segunda-feira, junho 15, 2009

Batata assada na areia

(...) O sol começa a apertar e os homens, esbraseados do lume e da bola que os desafia, atiram-se às ondas, geladas de rachar neste mar, em algaraviada viril para espantar o frio que corta o fôlego e enregela os ossos. Alguns, a bater o dente, chegam cá acima e são cachorros vadios a sacudirem-se nelas, que não meteram o pezinho friolento na água mas a quem, pois todas gostam de o ter regado, estes respingos de mar, assim atirados nas carnaduras que o fato de banho não cobre, arrepiam e queimam. Agradecem a afronta com ais fingidos e as hormonas à solta forçam-nos a enlear-se em guerras corpo a corpo a que só dão tréguas quando eles batem em retirada a caminho do oceano para arrefecer outros afogueamentos, mais encapelados do que as vagas, capazes de denunciar as intenções de um homem. Um olhar cúmplice de Mário certificou o meu entendimento destas campanhas de arrulhar travadas no areal.
(...)
À volta da fogueira o calor esquenta e a cerveja atiça a língua macharrona do pessoal. Aquilo não é nenhum velório e o livro bíblico afiança ser o vinho que alegra o coração do homem. Aquela, a cerveja, ou este, o tinto, tanto faz, que são simbólicos os versículos sagrados, e por agora o palhinhas Bairradino, dom divino, dizem-me, refresca, enterrado na areia rente à orla de espuma da maré vazante à espera do almoço. Gargalo de fora não vá a malta perder-lhe o rasto. Os homens mais velhos do ajuntamento estão atentos ao fogo. São eles a geração guardiã de um legado regional gastronómico que há-de datar de antanho, da primeira gente arribadiça a esta indómita costa. Pé no barco, pé na terra, este Homem do coração do litoral gandarês, evocado por Almeida Garret, endireita as costas dobradas à enxada e a um chão maninho, raso como a palma da mão, de onde arranca as batatas e os grelos de nabo, para as vergar ao desafio do oceano que lhe há-de esmolar, mãos-largas pela ousadia, fartura de peixe. Os bois puxam a rede que se abre num mar de carapau e sardinha a saltar da malha do saco para a fogueira de trangalhos recolhidos da mata de pinheiros bravos, logo ali, a fixar as areolas da costa e, do brasido, que escaldou a areia, cuja quentura há-de assar as batatas roleiras, grelha-se o peixe e aferventam-se os grelos que as acompanham. Tradição secular e curiosa esta das batatas assadas na areia a acompanhar o pescado, casamento da terra com o mar, que os seniores, patriarcas do clã, vão executando. Não há espinhas nos seus gestos seguros, emanados dos saberes dos seus maiores, que, passada que é uma hora, apresentam as ditas batatas estaladiças, capazes de embebedar-se no azeite frito com alhos que entretanto as mulheres prepararam. No ritual que homenageia a genuinidade, os mais novos são discípulos atentos que hão-de assegurar-lhe a continuidade. Demonstrada, aliás, pela dúvida interessada de um deles quando a mão de mestre de um veterano lhe estende um tubérculo a estalar e com o sal no ponto quando ninguém lhe juntara uma pitada sequer. A explicação, professoral foi pronta e eu não teria feito melhor: então o menino não sabe que o mar, na sua eterna aliança com a areia, a impregna do sal com que ela agora tempera estas batatinhas? Aprende rapaz que os velhos não duram para sempre…
De uma furgoneta de caixa aberta, que a vista de tanto braço disponível para um empurrãozinho fez afoitar pela areia solta, improvisa-se a cozinha e a mesa de apoio e, dos costaneiros que o mar dá à costa, atamancam-se bancadas. Mesmo os mais arredios se encostam, que a hora de dar ao dente é sempre boa, e cada um se desenrasca. Amesendemos! Sirvo-me desta terra que me cabe toda no prato e me sabe divinamente. A mesa concilia e até um ou outro conviva, e as já referenciadas peruas, mandam às malvas a etiqueta e se deixam arrastar pela vaga esfusiante que, amainada a larica maior, vai varrendo o areal.
(...)
Silvério Manata
in
Arneiro do Mar

quarta-feira, junho 10, 2009

A Guitarra e a Universidade

(clicar sobre a imagem para ampliar)

Gândara

...... É no relveio do Cabeço da Areia, ali ao lado das Terras Novas da Remolha, onde termina o baldeado de terra feito a muque e começa o Pinhal do Povo até às Baleiras d’Areia, que se dá o repartir das calcadas e apertadas carradas em milagre de multiplicação do número de fornecimentos de mato de elaborados ocos entre taipais e caniços graças aos pinheiros de monda, para assim aumentar o monte no recebimento do assento dos soberanos e atentos apontadores.
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terça-feira, junho 09, 2009

Gândara

(Foto tirada do http://setepartidas.blogs.sapo.pt/)
... ali estavam os dois apontadores, lado a lado, soberanos, exibindo os bastões do poder da escrita. Ali, eles tinham todo o poder do momento que a escrita tem. Ali, eles registam majestáticamente o número das carradas de mato que irão a colocar sobre a sementeira do pinho, um rego enorme no comprimento, um carreiro de formigas de mulheres de negro, de lenços traçados cobrindo as faces de memórias de tempos sarracenos ancestrais, de rostos queimados e retalhados de rugas, inclemências do tempo e do sol que queima mais vindo da areia que do céu, arrunhando e cobrindo a sementeira que o vento levará aqui, ali e acolá para o fundo da baleira.
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Um probe de Deus

Mais um que é vítima da crise. Um coitadinho que não tem onde cair morto, um sem eira nem beira, enfim, mais um Probe de Deus.
Um probe que assina de cruz, que nada sabe de contabilidade, que de tão probe nem se lembra, pois não sabia das complicadas coisas que se passavam à sua volta, só pode ser mais um asceta a santificar e a atingir o reino do céu da mão invisível que governa o offshore.

segunda-feira, junho 08, 2009

36 anos depois

Velhos grafites, novos designers

Pareceu-me que assim foi

Desci uma centena de metros e estava na Praça da República. Resolvi visitar a AAC.
Decorrem obras no jardim para instalação de bares para estudantes. Percorro o sempre atulhado corredor de acesso às salas da TAUC, onde os velhos grafites têm novos designers. Do corredor da outra ala vem o som de uma aula de guitarra portuguesa. Sai da sala Dr. Jorge Gomes.
30 anos depois voltei a tocar com o Gomes o Ré menor do Artur como se tivéssemos ensaiado na véspera, ou então pareceu-me que assim foi.

sexta-feira, junho 05, 2009

O Cabeço do Escoural

Do cimo do monte do Cabeço vê-se o Caramulinho e o Bussaco da Alcoba, os fascinantes e misteriosos os locais altos que tão altos são.

quarta-feira, junho 03, 2009

Uma tasca mal frequentada

A manchete do último Expresso garantia que o Presidente da República ganhou 150 mil euros no espaço de dois anos através da venda de acções da Sociedade Lusa de Negócios (detentora do BPN).
Portugal é um excelente país, só que anda mal frequentado.

terça-feira, maio 26, 2009

Anónimo disse...

Anónimo disse... A criancinha quer Playstation. A gente dá. A criancinha quer estrangular o gato. A gente deixa. A criancinha berra porque não quer comer a sopa. A gente elimina-a da ementa e acaba tudo em festim de chocolate. A criancinha quer bife e batatas fritas. Hambúrgueres muitos. Pizzas, umas tantas. Coca-Colas, às litradas. A gente olha para o lado e ela incha. A criancinha quer camisola adidas e ténis nike. A gente dá porque a criancinha tem tanto direito como os colegas da escola e é perigoso ser diferente. A criancinha quer ficar a ver televisão até tarde. A gente senta-a ao nosso lado no sofá e passa-lhe o comando. A criancinha desata num berreiro no restaurante. A gente faz de conta e o berreiro continua. Entretanto, a criancinha cresce. Faz-se projecto de homem ou mulher. Desperta. É então que a criancinha, já mais crescida, começa a pedir mesada, semanada, diária. E gasta metade do orçamento familiar em saídas, roupa da moda, jantares e bares. A criancinha já estuda. Às vezes passa de ano, outras nem por isso. Mas não se pode pressioná-la porque ela já tem uma vida stressante, de convívio em convívio e de noitada em noitada. A criancinha cresce a ver Morangos com Açúcar, cheia de pinta e tal, e torna-se mais exigente com os papás. Agora, já não lhe basta que eles estejam por perto. Convém que se comecem a chegar à frente na mota, no popó e numas férias à maneira. A criancinha, entregue aos seus desejos e sem referências, inicia o processo de independência meramente informal. A rebeldia é de trazer por casa. Responde torto aos papás, põe a avó em sentido, suja e não lava, come e não limpa, desarruma e não arruma, as tarefas domésticas são «uma seca». Um dia, na escola, o professor dá-lhe um berro, tenta em cinco minutos pôr nos eixos a criancinha que os papás abandonaram à sua sorte, mimo e umbiguismo. A criancinha, já crescidinha, fica traumatizada. Sente-se vítima de violência verbal e etc e tal. Em casa, faz queixinhas, lamenta-se, chora. Os papás, arrepiados com a violência sobre as criancinhas de que a televisão fala e na dúvida entre a conta de um eventual psiquiatra e o derreter do ordenado em folias de hipermercado, correm para a escola e espetam duas bofetadas bem dadas no professor «que não tem nada que se armar em paizinho, pois quem sabe do meu filho sou eu». A criancinha cresce. Cresce e cresce. Aos 30 anos, ainda será criancinha, continuará a viver na casa dos papás, a levar a gorda fatia do salário deles. Provavelmente, não terá um emprego. «Mas ao menos não anda para aí a fazer porcarias». Não é este um fiel retrato da realidade dos bairros sociais, das escolas em zonas problemáticas, das famílias no fio da navalha? Pois não, bem sei. Estou apenas a antecipar-me. Um dia destes, vão ser os paizinhos a ir parar ao hospital com um pontapé e um murro das criancinhas no olho esquerdo. E então teremos muitos congressos e debates para nos entretermos. 11 Março, 2007

quinta-feira, maio 21, 2009

As minhas músicas

Leituras

Podas no Largo da Tocha

22 anos e 19 dias separam estas duas fotos!
Repare-se no estado vegetativo actual dos plátanos, após terem sofrido consecutivas P*hodas técnicas nos últimos anos!!!
Não é por falta de aviso aos autarcas, é falta de capacidade destes.
Tanto olham para o umbigo que lhes descai o nariz.

segunda-feira, maio 18, 2009

Relógios

(Clicar sobre as fotos para ampliar)
Relógios de Gernsbach.

sexta-feira, maio 15, 2009

Post de 03 de Abril de 2006

As mensagens nos blogs são passageiras.
No entanto, recupero aqui umas messagens que debitei no passado.
Post de 03 de Abril de 2006.
Uma questão cultural e de confiança para a Gândara

É marcadamente sentida uma falta de confiança na economia da nossa região da Gândara, que não é mais do que resultado da depressão económica que o varre. As causas, entre outras, devem-se também a hábitos e comportamentos, erradamente promovidos e enraizados que urge mudar.
Ora uma mudança deste tipo, como proposta, não irá gerar no imediato grandes optimismos. Mas o realismo deve estar presente, mesmo com o multiplicar de inquietações, pois o que está também em causa, é a necessária sustentabilidade.
Não conseguindo mudar o mundo, isto é, só num pequeníssimo raio de acção é que a minha actuação poderá ter alguma pouca influência, daí recorrer a ideias de outros, ideias que aceito tais como, “quanto mais internacional sou, mais regional me sinto” e “pensar global e agir local”, a cujos autores peço desculpa em não os citar, meu desconhecimento e ignorância, o podemos ir mudando. Penso que deve ser a lucidez a inspirar-nos, e como a nossa realidade da economia local demonstra uma debilidade que temos que urgentemente alterar, a importância do poder local, ao contrário do que algumas ideias apregoam, deverá ser central na mudança e nos modelos de desenvolvimento.
Isto de forma alguma deverá ser entendido como sinónimo de proteccionismo, paternalismo ou estatismo disfarçado, mas sim, como um empurrão ao que são capazes de inovar e produzir inovação, no aliar das novas tecnologias ao tradicional, pois só com a inovação se rentabilizará e revitalizará .
Entre muitas faltas na nossa Gândara, falta um tecido empresarial e empreendedor, com a devida escala, que em algumas regiões se encontra, e como a administração local não tem sido capaz de produzir inovação, o seu novo papel deverá ser não o de fazer, mas sim o de “fazer fazer”.
Como falta massa crítica às pequenas e micro empresas, é com uma administração local que funcione com transparência, sem secretismos e que altere a sua postura cultural perante os munícipes, eliminando os procedimentos blindados e labirínticos, é cooperando que algo se pode atingir, e assim inverter este ciclo de decadência em que a mudança cultural é solução. Com o realismo necessário, isto é, com os pés bem assentes no chão, uma cultura de confiança, valorização da formação e da educação, que creditem a ética do trabalho e que premeiem os que assumem riscos, temos que ser cada um de nós, a assumir o enfrentar dos problemas, receios, lamúrias e bloqueios culturais.
A confiança é, também, uma questão cultural.
Publicada por Manel em 3.4.06
Nota de 15-05-2009: 3 anos depois, parece que a coisa está pior.
"A vida piora sempre, repete-se. Se não for na saúde, será nos problemas que a envolve, mais a vivência assumida."

segunda-feira, maio 11, 2009

Na Oficina dos mestres Domingos e Alfredo Machado em Tebosa

Na Sexta, estive na oficina dos mestres Domingos e Alfredo Machado em Tebosa. http://www.geira.pt/museus/atrio/index.asp?id=21

quinta-feira, maio 07, 2009

sábado, maio 02, 2009

quinta-feira, abril 30, 2009

Os revisores da História

(Clicar nas fotos para ampliar)
Os revisores da História andam atarefados em esconder certas facetas do passado, despindo Oliveira Salazar da sua roupagem ditatorial, mente fechada e isolacionismo a que ajudou a colocar o nosso país, problemas que herdámos e que ainda subsistem, apesar de tudo, na actualidade.
Para que o revisionismo histórico não venha a negar o inegável, deixo aqui dois belos exemplos. Se não fossem de tão triste memória histórica, seriam apresentados como anedotas.

segunda-feira, abril 27, 2009

Aspone

SABE O QUE UM "ASPONE" ??
ASPONE é uma gíria brasileira composta das letras iniciais da frase: ASsessor de POrra NEnhuma .
Aspone refere-se àquele tipo de pessoa que faz parte do quadro de funcionários de uma empresa ou repartição pública, mas na verdade não tem função alguma, por ser completamente desnecessário ou não trabalhar - está ali por ter apadrinhamento político ou familiar - significando apenas um ónus a mais na folha de pagamentos.
O ASPONE também pode ser o típico funcionário puxa saco do chefe, servindo-lhe como um Staff, que não soma nada.
Ele adora entregar os colegas, sendo um verdadeiro "X-9", "dedo-duro", pois acredita que com essa atitude terá mais status com seus superiores.
Depois desta descrição, começa a pensar quantos conheces perto de ti ? Ah pois é ….. temos às resmas, às paletes …. !!!

Gaitas

O encontro de gaitas na Pena. Uma tarde de encontros com conversas distraídas de risos fáceis, com a ajuda de um copo de cerveja a melhorar as coisas.

sexta-feira, abril 24, 2009

Campaniça

Campaniça em construção. Uma passagem pelas violas portuguesas.

quarta-feira, abril 22, 2009

segunda-feira, abril 20, 2009

quinta-feira, abril 16, 2009

Post roubado ao Jumento

E os cidadãos da Europa se opusessem aos cozinhados no Conselho Europeu e impedissem a recondução de Durão Barroso? Eu vou assinar a petição "ANYONE BUT BARROSO".

quarta-feira, abril 15, 2009

terça-feira, abril 14, 2009

O peniqueiro

O peniqueiro é uma espécie resistente apesar de amorfa e sem espinha.
O peniqueiro constipa-se só porque o chefe espirra.
Tendo sempre à mão o utensílio que lhe dá o nome, corre desalmadamente para o chefe mal este aproxime, por qualquer motivo, a mão da verguilha.
O peniqueiro é mais perfeccionista, mais pontual e mais alinhado que o chefe.
O peniqueiro faz tudo pelo chefe, e até lhe ofertaria o dito se o chefe o pedisse.
O peniqueiro é elemento de uma praga maior que os chatos, apesar de eu não saber até ao momento o que é isso, mas assim deverá ser.
O peniqueiro é enxotado pelo chefe, mas se houver mudança de chefe, o peniqueiro será o primeiro a pendurar-se no seu saco, um autêntico e exímio “ puxa saco” para desespero do chefe e sobrevivência do peniqueiro.
O peniqueiro vive e come directa ou indirectamente gamela orçamental, existindo peniqueiros por todo lado mais do que se possa imaginar. Uma praga!

segunda-feira, abril 13, 2009

Guitarras

(Clicar na imagem para aumentar)
Não estou aqui a tomar partido, mas a constatar que Pedro Caldeira Cabral tem suportes históricos e científicos na sua abordagem na origem da guitarra portuguesa.
Sei que o Pedro tem dado abanões a muitos quer na sua abordagem pelo toque do nosso instrumento, quer no matar das abordagens neo-românticas tardias acerca da guitarra portuguesa e em especial na chamada guitarra de Coimbra, mas é de uma edição do “Guild of American Luthiers” que retiro esta imagem para ajudar à origem do nosso cordofone.
Ainda este ano, em Köln, estive a mostrar a quem estava comigo a origem europeia da nossa guitarra, mesmo ali (http://blog-do-manel.blogspot.com/search?q=tocador) , na porta secundária da esquerda da Catedral.

sábado, abril 11, 2009

Páginas rasgadas

(Clicar sobre a foto para ampliar)

quarta-feira, abril 08, 2009

O Papa incógnito no Douro

Pouca gente saberá que o Papa tem uma casa de campo no Douro (Resende) e se veste de D. Maria para disfarçar. Lá se vai o "segredo"...

segunda-feira, abril 06, 2009

sábado, abril 04, 2009

Gazeta dos Sarilhos

(Clicar sobre as imagens para aumentar)
Ainda não existia a TV Rural de Curral de Moinas, já a aldeia perdida entre pinhais no fim do mundo tinha a sua edição local de jornais. Antes do aparecimento do jornal Gazeta dos Sarilhos que chegou a ter 6 edições, existiu um primeiro jornal, o Diário dos Sarilhos que só se editou no ano 2001
Só duas pessoas estavam dentro do assunto. Uma sabia e a outra dizia. Toda a Gente sabia e Ninguém dizia.
As notícias eram sempre do maior interesse local onde às vezes crítica social não era bem aceite, mal que muitos sofrem mesmo não sendo do Escoural, levavam a que qualquer edição da Gazeta dos Sarilhos fosse tema central das conversas da aldeia.
O nome Gazeta dos Sarilhos vem do nome da rua principal da aldeia. Aqui é a rua dos Poços de Sarilho.
Na sua última edição, temos a notícia da Gazeta em Tribunal e uma crónica onde o homenageado é o meu amigo Isidro ( http://aminhamesada.blogspot.com/ ) , pois ao tempo era usual a distribuição pelos restaurantes da aldeia do jornal Auri Negra.
Faço notar que os nomes usados são alcunhas e outras subtis indicações para que os moradores da terra reconheçam os visados.

quinta-feira, abril 02, 2009

quarta-feira, abril 01, 2009

Vou lavar o automóvel

Agora, sem lama ou pó na minha rua, posso lavar o meu automóvel. Apesar de ser o 1º de Abril, esta é a verdade! Até tenho uma mini rampa de acesso à entrada da minha propriedade. Até as minhas glicínias estão mais bonitas!

Post roubado ao Amigo dos palheiros

Roubado ao Jorge http://setepartidas.blogs.sapo.pt/
"Outro óleo sobre tela dos palheiros da Tocha pintado por mim. Este postal é especialmente dedicado aos amigos Manuel Ribeiro, do vizinho e bonito Escoural, e António Castelo-Branco, natural dos Covões e grande conhecedor da Tocha. A oportunidade advém da última reunião da Confraria da Gândara, a qual, segundo a “memorabilia”, integrou ainda o encontro dos Amigos dos Palheiros. Nesta reunião não pude confraternizar devidamente com quem sempre distinguiu-me com a amizade; pesava-me, entre outras coisas, o afã em informar os presentes, no meu posto, das faianças que eu estava a expor. Não deixou por isso de ser um dia agradável, surpreendido também ao ser chamado para o juramento da Confraria, a par do Ti Albino e Manuel Almeida."