domingo, abril 15, 2007

As mãos

Com mãos se faz a paz se faz a guerra.
Com mãos tudo se faz e se desfaz.
Com mãos se faz o poema – e são de terra.
Com mãos se faz a guerra – e são a paz.
Com mãos se rasga o mar. Com mãos se lavra.
Não são de pedras estas casas mas
de mãos. E estão no fruto e na palavra
as mãos que são o canto e são as armas.
E cravam-se no Tempo como farpas
as mãos que vês nas coisas transformadas.
Folhas que vão no vento: verdes harpas.
De mãos é cada flor cada cidade.
Ninguém pode vencer estas espadas:
nas tuas mãos começa a liberdade.
Manuel Alegre, O Canto e as Armas, 1967

Uma questão de Cultura (3)

Vive a Gândara com o teimoso enraizamento que tem sido bem adubado pelos autos intitulados guardiães “daquilo que deve ser”. Têm sido nestas estruturas de base o apoio do poder local e nem só, apesar de este às vezes se apresentar embrulhado com papel colorido dando aspecto de modernidade nas vestes e nas palavras. Mas tudo isto não passa da manutenção da velha sociedade paroquial, com mania de fineza, opulência parola, com tiques de sinais exteriores de riqueza e outra manias afins, que ainda não perdeu os piores tiques do atraso, do rancor e pior ainda, o da inveja. Todo este aspecto de modernidade que se tenta mostrar não é urbanidade, mas sim um cosmopolitismo não urbano e invejoso. Não passa do retrato da sociedade portuguesa, olhada aqui nesta Gândara, mesmo em frente do nosso nariz

terça-feira, abril 10, 2007

Olhando sobre as nuvens

Há vezes torna-se vantajoso olhar sobre as nuvens. O que se ouviu só na prelecção inicial de uma missa da Confraria da Gândara (Tocha), II capítulo realizado a 31 de Março foi de tal forma nebuloso que aí se sentiu a vantagem de olhar sobre as nuvens. Parafraseando Bocage, “era alçar e bater que até parecia f…… E o que parece, é! Foi com cara de riso de muitos que se foi ouvindo a infeliz intervenção do padre, o senhor José Quitério, que tanto lustro passou no presidente da Câmara de Cantanhede que encontrava sentado em pleno altar, mais à sua acção política, que até o nosso homem se sentia mal na cadeira. Tanto elogio que até fedia. Mas ainda bem que o fez, pois fiquei a saber que o dinheiro da minha contribuição autárquica serviu para os toques de duvidoso gosto do sino que não deixa dormir as pessoas do largo da vila, onde felizmente não moro. Mais caricato foi a encenação do convite tardio, já com a cerimónia iniciada, efectuado pelo padre ao presidente da Junta de Freguesia da Tocha, promovendo o autarca a presidente da nossa paróquia. E fiquei também a saber mais umas coisas pró fundamentalismo religioso sobre a Constituição Europeia. Era de comentar, não havia necessidade. O que ficou, ou pareceu ficar, foi a entrega de uma encomenda mal embrulhada. Não sei quem encomendou tal discurso ao senhor José Quitério, mas sei que a intervenção inicial da missa do senhor José Quitério, se não era, parecia ser uma autêntica mostra da promiscuidade existente entre púlpito e politiquice de discurso mal elaborado. Sorte teve a girafa!

Assine aqui Sr. Presidente

Cavaco Silva foi muito pressionado para vetar a lei, mas acabou, agora, por promulgar, optando por enviar uma mensagem com recomendações aos deputados.

domingo, abril 08, 2007

Procissão

Encontro esta notícia (Clicar aqui ) e percebo a importância do negócio das religiões em permanecerem estáticas e em se afirmarem infalíveis. Eu que quando erro, aprendo, evoluo e compreendo o negócio, mesmo até quase duvidando do meu próprio cepticismo. Mas dar 6.000 euros, em leilão, só par ir na procissão como figurante de Maria Madalena é obra! Um puro exibicionismo que se torna urgente em importar para colmatar os deficits dos nossos municípios. Depois de investir em festas só cá faltava o investimento em procissões! É só uma sugestão.

sábado, abril 07, 2007

Favas à gandaresa

Batatas da sementeira do dia de S. Amaro, mesmo entre roseiras, foram cozinhadas e comidas hoje com favas, à gandaresa.

quinta-feira, abril 05, 2007

Uma questão de Cultura (2)

A questão cultural local que está relacionada com as autarquias, é neste momento a actual solução da continuidade, na repetição da fórmula “panis et circus”, em que os números apresentados ao espectáculo na tenda do circo, mesmo mudando o cabeça de cartaz, apontam na política assente no gasto e na redistribuição, números estes que têm sido aplaudidos no passado conforme as circunstancias em função dos diversos públicos presentes ao espectáculo, isto é, mais do mesmo. Partindo do ingénuo princípio que o número do gasto deixa de ser levado à pista, ficando assim o número circense da redistribuição. A pergunta que coloco é se existe riqueza para distribuir. Ora como a riqueza não aumenta e o passo dado tem sido maior que a perna, a fórmula apresenta-se como estafada, em que as autarquias (Câmaras e Juntas de Freguesia) se têm apresentado mais como redistribuidoras e gastadoras de uma parte dos impostos arrecadados pelo Estado, isto apesar dos enfeites, laços e fitas e aspecto lavadinho para acompanhar a moda. Alegremente vamos empobrecendo, enquanto o dinheiro para pagar ao gaiteiro tem que aparecer de qualquer jeito.

quarta-feira, abril 04, 2007

Uma questão de Cultura (1)

As condições económicas locais estão ligadas, mais do que muitos possam imaginar, à globalização que vivemos. Foi também com o contínuo crescimento desta dita globalização, e graças também a esta, que vimos surgir um aumento de uma “classe média” que consume e comercializa uma grande gama de produtos, que com o esbatimento das fronteiras europeias relativamente aos mercados e produção orientais tão ávidos de matérias primas e energia, nos colocam à nossa frente produtos que nos tornam a nós, europeus, receosos em relação a esta nova situação de concorrência internacional. Ora assim, a economia local vai empobrecendo, pois os ganhos que tinha-mos com o dito comércio internacional desapareceu faz tempo, e a Europa já não tem subsídios para nos dar. Mas o circo autárquico continua com festas e mais festas, desperdício e mais desperdício. É só dar uma volta e ver com olhos de ver, pois ter um olho bem no meio da testa não será condição necessária.

terça-feira, abril 03, 2007

Modernidade

Os sapatos de Mia Couto
"Não podemos entrar na modernidade com o actual fardo de preconceitos. À porta da modernidade precisamos de nos descalçar. Eu contei Sete Sapatos Sujos que necessitamos deixar na soleira da porta dos tempos novos. Haverá muitos. Mas eu tinha que escolher e sete é um número mágico: . Primeiro Sapato - A ideia de que os culpados são sempre os outros. . Segundo Sapato - A ideia de que o sucesso não nasce do trabalho. . Terceiro Sapato - O preconceito de que quem critica é um inimigo. . Quarto Sapato - A ideia de que mudar as palavras muda a realidade. . Quinto Sapato - A vergonha de ser pobre e o culto das aparências. . Sexto Sapato - A passividade perante a injustiça.
. Sétimo Sapato - A ideia de que, para sermos modernos, temos de imitar os outros.

domingo, abril 01, 2007

O supositório

A azia continua a arder nas mentes mais retrógradas da nossa sociedade. (clicar ) (clicar tb aqui) Se quiserem ter centros de aconselhamento, tudo bem, que os organizem! Mas lembro que a uma mulher que opte pelo aborto, passar por esses centros nunca deverá ser obrigatório. Centros de aconselhamento sim, centros de desaconselhando é que não.
Agora aconselho a esses moralistas a passar, também, atestados de virgindade. Se a azia continua a apertar, este meu centro de aconselhamento aconselha a toma de um supositório.

Afinação

Eu quero essa coisa bem afiada.

Hoje tratei do meu jardim

quinta-feira, março 29, 2007

Aprendizagens

Harold Pinter. Nobel da literatura de 2005. (Não sabia da sua existência, e ainda não o conheço) "O teatro de Harold Pinter revela um universo singular, cómico e aterrador, feito de sub-entendidos, mal-entendidos ou puros equívocos. Nele observa-se, como se fosse ao microscópio, personagens que vegetam confusamente, de quem quase nada se sabe e que, de repente, explode num confronto em que as palavras são armas mortais. Estamos no reino do falso para se atingir uma verdade que é ainda mais falsa. As perguntas que se colocam não são aquelas que nos vêm à cabeça e a resposta, ou a recusa de responder limita-se a aumentar o abismo da incompreensão. O pudor torna-se violência, o sorriso ameaça, o desejo impotência, a vitória desfaz-se."
Eric Kahane (Também não sei quem é) Aprendo com desconhecidos.

segunda-feira, março 26, 2007

Leituras (2)

Ainda bem que se fala de Salazar, pois assim muitos jovens que nem imaginam como foi a vida deste país no tempo de Salazar, poderão começar a ler sobre o ditador. Lembro a todos que eu tinha 15 anos a quando do 25 de Abril de 74. Vivia com o futuro numa guerra que não entendia, onde morreu um parente meu, da minha aldeia do Escoural, de nome Mário Ribeiro e o meu primo Manel da Taboeira, este a 24 de Abril de 1974. Os nomes deles estão cada um em sua placa, no chão, ao lado de um monumento do Plácido em Cantanhede, eleitoralisticamente inaugurado e sem a arte para homenagear estes que lembro e que também foram vítimas de Salazar. Penso que a dita "eleição" do Salazar tem esta qualquer coisa de boa para o futuro, que é levar os jovens a ler sobre o dito, apesar de me lembrar um passado triste.

domingo, março 25, 2007

A descoberta da pólvora

O Tribunal de Contas descobriu o que toda a gente sabia mas ninguém falava relativamente às empresas municipais e os nossos autarcas. Claro que a INOVA (a empresa municipal de Cantanhede) não estará neste rol, pois esta tem sido um modelo na dedicação à causa pública e nossos autarcas na defesa da democracia. Claro que ninguém na INOVA usa, usou ou abusou, directa ou indirectamente da empresa em proveito próprio. Claro que o que diz o Sr. Fernando Ruas do PSD sobre os ordenados “moralmente condenáveis” não se aplicará ao caso Inova, pois tudo tem sido claro como água, tudo tem sido transparente como a água dos Olhos da Fervença, um caso à parte. (http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=12&id_news=268724) (clicar)

A História e os documentos

(Clicar sobre as fotos para as aumentar.)
Historicamente, prova-se que o Vítor tocou comigo guitarra na Associação de Moradores a quando do lançamento do livro “Crónicas Gandaresas” de Idalécio Cação. Apesar da foto tirada por Alves André, a Ana nunca lá esteve e o Paulo Frade passou a proferir uma palestra sem a ter proferido. Os jornais nunca dizem mentiras. A História é feita de documentos.

quinta-feira, março 22, 2007

Fogo puro

Ontem senti a paixão do discurso, um espelho que por teimosia me devolvia o que fui há vinte anos. Conforme te disse, o céu estava estrelado. Quantas estrelas mortas cujo brilho ainda nos chega. Como perceber o brilho de uma estrela que já não existe? Não nego a lógica da explicação, tento perceber o que são anos-luz. Voltei a casa e estaquei encadeado pela tua ausência. Olhando em volta fiz o inventário das recordações que nos sobreviveram. Sabes que a astronomia é bem mais simples do que pensava?

O Princípio do Fim e Fim do Princípio

"Não me preocupa o princípio do fim, porque é a Natureza. Preocupa-me é o fim dos princípios. " Estas podem muito bem ser atribuídas a Winston Churchill, mas também a qualquer outro que carregue consigo princípios éticos e morais práticos.

terça-feira, março 20, 2007

Idalécio Cação

Idalécio é um trabalhador braçal, prepara o terreno, baldeia-o, mistura a areia branca com a preta, para que as letras gandaresas frutifiquem nas dunas de Carlos de Oliveira. Um homem ao alto, parado no meio de uma terra.
Encontramos muitos homens e mulheres ao alto e parados, no meio das terras, as sementeiras de memórias.

A viola ao tocador

Mas afinal o que é que se passa com o Clube de Futebol da cidade de Cantanhede? A quem interessa este estado de coisas? "Para os actuais lideres, esta é uma situação algo caricata, pois “fala-se na construção de um novo estádio para Cantanhede. Se não for o Marialvas a jogar lá, tem de ser criado outro clube”, lembra o dirigente. A equipa sénior do Marialvas disputa actualmente a Divisão de Honra da Associação de Futebol de Coimbra (AFC), sendo 8.º classificado da prova, com 32 pontos. Nas camadas jovens, várias formações do Marialvas disputam os campeonatos tutelados pela AFC.” In asbeiras “ Qual será a opinião do Vereador do Desporto?

segunda-feira, março 19, 2007

A prenda

Conjunto António Mafra

De vez em quando o revivalismo aperta e até é justificado. Agora que a dupla Paulo Portas e Pedro Lopes, o dueto “Os Paralelos do Ritmo” prometem voltar, irei passar a ouvir, também, o conjunto António Mafra intercalado com Astor Piazzola, entre outros, como esforço para o meu ecletismo cultural.

domingo, março 18, 2007

O pecado original

Muita coisa está mudando nas consciências das pessoas, em que a autoridade tradicional está a ficar limitada e circunscrita mesmo só ao tradicional no sentido definhado que ele tem, em que o poder de conformar consciências já não é o que era. Muita coisa mudou, e até a arte de fazer a guerra ideológica com a famosa ponderação sábia se obriga a repensar as tácticas e alterar as estratégias. Quando torno público a minha opinião e o meu sentido de voto, isso só me fez sentir mais livre e responsável. Concordo com quem afirmou que, politicamente, a igreja já não tem poder de conformação das consciências. Ás vezes é mais difícil saber ganhar do que saber perder.

quinta-feira, março 15, 2007

A liberdade de Voltaire

"Não concordo com uma única palavra do que dizes, mas defenderei até à morte o vosso direito de dizê-la."[Voltaire (François Marie Arouet), (1694-1778). Escritor e filósofo francês ]

terça-feira, março 13, 2007

segunda-feira, março 12, 2007

A grande porca

Este post vem a propósito de um cartaz que vi hoje em Aveiro, na rotunda das pirâmides sobre um tema caro a todos, que é a Saúde. Associo este cartaz ao o que os nossos autarcas desejam para cada uma das praças de município: um quartel de bombeiros, um batalhão de infantaria a cavalo, um quartel comando da GNR e uma esquadra da PSP, um café central, uma agência da CGD, uma casa de meninas (mas das boas), uma maternidade, uma auto estrada (mas sem portagens), um pavilhão gimnodesportivo multiusos para a prática do MotoCross indoor, um hospital, um centro de saúde, uma urgência, uma enorme rotunda para plantar flores de época e colocar uma estátua pirosa, um festa de arraial, muitas lojas de comercio tradicional abertas, dois hipermercados do Continente, um do Carrefur e dois do Modelo, no mínimo. Se tudo fosse como os nossos autarcas desejam, Portugal seria uma república federativa formada por uma federação de 320 municípios (ou lá quantos são), uma autêntica organização de meter inveja organizacional às próprias Nações Unidas. Empregariam uma parte dos munícipes nos serviços municipalizados, outra parte nas empresas municipais e a parte restante, excluindo os beneficiários do rendimento mínimo ou de inserção social, iriam para a administração central, pois o Estado também precisaria de alguns funcionários, mesmo que sejam poucos os restantes disponíveis. Os Ucranianos trabalhariam nos balcões do comércio e nas caixas dos hipermercados. Até parece que é por isto que alguns autarcas lutam, tal qual uns demagogos desorientados que por aí andam.

Mulheres (1)

(recebido de um amigo)
Contributos do Manel para o museu do sal+azar.

domingo, março 11, 2007

A tribo tem destas coisas (1)

Os encontros com a guitarra foram na Sexta e ontem .

João Gentil (1)

Sexta à noite, na FNAC de Coimbra, o João passeou-me por espaços e mundos belos com a ajuda do Luís. Uma sonoridade de uma beleza única. Galliano, Kepa, Yann Tiersen, Tom Jobim, Astor Piazzola. Mais uma bela viagem que eu vivi! Obrigado João.

sexta-feira, março 09, 2007

Mulheres

Crer nas mulheres é crer no diabo, dizem!

quinta-feira, março 08, 2007

8 de Março de 2007

Algumas proibições à mulher antes do 25 de Abril de 1974: (roubado no ponteeuropa) - Casamento para as professoras do ensino primário, sem autorização superior e com a exigência de o futuro marido auferir maiores rendimentos; - Administração de bens próprios dentro do casamento; - Divórcio, para o casamento canónico; - Magistratura; - Carreira diplomática; - Saída para o estrangeiro, sem autorização do marido; - Justificação de faltas a mães solteira, por motivo de parto (função pública); - Casamento para as enfermeiras, cuja proibição terminou ainda no salazarismo.

quarta-feira, março 07, 2007

Os estúpidos semáforos

7,20 Horas da manhã. Sintonizo a Antena 2 com o sinal vermelho teimoso e duradoiro. Ouço as danças húngaras de Brahms orquestradas pelo próprio (informa o locutor) devido a pressões dos amigos, pois as tinha composto para 4 mãos, únicos toques permitidos em público para afectos em tempos idos. O estúpido semáforo do Corticeiro de Cima lá contiua teimosamenente aberto. Em frente a condenada casa do início do século passado, e os estúpidos e teimosos semáforos a prejudicar a todos, incluindo quem os lá mandou colocar. Se os semáforos lá não estivessem, onde se iria mostrar semáforos aos eleitores?

segunda-feira, março 05, 2007

Batatas do S.Amaro

A sementeira destas batatas foi realizada no dia de S. Amaro, mesmo entre roseiras. Um jardim para se comer com favas, à gandaresa.

Receita de Jovialidade de Pablo Picasso

Deita fora todos os números não essenciais à tua sobrevivência. Isso inclui idade, peso e altura. Deixa o médico preocupar-se com eles. É para isso que ele é pago. Frequenta, de preferência, amigos alegres. Os de "baixo astral" põem-te em baixo. Continua aprendendo... Aprende mais sobre computador, artesanato, jardinagem, qualquer coisa. Não deixes o teu cérebro desocupado. Uma mente sem uso é a oficina do diabo. E o nome do diabo é Alzheimer. Aprecia coisas simples. Ri sempre, muito e alto. Ri até perder o fôlego. Lágrimas acontecem. Aguenta, sofre e segue em frente. A única pessoa que te acompanha a vida toda és tu mesmo. Mantém-te vivo, enquanto vives! Rodeia-te daquilo de que gostas: família, animais, lembranças, música, plantas, um hobby, o que for. O teu lar é o teu refúgio. Aproveita a tua saúde; Se for boa, preserva-a. Se está instável, melhora-a. Se está abaixo desse nível, pede ajuda. Não faças viagens de remorso. Viaja para o Shopping, para a cidade vizinha, para um país estrangeiro, mas não faças viagens ao passado. Diz a quem amas, que realmente os amas, em todas as oportunidades. E lembra-te sempre de que: A vida não é medida pelo número de vezes que respiraste, mas pelos momentos em que perdeste o fôlego: de tanto rir... de surpresa... de êxtase... de felicidade...
(Recebido por e-mail)

domingo, março 04, 2007

Um gandarês em Paris

No cinema gandarês mais próximo de si.

sexta-feira, março 02, 2007

Pedra rija

O cumprimento de normas de segurança é um indicador do estado civilizacional de qualquer sociedade ou organização. Só que existe aquela coisa que o dinheiro não compra e o populismo demagógico e inculto nem sonha, pois para mostrar obra feita em vez de ter uma atitude pedagógica perante o centenário estado das coisas, impõe uma solução resultante da estúpida leitura que fez da lei. Que se eleve a protecção para a segurança imposta por lei é urgente, mas impor prazo sob ameaça com o matar da centenária estética, nunca! Estamos a ser governados por incultos! Esta tarde, em Portunhos, terra dos canteiros de António Gedeão e do mestre Alves André, a azáfama de elevar as tradicionais protecções em perda era geral, excepto para alguns, só por causa de uma coima de 16 contos, ao que me disseram.

E tem Cantanhede um museu da pedra!

quinta-feira, março 01, 2007

Demagogia, populismo e falta de pudor

“Cuba marcha bien y eso es lo más importante, aseguró el Comandante en Jefe en conversación telefónica con el presidente venezolano Hugo Chávez Frías, en el programa radial Aló Presidente de este martes.” Estas foram encontradas num site indicado por um leitor anónimo do blog do Manel. http://www.juventudrebelde.cu/cuba/2007-02-27/conversacion-telefonica-entre-fidel-castro-y-hugo-chavez-audio/ (clicar para ouvir) A demagogia é a vaca que o demagogo trata com todo o cuidado. Esta pasta e engorda no prado da ignorância não conscientemente assumida. Neste nicho ecológico se desenvolve toda uma cadeia alimentar complexa de que vive o demagogo. (Estas escrevi eu em Setembro de 2006) “Impensable cuanto caricatural es o populismo e como ele aindia pode sobrevivir. Como es triste o rizo que ele me provoca antes do su previsto FIM.” (Estas escribo EU en castellano Portuñol, en Marzo de 2007).

Quando a solução é o problema

A Escola não tem nada que aturar os adolescentes cujos pais e mães a não respeitam Não cabe à Escola servir como depósitos de adolescentes até uma determinada idade.
Que se dê à Escola a dignidade que ela merece, com o arrepiar nos caminhos que esta tem vindo a trilhar desde há 25 – 30 anos, e que se enterrem os muitos pruridos de ordem pedagógica e de outro tipo que por aí ainda são campeões, senão continuaremos a ler e a ouvir (jn/norte/estudante_agrediu_professora) notícias de professores agredidos por alunos ou pelos progenitores desses alunos. São esses alunos as batatas podres que contaminam todo o stock, cujos primeiros responsáveis são os progenitores ao se despirem da responsabilidade de educadores.

domingo, fevereiro 25, 2007

Urgências

"Portugal é um país pequeno, não tem cabimento a proliferação de urgências a funcionar mal e a gastar recursos preciosos que podem ser investido em centros maiores. Tem cabimento sim, exigir Urgências bem equipadas e uma forma rápida de lá chegar, e para as situações menos graves, unidades mais "básicas" no atendimento. Exigir uma rede mais eficaz de cobertura do INEM, de modo a que se chegue a qualquer ponto do país em tempo útil. é isso que faz a diferença, não o ter uma tasca qualquer aberta ao lado de casa." Estas palavras são da autoria da Cristina que por ofício e profissão lhe reconheço autoridade. (http://riquita1303.blogspot.com/2007/02/urgncias-i.html). É clicar para confirmar.

sábado, fevereiro 24, 2007

Zeca Afonso (1)

(Homenagem a Zeca Afonso, de Alves André)

quinta-feira, fevereiro 22, 2007

Zeca Afonso

Quando um amigo morre, só nos resta ressuscitá-lo.
O tempo fica desordenado e o espírito perdido na noite. É a poesia que faz os amantes, dizem. Hoje, o poeta assombra-nos nesta vivência que levamos. A todos nos marcou, e na nossa memória brota um lutador convicto, um lutador em que as homenagens, sentidas, trazem mais saudade e mais memória. São estas homenagens que nos trazem vida. Quando um amigo morre, é nosso dever ressuscitá-lo.