terça-feira, julho 03, 2007

Placas

O entroncamento à variante de Portunhos é muito perigoso para quem o tem que usar. Teimosamente a placa lá está, faz tempo, e os 550 dias de prazo sem a indicação de datas de início e de conclusão mantêm-se a provar que ainda há homens de palavra. Apesar da localização da placa, tudo parece que a continuação da variante será por um outro sítio, bem mais ao interesse de quem bem mexe cordelinhos de favores que transformam figurinhas em figurões. Uma teia que vem de complicados teares.

domingo, julho 01, 2007

Post dedicado a um amigo

Numa das capelas que descrevem a vida de Cristo e compõem o escadório do Santuário da Peneda, encontrei o tocador de sanfona. Este Santuário foi construído desde o final de século XVIII até ao séc. XIX.

Guitarras de Viana

A tribo tem destas coisas!

Sinalética

O que se passou comigo em Viana do Castelo, ao falhar com o início da subida ao monte de Santa Luzia, prova que ainda temos um turismo de aventura. Somo a isto a praga dos vendedores de lembranças a 1 euro, que mais pareciam arrumadores de carros com receio da ressaca. Um pormenor que me despertou a atenção, e só por isso vale a pena subir ao monte, no lado exterior da igreja uma escultura em bronze apresenta-se um Cristo velho, com aspecto de 70 ou mais anos. Lá em baixo, o mamarracho Coutinho que bem merece a demolição e um centro comercial que aparenta um navio que se dirige ao mar.
A falta de sinalização nas nossas aldeias, vilas e cidades é mesmo um mal nacional.
Claro que os locais sabem como lá chegar.

quinta-feira, junho 28, 2007

Poupar água

Apetecia-me escrever um texto demagógico que fosse uma ferramenta de trabalho salvadora e messiânica. Com tantos salvadores e sebastiões a quererem regressar em manhãs de nevoeiro, nem valeria a pena realizar eleições para isto e para aquilo, dado que estas são uma perda de tempo e só dão chatices e zangas ente vizinhos e amigos. Como ainda não consegui escrever tal texto carregado de demagogia, a mente voa para a frase que li algures: “A ignorância, quando corresponde àquilo em que as pessoas querem acreditar, não é passível de ser combatida.” A ignorância é o pasto que alimenta a vaca da demagogia e o demagogo protege em todas as frente quem pisa tal erva.

quarta-feira, junho 27, 2007

A colecção de arte de Joe Berardo

“A divulgação nacional da colecção de arte de Berardo, é uma nova ordem de ver a arte neste país, tal qual é referência o Siza para a arquitectura. Esta colecção irá ditar uma nova maneira de ver a arte em Portugal e de a fazer. Irá transformar a maioria das mostras até aqui apresentadas por todo o país como desactualizadas e obsoletas, que têm sido promovidas por pessoas que de arte pouco percebem.” Estas palavras foram proferidas por Alves André, ontem ao fim do dia, na Pedreira de Portunhos. Mais afirmou Alves André que “através desta mostra, espera-se que Portugal adquira alguma universalidade artística”. Escrevo isto porque é importante o que Alves André afirmou, e não tanto o eu que posso aqui escrever. Picasso, Dali, Andy Warhol, Francis Bacon, Duchamp, Max Ernst e Paula Rego, é o que antes estava em caixotes.

domingo, junho 24, 2007

Correio dos leitores

Zé cutolas disse... Caro xerife do picoto:
O senhor com certeza quer o resto do concelho à imagem da Tocha, mas não conhece a Tocha e o seu largo...tem uma espécie de rotunda de M... que é única no país, para controlar a confusão. Um largo onde se arrancaram muitas árvores e algumas seculares, destruiram o único espaço ajardinado para à sua volta fazer estacionamento para carros de mão... sim porque os outros ficam com o trazeiro na rua, encheram o largo de cascalho e já lutam para não serem obrigados a removê-lo (o responsável da câmara viu?). Já passou na rua do largo para o Bracial? Então passe e repare naquelas bermas e valetas... 24 Junho, 2007

quinta-feira, junho 21, 2007

Solstício

O dia mais longo do ano vai ser celebrado com uma cerimónia mística, que evocará sacrifícios e rituais celtas, num momento carregado de significado. No local onde em tempos ancestrais os homens louvavam o Deus Sol e ofereciam os seus sacrifícios, serão repetidos gestos, cânticos e orações às forças da natureza. O momento evocativo do solstício do Verão acontecerá pelas 20:40:
Quem dá uma ajuda?

terça-feira, junho 19, 2007

A Ota na Tocha

A Associação Comercial da Tocha vai apresentar o antigo projecto de aeroporto na Mata da Tocha como alternativa à OTA.
Como é do conhecimento de todos os gandareses, não é demais recordar os pontos fortes do antigo projecto do presidente da Junta e agora potencial candidato à Câmara de Mira e Cantanhede:
1 – Não é tanto ao mar nem tanto à terra;
2 – É quase tão longe do Porto como de Lisboa;
3 - Não é necessário fazer nenhuma ponte;
4 – Como é perto do largo da vila da Tocha, é a oportunidade de reactivar o velho santuário Mariano, colocando este em concorrência com o santuário de Fátima, isto é, Turismo de Qualidade. Nota importante: O santuário da Tocha já tem badalos e sinos da última geração tecnológica, investimento já efectuado com o apoio da junta da Tocha e da Câmara Municipal de Cantanhede, o que não acontece com o santuário de Fátima. 6- Fica perto da unidade hoteleira da Praia da Tocha;
7- Fica perto da A17 e da estação do antigo e famoso caminho-de-ferro de Mira;
8 - É mais barato que qualquer outra alternativa e poderá ser pago com a venda de lotes de terreno na Praia da Tocha;
9- Não serão necessários quaisquer pagamentos por este estudo, pois o existente continua actualizado.

quinta-feira, junho 14, 2007

Nado morto

Recebie este e-mail de um Gandarês dos Covões.
Sei que tem interesses no concelho de Mira, não sabe gerir um Blog , nem tem dinheiro para comprar jornais onde possa mandar umas bojardas.
Será que este gandarês está a bater-se a candidato à Câmara de Mira? De: Gandarês dos Covões
Enviada: quinta-feira, 14 de Junho de 2007 11:00
Para: Manel do Blog
Assunto: Nado morto Olá. Desde o inicio de Maio que visito com regularidade o blog http://www.obloguedosquequeremquejulioavance.blogspot.com/ que prometia a ida do autarca Júlio para as bandas de Mira. Muita parra pouca uva... A última actualização do site data de 05 de Maio/2007 e, curiosamente, com a transcrição de comentários do Blog do Manel. Esta gente tem necessidade de aparecer nos pasquins da terra e, quando não há notícia, inventa-se. E eu, que casei no concelho de Mira e até gosto da Praia (a nossa praia, como lhe chamamos em Covões) já estava a equacionar o meu apoio incondicional !!!. Há-de haver mais marés...... Cumprimentos,
Gandarês dos Covões
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terça-feira, junho 12, 2007

Só para fumadores

Eis o local para fumar. O colaborador sai do seu local de trabalho (tal é possível porque não é trabalho em série), registando a saída para fumar e a entrada para reiniciar o trabalho. Terá que cumprir as 37 horas de trabalho por semana.

Produtividade

Aqui na aldeia é notório o aumento da produtividade na colocação de placas. É a aldeia que temos!

sábado, junho 09, 2007

sexta-feira, junho 08, 2007

A paragem e os sinais

A questão é esta:Quem transgride?
Resposta:
1- Na rua em causa, apenas se encontram estacionados um veículo contentor e um veículo automóvel;
2- O veículo automóvel atento o seu sentido de marcha, ao encontrar-se estacionado antes do respectivo sinal de proibição paragem à sua frente e o mesmo sinal anterior (junto ao veiculo contentor), porque virado para a via, não se lhe pode aplicar .
3- O veículo contentor, está em transgressão. Primeiro porque, apesar de numa reentrância, encontra-se estacionado na via. Segundo porque o sinal que se lhe encontra junto, atenta a sua direcção e posicionamento, não teria qualquer razão de ser senão proibir tal paragem ou estacionamento. Terceiro porque o sinal é claramente visível ao condutor que o lá colocou ou retira.

quarta-feira, junho 06, 2007

Post dedicado a um amigo

Aí estão as novas contratações do Glorioso!! Para o ano ninguém nos pára!!! http://xptogandara.blogspot.com/

Vencidos pela vida

Não à desistência e ao desalento, sim ao continuar de vidas sempre e cada vez mais activas e combativas, isto é, a condição para que a vida vença.

terça-feira, junho 05, 2007

25 anos depois

Encontro DEM 1976-1982: Foto de grupo

segunda-feira, junho 04, 2007

Desvio

Cada vez mais aprecio a escrita de O'Neill, neste país relativo.
O País Relativo
País por conhecer, por escrever, por ler...
País purista a prosear bonito,
a versajar tão chique e tão púdico,
enquanto a língua portuguesa se vai rindo,
galhofeira, comigo.
País que me pede livros andejantes com o dedo, hirto, a correr as estantes
País engravatado todo o ano
e a assoar-se na gravata por engano
País onde qualquer palerma diz,
a afastar do busílis o nariz:
-Não, não é para mim este país!
Mas quem é que bàsquetica sem lavar
o sovaco que lhe dá o ar?
Entreicheiram-se, hostis, os mil narizes
que há neste país.
País do cibinho mastigado devagarinho.
País amador do rapapé,
do meter butes e do parlapié,
que se espaneja, cobertas as miúdas,
e as desleixa quando já ventrudas.
O incrível país da minha tia,
trémulo de bondade e de aletria.
Moroso país da surda cólera,
do repente que quer ser feliz.
Já sabemos, país, que és um homenzinho...
País tunante que diz que passa a vida a meter entre parêntesis a cedilha.
A damisela passeiano país da alcateia,
tão exterior a si mesma
que não é senão a fome
com que este país a come.
País do eufemismo, à morte dia a dia
pergunta mesureiro: - Como vai a vida?
País dos gigantones que passeiam
a importância e o papelão,
inaugurando esguichos no engonçodo gesto e do chavão.
E há ainda quem os ouça, quem os leia,
lhes agradeça a fontanária ideia!
Corre, boleada, pelo azul,
a frota de nuvens do país.
País desconfiado a reolhar por cima
dum ombro que, com razão, duvida.
Este país que viaja a meu lado,
vai transido, mas transitorisado.
Nhurro país que nunca se desdiz.
Cedilhado o cê, país, não te revejas
na cedilha, que a palavra urge
Este país, enquanto se alivia,
manda-nos à mãe, à irmã, à tia,
a nós e à tirania,
sem perder tempo nem caligrafia.
Nesta mosquito
maquiaque é a vida,
ó país,
que parede comprida!
A Santa Paciência, país, a tua padroeira,
já perde a paciência à nossa cabeceira.
País pobrete e nada alegrete,
baú fechado com um aloquete,
que entre dois sudários não contém senão
a triste maçã do coração.
Que Santa Sulipanta nos conforte
na má vida, país, na boa morte!
País de troncas e delongas ao telefone
com mil cavilhas para cada nome.
De ramona, país, que de viagens
tens, tão contrafeito...
Embezerra país, que bem mereces,
prepara, no mutismo, teus efes e teus erres.
Desaninhada a perdiz,
não a discutas, país!
Espirra-lhe a morte pra cima
com os dois canos do nariz!
Um país maluco de andorinhas
resourando as nossas cabecinhas
de enfermiços meninos, roda vida
em que entrássemos de corpo e alegria!
Estrela trepa trepa pelo vento fagueiro
e ao país que te espreita, vê lá se o vês inteiro.
Hexágono de papel que o meu pai pôs no ar,
já o passo a meu filho, cansado de o olhar...
No sumapau seboso da terceira,
contigo viajei, ó país por lavar,
aturei-te o arroto, o pivete, a coceira,
a conversa pancrária e o jeito alvar.
Senhor do meu nariz, franzi-te a sobrancelha;
entornado de sono, resvaste pra mim.
Mas também me ofereceste a cordial botelha,
empinada que foi, tal e qual clarim!
(Alexandre O'Neill)

quinta-feira, maio 31, 2007

A greve geral nos outros

A CGTP está perante um paradoxo na sua natureza sindical. Definindo-se pelo sindicalismo de classe, com uma componente directiva e discursiva fortemente obreirista, dogmática no vanguardismo proletário, acaba por se ver reduzida a uma federação congregadora de trabalhadores de serviços públicos, em que a maioria do operariado do país lhe passa ao lado. Vivendo do Estado, o Estado-patrão, o Estado capitalista, na exacta medida em que o seu poder de mobilização se esgota em parte da área dos assalariados dos serviços das administrações públicas central e local. Publicado por http://agualisa6.blogs.sapo.pt/291364.html , João Tunes às 16:03
Nota do manel: Esta é a verdade em que o trabalho mais árduo é carregar com a ferramenta.

A ler ou a ver

“Fahrenheit 451” Montag é bombeiro, tem cerca de 30 anos e é casado com Mildred, uma mulher que chama “família” às personagens da sua televisão interactiva de três paredes e que usa constantemente uns auriculares, em forma de conchas, para continuar a ouvir os “parentes”. Passado no século XXIV, num mundo sem memória. No século XXIV, os bombeiros não são sinónimo de heroísmo nem têm a tarefa de apagar incêndios (todas as construções são à prova de fogo e espaços verdes quase não existem). Ocupam-se, antes, de um sinistro trabalho: existem para queimar livros e incendiar as casas daqueles que cometem a ilegalidade de possuir literatura. “Fahrenheit 451”, que dá titulo ao livro, é precisamente a escala e a graduação usada para incendiar os volumes. A história de Montag representa também o combate individual num mundo de obediência servil e a sabedoria que pode ser descoberta nas páginas dos livros.

quarta-feira, maio 30, 2007

A lei e os "moralistas"

Aqueles que se assumem com uma superioridade moral, quer ela seja induzida por religião que dizem professar, quer pelo facto de estarem do lado de dentro (ou de fora) de um balcão de um Serviço público ou outro motivo qualquer, chateiam-me a ponto de eu ficar chateado. Li no jornal Asbeiras , que os Centros de Saúde de Viseu estão na “lista negra” das instituições que negam consultas de planeamento familiar aos jovens e adolescentes e que as adolescentes que visitaram os centros de saúde e delegações do IPJ queixaram-se de “falta de discrição dos funcionários da recepção”, refere um estudo da Deco. Segundo o mesmo, os funcionários “falaram alto, deixando as jovens embaraçadas, foram antipáticos, arrogantes e pouco disponíveis”. Como poderei classificar tais funcionários?

terça-feira, maio 29, 2007

Tradição

(Botero, tradição)
"Que as mulheres estejam caladas nas igrejas, porque não lhes é permitido falar. Se querem ser instruídas sobre algum ponto, interroguem em casa os seus maridos." (1 ª EPÍSTOLA DE S. PAULO AOS CORÍNTIOS )

quarta-feira, maio 23, 2007

Viver melhor com menos

Teremos, obrigatoriamente, de aprender a viver melhor com menos, pois até agora a questão que se tem colocado tem sido ter que arranjar quem pague, já que no passado a obra de fachada foi mostrada sem que a questão sobre quem pagava fosse apresentada. Todos sabem quem pagou e quem irá pagar. Da minha parte, que paguei, pago e irei pagar, exijo um pouco de respeito pelos meus euros. Exijo luta contra o desperdício, pois ainda há quem ainda viva gerindo o meu dinheiro embandeirando em arco, alegre e festivamente, de uma forma irresponsável. Teremos que aprender a viver melhor com menos. Reconhecer o desperdício será o primeiro passo.

terça-feira, maio 22, 2007

Modernices e modernidade

Observo aqui na Aldeia uma vivência dita religiosa católica que não é baseada na religião, mas sim na superstição pura e simples, associada à adoração de senhoras, santos e santinhos, figuras e figurinhas mais ou menos divinizadas. Um autêntico politeísmo, um rol de divindades num altar quase hindu. Nesta sopa flutua o respeito pela tradição, pela ordem estabelecida, onde a dita fé religiosa aparece como uma atitude social e política públicas em nada ligada ao sagrado. “As coisas sempre foram assim, as coisas serão sempre assim, e portanto é de defender as coisas assim como estão”. Às vezes, esses navegadores do caldo aparecem como auto intitulados de modernos, e com umas modernices penteiam e pintam a fachada do existente, mostrando a mesma coisa. Fazem lembrar a anedota em que o marido diz para a esposa, “com essas modernices todas só te falta passar a fumar”. Como dizia a cantiga: “tudo está no seu lugar, graças a Deus”.

quinta-feira, maio 17, 2007

Estás com cagufa?

Thomas More afirma: “A pobreza do povo é a defesa da monarquia... A indigência e a miséria eliminam toda coragem, embrutecem as almas, acomodam-nas ao sofrimento e à escravidão e as oprimem a ponto de tirar-lhes toda a energia e sucumbir ao jugo”. Dessa forma, concluí-se, ter dinheiro, alimento e conforto, permite também que se tenha coragem. Podemos observar que a condição do medroso era mesmo de miséria justamente porque a miséria mesma induzia à fragilidade e à covardia. A miséria humilha, destrói. A bravura e a valentia eram características dos nobres e endinheirados. Assim é fácil. Isso pode ser observado nas fotos e esculturas da época da Renascença. Os homens deixavam-se retratar de peito inflado, rosto altivo e sorriso suave nas faces coradas.
Mas a despeito de todas os esforços para superar e negar o medo, só há uma verdade: “Não há homem acima do medo”. Prova disso é que os homens, mesmo os cavalheiros corajosos, usaram amuletos, criaram imagens de santos, anjos de guarda e templos para deuses que pudessem protegê-los. Nenhuma civilização escapou desse ritual. A necessidade de segurança está na raiz da afectividade e da moral humana. Quem não tem medo está, na melhor das hipóteses, doente. Como o homem é o único animal que sabe que vai morrer e por isto, é o único no reino animal a conhecer o medo num grau tão terrível e duradouro. Entretanto, paradoxalmente, o medo é que nos permite escapar provisoriamente da morte.

Salvo de salvador

Apesar de estarem obsoletos e de não terem qualquer utilidade positiva, ainda andam por aí alguns à sua procura e outros que até se julgam indispensáveis e potenciais candidatos a serem achados. "O problema não é salvar Portugal, mas salvar-nos de Portugal" [Jorge de Sena]

quarta-feira, maio 16, 2007

A guitarra do “Soletra”

Eis a etiqueta original da guitarra que pertenceu a Manuel Joaquim Mendes, o “Soletra”, que foi à escola já tarde, só para aprender a soletrar. Foi barbeiro e guitarrista na Taboeira.

terça-feira, maio 15, 2007

Ora bolas

Como já não há maneira de meter bolas na baliza do adversário, vamos meter bolas na buraca da loira.

Mão

Uma mão para abençoar Timor.

segunda-feira, maio 14, 2007

O medo e a mudança

«A maioria dos portugueses (53%) nunca utilizou um computador, apenas 28% navega regularmente na Internet e só um terço dos trabalhadores usa tecnologia digital na actividade laboral. Estes são os principais factores que fazem com que Portugal esteja na cauda da Europa em matéria de conhecimentos básicos de informática, revela um estudo da Eurostat, ontem apresentado.» [Diário de Notícias Link].
Os medos e os antigos fantasmas andam por aí!

quinta-feira, maio 10, 2007

Ler os outros

É de ler a homenagem do mestre Octávio Sérgio ao grande Artur Paredes, aquele que abriu os horizontes à guitarra de Coimbra. http://guitarradecoimbra.blogspot.com/2007/05/faz-hoje-108-anos-que-nasceu-artur.html

quinta-feira, maio 03, 2007

eles "andem aí"..

Clicar sobre a foto para aumentar.
Blogue apela à candidatura de autarca da Tocha à Câmara de Mira Movimento nasceu em Mira para convencer o autarca da Tocha, Júlio Oliveira, a avançar, em 2009, com uma candidatura à Câmara Municipal. Na Net já foi “postado” um blogue a apelar ao apoio. Ninguém sabe dizer se um blogue “postado” na Net com o propósito de conseguir apoios para uma candidatura do presidente da Junta de Freguesia da Tocha, Júlio Oliveira, à Câmara Municipal de Mira, é uma brincadeira, se está a ser levado a sério, mas a verdade é que está a ser criado um movimento nesse sentido.Intitulado “O blogue dos que querem que Júlio avance”, no seu primeiro post, assinado com o pseudónimo “Mirão”, os apoiantes desta causa explicam o porquê da iniciativa, afirmando na blogosfera que é do conhecimento de todos que Mira é um concelho que tem tudo para dar certo, que tem tudo para crescer e desenvolver-se, «mas que não anda!».Dizem os apoiantes deste hipotético movimento, que os homens que têm passado ao longo dos tempos «pelo cadeirão da Praça da República» têm estado mais preocupados em garantir «a sua próxima reeleição» do que naquilo que é essencial, e que tanto o PSD como o PS «não têm feito o que devem» para levar o barco a bom porto, sendo, assim, «ambos culpados da pasmaceira em que vamos vivendo».Daí que este blogue sirva, frisa o texto assinado por “Mirão”, provar que Júlio Oliveira, actualmente presidente da Junta de Freguesia da Tocha, «é o homem certo para tirar Mira do marasmo, para colocar Mira no mapa».«É nosso dever – acentua o texto – convencer Júlio Oliveira a avançar. É nosso propósito conseguir que o povo mirense entenda que ele é mesmo o homem certo para dar a volta a Mira».Dadas estas “explicações”, o blogue apela aos interessados em apoiar esta iniciativa para enviarem as suas mensagens para o endereço de correio electrónico julioapresidente@iol.pt e, para aceder à página da globosfera, os interessados podem entrar em http://www.obloguedosquequeremquejulioavance.blogspot.com/ . O Diário de Coimbra falou com Júlio Oliveira e o autarca da Tocha mostrou-se, inicialmente, surpreso com tal movimento, afirmando não saber de nada.«Não tenho conhecimento desse blogue e, sinceramente, ninguém falou comigo nesse sentido. Por isso não posso pronunciar-me sobre isso», referiu.Numa espécie de “back up” à sua memória, Júlio Oliveira recordou-se que, «há uns anos, pessoas de Mira que vêem à feira da Tocha, já me tinham dito que eu era um bom presidente para Mira, mas – disse o autarca – nunca levei isso a sério».Este democrata-cristão, a presidir a Junta da Tocha há mais de 25 anos, mesmo dizendo que não lhe passa pela cabeça «uma situação destas», sempre foi afirmando não poder dizer que «desta água não beberei». Ou seja: «A dois anos de distância não posso dizer nada…».A afirmação do autarca levou o nosso Jornal a questioná-lo sobre se sentiria com capacidades para gerir um concelho como Mira, e a resposta foi arrebatadora: «Tenho capacidades, sim senhor!. Aliás, se esse blogue não for uma brincadeira, as pessoas que estão por detrás dele devem estar entusiasmadas pelo desenvolvimento que a Tocha tem tido ao longo dos anos, a crescer a olhos vistos…».O nosso Jornal também abordou o vereador da Câmara de Mira, Miguel Grego, que desconhece «em absoluto» a existência deste movimento e blogue. Instado a comentar o assunto, o autarca de Mira, limitou-se a dar uma gargalhada e a dizer: «Sem comentários!».
Vejam aqui a notícia do JN sobre a candidatura do autarca http://jn.sapo.pt/2007/05/04/pais/autarca_tocha_troca_terra.html
Nota cá do Manel: é o Diário de Coimbra no seu melhor . É de se vir até às lágrimas!

terça-feira, maio 01, 2007

Na oficina do mestre Adérito (2)

( Mestre Adérito dedilha a guitarra que construiu)
(Bandolim em restauro)
( Pormenor da rosácia)
(Clicar na imagem para aumentar)
Mestre Adérito tem um toque especial nos sons que constrói. Um equilíbrio sensível que atravessa do grave ao mais fino agudo, além de um toque muito pessoal. Na minha última visita à oficina do mestre Adérito, este estava a restaurar um bandolim que pertenceu ao avô de um importante industrial de Águeda.Mestre Adérito autorizou-me a indicar o seu contacto: 916770189.

Os barbeiros guitarristas gandareses

(Manuel da Vila dedilhando a guitarra)
(Clicar na imagem para aumentar)
No seguimento do mestre da guitarra Flávio Rodrigues que foi barbeiro de profissão, venho aqui vincar os barbeiros guitarristas gandareses. Na foto temos Manuel de Oliveira (Manel da Vila) que foi barbeiro no activo entre outras actividades profissionais, além de ter sido o primeiro presidente da Junta da Freguesia da Tocha eleito após o 25 de Abril, dedilhando uma guitarra no 19º convívio dos Manéis realizado todos os 1 de Maio, na Tocha. Relativamente ao barbeiro da Taboeira, Manuel Joaquim Mendes, de seu nome completo, faleceu a 01-01-1988 com 78 anos. A sua última guitarra foi restaurada a 1904, segundo informação do seu filho, comprada em Lisboa na Feira da Ladra por 300$00, em 1969.

Manéis

Manel Cabete (Carvalhinho), o jovem de 89 anos, poeta e cantador, mais uma vez marcou presença no 19º convívio dos Manéis, que se tem realizado sempre no restaurante do Toino do Amigo, na Tocha.

Um jardim gandarês

quinta-feira, abril 26, 2007

Gota a gota

Sugeriram-me que escrevesse sobre o concelho onde moro, isto é, visto do meu lado. Penso-o fazer sem qualquer tipo de regularidade e sem qualquer garantia de continuidade, pois não sendo um cliente do agora não, aceito que hoje é o que é e que amanhã será de outra maneira, o que leva a fazer tal quando me der na vontade. Não vejo o concelho de Cantanhede com as fronteiras físicas que nos querem mostrar com o “toque fronteiriço” da marca da rotunda, do tapete asfaltado ou a marcação e sinalização bem vincada, mas sim o vejo em transversal e pairando por fora e por cima dos seus limites administrativos. Vejo-o como um espaço sempre em mudança física e humana, com convivência de diversas épocas, vivências e Tempos, apesar dos desejos teimosos de alguns em persistirem no estaticismos cultural tipo santuário de uma moralidade hipócrita, decadente e bafienta, cuja manutenção é suportada no parece bem e faz de conta de fachada pintada e pseudo modernidade parola, suportada no desperdício que ao ser eliminado mostraria a nudez com que vai vestido o rei. É que o nosso concelho, não passa de mais uma amostra, tal qual muitos outros, da continuação do espectáculo montado, isto é, “the show must go on”. Um concelho que nestes mais de trinta anos de poder autárquico tem sofrido significativas mudanças, observo que uma boa parte da política local é suportada numa espécie de caciquismo moderno e subtil, uma subtil herança da ANP, em que existe uma dificuldade na desvinculação e convivência com passado. A democracia é mais uma opção que uma convicção. Relativamente aos munícipes, estes continuam sempre à espera que se faça qualquer coisita em que de chapéu na mão lá pedem e recebem a palmadinha nas costas a quando dos agradecimentos. O aceitar de um crónico paternalismo herdado de um antigamente que teimosamente varre a Gândara e nem só, que também ajuda a não eliminação da falta de ambição, falta de competição, onde até as ilegalidades e possível corrupção são elogiadas se trouxerem algum, mesmo que só aparente, benefício para a localidade, apesar dos vários défices visíveis e conhecidos. Claro que isto não é trágico, pois quanto mais baixa for a classificação do quadro actual, o implementar de melhorias com a diminuição do desperdício vivido e existente, mais rapidamente se notará a melhoria na classificação do quadro futuro.

quarta-feira, abril 25, 2007

Esta madrugada

Esta madrugada, na associação Mar Alto da Nazaré.
A tela que serviu de fundo ao improvisado palco, é da autoria do Gil e seus alunos.

terça-feira, abril 24, 2007

quinta-feira, abril 19, 2007

Ler os outros

Li no briteiros, que vivemos num mundo de aparências. Joshua Bell tocou durante 43 minutos para as 1097 pessoas que passaram pela sua frente. Os que se detiveram para o ouvir contaram-se pelos dedos de uma só mão e o rendimento dos donativos não ultrapassou os 32 dólares e... alguns cêntimos. Relembro Eugénio de Andrade: Passamos pelas coisas sem as ver, gastos, como animais envelhecidos: se alguém chama por nós não respondemos, se alguém nos pede amor não estremecemos, como frutos de sombra sem sabor, vamos caindo ao chão, apodrecidos.

Sinto-me como um francês

Este Blog apoia Segolene Royal a presidente da França.