terça-feira, fevereiro 24, 2009

40 anos é muito tempo para a Linha do Sol

Ferroadas

Hoje levei com umas ferroadas, não do meu amigo http://ferroada.blogspot.com/ (Rebola), mas das minhas abelhas guardas suicidas.
Na prática fiz um desdobramento de enxame, isto é, alterei a química do exame para que a Natureza elabore um novo indivíduo.

Qual é o caminho?

- Vou por aqui? - Não vás por aí.

segunda-feira, fevereiro 23, 2009

O pó do tapete

Roubei este à Lucy Pepper como prova que se vê melhor do cimo da ponte e ainda melhor do lado de fora.

Jose Afonso - Balada do Outono

segunda-feira, fevereiro 16, 2009

Pirosice autárquica

Salazarices! Foi o que me veio à mente quando passei pelo pequeno largo de Cordinhã, agora com este novo arranjo urbanístico.
Depois da lavagem de memória feita pela SIC, com a série televisiva sobre Salazar para dar cor ao cinzento passado do ditador, encontro esta pirosice herdada da União Nacional em pleno século XXI.
Assim se vende a imagem e a marca de uma Autarquia, uma autêntica salazarice dos idos anos 30 do século passado.
Como diria o diácono Remédios: "não havia necessidade" de tanta pirosice.
Bom gosto precisa-se!

sexta-feira, fevereiro 13, 2009

SANTA BARBARA

Os mineiros asturianos cantam abraçados.

terça-feira, fevereiro 10, 2009

Honestidade, precisa-se

Estamos a comemorar os 200 anos de Charles Darwin, enquanto por aí, mui doutamente, alguns apresentam e ensinam como verdade absoluta, o criacionismo, o que é uma autêntica desonestidade.
O legado de Drawin é o novo posicionamento da nossa espécie no mundo em que vivemos perante os desafios que a nossa sociedade actualmente enfrenta, desde a conservação da biodiversidade até às novas curas para doenças, passando pela nova abordagem à economia que se deseja.

segunda-feira, fevereiro 09, 2009

A minha crise agrícola

Para parte do meu pomar (citrinos) este ano agrícola foi para esquecer. Irei estrumar estas decrépitas laranjeiras e aguardar que a mosca não apareça. Podia fazer de outra maneira, mas tal não me apetece.
Tenho o direito, também, de ser um pouco malandro.

Enterramento de canos

A foto mostra uma fase do enterramento de canos na minha rua.
Aguardo que o eterno lamaçal da rua onde moro termine em breve.
Por isso já prometi um decilitro de azeite à N. S. da Memória e um outro à N. S. da Eleição.

terça-feira, fevereiro 03, 2009

Post de desabafo sem sentido

Em certos momentos há alguém do outro lado a ligar o complicador.
Quanto mais simples a coisa se apresenta, mais o baralhador complica o que é simples por natureza.
Penso que todos já passámos mais ou menos vezes por situações destas, onde a propósito de coisa nenhuma que pode ser entendida como objecto ou ideia, o nosso espaço fica invadido por porra nenhuma de conversa a mascar do mesmo, coisa de rosca moída que para se sair dela só com uma pancada seca se consegue.
Uma autêntica teoria de porra nenhuma.

quinta-feira, janeiro 29, 2009

Pássaros

(Recebido por email)

quarta-feira, janeiro 28, 2009

Galos de colecção

Esta é a minha nova e actual colecção de galos.

terça-feira, janeiro 27, 2009

Vozes de burro não chegam ao céu

Apesar dos animais do Escoural e Barrins de Baixo já saberem escrever como se prova aqui, (clicar), o jornalista do Diário de Coimbra escreve o que o Sr. Presidente da Câmara de Cantanhede nunca lhe teria dito.
Pelo Sr. Presidente, eu ponho as mãos no lume.

segunda-feira, janeiro 26, 2009

Desatar nós

No seguimento do “pensar global e agir local”, considero que as iniciativas individuais podem levar a acções colectivas.
Este tipo de actuações levam a mudanças que podem corrigir e apontar saídas para “viver melhor com menos”, uma saída inteligente que nunca poderá ser suportada em “fundamentalismos”, mas sim na diversificação de formas e meios.
Viver melhor com menos é uma ideia contrária às ideias vigentes, em que se confunde crescimento com desenvolvimento, sendo os resultados os que temos e vemos: poluição, alterações climáticas, esbanjamento de recursos e a recessão que mais pobres origina.
Viver melhor com menos não será recessão, nem falta de desenvolvimentos económico, social e tecnológico, pois estes últimos são essenciais para se possa aprender a viver de nova forma.
Cada um que faça a sua parte e encontre o respectivo caminho e forma de não tirar onde não há.

segunda-feira, janeiro 19, 2009

Astúrias, Pátria Querida

(Para ampliar clicar nas fotos)

(Para ouvir clicar no play)

Astúrias, Pátria Querida é o hino oficial das Astúrias.

Trata-se de uma canção popular, que estava enraizada na cultura asturiana e finalmente foi escolhida como hino.

Após investigações sua possível origem é Cuba, quando Ignácio Piñero, músico cubano, fez a canção para seu pai que era asturiano e voltou a seu lugar de origem para morrer.

O hino é tocado em actos solenes do governo asturiano e em apresentações culturais do principado.

Asturies, Patria querida,

Asturies de mios amores

¡Ai! ¡Quién tuviera n'Asturies,

en toes les ocasiones!

Tengo de subir al árbol

tengo de coyer la flor,

y dá-yla a la mio morena

que la ponga nel balcón.

Que la ponga nel balcón,

que la dexe de poner,

tengo de subir al árbol

y la flor tengo coyer.

quarta-feira, janeiro 14, 2009

domingo, janeiro 11, 2009

Flores em Abril

A minha homenagem de fífias ao meu amigo e mestre Octávio Sérgio.

Crise

(recebido por email)

sábado, janeiro 10, 2009

No comboio descendente
Vinha tudo à gargalhada.
Uns por verem rir os outros
E outros sem ser por nada
No comboio descendente
De Queluz à Cruz Quebrada...
No comboio descendente
Vinham todos à janela
Uns calados para os outros
E outros a dar-lhes trela
No comboio descendente
De Cruz Quebrada a Palmela...
No comboio descendente
Mas que grande reinação!
Uns dormindo, outros com sono,
E outros nem sim nem não
No comboio descendente
De Palmela a Portimão
Fernando Pessoa

Vindima da Quinta do Nabal

(Fotos de Diogo Gomes)
O verdadeiro Nectar dos Deuses!

segunda-feira, janeiro 05, 2009

Trabalho extra

(Clicar nas fotos para aumentar)
Este tempo de Natal serviu-me para concluir (faltam as cordas) dois instrumentos tradicionais.
Agradeço aos amigos Domingos Machado e Alfredo Machado, a cedência dos planos para ambos os instrumentos, assim como as madeiras para a braguesa feita em tília no tampo harmónico, nogueira nas ilhargas e fundo e braço em choupo.
No caso do cavaquinho, com braço em nogueira e tampo em espruce, é um aproveitamento de madeiras, sobras de outras construções. As ilhargas e o fundo em plátano são de uma árvore que existiu o concelho da Figueira da Foz e abatida quando era presidente da autarquia o Sr. Lopes.

domingo, janeiro 04, 2009

Animais escrevem ao Presidente da Câmara

Senhor Presidente da Câmara Municipal de Cantanhede:
Está prestes a ser concluída uma boa e útil obra que é a nova estrada que liga Cantanhede à Estrada Nacional nº. 109.
Esta nova estrada separa algumas habitações dos Barrins de Baixo e Escoural. Assim sendo e como esta estrada vai ter uma vedação a quase todos os animais domésticos e selvagens, o que é muito bom e como não há passadeiras nem passagens pedonais como é comum haver em todas aldeias, vilas e cidades que são atravessadas por estradas de muito trânsito, não estamos a ver como é que um transeunte passa para a outra margem depois de se deparar com uma vedação relativamente alta para as suas pernas. Tem duas opções: salta a vedação duas vezes ou caminha na direcção da rotunda mais próxima, o que não é muito aconselhável porque pensamos que as rotundas são feitas apenas para os automóveis e camiões. Por todas estas razões concluímos, e muito bem, que não somos pessoas, mas sim animais, animais que se julgam fazer parte do grupo dos mamíferos domésticos. Há ainda mais dois ou três grupos destas espécies que se movimentam de carro-de-mão, de bicicleta, de carroça de vaca, etc. mas a estes fica o Senhor presidente incumbido de dizer o grupo a que pertencem. Sorte tiveram os animais que habitam nas margens da Auto-Estrada A17, que lhe deixaram buracos/túneis para que possam, consoante a época do ano alimentarem-se, reproduzirem-se e conviverem. Era o que também queríamos, não ser menos que os outros. Os trilhos que muito usávamos para procurar alimentos, para conviver… foram-nos vedados, é certo que com a falta de alimento e a falta de convivência a espécie fica ameaçada como é comum em qualquer outra. Queremos informá-Lo dos três trilhos mais usados por estes animais e são eles os seguintes: Rua Dr. Manuel Gomes da Cruz (onde nasceu e viveu por muito tempo o primeiro médico da Freguesia da Tocha e por isso tem o seu nome), Rua do Moinho de Vento (moinho que foi propriedade deste Doutor por herança e que há mais de quarenta anos serviu para tapar todos os buracos destas duas ruas), Rua do Forno da Telha (onde existiu uma fábrica de telha de canudo que serviu para abrigar da chuva e do sol inúmeras famílias do Concelho de Cantanhede e outros e sempre desprezada pelos nossos Munícipes!) e a estrada nova em folha que liga Cochadas aos Barrins.
Sabe o que vamos fazer agora Senhor Presidente! Aconselhar todos os habitantes destas aldeias a deslocarem-se sempre de automóvel para que não pertençam a estes grupos de animais, mas também sabemos que vai ser impossível para muitos! Pelas nossas formas possíveis de comunicação tentámos que percebesse os nossos problemas mas o Senhor não percebeu, também não é obrigado a conhecer todas as vozes dos animais! Foi através dos humanos que conseguimos que o nosso palrar, grunhir, latir… fosse traduzido em Língua Portuguesa e talvez assim o Senhor Presidente perceba aquilo que queremos, que é ter apenas os mesmos direitos daqueles animais que habitam nas margens da A17.
Teríamos muito gosto que o Senhor Presidente fosse o primeiro a ler esta carta, o que será praticamente impossível porque vamos enviá-la através de mail ao maior número de pessoas possível e até porque sabemos que há mais animais com as mesmas preocupações e assim não se sentem tão sós. Obrigado por ter lido, desculpe a linguagem usada mas é exactamente aquilo que sentimos ser, tudo menos humanos! Até já há animais selvagens muito mais bem tratados que nós!
(recebido por email)
Nota: Em tempos que já lá vão, eu reclamei sobre o traçado desta via.
Existe um processo no Governo Civil de Coimbra sobre o assunto, onde a única resposta do Presidente da Câmara da época, Sr. Jorge Catarino, é de uma falta de sensatêz que me espantou, para não dizer que às vezes até me envergonhou.
A responsabilidade deste estado de coisas é do actual presidente da Câmara de Cantanhede.

quinta-feira, janeiro 01, 2009

Já não há resineiros no Escoural

O Manel nunca entendeu a falta no excesso de consumo, muito menos sentiu fartura no que tinha. Nunca entendeu o porquê da obesidade infantil, nem teve, uma vez sequer, necessidade de comprar num centro comercial, pois a feira da Tocha sempre teve tudo aquilo que necessitava para adquirir. Não sabia ver as horas, não tinha relógio, mas nunca chegou atrasado ao trabalho e a todos os encontros da vida. O Manel tinha a perfeita certeza da falta de Justiça que exite debaixo deste céu, e daí o alcunharem de “o Justiça”. O Manel Justiça é a memória do Escoural e dos seus pinhais que ele tão bem conhecia. Já não há resineiros no Escoural!

quarta-feira, dezembro 31, 2008

Bom Ano 2009

A todos os amigos frequentadores desta minha tasca desejo um bom ano cheio de coisas boas.

Um abraço a todos,

Manel

quinta-feira, dezembro 18, 2008

Quanto custa a não Qualidade?

Fazer, desfazer e voltar a fazer quanto custa afinal? O cartaz aceita o que lá escrevem e não reclama, incluindo um prazo de execução sem data de conclusão. É o que temos…

Irish bouzouki

Aproveitando sobras de outras construções, vou praticando uma nova técnica de construção, em que a montagem do braço na caixa do cordofone é a última operação antes de iniciar o acabamento superficial.

quarta-feira, dezembro 17, 2008

terça-feira, dezembro 16, 2008

domingo, dezembro 14, 2008

Engenharias

Eis a adenda ao post com o título de engenheiros, de 09 de Dezembro.
Uma coisa é remediar, como a Exma. câmara pretende fazer, outra é corrigir o erro quando a autarquia se classifica a ela própria como excelente segundo os pasquins locais noticiaram, quando deviria ter como objectivo a eliminação da causa da falha.
Eu e outros como eu que pagamos todo este desperdício, temos que gramar com esta prova provada de que somos governados por incompetentes e incapazes.

sábado, dezembro 13, 2008

Escoural

Na Gândara há aldeias perdidas entre pinhais, no fim do mundo, onde a falta de respeito dos autarcas pelos munícipes é moeda corrente, enquanto aguardamos a jubilosa vinda do asfalto eleitoral.

quarta-feira, dezembro 10, 2008

Nabos há alguns e não são muitos

(O Silvério, para que todos o reconheçam, é aquele menino envergonhado que está atrás do orador)
“Nós, Nabos e Companhia, celebramos hoje o nosso VII CAPÍTULO. Festa maior de uma confraria cuja significação radica nas assembleias gerais periódicas de uma congregação religiosa onde, no início dos encontros, se procedia à leitura de um capítulo da REGRA MONÁSTICA, conjunto de preceitos destinado a guiar a conduta das comunidades monásticas de que há rasto nos nossos actuais Regulamentos Internos. Da ancestralidade e do contexto onde ocorria o capítulo, emana, pois, ainda hoje, ao ser actualizado neste ritual festivo, uma certa aura de religiosidade.
Porém, se enquanto confraria é relevante que recuperemos esta solene cerimónia monastical, que legitimidade terá uma Confraria Gastronómica para se reclamar herdeira de tão austeros e frugais cerimoniais?
Parece haver uma certa incompatibilidade entre o substantivo confraria e o adjectivo gastronómica que a caracteriza. O conceito de confraria possui algo de esotérico e conquistou já o inconsciente colectivo com foros de sacralidade: é a fraternidade que comporta a ideia de disponibilidade para o outro e através da qual se há-de ascender ao absoluto, enquanto o termo gastronómica, que particulariza a ideia de irmandade, remete para o corpóreo, para a prosaica tarefa do aparelho gástrico. É o conceito, aparentemente antagónico, da espiritualidade de um D. Quixote a vergar-se ao materialismo de um Sancho Pança.
Esgaravatando, há-de pôr-se a descoberto a raiz grega do adjectivo gastronómica cuja etimologia encaminha para a vileza de ingerir e processar alimento, seja para humanos ou para animais. Fazê-lo era, instintivamente, garantir a sobrevivência mas, progressivamente, desfrutar dos prazeres proporcionados pela comida e era, continuando a herança dos imemoriais tempos pagãos, poder manifestar a alegria de estar vivo; era, num mundo politeísta e dedicado ao culto naturalista, celebrar agradecidamente as Divindades da Fartura; era festejar a Natureza. Foi converter o simbolismo litúrgico do trigo e do vinho dos mistérios Eleusinianos no ritual cristão da Última Ceia. É a coabitação do profano e do sagrado.
Neste contexto, o acto primordial que assegura a continuidade da espécie começou a estar para além das necessidades vitais. A abundância trouxe o desejo da novidade, da experimentação, do exotismo. Cada vez mais elaborada, a comida foi-se requintando e a evolução semântica do étimo gastro ganhou estatuto que, pela sua abrangência, a eleva acima do conceito de culinária: é o culto epicurista da mesa.
Enquanto o refinamento dos alimentos vai ganhando peso definha a noção de desavença entre matéria e espírito e ganha consistência a ideia do ser humano enquanto um todo indissociável, de corpo e alma. Nesta perspectiva, o acto de comer não é um acto desgarrado da envolvente cultural e social. Fazê-lo é preservar o património e os valores imateriais da gastronomia tradicional.
O Gandarês lançou mão da dádiva do mar que lhe ronda a porta e dos escassos produtos de um chão areento. Foi desta união do Atlântico com a areia maninha que a cozinha desta região encontrou a sua expressão mais genuína; daqui lhe arrancou manjares que nos confortam o espírito e o estômago e são esses saberes ancestrais que evocam em nós uma infinidade de vivências e sensações. O culto pelos prazeres da mesa regional motivou-nos a fundar uma associação que homenageia a genuinidade de sabores e saberes daquilo que por cá ainda se saboreia.
Conscientes de que quando um punhado de NABOS se senta à mesa é a Gândara toda que para aí é convocada, reconcilia-se o conceito antinómico dos elementos constituintes de confraria gastronómica pois há algo de abençoado e litúrgico em preservar e divulgar a partilha saudável e festiva dos paladares gandareses. Há oito anos que vimos construindo essa mesa com alma.
Justificada a dignidade de um capítulo gastronómico, e porque neste contexto também cabe celebrar a mitologia das colheitas, a nossa escolha para a cerimónia de insigniação dos novos confrades não recai no convento (que não temos) mas num campo de grelos de nabo, alimento rico de aromas, sabores, vitamina c e ácido fólico que optimiza a nossa gastronomia. Espaço pouco acolhedor mas que, para além de arejar o modelo instituído, permite sentir, testemunhar e apreciar o trabalho artesanal da apanha deste vegetal que também tem projectado o nome deste concelho. “
Dircurso de Silvério Manata, Grão-mestre da Confraria Nabos e Companhia, no VII capítulo da Confraria.

terça-feira, dezembro 09, 2008

Engenheiros

As obras da responsabilidade da Câmara Municipal de Cantanhede seguem a máxima do “cada tiro cada melro, cada cavadela uma minhoca”.
Do lado esquerdo da estrada na foto, e numa cota superior, encontra-se a lagoa da Bunheira que tem um escoamento natural para norte, lado direito da foto. Ao fundo, junto às árvores altas, é que está localizado o aqueduto de escoamento das águas da lagoa.
Com as obras aqui apresentadas, mais uns dias de chuva e a estrada entre o Escoural e os Barrins ficará inundada e intransitável.
Assim, ofereço um teodolito ao ausente presidente da Câmara Municipal de Cantanhede, pois estou farto de pagar tanta asneira.