há décadas que os sistemas termodinâmicos tendem a passar de uma situação dita de ordem para uma crescente desordem. A entropia indica  o grau de desordem de um sistema.
Aplicando este conceito ao sistema financeiro, o que temos é desordem crescente, e o que vemos hoje é a mostra disso.  Façam a lista de fraudes, manipulações, informação privilegiada, falsa e que mais saibam. E, para que serve este caos forçado como se já não bastasse o natural?

Resposta simples: é o modelo do negócio.

sexta-feira, outubro 30, 2015

TER OPINIÃO - UM RISCO ASSUMIDO (por alguns ...)



TER OPINIÃO - UM RISCO ASSUMIDO (por alguns ...)
Ter opinião foi, desde sempre, um risco. E ter opinião em matéria política foi e continua a ser um risco elevado. Nas ditaduras tal risco pode ser mortal, em sentido próprio. Mas mesmo nas democracias formais, ter opinião constitui uma opção arriscada. 

Uma estrutura social engendra sempre posições de domínio e de vigilância. As hierarquias, quaisquer que elas sejam, defendem os seus estatutos pessoais ou grupais. E, consoante os interesses em jogo, podem defendê-los com violência. Esta violência é exercida sobre quem tem opiniões contrárias. 
Houve sempre quem tivesse considerado a opinião desassombrada como uma imprudência. Os jesuítas, por exemplo, costumam ser mestres na "reserva mental". Esta consiste em guardar a opinião própria só para si ou para um círculo restrito de "fiéis", respondendo às opiniões adversas com uma palavra ou expressão evasiva ou até com uma concordância postiça. 
A consciência destas realidades empurraram muitas pessoas para a zona cinzenta e neutra das reticências e do silêncio sistemático. Há quem construa carreiras bem sucedidas desta forma. 
É certo que a sabedoria popular declara que "com o teu amo não jogues as pêras". Mas também não é menos verdadeiro que as organizações sociais deixaram de ter amos, a partir do momento em que o mando por direito ou imposição divina, um mando autoritário, foi substituído pelo mando procedente do Contrato Social, ou seja, por um mando de consenso. 
Por isso se operou a conversão do súbdito no cidadão. Isto não retirou totalmente aos dirigentes uma posição de hegemonia e de superioridade sobre os dirigidos. E quem manda, ainda que mande por delegação, mantém instrumentos de favorecimento e de desfavorecimento que pode utilizar com arbitrariedade.
O famoso humorista brasileiro Jô Soares construiu, em tempos, a figura hilariante do "cinzentão" que todas as vezes que era instado a pronunciar-se sobre um qualquer assunto público melindroso, declarava : "Não me comprometa ! Não me comprometa ! ". 
Tudo isto pode ser verdade. Mas existe uma verdade mais forte, pelo menos para alguns : é que o timorato, o tímido ou o simples manhoso nunca deram um contributo efectivo para que o Mundo melhorasse o rosto da Justiça e do Progresso ético e social.


Professor Amadeu Homem
http://www.uc.pt/imprensa_uc/Autores/galeriaautores/amadeuhomem
https://www.facebook.com/amadeu.homem?fref=nf

quinta-feira, outubro 29, 2015

Parar para pensar


Parar para pensar
As pessoas do nosso passado colectivo que hoje citamos a esmo pelas redes sociais, e até nos intitulamos, algumas vezes, como seus seguidores ideológicos, se as colocássemos neste nosso tempo elas nunca estariam na crise que nós estamos.
A visão dominante do tempo que vivemos de consumismo nesta nossa existência que faz do superficial, do supérfluo e do excesso, bens essenciais e necessários, num processo de autodestruição, a penúria destes momentos em que nos achamos, um beco sem saída.
Uma penúria que muitas e demasiadas vezes não é só material.

terça-feira, outubro 27, 2015

O tempo degrada-se com o tempo.



O tempo degrada-se com o tempo.
Olhando à volta, à espera de quem não prometeu.

O esforço está no caminho que se segue e que teimosamente nos é mostrado em frente.
É mais um trajecto em elipsóide espiralado, às voltas, pois o que vemos em redor são as coisas da vida já conhecidas a passarem, e a repetirem-se num referencial deslocado em relação ao da memória.
De um a um, vão passando os filhos que fazem eterna a Eternidade. De um a um se escoam e a tornam cada vez mais débil.

Lentamente, muito lentamente, a esvaziam.

sexta-feira, outubro 23, 2015

O “amplificador”.



O “amplificador”.
Há pessoas que repetem continuamente e repassam nas redes sociais o que certos meios de comunicação de grande espaço de divulgação  introduzem como notícias de opinião, em especial das TVs. Repetem até com um certo orgulho a mensagem para que quem a ouve até pareça estar ouvir os opinadores e locutores de serviço.
Destes cada vez há mais, pois os clichés são repetidos e à medida que são mudados por outros novos conforme a conveniência de quem controla a informação, lá está o orgulhoso a fazer de câmara de eco, dado que parece não se expor ao esforço da experiência do conhecimento, a não reconhecer a sua ignorância


quarta-feira, outubro 21, 2015

Qualquer semelhança da actual com a do passado é pura mentira.

Qualquer semelhança da actual com a do passado é pura mentira.

Preciso de creolina

Preciso de creolina.
Hoje ouvi um vociferador de notícias e nem só,  locutor da rtp1 a ser juiz em causa própria, logo eu que sou um pouco frequentador das TVs, mas ando atento e pensava que o gajo, pois não o posso tratar de outra forma, era da rtp3.
É nestas pequenas grandes coisas que se vinca a manipulação.

A esplanada além de mal frequentada precisa de uma urgente vassourada e de creolina desinfectante, pois a mixomatose está entranhada.

terça-feira, outubro 20, 2015

Não andamos a olhar para o alto

No meu céu do Escoural.
A Meia Lua de hoje ao Sul a quando o ocaso do Sol.
Há cerca de 4 horas a Terra ocupava a região do Espaço que a Lua ocupa a quando da foto com o meu telemóvel.
Sol e Lua, a dualidade que nos governa.
Não andamos a olhar para o alto, pois não?



Ao inventor da roda.


domingo, outubro 18, 2015

A barca do Entrudo.


A catequese até à náusea do “não há alternativa” nunca foi tão ruidosa como agora.
Uns porque querem acreditar, outros porque lhe incutiram que tinham de acreditar em alguma coisa, outros à espera das migalhas do banquete e uma parte significativa assiste e vai na onda, enquanto a possibilidade de existir uma sociedade livre e democrática está cada vez mais longe.
A ditadura mansa cai sobre nós. O voto do cidadão nunca valeu tão pouco como agora, e digo-o com mágoa.
No entanto eu tenho umas ideias, ingénuas claro, mas não são tão prejudiciais como aquelas com que nos governam.

quinta-feira, outubro 08, 2015

Apuramento

 A selecção portuguesa de futebol garantiu, esta quinta-feira, um lugar na fase final do Europeu de 2016, que se realiza em França, ao vencer a Dinamarca por 1-0, em encontro do Grupo I de apuramento, disputado em Braga.

terça-feira, outubro 06, 2015

domingo, outubro 04, 2015

Qualquer coisa errada que não estava certa


Qualquer coisa errada que não estava certa, não era?
"Por cada Pacheco Pereira que dizia do Governo o que Maomé não dizia do toucinho, quantas pessoas fora da área do poder ouvimos dizer que o Governo estava a fazer bem? Por cada pessoa que bramava contra o Passos, quantos ouvimos a apoiá-lo?"


http://expresso.sapo.pt/blogues/blogue_chamem_me_o_que_quiserem/2015-10-04-O-povo-enmalucou

sexta-feira, outubro 02, 2015

No comments


Este meu céu



Vénus, um dos meus planetas que se passeia no meu céu.

Os nossos antepassados tinham uma grande afinidade com os planetas, sem contar com o Sol e a Lua, eles eram cinco, os visíveis no céu, pois não existia poluição luminosa nocturna de hoje, e moviam-se no céu contra o fundo das estrelas distantes. 
5+2=7
Seguindo os seus movimentos aparentes, os planetas deixam uma constelação e sobrepõem-se a outra, descrevendo uma espécie de voltas completas no céu. Como nesse tempo todas as coisas do céu tinham influência na terra, a questão que se colocava era que influência seria a dos planetas?
Talvez aqui esteja a razão de se encontrar revistas e programas sobre astrologia e é raro encontrar sobre astronomia. De existiram muito mais astrólogos que astrónomos, num tempo em que são tão poucos, cada vez menos, os que levantam os olhos ao céu

quinta-feira, outubro 01, 2015

A Central de Intoxicação


A Central de Intoxicação funciona e replica-se nas redes sociais.
Neste tempo que vivemos, se não tiveres ideias e se estiveres a servir os mainatos dos capatazes dos que mandam e gerem o dinheiro dos sem-rosto, para que estes sejam bem servidos, eles te transformarão em um mainato de mainato. Comprarão a ideia que tu irás utilizar, pois Máquina contratará os especialistas em qualquer modalidade técnica que seja necessária.
Sabemos que Roma não paga a traidores, mas ultimamente tem pago bem aos capatazes. Os mainatos recebem uma palmada nas costas.


terça-feira, setembro 29, 2015

segunda-feira, setembro 28, 2015

domingo, setembro 27, 2015

O poder latente dentro do caos


Os egípcios acreditavam que a matéria sempre existiu e que o mundo começara quando a ordem saiu do caos.
Existiria um poder latente dentro do caos que não sabia de si próprio, uma probabilidade que surgiu a partir da própria desordem, tal como a visão da ciência moderna, nomeadamente da Teoria do Caos, que mostra como padrões intrincados se desenvolvem e repetem matematicamente dentro de acontecimentos completamente desestruturados.

Os antigos egípcios parecem que estavam mais próximos da minha actual visão do mundo, apesar de não terem a compreensão da matéria como a temos hoje, que muitas  pessoas e sociedades que vivem este tempo.

Em busca de um parceiro.



Em busca de um parceiro.
As primeiras parcerias público privadas (PPP) são da altura dos descobrimentos em que eram dadas terras e possessões com determinadas regras e obrigações aos donatários.
No Portugal moderno parece que a primeira PPP foi realizada por António Salazar na construção da Ponte sobre o Tejo hoje denominada Ponte 25 de Abril já chamada Ponte Salazar, e que o Estado Português ficou a pagar a ponte durante 25 anos a uns capitais privados estrangeiros. 
Uma outra famosa PPP foi do Sr. Professor Cavaco Silva, a Ponte Vasco da Gama, a famosa concessão à Lusoponte.


Depois foram auto-estradas e outras obras.

quarta-feira, setembro 23, 2015

Esta é a pedra angular



"Mostrem-me a pedra que os construtores rejeitaram. Esta é a pedra angular.”
(Evangelho segundo Tomé)
(Santuário de N. S. d'Atocha)

terça-feira, setembro 22, 2015

Na busca do problema que sirva à solução desejada.



Na busca do problema que sirva à solução desejada.
Vivemos num mundo de espelhos onde a realidade é distorcida e manipulada, desde a economia de casino, passando pela manipulação da democracia, sondagens, mídia, guerras e doenças, chegando aos valores tecnicamente falsos, na busca do problema certo para que a solução desejada seja posta em prática.

segunda-feira, setembro 14, 2015

quarta-feira, setembro 09, 2015

Uma doença mental




 
Fundamentalismo religioso poderá ser considerado uma doença mental?
Sobre o que defende a neurologista Katheleen Taylor, da Universidade de Oxford (Inglaterra)
A dificuldade está em estabelecer um limite entre o que pode ser considerado uma escolha, consciente e feita com base no livre-arbítrio, e o resultado de uma lavagem cerebral, que pode ser diagnosticada como doença mental.
 

terça-feira, setembro 08, 2015

domingo, setembro 06, 2015

A morte anunciada da Gândara


Tal como a União Europeia, e ao mesmo tempo, a Gândara dos homens da terra prenhe, morreu.

sexta-feira, setembro 04, 2015

A Palavra tem muita força


O processo de implosão da União Europeia está em curso e não começou com esta grande vaga de “migração”, palavra que repetida até à exaustão pelas Tvs e restantes Mídia, para que assim entre no usual linguajar.
A Palavra tem muita força.
Uma outra palavra repetida até entrar no falar comum do nosso dia a dia é "mercados".
Até o Sr. Silva, o presidente da República, aconselhou os portugueses a quando de uma ida a votos, que não irritassem “os mercados”, essa entidade divina à qual o poder político se deve submeter, isto segundo ele.
A maioria destes “migrantes” são efectivamente “imigrantes”, que na sua maioria não terão qualquer identificação com os valores europeus, fazendo assim parte do “financiamento” no desmantelar da União Europeia, processo de queima em curso que teve vários pontos de ignição, entre outros a cimeira das Lages, que anunciou a invasão potenciadora do que vivemos hoje.

Mais veremos, e nada de bom virá montado neste vento que nos varre.

terça-feira, setembro 01, 2015

Tostões e milhões

Tostões e milhões
Milhares e milhões de euros são as constantes referidas nas notícias de hoje referentes a novos velhos bancos e transferências de jogadores de futebol.
Dizem que é o mercado a funcionar, enquanto nos enchem os ouvidos e os olhos com milhões para que muitos sirvam de câmara de eco e de repetição até à náusea.
Uns parcos salvadores tostões não serão notícia valiosa, pois esses são agarrados com esforço pouco valorizado, o esforço do trabalho.
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 (Rua da Ponte do Tostão)