«Sabes o que me lembra este céu? Mais ou menos: a guerra dos astros. Tal e qual. A guerra dos mundos. Um sol maléfico, que tenta destruir a maquete, e sete planetas menores que tentam defendê-la.» [Finisterra, Carlos de Oliveira]
domingo, dezembro 24, 2006
quinta-feira, dezembro 21, 2006
A necessidade de mudar na Gândara
Vivemos num tempo de mudança, um tempo que exige trabalho e contenção.
Algumas coisas foram e têm sido feitas, mas tem sido coisas de pouco e duvidoso mérito em que quase tudo se atinge sem esforço. Mudar é difícil, mas não mudar é condenar ao atraso quer quem não muda, quer quem o envolve, isto é, um autentico acto de estupidez.
Tudo é calmo, tudo está no seu lugar, tudo vai bem por estas santas terras gandaresas. Só que o modelo está esgotado e vai definhando com os actores principais em palco a arrastarem-se com os mesmo números, a mesma anedota de riso fácil e final previsível e recorrendo cada vez mais ao volume do som e à intensidade da luz sobre o palco.
Não temos tido na Gândara, infelizmente, uma sociedade robusta e dinâmica, mas temos uma lista de instalados em pequenos poisos de duvidosa importância a emperrar a mudança.
É tempo de tirar a cabeça do buraco!
quarta-feira, dezembro 20, 2006
Artur Paredes
Há 26 anos, na escola da guitarra no “Chiado”, ouvi de Jorge Gomes: o velho está mal, e ainda com tanta Música e tanta Guitarra!
Somos, todos nós, os herdeiros de Artur Paredes e tudo devemos fazer em merecer tal herança.
Obrigado mestre Octávio pela tua música e pelo teu blog (http://guitarradecoimbra.blogspot.com/) .
domingo, dezembro 17, 2006
Memórias (2)
sábado, dezembro 16, 2006
quinta-feira, dezembro 14, 2006
Os best-sellers
Tal qual com os discos da música Pimba que não compro, mas cujos temas de tanto os ouvir por aí os trauteio sem dar por isso, não li nem vou ler os best-sellers de Santana Lopes, nem o mui badalado e fedorento livro de Carolina Salgado.Um e outro foram lançados no tempo pré natalício. Foi por acaso, só pode!
Mas lembro o que, uma vez, me disse Idalécio Cação acerca do jornal A Bola e sua importância para minimizar o analfabetismo funcional dos portugueses. O jornal A Bola e a revista Maria também são importantes. Mesmo muito importantes.
quarta-feira, dezembro 13, 2006
A tribo tem destas coisas
A guitarra portuguesa tem tido uma conotação com o acompanhamento do canto nas suas facetas regionais, fado de Lisboa e fado de Coimbra, apesar destas parcerias serem bastante recentes na história do instrumento.
No entanto, os encontros da tribo informam que é um instrumento solista, com passado muito antigo e riquíssimo, com um futuro promissor.
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Hobby
Parem de assustar a avestruz!...
Abortices
Eis os resultados do trabalho promovido pela Associação Portuguesa para o Planeamento da Família (APF), que defende a despenalização da interrupção voluntária de gravidez (IVG). Das duas mil mulheres inquiridas, 14,5 por cento admitiram já ter feito um aborto em algum momento da sua vida. Quando se restringe a pergunta ao universo daquelas que já engravidaram, porém, a percentagem das que afirmam ter interrompido a gravidez sobe para 20 por cento, ou seja, uma em cada cinco mulheres que engravidou em algum momento da sua vida fez um aborto. Mais de metade são mulheres até aos 24 anos, apesar de a percentagem na faixa etária entre os 25 e os 34 anos ter um peso significativo (35,6 por cento).Mas os dados deste inquérito encomendado pela APF a uma empresa de estudos de mercado (a Consulmark) - e que hoje vão ser apresentados na Maternidade Alfredo da Costa (MAC), em Lisboa - permitem ir bem para além da crueza dos números.A "fotografia" que daqui resulta põe em causa tanto a "perspectiva neo-realista", daqueles que advogam que este fenómeno afecta sobretudo "as pobrezinhas e jovenzinhas..................".
Vamos continuar a tapar o sol com a peneira?
Avestruzes há muitas, tal como chapéus.
segunda-feira, dezembro 11, 2006
domingo, dezembro 10, 2006
Enterre-se de imediato
sábado, dezembro 09, 2006
quinta-feira, dezembro 07, 2006
Sim, porque sim
Votarei sim no referendo!
Quase tudo o que vemos à nossa volta, incluindo o edifício moral e social em que vivemos, é e tem sido construído à dimensão dos homens, e os homens não engravidam.
E porque as vítimas têm sido as mulheres e só as mulheres, votarei sim, pois a elas deve ser reconhecida a liberdade do limite. Votarei sim sem dar nem receber lições de moral, respeitando quem irá votar sim e quem irá votar não. Votarei sim porque me esforço em não ser hipócrita.
segunda-feira, dezembro 04, 2006
quarta-feira, novembro 29, 2006
João Gentil
“Estou em vias de comprar um novo instrumento … ….. Não consigo esconder a ansiedade de ter o instrumento novo que está a chegar…..
Eu também não consigo esconder a ansiedade em ouvir o Astor Piazzola que já está dentro desse instrumento que tu irás tocar.Um país virtual
Para se ter fartura todo o ano, é preciso vir três cheias no ano, ou três cheias antes do Natal para bem de Portugal.
Esta é a sabedoria popular e antiga dos gandareses.
Este Inverno já veio a primeira cheia e os rios e ribeiras lá transbordaram, felizmente. Tal aconteceu com o Águeda, cujas visitas à Rua de Baixo tiveram em tempos direito a poemas e versos românticos.
Mas a imagem que as TVs deram foi outra. Até o taxista parisiense se mostrou alarmado com a escapadela amorosa que o rio fez pela cidade.
Isto acontece num país de TV, onde virtuais escritores e políticos têm o sucesso do best-seller. segunda-feira, novembro 27, 2006
Cada uma com seu perfume.
O lodo cheira!
Enquanto a Câmara Municipal de Lisboa aprova a toda a pressa uma urbanização num lugar seleccionado para o TGV (é o lodo a feder pelos corredores que dão acesso às decisões), por cá, no nosso pequeno e local atoleiros, continua tudo muito calado para o meu gosto. Desde um hotel na Praia da Tocha que nada se sabe em termos de PDM, até à possível passagem da INOVA de EM (empresa municipal) a SA (Sociedade Anónima), vai um silêncio de ouro, já que não há prata que pague a palavra até que se quebre a côdea e o cheiro se liberte.
domingo, novembro 26, 2006
quinta-feira, novembro 23, 2006
Água dura em pedra mole ... (4)
Por mim chamem-lhe até de assobio em vez de urgências. Eu que me chamo de Manel e sou gandarez, não quero é que por falta de um mata moscas me mandem para a Caldas da Rainha para colocação de uma prótese. 30 Outubro, 2006
quarta-feira, novembro 22, 2006
É a Cultura seu estúpido
Viva. Já vão uns dias em que fiz referência a este artigo, aqui escarrapachado pelo meu amigo, numa conversa com alguém que vive na Praia, sente, cheira, e come a Praia da Tocha na sua Plenitude (com letra maiúscula). Não me lembro de ter lido nada acerca do assunto em jornais regionais nem nos nacionais. (Talvez não seja importante). E isso lembra-me, a Carta Cultural do Concelho. Saiu? Já nasceu? Abortou prematuramente? E o Sr. Professor de Coimbra acabou o trabalho encomendado? Gostaria de saber. Só para saber. Abraço,
(leitor identificado)
05 Junho, 2006
sábado, novembro 18, 2006
terça-feira, novembro 07, 2006
Cooperativa Agrícola da Tocha
Os cenários de lojas fechadas, corredores vazios, lojas deprimidas e excluídas, o arrastamento para a eliminação de postos de trabalho associados, assim como aos largos prejuízos dos investidores, é uma realidade bem presente e constatada nas baixas e nos centros de cidades e vilas em que o fenómeno da instalação de grandes superfícies é uma realidade.
Agora, transformar as grandes superfícies como culpadas do que se avizinha para a Cooperativa Agrícola da Tocha e seu supermercado, é não perceber a mudança, ter o receio de ser livre e viver sob o resguardo protector (falso resguardo, pois tal protecção não existe) da gestão da situação, enquanto as barbas dos vizinhos há muito arderam, e se continuou e continua a assobiar para o lado, se continua a prestar vassalagem a quem se tem apresentado como timoneiros de toda e coisa nenhuma, sem estratégia, ao serviço desses senhores que se serviram e se vão servindo no atingir dos fins que para tais meios usam, em que as coisas se encaminham para o desfecho previsto.
Arrepiar caminho, ter uma estratégia adequada, repensar a Cooperativa, mesmo que tarde e a más hora, não chorar sobre leite derramado, isto é olhar o futuro com a realidade actual, colocando para o esquecimento os responsáveis, talvez haja ainda uma saída.
Talvez ainda a Cooperativa se volte para os enfoques de que nunca se deveria ter desviado, enfoques esses que são os associados, os colaboradores, os agricultores e a lavoura, enfim a região.
É de lembrar a todos que alguém se serviu e se foi servindo da actual estratégia (ou falta desta) na Cooperativa da Tocha, e que existem responsáveis que tiveram dividendos políticos de tudo o que se passou.
Neste tempo de mudança rápida, em que o perceber a mudança se torna mais valia, aparecerem aqueles que propõem a protecção deste ou daquele sector condenado pela roda avassaladora, é propor mais do mesmo, isto é fazer chover no molhado. Só com uma estratégia realista e arrojada se pode mudar sentido que aponta para o fim da Cooperativa Agrícola da Tocha.
Os colaboradores e os associados da Cooperativa e a região merecem mais. Mais mas não do mesmo, nem da repetição de filmes já vistos.
quarta-feira, novembro 01, 2006
Poços do Mato
Aqui existiu a pequena lagoa “Poços do Mato” onde nidificaram as aves aquáticas da minha infância.
Com a continuação do entulho de vária ordem para lá depositado, quer por particulares, quer das obras e podas dos plátanos do largo da Tocha efectuadas pela Junta de Freguesia da Tocha e lá directamente lançadas (onde até se pode observar os jovens plátanos que pegaram de estaca) e acabando com a demolição da velha casa de adobes, a coisa começou a cheira mal e lá veio a INOVA (a Inova é uma empresa municipal de Cantanhede) colocar a salvadora tabuleta.
E assim a lagoa morreu!
domingo, outubro 29, 2006
Um Verão de S. Martinho
O sol a anda baixo neste Outono, mesmo baixo e a descer muito depressa.
Eu nunca acreditei (eu nunca deveria tal afirmar, mas...) em tal projecto.
Nem eu nem JPP.
Bom stress de fim de Domingo a todos.
sexta-feira, outubro 27, 2006
O senhor é uma simpatia
terça-feira, outubro 24, 2006
Água dura em pedra mole ... (2)
Caro Manel,
Tentando dar mais um contributo para o não encerramento das urgências no hospital de Cantanhede , aqui vai uma análise, decorrente dum artigo que uma das tais eminências pardas da tal comissão que propõe o encerramento, fez no Jornal “o Publico” e que se chama Dr. Luís Campos e é, segundo ele, uma pessoa de bem e competente.(presunção e água benta!!!).
Pois diz essa pessoa, de bem e competente, que só existem em Portugal dois tipos de urgências : as médico- cirúrgicas e as polivalentes
Santa ignorância a minha!!!
Eu a pensar que no “nosso” hospital também havia urgência, apesar de não terem neurocirurgia, cirurgia vascular, ORL, oftalmologia, urologia, neurologia, e outras grandes diferenciações médicas.
E eu pensava que ia á urgência do nosso hospital quando o meu filho andava com febre
E eu pensava que ia a urgência do hospital quando me doem as costas e lá levava o “voltaren”
E eu pensava que era á urgência do hospital de Cantanhede onde o meu vizinho vai quando sofre de “asma” e recorre aflito ao Oxigénio
E eu pensava que era lá que ia a minha vizinha do 1ª direito quando o “aperto “ no peito quase a sufoca, mas que um milagroso comprimido debaixo da língua “desaperta”
E eu pensava que foi lá que a minha prima fez o penso quando se queimou na panela da sopa
E eu pensava que foi á urgência de Cantanhede que tinha ido o Ti João quando se cortou a fatiar aquela saborosa chouriça e lá lhe deram dois pontos
E eu pensava que era á urgência de Cantanhede que ia o Ti Manel quando a pedreira que ele tem nos “rinses” o atormenta e parece que o quer matar
Eu pensava que esta urgência servia para resolver estes pequenos contratempos, que podem ser pequenos para as eminências pardas , boas e competentes, mas grandes e quase mortais para quem os sente na pele
Essa tal comissão constituída de gente boa e competente quer que estas pessoas se desloquem 20 km onde lhe darão uma cor azul ou verde e os atirem para uma sala de espera, que pode ser de espera até 6-8 horas.
Meus amigos existem mais urgências para além daquelas medico cirúrgicas ou polivalentes que nos querem vender….
O que nós queremos é que não nos acabem com um bem muito muito precioso…..a solução de pequenos /grandes problemas da nossa saúde.
Um abraçoP(edra) M (ole)(Recebido por e-mail)
segunda-feira, outubro 23, 2006
Água dura em pedra mole ...
Desculpa lá ó Manel, intrometer-me nas tuas “guitarras”, nos teus roteiros gastronómicos, nas tuas poesias profundas, nas tuas “farpas Municipais”, nas tuas fotos de fazer “nascer agua na boca “, nas tuas reflexões e revoltas , no teu anti-benfiquismo…desculpa lá esta intromissão, mas permite-me que te proponha que esta pagina, que muito admiro, se transforme em momentos de reflexão, de indignação, de revolta, seja um lugar catalizador de amargura que vai na alma de todos os cantanhedenses e não só, por aquilo que uma tal Comissão de analise propôs para o Hospital de Cantanhede --- encerramento das urgências.
Tu sabias que essa tal comissão, feita de homens bons e sabedores, decidiu numa jogada de secretaria atirar o Serviço de Urgência do nosso Hospital para “canto” evitando assim que milhares de pessoas possam resolver os seus problemas de maneira célere e com qualidade?
Tu sabias que essa tal comissão constituída por homens bons e sabedores, diz que esta urgência já não existe desde 1996? Como se pode propor o encerramento duma “coisa” que não existe?
Tu sabias que a tal comissão constituída por, homens bons e sabedores, e por eminentes médicos de grandes hospitais , com grandes urgências e que essas eminências “pardas”não propõem o encerramento de urgências junto dos seus hospitais?
Um abraço
P(edra) M (ole)
(recebido po e-mail)sábado, outubro 21, 2006
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