quarta-feira, junho 29, 2016

Faz tudo

Quando os bem pagos fazem tudo, repito, tudo e até burkina (*) fazem, até isto que fez o Sr. Junker a uma potência, que ainda o é a Inglaterra, imaginem o que farão a um pequeno país do Sul em situação semelhante!

burkina (*): Duas prostitutas conversam e exibem uma à outra os respectivos curricula, tendo uma frequência universitária e a outra a frequência do ensino básico. Diz a “doutora” para a “analfabeta”:
- Eu até sei onde fica Burkina Faso.
A colega responde de imediato:
- Eu também faço.


É perigoso pensar

Atenção!
Pensar está cada vez mais perigoso

sexta-feira, junho 24, 2016

E aqui chegamos, Europa.

E aqui chegamos, Europa.
Cada um vê o seu trilho e a paisagem com os olhos do momento e a ajuda dos companheiros de jornada. Alguns afirmam ter ouvido os poetas, os nossos profetas!
Um abraço ao mestre Manolo Garcia Linares.


segunda-feira, junho 20, 2016

Solstício de Junho de 2016

Solstício de Junho de 2016
Mais uma vez, os besouro que anunciam o São João dançaram na copa das laranjeiras do quintal.
A Lua cheia veio juntar-se à festa do Sol.

Desta vez foi ela que veio atrás dele.

Estamos no Solstício de Junho


Estamos no Solstício de Junho! 
Os calendários actuais já não indicam as estações do ano nem as fases da Lua. Até aqui, num simples calendário, a manipulação está a enlear as nossas vidas que eram guiadas pelo Sol e pela Lua. 
Hoje, uma pessoa é levada a aceitar que a liberdade é sinónimo de dia de folga.

quarta-feira, junho 01, 2016

Dia da espiga do ano de 2016

Dia da espiga do ano de 2016
Aqui chegámos esquecidos de rituais e que nos elevem em ascensões a símbolos esperançosos. Seguimos o culto vigente, financeiro e ideologicamente salvífico para uns, onde ninguém se afirma com aversão ao trabalho (a letra minúscula é de propósito meu) a obrigação mansamente imposta de estar, como que a fazer algo que para nada serve em si mesmo e por si só, em troca de um soldo que nos escraviza.

O pensador tinha razão quando afirmou que  “o homem devia viver com mais facilidade”, só que  neste tempo e para o devir que nos é apresentado, apesar de tudo se apresentar como fácil, viver nunca se apresentou tão difícil.

segunda-feira, maio 30, 2016

filhos da puting

Grandessíssimos filhos da puting.

Tenho andado preocupado com esta situação do Bes/Ges e as acusações dos lesados de que desconheciam o que estavam a comprar.

Ora bem, estive a ouvir com toda a atenção Ricardo Salgado, Zeinal Bava, Costa do BP , CMVM, etc, etc, e sinceramente fiquei esclarecido.

Fiquei a saber que houve uma
take over sobre a PT, o que provocou um dawnsizing na empresa e impediu o advanced freight.

Sendo assim, o asset allocation baseado num appraial report, que é o allotment indicado, provocou um average price muito baixo, reduzindo os
back to back ao mínimo.

Ora, o
bid price provocou um dumping e uma floating rate incomportável com o funding previsto  pelos supervisores.

Deixou, pois de existir uma verdadeira
hedge, o que levou ao levantamento de hard cash em grande quantidade.

Se considerarmos que o
ICVM , ao fim do período estava a deteriorar-se e os pay-out continuavam a baixar, a única solução seria o payabre to the bearer
de eventuais incomes da empresa.

Voltando um pouco atrás, o
pool entre Bes e Ges , fez diminuir drasticamente o portfólio dos clientes, levando inevitavelmente a um revolving credit que
abrangeu a maioria dos shareholders de ambas as empresas.

Como é evidente o
pricecut da Rio Forte foi inevitável e a take over sobre a mesma também.

O
gross profit baixou significativamente, aumentando o grade period e o bank rate.

Só para terminar e em jeito de conclusão creio que estamos perante uma grande quantidade de
fillhos da puting, que utilizando a corrupting ao nível central
e local, foram delapidanding os recursos do país e continuam em casa riding da situação, deslocando-se de vez em quanding à Assembleia, fazer de parving os
deputados e o poving em geral.

Tenho dito e só posso concluir  "que grandessíssimos
filhos da puting".



(Recebido por e-mail)

quarta-feira, maio 18, 2016

Fogo puro

O fogo puro, aquele que tudo purifica, só ele dará o poder de obter os metais puros de brilho e de matéria preciosa.

quarta-feira, maio 11, 2016

Tirem as vossas próprias conclusões

O Padre da Lixa , Mário Pais de Oliveira, escreveu na contra capa do seu livro:
«Mergulhei, durante vários anos, em documentos tidos pelo Santuário e pela Universidade Católica Portuguesa, como fidedignos da “verdade” das “aparições”. O resultado de toda esta minha investigação ao pormenor é o presente livro, tecido em duas partes. 10 capítulos na 1ª parte, mais 4 capítulos na 2ª parte, num total de 288 páginas. Mergulhem nestas páginas com inteligência afectiva e tirem as vossas próprias conclusões».
Eu já li este livro, e já tirei as minhas conclusões.

terça-feira, maio 03, 2016

A praia do tempo



A Entropia nas organizações é uma constante que muitos rejeitam, ignorando ou negando a sua existência. Assim tal não existe, e as coisas lá vão sendo empurradas para a frente com a barriga como se diz por aí a esmo.

Certos momentos, aqueles que têm a sua oportunidade propícia em serem grãos iniciadores de crescimentos dendríticos, sim, porque a sociedade tem paralelismos a cada um dos seus momentos com a mudança de fase de consistência da amálgama que é neste magma global, serão os mais disruptivos, os mais prováveis vingadores da inovação e na ocupação do novo espaço dos processos caóticos em que vivemos até novas disrupções, quando a onda que os transporta se espraiará na praia do tempo.

O Brasil é um país complexo e de uma diversidade singular.

O Brasil é um país complexo e de uma diversidade singular. Como disse Tom Jobim: "não é para principiantes!". Tentar analisá-lo à luz de valores europeus ou de modelos sociais e políticos portugueses é um erro tremendo, que não aproximará as partes, mas antes aprofundará o fosso do desconhecimento recíproco, que até hoje quase ninguém, em ambos os lados do Atlântico, tentou mitigar.

http://www.tsf.pt/opiniao/interior/aqui-so-de-gravata-5132517.html#.VxX0b4wkEXM.facebook

http://www.tsf.pt/opiniao/interior/aqui-so-de-gravata-5132517.html#

quinta-feira, abril 14, 2016

quarta-feira, abril 06, 2016

Fazer amigos ao estilo FACEBOOK...

Fazer amigos ao estilo FACEBOOK...

                                                                                                               
Actualmente, eu estou a tentar fazer amigos fora do Facebook… mas usando os mesmos princípios.

Todos os dias saio à rua, e durante alguns metros, acompanho as pessoas que passam e explico-lhes o que comi, como me sinto, o que fiz ontem, o que vou fazer mais tarde, o que vou comer esta noite e mais coisas.

Entrego-lhes fotos da minha mulher, da minha filha, do meu cão, minhas no jardim, na piscina, e fotos do que fizemos no fim de semana.

Também caminho atrás das pessoas, a curta distância, ouço as suas conversas e depois aproximo-me e digo-lhes que “gosto” do que ouvi, peço-lhes que a partir de agora sejamos amigos e também faço algum comentário sobre o que ouvi. Mais tarde, partilho tudo quando falo com outras pessoas.

                                                                                                               
E funciona…

 Já tenho 4 pessoas que me seguem…
 São dois polícias, um panasca e um psiquiatra.


(recebido por e-mail)

terça-feira, abril 05, 2016

Vamos ouvir os poetas


Vamos ouvir os poetas, aqueles que nos alertam para o mundo para além da poluição dos fotões e dos decibéis artificiais. São os poetas que nos chamam às coisas pequenas da vida e que não vemos quando passamos ao lado das veredas do caminho. São eles que nos lembram que
Passamos pelas coisas sem as ver, 
gastos, como animais envelhecidos: 
se alguém chama por nós não respondemos, 
se alguém nos pede amor não estremecemos, 
como frutos de sombra sem sabor, 
vamos caindo ao chão, apodrecido

[Eugénio de Andrade]

sábado, março 12, 2016

O grande Brasil




 A bandeira do Brasil está ligada com a astronomia.

A bandeira nacional do Brasil como conhecemos hoje foi apresentada ao povo brasileiro em 19 de Novembro de 1889, quatro dias depois da Proclamação da República, justamente para marcar uma nova fase para o país.
O modelo foi desenvolvido pelo grupo formado por Raimundo Teixeira Mendes, Miguel Lemos e por Manuel Pereira Reis, catedrático de astronomia da Escola Politécnica do Rio de Janeiro. 
O desenho do disco azul foi executado pelo pintor Décio Vilares, por indicação de Benjamin Constant. Teixeira Mendes elaborou um desenho contrariando alguns aspectos da astronomia, priorizando a disposição estética das estrelas, e não a perfeição sideral.
O protótipo da Bandeira Nacional foi pintado por Décio Villares. 
A obra, que serviu de molde para a confecção das primeiras bandeiras do Brasil e foi roubada em 2010 da Igreja Positivista do Brasil, no Rio de Janeiro, e até hoje não foi recuperada. 
A primeira bandeira da República foi bordada por Flora Simas de Carvalho, apelidada de dona Iaiá, ela seria retratada no lindo quadro A Pátria, de 1919, de autoria do pintor Pedro Bruno, que hoje se encontra em exposição no Museu da República, no Rio de Janeiro. 
A primeira bandeira republicana subiu ao mastro pela primeira vez no dia 19 de Novembro de 1889, em frente ao antigo prédio do ministério da Guerra, onde actualmente se localiza o Palácio Duque de Caxias, sede do Comando Militar do Leste, no Rio de Janeiro. Esta bandeira está preservada no acervo do Museu Imperial, de Petrópolis.
Os rascunhos que deram origem à bandeira do Brasil foram riscados pelo engenheiro Raimundo Teixeira Mendes, estes papéis históricos foram esquecidos dentro de uma caixa e somente foram descobertos por acaso, em 2014, quando se limpavam os armários de uma igreja.
O material estava na igreja porque o positivismo exercia forte influência sobre os intelectuais brasileiros do final do século 19. Foi o positivista Benjamin Constant, ministro da Guerra do novo regime, que aprovou o desenho de Teixeira Mendes, também positivista. Amor, Ordem e Progresso formavam o tripé da religião.
O modelo actual é, na realidade, uma adaptação da bandeira do Império, que havia sido desenhada por Dom Pedro I em 1822. Na Bandeira Imperial, adoptada com a nossa independência, repousava o brasão da monarquia com as estrelas das 19 províncias em um círculo azul.
O verde e o amarelo não foi uma escolha aleatória e nem tinham o ingénuo objectivo de representar as matas e o ouro, como muitos aprenderam errado na escola!
O verde da bandeira remete ao próprio Dom Pedro I, pois é a cor da família Bragança, que reinava em Portugal. O amarelo, à sua primeira mulher, a austríaca Leopoldina. O amarelo é a cor da dinastia Habsburgo, que governava a Áustria. O losango, além disso, é a figura geométrica tradicionalmente feminina.
Ao contrário do que chegamos a aprender na escola, a faixa branca não representa a paz e nem mesmo o Equador celeste como em algumas interpretações. O círculo central em azul, citado no decreto de Deodoro da Fonseca é simplesmente definido como esfera, é um antigo emblema usado pelos romanos que simbolizava a soberania, e que também estava na bandeira do Principado do Brasil, instituído em 1645 pelo Rei de Portugal, D. João IV, fundador da dinastia de Bragança que governou de 1640 a 1656, e onde já constava, inclusive, a faixa branca no sentido descendente.
A actual versão da bandeira nacional possui suas cores e dimensões estabelecidas pelo decreto-lei número 4 de 19 de Novembro de 1889 (data em que foi adoptada) e sofreu poucas alterações desde então. 
A bandeira do Brasil tem por base um rectângulo verde com proporções de 7 por 10, sobrepondo-se um losango amarelo e um círculo azul, no meio do qual está atravessada uma faixa branca com o lema nacional, ORDEM E PROGRESSO, em letras maiúsculas verdes, além das atuais vinte e sete estrelas brancas, cada uma representando as atuais 27 unidades federativas, sendo 26 estados do Brasil e 1 Distrito Federal. 
As estrelas estão representadas por cinco padrões de grandeza, representada em nove constelações.
Várias estrelas da bandeira do Brasil são nomeadas com nomes.
Um exemplo é a constelação do Cruzeiro do Sul, as principais estrelas do Cruzeiro do Sul são nomeadas. No Cruzeiro do Sul estão representados os estados da região sudeste e o estado da Bahia. O estado de São Paulo é representado pela estrela base do Cruzeiro, a estrela Acrux ou Estrela de Magalhães (Alpha Crucis) e o estado da Bahia é representado pela ponta do Cruzeiro do Sul na estrela Gacrux ou Rubídea (Gamma Crucis). A estrela Gacrux é a estrela gigante vermelha mais próxima da Terra, a 88 anos-luz.
A estrela acima da inscrição ORDEM E PROGRESSO é a estrela Spica (Alpha Virginis) na constelação de Virgem e representa o estado do Pará.
Somente uma estrela do Triângulo Austral é nomeada, a estrela Atria (Alpha Triangulum Australe) e representa o estado do Rio Grande do Sul. O Triângulo Austral representa os 3 estados da região sul.
A Bandeira do Brasil é considerada uma das mais belas e sugestivas do mundo, é também a única a possuir uma esfera celeste.
As constelações que figuram na Bandeira Nacional correspondem ao aspecto do céu, na latitude da cidade do Rio de Janeiro, no dia e hora da Proclamação da República, às 8 horas e 30 minutos do dia 15 de Novembro de 1889 (doze horas siderais) e devem ser consideradas como vistas por um observador situado fora da esfera celeste, como se um astronauta estive em uma nave, vendo o Brasil do espaço.
Cada vez que um estado é extinto se retira a sua estrela representada. Quando ocorre uma fusão, apenas uma permanece para representar o novo Estado da Federação. 
Novas estrelas podem ser acrescentadas, na medida da criação de novos estados, sempre obedecendo a configuração original. 
Em 1960, com a mudança da capital para Brasília e com a criação do Estado da Guanabara, foram acrescentadas duas novas estrelas na Bandeira Nacional. 
Em 1962, com a criação do Estado do Acre, foi acrescentada mais uma estrela e, em 1975, com a extinção do Estado da Guanabara e a criação de Mato Grosso do Sul, a estrela Alphard (Alpha Hydrae) passou a representar o novo estado, esta estrela está à esquerda do Cruzeiro do Sul e abaixo da letra D de ORDEM.
A última modificação da bandeira nacional ocorreu em 1992, com a criação dos estados do Amapá, Rondônia, Roraima e Tocantins, quando foram acrescentadas quatro novas estrelas na nossa bandeira.
A única estrela que fica na parte superior da Inscrição ORDEM E PROGRESSO representa o estado do Pará e é representada pela estrela Spica (Alpha Virginis). Muitas pessoas pensam erroneamente que é a estrela de Brasília.
Nenhuma cidade é representada na Bandeira do Brasil, somente os estados e o Distrito Federal.
O Distrito Federal é representado pela estrela Sigma Octantis ou estrela polar do Sul, menor estrela da bandeira do Brasil, localizada abaixo da constelação do Cruzeiro do Sul.
Está simbolizada da mesma forma que todas as estrelas do hemisfério celeste sul giram em torno do eixo próximo a Sigma Octantis, isto simboliza que os estados do Brasil giram em volta do Distrito Federal, como no movimento da esfera celeste.
No dia 19 de Novembro (Dia da Bandeira) é o único dia em que o pavilhão nacional é hasteado às 12 horas, e não no horário habitual, às 8 h da manhã.
A Bandeira Nacional estará permanentemente hasteada no topo de um mastro especial com 110 metros de altura na Praça dos Três Poderes de Brasília, como símbolo perene da Pátria e sob a guarda do povo brasileiro.
Todo primeiro domingo do mês às 10h ocorre solenidade da troca da bandeira na Praça dos Três Poderes, em Brasília, as Forças Armadas realizam um rodízio para a troca. A bandeira tem massa de 52 Kg, possui dimensão de 14x20 metros (280 m²) e consta no Guiness Book como a maior bandeira hasteada do mundo.
O mastro, inaugurado em 1972, é formado por 24 hastes de aço, representando as unidades da federação à época (hoje são 26 estados e o Distrito Federal) e nunca este mastro poderá ficar sem a bandeira no topo, somente depois que a nova bandeira foi hasteada, a antiga é arriada.
Grande parte das bandeiras do mundo tem as cores preto e vermelho, que indicam que o país enfrentou guerra. A bandeira nacional do Brasil, não! 
O verde e o amarelo formam uma combinação singular, o azul celeste com as estrelas brancas de diferentes tamanhos e a inscrição positivista escrita na cor verde em letras maiúsculas ORDEM E PROGRESSO tornam a nossa bandeira bela, emocionante e inconfundível.

Para saber mais:
http://www.ufrgs.br/…/bandeirabrasilconstelaçõesestados.html



quarta-feira, março 09, 2016

Dez anos é muito tempo.

Dez anos é muito tempo.
Em Março de 2006 iniciei este blog, centrado na minha aldeia do tamanho do mundo, e aqui tenho dando os meus bitaites.
Interessante é o facto de começar a comentar o retrato do Presidente Sampaio feito por Paula Rego e, passado 10 anos, agora nós temos o retrato encomendado pelo presidente Cavaco, onde os adereços não foram da escolha do artista.
Em 2006 eu escrevi: “ depois do retrato de Pomar a Mário Soares, o formalismo como retrato acabou”.
Como eu me enganei!
Em dez anos muita coisa mudou.
Reconheço que não era ao que chegámos hoje, aquilo que eu queria para o tempo deagorae.
Mas, hoje muita coisa mudou. O homem passou ao passado a caminho do Poço de Boliqueime.


http://blog-do-manel.blogspot.pt/2006_03_01_archive.html

terça-feira, março 08, 2016

O daguerreótipo




Cavaco Silva já escolheu o daguerreótipo com que enriquecerá a galeria dos Presidentes da República. Não tendo um Eduardo Gajeiro para lhe fixar o retrato, encomendou-o ao conhecido artista de nus que cultiva temas homossexuais, de seu nome Carlos Barahona Possollo.
O toque de humor que a presença dos livros representa, nomeadamente a Constituição, não é sarcasmo do pintor, foi exigência do modelo.
O retrato que se vê na imagem que o modelo contempla embevecido, com a bandeira nacional atrás, foi ao gosto da família, dos amigos e do próprio. Está de pé, com uma caneta numa mão e a outra sobre a Constituição, e foi dele a imposição dos adereços.
[Carlos Esperança]

O retratista pintou conforme a encomenda. O artista é um bom artista. Não havia necessidade.

O daguerreótipo (em francês: daguerréotype) foi o primeiro processo fotográfico a ser anunciado e comercializado ao grande público.   https://pt.wikipedia.org/wiki/Daguerre%C3%B3tipo



segunda-feira, março 07, 2016

8 de Março de 1857

No Dia 8 de Março de 1857, morreram aproximadamente 130 mulheres carbonizadas, quando foram trancadas na fábrica de tecelagem, em Nova York, onde trabalhavam, por estarem em greve. Em homenagem a estas mulheres, em 1910, declarou-se o dia 8 de Março como o “Dia Internacional da Mulher”.

sexta-feira, março 04, 2016

Emigrantes





A emigrante de luxo 
Alguns dos que emigram ainda hoje, emigram apenas com a mala de cartão ou com a mochila de estudante.
A Maria Luís emigra com a mala forrada de milhões de euros em créditos entregues a preço de saldo aos amigos da City de Londres.

O País foi hoje surpreendido pela contratação de Maria Luís Albuquerque, ex-ministra das finanças, por uma empresa financeira inglesa que adquiriu no ano anterior duas empresas portuguesas a quem o Banif tinha vendido créditos sobre clientes, supostamente tóxicos ou de elevado risco, venda essa que só pode ter ocorrido com a concordância da própria ex-ministra.Não vou tecer considerações éticas sobre este comportamento que, podendo não ser ilegal, é no mínimo de suspeita promiscuidade entre política e negócios. Até porque a camarilha de Passos Coelho sempre considerou o reino da moral e dos bons princípios como uma espécie de arcaísmo de velhos e de esquerdistas, usado contra o seu programa de liberalismo flibusteiro. Nesse contexto, Maria Luís não surpreende. A sua atitude é totalmente concordante com o amoralismo pafioso que defendeu e executou com brio e dedicação.Mas, o que deve ser extraído da notícia é o que ela revela sobre o estado de espírito das hostes da Direita, mormente das hostes do núcleo duro de Passos: as tropas começam a desertar.Primeiro foi o irrevogável Portas, o mais rápido a perceber a situação e a emigrar, pé cá, pé lá, ao que se diz a fazer negócios na Colômbia. Antes já tinha sido o Gaspar a escapar-se para o FMI, depois de ver que não ia poder continuar a cortar nos salários e nas pensões devido ao Tribunal Constitucional, a não ser que fizesse um golpe de estado. Como não tinha pólvora para tanto foi-se embora.O ministro do pastel de Belém, o Álvaro Santos Pereira, esse também já tinha emigrado para a OCDE. Outros, anteciparam mesmo a derrocada e emigraram antes, até com alguma pompa. Como Paulo Rangel e Nuno Melo que se refastelaram nos confortáveis assentos do Parlamento Europeu, gozando das mordomias que recebe aquele teatro de deputados eunucos, não passando de uns impotentes de luxo e não mais que isso.Ou seja a Direita começa a fazer as malas. Lá no fundo já não acredita que o atual Governo caia a curto prazo e o melhor é mesmo seguir o conselho de Passos Coelho e começar a emigrar. Só que, se alguns dos que emigram ainda hoje, emigram apenas com a mala de cartão ou com a mochila de estudante, a Maria Luís emigra com a mala forrada de milhões de euros em créditos entregues a preço de saldo aos nossos amigos da City de Londres.Depois de terem tentado tudo e mais alguma coisa, primeiro para evitarem que o Governo de António Costa visse a luz do dia, depois para que a aprovação do Orçamento se tornasse num momento de crise política, chamando todas as pragas do Egipto, a Comissão Europeia, a D. Merkel, as agências de rating, o Conselho Económico e Social, a UTAO, e finalmente a D. Teodora e todas as cobras e lagartos deste mundo e do outro, a Direita contava ainda com o inefável professor Marcelo para conseguir ir ao pote rapidamente e satisfazer a sua gula incontrolável.Pois bem, ao que parece o professor já informou Passos Coelho que vai ser muito menos catavento do que Passos dizia que ele era. Isto é, que não conte com ele, Marcelo, para fazer cair o Governo do PS, sendo portanto coerente com aquilo que foi repetindo durante a campanha eleitoral que fez e que o levou à Presidência da República.Passos, lá lamuriou e fez caretas, mas Marcelo foi-lhe dizendo que se quer que o Governo de António Costa caia, que se faça à vida. E ele lá vai andando pelo País inaugurando umas coisas que já foram inauguradas, debitando diariamente dislates no prime-time, com um séquito de jornalistas e televisões atrás, gente que não lê jornais há três meses e que acha que Passos ainda é o Primeiro-Ministro de Portugal. Curiosamente, quando hoje foi questionado sobre a contratação de Maria Luís, Passos Coelho que disserta sobre tudo e mais alguma coisa, só conseguiu olhar para o chão e fugir dos jornalistas e das câmaras como o Diabo foge da Cruz.É deprimente que Passos Coelho não veja, ou finja que não vê, que a Direita já começou a empurrá-lo para o caminho da porta dos fundos, porque ele já não faz parte da solução para chegar de novo ao poder mas é sim o nó górdio do problema.E assim, em total contraciclo, ele lá vai andando pelo País, qual último moicano, e assim andará, fazendo figura de pateta alucinado, até ao dia em que olhará em redor e verá que as tropas todas já desertaram e que ficou sozinho a pregar no deserto, pelo que só lhe restará desistir e mudar de vida.Contudo, como nunca fez nada de jeito que se visse, nem tem sequer currículo e competências de realce, não vai certamente fazer companhia à Maria Luís e muito menos ao Gaspar ou ao Santos Pereira.Cá para mim só lhe vai restar uma solução: vai para administrador do Banco do Relvas. Os amigos são para as ocasiões.Estátua de Sal, 03/03/2016 http://estatuadesal.com/2016/03/03/a-emigrante-de-luxo-e-outras-historias/

quinta-feira, março 03, 2016

Ouçam a opinião de quem sabe!

Que mania a vossa!
Porque tanto teimam em pensar nas coisas que não vos dizem respeito, se nos Media há quem vos livre desse cansativo trabalho?
Basta ligarem a TV num canal daqueles  onde especialistas vos oferecem opiniões sobre tudo, desde a política à economia, do futebol com requintes técnicos aprimorados até aos conselhos sobre práticas sexuais, onde qualquer um, após tão importantes ensinamentos, ficará a sentir-se um expert naquilo que bem entenda.


segunda-feira, fevereiro 29, 2016

Um ponto que está no círculo.


Um ponto que está no círculo.
E que se põe no quadrado e no triângulo.
Conheces o ponto? Tudo vai bem.
Não o conheces? Tudo está perdido.

Há uma certa tristeza nisto tudo

Há uma certa tristeza nisto tudo

(José Pacheco Pereira, in Público, 27/02/2016)
Autor
             Pacheco Pereira
Há uma certa tristeza nisto tudo, mas as coisas são como são. O país conhece um ritmo depressivo quotidiano. De vez em quando, há um crime hediondo. Uma mãe mata as filhas. De vez em quando, é preso alguém importante e respeitável. Um procurador. De vez em quando, há um pequeno sobressalto porque alguém quer pôr árvores a servir de separadores de uma estrada. De vez em quando, há um pequeno sobressalto porque alguém quer deitar abaixo umas árvores. De vez em quando, há uma jovem actriz de telenovelas que tem cancro e, como não sabe viver fora dos holofotes, leva o seu cancro a tudo quanto é capa. As melhoras. De vez em quando, há mais um caso de violência doméstica. De vez em quando, um pescador ou um operário ou um desempregado que arredonda o seu orçamento apanhando bivalves no Tejo morre afogado. De vez em quando.
Há uma certa tristeza nisto tudo, mas as coisas são como são. Quase sempre, a todas as horas, há futebol. Discute-se antes, durante, depois. Os canais noticiosos, que deviam acrescentar-se aos canais desportivos, são tanto ou mais desportivos e cada vez menos noticiosos. Se um começa um painel sobre futebol, nenhum outro se atreve a fazer qualquer outra coisa que não seja outro painel sobre futebol. Nada mobiliza mais os portugueses, em particular como espectadores, telespectadores, ouvintes, conversantes, tertulianos e habitantes de mesas de café, do que a bola.
Há uma certa tristeza nisto tudo, mas as coisas são como são. Na política, o país está num impasse, mas parece que não. Como acontece por toda a Europa, a impotência do poder político democrático face ao poder económico castrou governos eleitos e submeteu-os a entidades obscuras como os “mercados”, onde o grosso do dinheiro que circula não tem pai nem mãe, a não ser numa caixa de correios das ilhas Caimão. O sistema político democrático, a representação partidária tradicional, está numa crise que parece não ter saída. Os partidos do “arco da governação”, ou seja, os que têm o alvará de Bruxelas, do senhor Schauble, da Moody’s e da Fitch, ainda ganham as eleições num ou noutro país, mas ninguém os quer ver a governar outra vez, pelos estragos que fizeram à vida dos homens comuns para salvar a banca, não tendo no fim salvado coisa nenhuma.
Por isso, coligações negativas, com mais ou menos sucesso, surgem em Portugal, na Espanha, na Irlanda, ou fortes partidos radicais, nacionais e populistas, na França, na Grécia, na Polónia, na Hungria. Ou partidos como o Labour reencontram um mundo do “trabalhismo” que se decretara ser arcaico. São tudo partidos muito diferentes, uns à esquerda, outros à direita, mas têm uma coisa em comum: contestam o poder transnacional da União Europeia, e o pensamento único em economia que daí emana por diktat. Uns mais o primeiro, outros mais o segundo. Contestam a promiscuidade que juntou socialistas com partidos do PPE, numa aliança que tornou o “não há alternativa” na ideologia autoritária dos nossos dias.
Há uma certa tristeza nisto tudo, mas as coisas são como são. Temos um Governo único na Europa, sem precedente por cá, sem paralelo por lá. Mas mesmo isso normalizamos, até porque como eles não estão muito entusiasmados com o feito, também não entusiasmam ninguém. O PS, apesar da vaga de insultos, de que se “descaracterizou”, traiu as suas origens, abandonou o papel de resistente ao PREC, “radicalizou-se”, é “terceiro-mundista”, etc., etc., é, imagine-se!, o mesmo de sempre. O BE está demasiado contente consigo próprio para olhar bem para o que se está a passar. Dedica-se todos os dias a uma causa nova, uma nova reivindicação, uma nova reclamação, sem sequer dedicar qualquer esforço a consolidar as que fez. Acha que está num momento alto de “luta” quando a luta, séria, dura, árdua, lhe passa ao lado. O PCP sabe que precisa de mudar, mas não sabe como.
Há uma certa tristeza nisto tudo, mas as coisas são como são. O PSD referve de raiva, como se vê quando Passos Coelho abre a boca. Tornou-se mais revanchista do que o CDS, e não tem outra estratégia que não seja garantir que haja eleições a curto prazo. Já teve melhores condições para as ganhar, hoje cada dia tem menos. A metamorfose “social-democrata” parece a toda a gente como oportunista, a começar pelos neoliberais que Passos reuniu à sua volta, para quem o PSD é um instrumento de acesso ao poder, mas que gostam mais do CDS.
Pouco a pouco, o ónus dos estragos que fez ao país começa a tornar-se evidente, como se passa com o que acontece no sistema financeiro, com o Banif, e com o BES. Uma mistura de interesses, negligência, incompetência e uma nonchalance ideológica com custos gravíssimos, deixou de herança uma crise de milhares de milhões, que todos sabem de quem foi a responsabilidade. É por isso que Passos fala dizendo enormidades, como as que disse sobre o Banif, o banco que dava lucro e por isso não se tocava, e Maria Luís está lá no fundo da bancada muito silenciosa a ver se ninguém a vê.
O CDS é um partido ancilar do poder, sem o poder fica lá colocado no sítio certo, atrás do BE. Sim, atrás do BE, que tem mais votos e mais deputados. Por isso, foi o “partido da lavoura”, o “partido dos contribuintes”, o “partido dos reformados”, e hoje é o “partido dos automobilistas”. Esperará o que tiver de ser para ver se volta ao Governo.
Há uma certa tristeza nisto tudo, mas as coisas são como são. Como não saímos da cepa torta, habituamo-nos depressa a considerar a cepa torta como a “realidade”. Já não nos governamos, para gáudio de alguns, indiferença de muitos e preocupação de um punhado de lunáticos, que ainda pensam que votam em Portugal, para que governantes portugueses eleitos por esse voto governem Portugal. Ainda são fiéis ao principio da revolução americana de que “no taxation without representation”, e por isso é o Parlamento português que deveria fazer o Orçamento e não uma mistura de governantes estrangeiros acolitados por uma burocracia escolhida pela fidelidade ao cânone alemão.
Há uma certa tristeza nisto tudo, mas as coisas são como são. Por isso, é “normal” o ministro das Finanças de Portugal receber ordens por email de Danièle Nouy, uma alta-funcionária bancária francesa com funções no BCE, mandando entregar o Banif ao Santander:
“A chamada com o Santander correu muito bem e a Comissão Europeia vai aprovar (…), há outras ofertas pelo Banif, que de acordo com a Comissão não respeitam as regras de União Europeia das ajudas de Estado, e que por isso não podem seguir em frente. (….) A Comissão Europeia foi muito clara neste aspecto, por isso, recomendo que nem percam tempo a tentar fazer passar essas propostas. (…) Eles [Comissão Europeia] vão começar a trabalhar directamente com o Santander assim que as autoridades estiverem prontas para começar o processo.”
Reparem: “Nem percam tempo a tentar fazer passar essas propostas”, até porque logo a seguir vem uma convocatória de uma conferência para a hora seguinte, para decidir entregar o Banif ao Santander. Manda quem pode.
Quantos emails destes, quantas notas, cartas, ordens deste género deve ter recebido (ou está a receber) o Governo português por dia? Muitos, certamente. Este soube-se porque foi deliberadamente sujeito a uma “fuga de informação”, mas deve haver muitos mais, da troika em particular, mas não só. O anterior Governo gostava, estava de acordo e anuía porque se via ao mesmo espelho doutrinário. Este ainda não se sabe se gosta, mas duvido que não, a julgar pelo tom de reprimenda com que todos os dias documentos oriundos da Comissão o tratam como “mau aluno”.
Há uma certa tristeza nisto tudo, mas as coisas são como são. Num certo sentido, eu percebo por que razão o futebol é tão importante. É como cantar blues, ponderada a diferença de qualidade. Seria melhor arranjar um Django, mas não aparecem a pedido.

domingo, fevereiro 21, 2016

Amigo, segue-me, e não te deixarei viver na servidão, nem na pobreza.

Amigo, segue-me, e não te deixarei viver na servidão, nem morrer na pobreza.

sexta-feira, fevereiro 19, 2016

A Ciência é corrosiva para a crença religiosa.



No caso de “presunção e água benta, cada qual toma a que quer”, indica só que a quantidade não traz consequências para o tomador, nem para os outros que estão próximo. No entanto, para a estupidez o caso muda de figura, pois uma pessoa estúpida causa dano a outrem e a ela própria sem que da sua acção tenha proveito, e isso é perigoso. Para este clérigo a situação é de bandido, pois causa dano a outros, mas os resultados são em seu proveito, e que resultados! Basta reparar na sua postura de poderoso, além das vestes caras e ricas que usa.

segunda-feira, fevereiro 15, 2016

O que é me ajuda e o que me atrapalha?


Estou a fazer a minha SWOT.

O que é me ajuda e o que me atrapalha?

A caminho de uma sociedade asséptica.

Vivemos numa sociedade em que de tanto minimizar os riscos, acaba por promover o risco de se tornar esterilizada e demasiado asséptica, e em que a menor infecção promove uma doença. A falta de contacto com as bactérias e vírus habituais do meio ambiente faz que qualquer ser, higienizado pela sociedade, se torne num alvo potencial de doenças.
Se se acrescentar a isso a higienização mental promovida pelos media ao serviço do lobby farmacêutico, temos a perfeita combinação de humanos debilitados, apáticos e receptivos a qualquer pânico vindo de instituições não eleitas e subvencionadas pela indústria farmacêutica, que as sustêm, como no caso da OMS.
Temos de encontrar um sistema em que as pessoas sejam informadas, por organizações independentes, sem terem necessariamente de entrar  em pânico. É um pouco como a meteorologia, que de início, de tanto informar as pessoas com sucessivos alertas vermelho, que não se  concretizavam, banalizaram o que deveria ser um alerta.
No caso das pandemias, de tantos alertas falsos, promovidos por interesses económicos, vão-se tornando banais, diminuem o seu impacto, até que um dia uma verdadeira pandemia não será levada a sério.
Voltando ao caso da pandemia do vírus Zika, temos de aprender a não ter medo de mais uma pandemia que, poderá ter sido construída e planear para beneficiar objectivos políticos, geoestratégicos e seguramente económicos.
 In [http://octopedia.blogspot.pt/]


sexta-feira, fevereiro 12, 2016

Eu gosto muito do desconhecido.




Previstas por Einstein há 100 anos, as ondas gravitacionais foram finalmente detectadas e o anúncio foi feito ontem. 
Mas que raio são essas famosas ondas gravitacionais?
Antigamente as coisas eram muito mais simples, não eram? A Terra era plana e foram muitos os que caíram no abismo e outros os que arderam nas fogueiras ateadas pela sua própria curiosidade.

Eu gosto muito do desconhecido.

quinta-feira, fevereiro 11, 2016

O mal que fizeram


(Rosalia de Castro)

Aqueles que tiveram a ousadia de sugerir, durante a crise, a emigração como uma porta de saída para quem não conseguia emprego em Portugal ou ficava desempregado, não perceberam, de todo, o mal que estavam a fazer ao país. A emigração resolve, para muitas pessoas, as suas vidas. Mas trama definitivamente o país.
E trama porque as pessoas que saíram estavam em idade activa, no auge das suas potencialidades. Grande parte deles teria estudos universitários ou mesmo uma formação acima dessa, com MBA e doutoramentos
http://expresso.sapo.pt/blogues/blogue_keynesiano_gracas_a_deus/2016-02-08-Como-a-emigracao-esta-a-tramar-o-PIB
[Nicolau Santos]