terça-feira, outubro 28, 2008

Pela minha rica saúde

No tempo do Sr. Oliveira o vinho dava de comer a um milhão de portugueses. Na actualidade é só fazer as contas ao número de copos de vinho tinto que devo beber por semana. Ainda hoje terei que passar pela Barmácia, sem falta!

quinta-feira, outubro 23, 2008

Atelier

O atelier, onde pratico um dos meus hobbies, está uma bagunça! Quem me ajuda a colocar em prática os 5S?

quarta-feira, outubro 22, 2008

2º encontro internacional de guitarra portuguesa

Carlos Marques Ferreira, Fernando Paulo, Manuel Ribeiro e Paulo Soares na noite de Coimbra do 2º encontro internacional de guitarra portuguesa.
Muita coisa em comum por Coimbra. Da engenharia à Tuna, da guitarra ao copo.

segunda-feira, outubro 13, 2008

Eu é que sou o presidente da junta

Fazer chover no molhado

Ainda há menos de 2 anos o calcetado do arraial da Tocha era o orgulho, a Obra do Sr. presidente da Junta. Agora, talvez devido a algum achado arqueológico, talvez moedas caídas da bolsa da Dona Maria da Silveira, o arraial é um novo estaleiro eleitoral para a colocação de granito, segundo me disseram. Depois do alarido com o calcário na praça do Marquês, não acredito que o Sr. presidente da junta se borre com granito, pois até já me contaram que nem calcário seria colocado, antes sim, voltaria o tradicional chão de terra batida. Os especialistas de fazer chover no molhado lá andam a gastar o dinheiro do munícipe, e tudo à boca calada na dita impressa local. Há dias, uma equipa de TV foi proibida de filmar o arraial, pois aqui quem manda são os senhores presidentes de Junta e de Câmara, que trabalham arduamente para a reeleição.

Punheta com grelo à vista

http://blog-do-manel.blogspot.com/2007/02/minha-aldeia.html

http://www.independentedecantanhede.com/jornal/index.php?option=com_content&task=view&id=579&Itemid=45

http://www.edi-colibri.pt/Triliv12.html

quinta-feira, outubro 02, 2008

A dona da política

Em tempos que já lá vão, cantava o Zé de Olhão que tinha um grande olho. Até o Casimiro do Godinho que tinha um, bem no meio da testa, para não se deixar enganar. Agora, parece que somos todos uns lapardões, uns tótós! A lavagem do passado que por aí anda em práticas bem elaboradas, tem como objectivo a lavagem da memória com algum sabão para os olhos dos que teimosamente resistem ao engano, mesmo que o destino os tenha feito naturais da vila de Olhão, ou a Mãe-natureza lhes tenha colocado um olho no meio da testa. Quando os que fizeram parte do problema se apresentam agora como parte da solução praticando a lavagem do tempo de memória, trazem-me as lembranças dos tempos em que as donas da casa lavavam a roupa suja, à mão, nos ribeiros da Gândara. Nesses tempos, ainda se podia ver cuecas e combinações a corar pelas motas das valas. Agora, nem de vergonha se vê alguém a corar, combinações já não se usam e cuecas nem vê-las.

quinta-feira, setembro 25, 2008

A máquina de lavar

A máquina de lavar roupa à mão continua a funcionar, como a provar que o cego é aquele que não quer ver. Isto é visível nas palavras usadas, tais como trabalhadores e traição, vincadas nas teses apresentadas à discussão, que só tem a função de polir e doutrinar a unanimidade no preparar da peregrinação, que culminará em acto de liturgia previamente conhecida e aceite. Nada de novo a bombordo. http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1343890&idCanal=23

quarta-feira, setembro 24, 2008

terça-feira, setembro 23, 2008

Equinócios gandareses

Ontem foi o equinócio de Setembro, uma das ocasiões do ano em que o dia e a noite duram o mesmo tempo. Neste momento limiar em que a noite começa a ganhar ao dia até ao solstício de Dezembro, vem-me à mente o dito limiar da pobreza, que não se resume a um valor de trezentos e tantos euros, pois o conceito de pobreza tem vindo a alargar-se, centrando-se na insuficiência de recursos também de natureza social, cultural, política e ambiental. As práticas utilizadas na redução do índice de pobreza em Portugal não têm tido a eficácia que inicialmente se propunham. Há grupos sociais onde uma parte dos seus membros nunca chega a mexer uma palha, encontrando excelentes oportunidades nos apoios sociais para viverem com rendimentos que até superam os que contribuem para o bolo a distribuir. Quando a pobreza está ligada à falta de vontade de trabalhar, aí encontramos o injusto, onde o cultural se apresenta como sendo principal défice.

quinta-feira, setembro 18, 2008

O multador

Podiam ter-me avisado que estava aberta a época da caça à multa!

quarta-feira, setembro 17, 2008

Gândara

(Zebras: a agricultura que foi atrás do dono)
«Sabes o que me lembra este céu? Mais ou menos: a guerra dos astros. Tal e qual. A guerra dos mundos. Um sol maléfico, que tenta destruir a maquete, e sete planetas menores que tentam defendê-la.» [Finisterra, Carlos de Oliveira]

Eu Sei Que Vou Te Amar

terça-feira, setembro 16, 2008

quarta-feira, setembro 10, 2008

SLB

Depois do Ricardo dos frangos assados, o Quim dos frangos guizados.
Não culpem a baixa estatura do rapaz, pois ele tem uma estatura idêntica à minha e eu fico chateado (por dentro) quando quando me chamam baixote.
Dedico este post ao meu amigo benfiquista.
Um abraço Amigo Heleno!

Vamos acelerar a partícula

Se queremos conhecer melhor a origem, a evolução e o destino do universo, temos de penetrar no mundo das partículas subatómicas.

quarta-feira, setembro 03, 2008

Virá aí mais do mesmo?

O concelho de Cantanhede não pode ser visto pensado ou gerido como uma aldeia, nem a sua Câmara pode ser um centro de influências para empregos, tachos e favores para alguns, muito menos a sua gestão focada no perpetuar e mantimento de clientelas. Tem, ultimamente, faltado a Cantanhede autarcas de dimensão universalista e de ambição, que não seja só a sua própria e enorme ambição particular, pois esta apesar de chegar e sobrar bastante para alguns dos famosos protagonistas, não chega para o que se espera de um concelho bem servido de vias de comunicação, cujo enfoque deveria ser o munícipe, onde os autarcas se dizem apostar no lançamento do concelho para o exterior com festas e encontros desportivos e muito marketing promocional pago em troca de favores de ordem vária e particular dos envolvidos. Por aquilo a que tenho assistido, a continuidade é o rumo afirmado e notado. Ora assim pouco irá mudar, dada a falta da capacidade de ir mais além, ou então a estratégia de uma visão de gestão de aldeia em tempos de festas estivais a servir os objectivos. Será assim tão importante andar de bicicleta, plantar umas árvores aqui ou acolá, distribuir subsí­dios para às associações recreativas e desportivas, ter um sistema de gestão ambiental e não só que se auto avalia e se apresenta sempre no auge, ter parques desportivos até com golfe, e ao mesmo tempo transformar os presidentes de junta de freguesia em presidente de comissão de festas, com se esse fosse o seu papel, e como se as festas sejam só por si a cultura, gerir as obras no espaço (visibilidade do lado do automobilistas passante) e no tempo (calendário eleitoral), com o esperado aumento dos custos e da não qualidade, e isto tudo em nome de uma continuidade, como se a reeleição fosse efectivamente o que se espera dos presidentes das juntas de freguesia? De um presidente da autarquia exigem-se ideias, projectos, capacidade de decisão para transformar o falso desenvolvimento sem suporte e sem sustentabilidade económica, social e cultural, em projectos de futuro. Cantanhede tem que ser mais competitiva, tem que proporcionar aos seus munícipes para que possam trabalhar no concelho, e não por aí a esmo do que as vias de comunicação proporcionam, no estrangeiro, ou dos subsídios e empregos sem qualificação ou em obsolescência. Para que nos servem todas estas vias de comunicação se elas só nos atravessam os nossos pinhais, terras de cultivo e aldeias, ao mesmo tempo que não nos proporcionam oportunidades de procura de novas janelas económicas e de negócios? É que estamos a perder qualidade de vida ao mesmo tempo que se não tem competitividade quando se envelhece ao mesmo ritmo que se empobrece. Mas será este tipo de propostas alternativas que iremos encontrar nos outdoors daqui a um ano? Daqui a um ano, a foto do outdoor apresentará o candidato ainda mais jovem, ainda mais cheio de energia, isto tudo graças aos computadores, a afirmar que ainda quer fazer mais, porque o munícipe merece mais. Virá aí mais do mesmo?

segunda-feira, setembro 01, 2008

sexta-feira, agosto 29, 2008

Vamos todos jogar golfe

“Mas a autarquia quer pessoas a praticar e por isso louve-se a ideia da criação de uma escola de golfe municipal, introduzindo a modalidade logo no1.º ciclo do ensino básico.” (in campeão das províncias).

quinta-feira, agosto 28, 2008

Turismo na Praia da Tocha

(Clicar na imagem para aumentar)

quarta-feira, agosto 27, 2008

Memória das Férias

Memórias do que foi um bom lance de carapau efectuado pela companha de Arte Xávega do Lídio da Praia da Tocha. Naquela vez o lance também era um pouco meu, pois tinha ido ao mar no pequeno Infante D. Henrique. A foto tirada pelo Dr. (Amigo) Arlindo Cunha, antes da vulgarização das actuais máquinas digitais, data dos idos 1999 ou 2000. Olhem pra mim, todo vaidoso, armado em grande pescador!

terça-feira, agosto 26, 2008

Visitantes do meu Blog

Só as meninas boas frequentam o meu blog.
As meninas más têm muito mais que fazer.

Colher de chá

segunda-feira, agosto 25, 2008

Brinquedos e utensílios

(clicar na imagem para aumentar)
Mercado da Praia da Tocha.

Arte Xávega da Tocha

Recolha do canelão na Companha do Lídio e do Zé.

quarta-feira, agosto 20, 2008

A Tocha é vila

Adenda de 31 de Agosto de 2008: Será que o jornal de Coimbra de nome “Asbeiras” de 29-08-2008, em plena página 9, continua a apregoar um acontecimento que não aconteceu, como pleonasmo recorrente de que está ao serviço de quem paga o estágio de jornalismo? Só pergunto se com uma pouquinha vergonha na cara não ficaria bem pelo menos uma omissão.
A permanente festa que a Câmara de Cantanhede escolheu como veículo para se projectar para o exterior, que tem passado pela festa Expofacic até ao último jogo/treino de futebol sub 21 entre as selecções de Portugal e República Checa, passando pelos Dixland, é a imagem da gaja que tem o pacto com o Diabo. Além da tradicional e diabólica contratual cópula e do ritual do beijo no fedorento cu do Unha Rachada para que possa ser digna do verso de Alexandre O’Neill, “ tão linda e tão puta”, é requerido um conhecimento e uma logística de qualquer comissão de festas, que terá que superar as dos idos “Tocha vila Praia nossa” dos porcos dependurados nos plátanos do arraial, ou os até mais sofisticados idos “hoje vila amanhã concelho”. Ali para os lados da Praça do Marquês de Marialva tais práticas tem tido o sucesso que tem faltado no Largo do Finfas. Talvez pelo facto do Finfas, o aldeão da Caniceira, não ser marquês. A V Festa da Batata Assada na Areia não se realizou, como a justificar que a Tocha é vila e a Praia não é nossa. Para a História fica o cartaz e o silêncio daqueles que são pagos para projectar o concelho para o exterior.

Retratos do trabalho

A etiqueta e o luxo

O tipo desce na estação de metro de NY vestindo jeans, t-shirt e boné, encosta-se próximo à entrada, tira o violino da caixa e começa a tocar com entusiasmo para a multidão que passa por ali, bem na hora rush matinal. Durante os 45 minutos que tocou, foi praticamente ignorado pelos transeuntes, ninguém sabia, mas o músico era Joshua Bell, um dos maiores violinistas do mundo, executando peças musicais consagradas num instrumento raríssimo, um Stradivarius de 1713, estimado em mais de 3 milhões de dólares. Alguns dias antes Bell tinha tocado no Symphony Hall de Boston, onde os melhores lugares custam a "bagatela" de 1000 dólares. A experiência, gravada em vídeo, mostra homens e mulheres de andar rápido, copo de café na mão, telemóvel ao ouvido, crachá balançando no pescoço, indiferentes ao som do violino. A iniciativa realizada pelo jornal The Washington Post era a de lançar um debate sobre valor, contexto e arte. Conclusão: estamos acostumados a dar valor às coisas quando estão num contexto. Bell era uma obra de arte sem moldura. Um artefato de luxo sem etiqueta de glamour. Somente uma mulher reconheceu a música...

terça-feira, agosto 12, 2008

quinta-feira, agosto 07, 2008

Silêncio

Escrevo esta mensagem na biblioteca da Praia da Tocha. Devo estar velho ou então as coisas mudaram e eu não acompanhei. Uma biblioteca tem algo de sagrado e de silêncio que nesta faltam. São conversas de treta, de interesse particular com vozes tipo corneta de personagens que se julgam importantes. Falta a placa com as letras SILÊNCIO.

segunda-feira, agosto 04, 2008

Xutos

Xutos e Pontapés: um concerto e um grupo honestos.

sexta-feira, agosto 01, 2008

A amena cavacada

Depois da banalização das mensagens de Natal e Ano Novo, só faltou ao Sr. Presidente nesta última URBI ET ORBI televisiva desejar um santo Carnaval, uma Páscoa cheia de prosperidade, um Natal de jejum e um Ano novo com muita aleluia e ressurreição. Sei que o venezuelano Chavez tem por terras de Simão Bolívar um programa televisivo só dele, onde ele tudo sabe, enquanto o petróleo não descer 20 dólares. Do Sr. Presidente Silva só me espantaria um do anúncio de um qualquer terceiro segredo guardado por jovens recém recenseados e interessados para a política, o desejo milagrado do Presidente, mas só poderiam ser videntes de alguma N. S. da Política, aparecida sobre alguma laranjeira das que existem nos arredores de um qualquer festival de Verão organizado pelo genro presidencial. “Não fazemos nada porque não temos dinheiro, mas é precisamente porque não fazemos nada que não temos dinheiro”, foi o que o professor de economia deve ter citado pelo menos em uma das suas aulas, no tempo em que deu aulas. Mas com os dinheirinhos que vai recebendo o Sr. Presidente, não precisará fazer muito, tal como outros. Só faz quem não tem dinheiro, pois quem tem dinheiro compra já feito.
Não havia necessidade de interromper as férias Sr. Presidente. Pela parte que me toca agradeço, quanto mais não seja pelo facto de me ter levado a fazer esta mensagem e o rabisco onde tento caricaturar Vexa. Ainda não compreendi o porquê deste tabu todo antes da sua comunicação televisiva.

quarta-feira, julho 30, 2008

terça-feira, julho 29, 2008

Postal Expofacic da Praia da Tocha

A poupança de água potável na rega da grama e a segurança estão na primeira linha da organização da Expofacic, onde todos os fiscais da Inova devem ter uma entrada permanente, EP, como na Festa do Avante.

segunda-feira, julho 28, 2008

Nasceu o Menino. A surpresa não foi nem o curral nem a pobreza nem o toque divino nem a beleza sobrenatural foi o sexo - era feminino. Carlos Carranca http://ccarranca.blogspot.com/ http://ccarranca.blogspot.com/search?q=natal+feminino

sexta-feira, julho 25, 2008

A voz do burro

Aqui vai a minha solidariedade ao nobre animal orelhudo que, tão bem dotado foi pela Mãe Natureza, tem sido uma referência na blogosfera. Há muitos muros a derrubar. Muros nas mentes dogmáticas de verdades únicas suportadas numa fé que além de chatearem quem os rodeia, culpam os outros pelos tiros que vão dando nos próprios pés.

terça-feira, julho 22, 2008

VW carocha

A limusine de luxo vai levar mais um avanço.
Espero que ainda este ano queime pneus no alcatrão da A17.

Comida ao almoço

(Roubado ao António)
Sabemos do Sr. Das Neves que não há almoços grátis.
Então a quem é que ele está a pagar os almoço das segundas?
A vida custa a todos e um almoço bem comido às segundas vale bem uma missa. O homem está a pagar o frete a alguém, favores antigos, ou então anda por ali um trauma dos grandes, rejeições antigas, enganos velhos ou suspeitas recentes. Até parece que o Sr. Das Neves ou tem ódio à Mulher. Ou será medo do feminino? Com as continuadas homilias das segundas, lá vai fazendo o carreto a alguém a quem deve o favor, onde até a Dona Manuel Leite parece ser uma feminista “avangard” se disser em próximas entrevistas televisivas que a prática do acto sexual, às vezes, não é só para procriação. Quanto mais sério o Sr. Das Neves escreve, mais anedótico se torna. Vamos almoçar, mas cada um paga o que come.

sexta-feira, julho 18, 2008

quarta-feira, julho 16, 2008

Onde fica a Tocha?

Os visitantes desta Gândara, que diz tanto ter... até coração, além de excelência, devem ser informados d'alguma forma onde fica a A-17 e o nó da Tocha, onde o principal acesso tarda, e a alternativa são caminhos rurais sem condições para tal!

segunda-feira, julho 14, 2008

Post repedido para o regadio

(Os novos buracos da Câmara Municipal de Cantanhede ou o plano para a poupança de água)
Apetecia-me escrever um texto demagógico que fosse uma ferramenta de trabalho salvadora e messiânica.
Com tantos salvadores e sebastiões a quererem regressar em manhãs de nevoeiro, nem valeria a pena realizar eleições para isto e para aquilo, dado que estas são uma perda de tempo e só dão chatices e zangas ente vizinhos e amigos.
Como ainda não consegui escrever tal texto carregado de demagogia, a mente voa para a frase que li algures:
“A ignorância, quando corresponde àquilo em que as pessoas querem acreditar, não é passível de ser combatida.”
A ignorância é o pasto que alimenta a vaca da demagogia e o demagogo protege em todas as frente quem pisa tal erva.

quarta-feira, julho 09, 2008

Verão

O mês de S. Tiago no meu quintal.

domingo, julho 06, 2008

quarta-feira, julho 02, 2008

Guitarra portuguesa

Hoje teve as suas primeiras cordas.

Faltam os pequenos ajustes.

terça-feira, julho 01, 2008

A desertificação da Gândara

Não estou a afirmar que a Gândara deixou de ser verde! O que quero dizer é que está a ficar deserta em termos agrícolas, ao abandono, sem população activa e em exclusão rural. A Gândara, a velha Gândara agrícola que se afirmou como tal, definha e morre. Foi excluída, tal como a maioria do país rural, da Política Agrícola Comum desenhada para a agricultura de alguns países. Entre estes, temos a França como exemplo. Foi o então primeiro-ministro Cavaco Silva, o primeiro-ministro que mais votos teve do mundo rural, o que mais esqueceu a Agricultura abandonada por Bruxelas, levando à transformação dos agricultores em serventes das obras que agora entulham as cidades. Depois vieram outros que se limitaram a gerir ajudas e subsídios comunitários, faltando uma política que seja activa na promoção da sustentabilidade agrícola e ambiental. Depois do deserto cheio de eucaliptos do Sr. Cavaco Silva, os primeiros ministro que lhe seguiram até parecem julgar que a dita árvore australiana de origem passou a ser autóctone, enquanto o tecido social agrícola da Gândara está degradado, onde o mato e as silvas tomam conta das terras.

Economicismo católico

Ontem, ouvi na TSF que a Junta de Freguesia da Glória (Aveiro onde já morei) está a praticar a caridade, pagando a algumas famílias determinadas despesas. Como a pobreza endémica tem razões culturais, não é com mais investimento na sopa dos pobres ou caridadezinha que será combatida com algum sucesso. Os problemas velhos costumam ser ultrapassados com recursos a soluções inovadoras. Estas terão que ser de longo prazo, onde o tipo de economicista católico só aparece para se justificar, e lutar pela sua própria sobrevivência.