quarta-feira, julho 26, 2006

Vai tudo a banhos prá Praia da Tocha

Quando terminada a Expofacic de Cantanhede, iremos aos chavões do costume! A continuidade, a mudança, a aproximação dos autarcas e das autarquias aos munícipes, a gestão exemplar, a conversão ao rigor orçamental. E novidades? Teremos tudo como dantes, quartel-general em Abrantes. A contínua campanha em movimento, autarcas em movimento, subsídios em movimentos, o paleio de querer fazer obra mas não haver dinheiro (o culpado é o Zé Socas), empréstimos em movimento, a mudança e diferença na continuidade tão indígena e tão igual a si própria, a máquina pesada que não muda, não se adapta, não se interessa efectivamente pelos munícipes. Será sina esperar que estes se saturem e se voltem para quem está por fora disto? Neste tempo de acalmia, de populismo esgotado pelo fundo à vista da gamela, voltam-se para os pequenos interesses que representam.
De facto, não há emenda. Mas aos Domingos há muita chicha ao sol e muitos automóveis .

segunda-feira, julho 24, 2006

E o Céu aqui tão perto

Há frases que me põem a pensar sobre o que pensa quem as profere, apesar da solenidade e do local em que e como foram proferidas, remoendo-me na mente de como é que essas frases foram ponderadas, repensadas, rescritas, fundamentadas e relidas antes de proferidas, em leitura de discurso de papel. Sabemos, nós os gandareses, o que nos liga à terra e quanto vale o cheiro desta a quando das primeiras gotas de chuva. No entanto, ainda o olhar para o chão nos traz cabisbaixos e supersticiosos, numa Gândara envelhecida na espera mensal de correio e na dependência institucionalizada dos pequenos favores. “Posso chocar alguns, mas na freguesia da Tocha há pleno emprego”. Esta é a frase em causa, proferida a 1 de Abril de 2006 pelo presidente da Junta de Freguesia da Tocha na cerimónia oficial de entronização, I Capítulo, da Confraria Gastronómica da Gândara “Aromas e Sabores Gandareses”, num discurso sobre a Tocha, desde o Tocha vila Praia nossa, passando pelo hoje vila amanhã concelho, até ao actual pleno emprego. Seria o facto de ser mais de 20 anos a olhar para o umbigo, ou era por ser primeiro de Abril?

domingo, julho 23, 2006

sexta-feira, julho 21, 2006

A guerra é a guerra

"from Israel with love)
(foto Der Spiegel)

quinta-feira, julho 20, 2006

Os efeitos colaterais (Líbano).

Contra nós há muitas bombas, Ódios, mísseis, ditadores. A favor ...................................

segunda-feira, julho 17, 2006

domingo, julho 16, 2006

sábado, julho 15, 2006

quarta-feira, julho 12, 2006

O Oásis de 2001

· O Oásis .Por Manuel Ribeiro "Um oásis nos Olhos da Fervença" (In Independente de Cantanhede de 06-02-2001)
Um oásis tem como referencia um deserto como envolvente! E, na verdade, existe um deserto envolvente aos Olhos da Fervença, e, isto vem na sequência do título "Um oásis nos Olhos da Fervença" in Independente de Cantanhede de 06 de Fevereiro de 2001. Uma obra, que, ao ser pensada e executada, vem no sentido de alterar fluxos turísticos, com os impactos que daí advém no sentido económico, com novas oportunidades de negócio em novas localizações; vantagens e desvantagens daí resultantes. Lembro o pensar nos impactos negativos nos habitantes das redondezas, e desde já o pensar e planear nas acções preventivas. O aproveitamento no sentido de usufruir um bem que é de todos, deve ser pensado e ponderado no sentido da não degradação, e em especial da não hipoteca da herança que fatalmente vamos deixar. Uma utilização de banalização será decadente, trazendo o mau gosto e a não qualidade da utilização excessiva e indiscriminada do recurso, meio, espaço e tempo. Penso que não será o caso da piscina fluvial dos Olhos da Fervença, tal qual o andamento das coisas me têm dado a mostrar, onde as vantagens por certo pesarão mais que as desvantagens, devendo estas, serem minimizadas antes de se fazerem notar. Mas voltando ao oásis e ao seu, inevitável, associado deserto: o deserto existe, e na verdade, só mesmo o oásis ilude a paisagem. Existe na falta da definição clara do que se pretende para o bem precioso que ali brota. Que planos e estudos se elaboraram ou se estão a elaborar para saber na realidade de onde e como ali brota toda aquela água. E se tudo isso já foi feito, eu não sei se foi, que planos e acções de monitorização para a preservação foram ou estão a ser implementados, no sentido da preservação e manutenção daquele fluxo, quer na qualidade, quer na quantidade, na nascente e na distribuição domiciliária? E mais pergunto, qual o custo de bombear um litro de água? Conheço aquele local desde menino, e tenho acompanhado com algum interesse (pois o local faz parte da minha infância), todo o aumento de capacidade de bombagem instalada ao longo destes últimos trinta e tal anos, dado que numa das minhas últimas visitas ao local em pleno Inverno, pelo ruído das bombas , deduzi que o caudal que estava a ser bombeado era efectivamente muito elevado. Pergunto assim , quantos metros cúbicos por hora estão calculados, ou estimados , para perdas? E quanto custam estas perdas que se reflectem nas facturas dos consumidores, na factura energética, equipamento e instalações , sua manutenção, custos directos e indirectos de funcionamento e exploração, além da diminuição do caudal que antigamente alimentava muitos moinhos e agora irá alimentar a praia fluvial? Que plano de acções foi elaborado, ou se pensa elaborar, ou como está, ou se está, a ser executado (se é que existe), para a diminuição dessas perdas? Ou será que esses custos já estão bem calculados e têm um valor que não merece todo este tratamento e preocupação? Ou então, todas as acções já estão em marcha, e eu não tenho conhecimento delas (e se calhar até nem tenho que ter na forma de pensar e actuar de alguns), e tudo o que escrevi não passa de um equivoco, ou então o título oásis nas Olhos da Fervença está muito bem aplicado, pois se houver vida e saúde, vou passar, por certo, uns bons momentos nos Olhos da Fervença, enquanto a mãe natureza for aguentando o deserto que é aplicado na sua gestão. Manuel Ribeiro

segunda-feira, julho 10, 2006

Tempo de construção (5)

O Titanic do Pacheco

Pacheco Pereira escreve no seu blog «http://abrupto.blogspot.com/» : «a culpa será certamente dos “políticos”, como é costume».
Consta que Pacheco Pereira se recusou a ver os jogos do mundial 2006. Reconheço que o Titanic do Pacheco, não é mais que o somatório de vários e pequenos Titanics. Recordo a forma festiva da gestão de Santana Lopes na Câmara da Figueira da Foz, tão colocada na moda pelo publicidade televisiva protagonizada por um jogador de futebol que agora ninguém se lembra, e a moda que tal tipo de gestão se tem espalhado por todas as pequenas e grandes autarquias deste país, transformando os autarcas em elementos de comissões de festas e animações ditas culturais e gastronómicas entre outras. É que os autarcas continuam a ser uns simples distribuidores de subsídios, prebendas e outras cosias que tais, retirados da gamela orçamental.
As comissões de festas, à moda antiga, praticamente já não existem. São as Juntas de freguesia e as empresas municipais os mordomos actuais.

quarta-feira, julho 05, 2006

Abortices

É um lamentável espectáculo este que consiste em condenar um médico, uma assistente e três mulheres que abortaram, num país onde dezenas de mulheres fazem diariamente o mesmo. Num país em que a comunicação social publicita livremente as clínicas fronteiriças espanholas de “tratamento voluntário da gravidez”.
Se existe a lei que existe, não é assobiar para o alto que se resolve alguma coisa. Os Juizes têm razão. Isto só pode ter uma solução política. Provavelmente, no próximo referendo sobre a despenalização do aborto, repito despenalização do aborto, muitos dos que em tempos até votaram contra votarão racionalmente a favor. E questionando uma qualquer ti Ermelinda acerca do aborto, com a neta a estudar na universidade, a resposta foi clara e rápida. Claro que é contra e é um grande pecado, é matar uma criança. Mas a moça ainda é nova, ainda não acabou o curso, e um desmanchozito quem é que não o fez ou não sabem quem o já fez? Acabado o curso, casará e tudo se irá arranjar.

terça-feira, julho 04, 2006

Post roubado (1)

Mulherio: anotações espirituais & cavalheirescas "Pergunto-me se nos podemos interessar pela alma de uma mulher que tem as pernas irremediavelmente curtas" [Henry Montherlant] / "Deus! Como estavas bonita hoje ao telefone" [Sacha Guitry] / "Quando as velas se apagam, todas as mulheres são bonitas" [Plutarco] / "Como sexo, as mulheres são insuportáveis, mas, na hora do sexo, não têm nada de melhor" [Millôr Fernandes] / "As mulheres não são senão órgãos genitais articulados e dotados da faculdade de gastar todo o dinheiro que nós possuímos" [William Faulkner] / "A virtude da mulher é a melhor invenção do homem" [Cornélia Otis Skiner] / "Os homens amam o que os demove de serem sublimes" [Agustina Bessa-Luís] / "Pobre mulherzinha! Boceja depois do amor como uma carpa saída da água sobre a mesa da cozinha" [Flaubert] / "Nunca consegui ver os ombros de uma jovem sem pensar em fundar família" [Larbaud] / "Abstenha-se de contar à sua mulher as infâmias que lhe fizeram as que a precederam. Não vale a pena dar-lhe ideias" [Sacha Guitry] / "Na adolescência amamos as outras mulheres porque elas são mais ou menos parecidas com a primeira. Mais tarde, amamo-las porque elas diferem entre si" [Flaubert] / "Ser-se primeiro amante de uma mulher não significa nada: o segredo está em ser-se o seu último amante" [Maurice Donnay] / "As mulheres seriam mais encantadoras se pudéssemos cai-lhes nos braços, sem lhes cairmos nas mãos" [Bierce] / "Algumas mulheres coram quando são beijadas. Outras chamam a policia. Outras insultam. Outras mordem. As piores são as que se riem" [Aron] / "Eu sei que a mulher é um prato para os deuses, se o diabo não o temperar" [Shakespeare] / "A mulher será sempre o perigo de todos os paraísos" [Paul Claudel] / "Não sabemos o quanto as mulheres são uma aristocracia. Não há povo nelas" [Michelet] / "O perigo de fechar as mulheres nos museus é que elas começam logo a endireitar os quadros" [Aron] Et ... pour cause: "Tão cheios de homens, os homens" [Maria Velho da Costa] / "Gosto de duas espécies de homens: os domésticos e os estrangeiros" [Mae West] / "Um homem ... fica tão bem numa casa" [E. Gaskell] / "Macho não quer dizer mucho" [Zsa Zsa Gabor] http://almocrevedaspetas.blogspot.com/

História de Portugal (ultra-condensada)

Tudo começou com um tal Henriques que não se dava bem com a mãe e acabou por se vingar na pandilha de mauritanos que vivia do outro lado do Tejo. Para piorar ainda mais as coisas, decidiu casar com uma espanhola qualquer e não teve muito tempo para lhe desfrutar do salero porque a tipa apanhou uma camada de peste negra e morreu. Pouco tempo depois, o fulano, que por acaso era rei, bateu também as botas e foi desta para melhor. Para a coisa não ficar completamente entregue à bicharada, apareceu um tal João que, ajudado por um amigo de longa data que era afoito para a porrada, conseguiu pôr os espanhóis a enformar pão e ainda arranjou uns trocos para comprar uns barcos ao filho que era dado aos desportos náuticos. De tal maneira que decidiu pôr os barcos a render e inaugurou o primeiro cruzeiro marítimo entre Lisboa e o Japão com escalas no Funchal, Salvador, Luanda, Maputo, Ormuz, Calecute, Malaca, Timor e Macau. Quando a coisa deu para o torto, ficou nas lonas só com um pacote de pimenta para recordação e resolveu ir afogar as mágoas, provocando a malta de Alcácer-Quibir para uma cena de estalo. Felizmente, tinha um primo, o Filipe, que não se importou de tomar conta do estaminé até chegar outro João que enriqueceu com o pilim que uma tia lhe mandava do Brasil e acabou por gastar tudo em conventos e aquedutos. Com conventos a mais e dinheiro menos, as coisas lá se iam aguentando até começar tudo a abanar numa manhã de Novembro. Muita coisa se partiu. Mas sem gravidade porque, passado pouco tempo, já estava tudo arranjado outra vez, graças a um mânfio chamado Sebastião que tinha jeito para o bricolage e não era mau tipo apesar das perucas um bocado amaricadas. Foi por essa altura que o Napoleão bateu à porta a perguntar se o Pedro podia vir brincar e o irmão mais novo, o Miguel, teve uma crise de ciúmes e tratou de armar confusão que só acabou quando levou um valente puxão de orelhas do mano que já ia a caminho do Brasil para tratar de uns negócios. A malta começou a votar mas as coisas não melhoraram grande coisa e foi por isso que um Carlos anafado levou um tiro nos coiratos quando passeava de carroça pelo Terreiro do Paço. O pessoal assustou-se com o barulho e escondeu-se num buraco na Flandres onde continuaram a ouvir tiros mas apontados a eles e disparados por alemães. Ao intervalo, já perdiam por muitos mas o desafio não chegou ao fim porque uma tipa vestida de branco apareceu a flutuar por cima de uma azinheira e três pastores deram primeiro em doidos, depois em mortos e mais tarde em beatos. Se não fosse por um velhote das Beiras, a confusão tinha continuado mas, felizmente, não continuou e Angola continuava a ser nossa mesmo que andassem para aí a espalhar boatos. Comunistas dum camandro! Tanto insistiram que o velhote se mandou do cadeirão abaixo e houve rebaldaria tamanha que foi preciso pôr um chaimite e um molho cravos em cima do assunto. Depois parece que houve um Mário qualquer que assinou um papel que nos pôs na Europa e ainda teve tempo para transformar uma lixeira numa exposição mundial e mamar duas secas da Grécia na final. E o Cavaco? O Cavaco foi com o Pai Natal e o palhaço no comboio ao circo. FIM
(recebido por email)

domingo, julho 02, 2006

Sabores de encanto (1)

Antes do jogo de futebol, Inglaterra versus Portugal, este foi o início do programa de sábado em casa do amigo Américo, com a presença da gastronomia gandaresa.

sexta-feira, junho 30, 2006

Trabalhar pró bronze

Mais betão a bronzear na Praia da Tocha, porque consta que a Câmara Municipal de Cantanhede precisa daquilo que faz cantar o cego. Mas desta vez é só com gente de qualidade, gira e de bom aspecto. É o progresso, seu estúpido!

quinta-feira, junho 29, 2006

Os brioches da Expofacic

Nunca “Panis et circus” foi tão actual, e a receita tem mais de dois mil anos. E é ver o autarca todo activo, movimentando-se de lado para lado, de garrafa de cerveja ou de água na mão, claro que é segundo o que acham mais adequado à circunstancia, de suor banhado em camisa ensopada, num prolongamento do orgasmo da campanha eleitoral, o “delirium politiquêz” com palavras culturais à mistura e de sorriso forçado à montra municipal. E porque tudo é cultural no “circus” de bandeiras ondulantes e porque um pouco de passeio tipo telenovela relaxa os neurónios já cansados da inactividade, o que interessa é comer umas doses bem aviadas vitualhas várias, só assim a alma se sentirá bem mais reconfortada em estômago com digestão preguiçosa e demorada. E que senão houver pão por qualquer motivo, será sempre falha do padeiro que não teve uma estratégia empresarial, pois pastelarias não faltam e o fornecimento de brioches está garantido. É de perder a cabeça, diria a Maria Antonieta.

quarta-feira, junho 28, 2006

Caminhos(1)

Que modelo de desenvolvimento para a Região de Cantanhede? Deveria ser política das Autarquias atrair investimentos para a sua região. Ora, o pouco investimento atraído tem tido por parte dos autarcas o enfoque no número de postos de trabalho criados. Tem sido sempre assim que se tem apresentado as vantagens do investimento. É urgente fazer uma reflexão, isto é , pensar o Concelho e a Região, pois por mais interessante, inovador ou mais “in” que seja o investimento, este poderá ser negativo em termos de incidência. Por qualquer motivo, que poderá ir desde alteração geográfica de mercados ou até cortes orçamentais para os casos de subsídio dependência, a deslocalização ou o definhamento será certeza a qualquer momento. Para que um investimento se torne de incidência positiva, deverá evitar estar numa cadeia de valor muito curta, isto é, deverá arrastar consigo um conjunto significativo de fornecedores e subcontratações locais, para se poder usar os ganhos em termos logísticos, proximidade e, em especial, no saber fazer local, isto é, suportado nos pontos fortes locais. Se um investimento na Região se apresentar como utilizador e dinamizador dos pontos fortes em que os locais são fortes, tornar-se-á em polo de desenvolvimento pela certa. Se for apoiado só na focalização do número de postos de trabalho, numa cadeia de valor muito curta, teremos em futuro próximo histórias já antigas de filmes há muito vistos. Pergunta: Quais são os pontos fortes do Concelho de Cantanhede e da região envolvente? Modelos de desenvolvimento ultrapassados, não obrigado!

Lembrar Artur Paredes

sexta-feira, junho 23, 2006

S. João da Praia da Tocha

As festas do S. João têm um valor simbólico associado à água. Aqui no Escoural, até à época da 2ª Guerra Mundial, a água da fonte da Saibreira recolhida no dia de S. João, antes do nascer do Sol, teria propriedades especiais, que eu nem imagino quais. Era um culto no feminino, pois só a moça solteira é que recolheria a água. Era também em frente da fonte que se realizavam os festejos, coisa pouca , a condizer com o tamanho da aldeia. A festividade popular é agora reforçada na Praia da Tocha, a peregrinação pagã às águas do oceano, a licenciosidade das dunas e a noite curta e inexistente.

quarta-feira, junho 21, 2006

Até o diabo se ri

Ao ler os outros http://ablasfemia.blogspot.com/2006/06/certificado-de-virgindade.html , leva-me a pensar onde estará a cultura e a tolerância que muitos apregoam associando estas a conceitos religiosos.
Rir sobre o assunto também é saudável, e o que é preciso é saúde.

terça-feira, junho 20, 2006

Tempo de projecto

Detergente lava mais.

Dois dias de roteiro dedicado à ciência trouxe o Chefe de Estado aqui a Cantanhede, com elogios ao governo. Que se cuide quem se deve cuidar, pois será uma no cravo e outra na ferradura. Este detergente que Cavaco Silva usa é para o branqueamento da imagem que tem , na urgência de a mudar, como se de sabonetes para venda se tratasse. Aconselho ao Presidente o detergente lava mais, que até tira nódoas com 20 anos, pois tentar ficar na História com uma imagem que não é a sua, é uma incoerência, e na História as incoerências pagam-se caras.

domingo, junho 18, 2006

sexta-feira, junho 16, 2006

Asneiras

Dizem que vozes de burro não chegam ao Céu. Não aceito que tal afirmação seja verdade sobre um nobre animal orelhudo que de burro nada tem, tão bem dotado pela mãe natureza e que até muda de opinião, contrariamente ao por aí afirmam. Quando alguém chamar de burro a algum animal homo sapiens, esteja certo que ficará a dever um pedido de desculpa ao animal equus asinus, que não tem culpa da asneira humana que por aí se espalha. E o burro é ele!

terça-feira, junho 13, 2006

Um novo projecto agrícola

Não apreciei o dito recado de Cavaco Silva na feira agrícola de Santarém, que segundo entendi destinou-se ao ministro da Agricultura e aos agricultores viciados em subsídios. Penso que o Presidente colocou mal a questão, ao apresentar a contenda como sendo entre o ministro e os agricultores, pois segundo eu sei, a maioria dos agricultores que conheço não sabem que coisa é essa do subsídio agro ambiental, que segundo parece é para folgar a terra. Coisas que dão muito graveto, segundo parece! Será que o Presidente ao saber do que o ministro apontou sectores prioritários, como por exemplo o vinho e o azeite e referiu que outros sem qualquer viabilidade, tais como os cereais de sequeiro, que não justificam os milhões de euros que se gastam com essa cultura, estaria a pensar em nichos de mercado também rentáveis?

É urgente o amor.

Passamos pelas coisas sem as ver, gastos, como animais envelhecidos: se alguém chama por nós não respondemos, se alguém nos pede amor não estremecemos, como frutos de sombra sem sabor, vamos caindo ao chão, apodrecidos.

domingo, junho 11, 2006

sábado, junho 10, 2006

Avivar a memória na Praia de Mira

Alves André aviva as letras, já gastas pela abrasão dos ventos do Inverno carregados de areias finas da praia, ao monumento ao pescador, enquanto os carpinteiros reparam a igreja da N.S. da Conceição, matriarca de família de carpinteiros. É o que se pode afirmar que em casa de ferreiro espeto de pau. Eu sentei-me numa esplanada a apreciar o andamento dos trabalhos. Gosto das Sextas à tarde!

quinta-feira, junho 08, 2006

Gestão exemplar.

Foi em tempos aprovado o Relatório de Gestão do ano 2005 da Câmara Municipal de Cantanhede, como fumo que sobe no ar para os que entraram no inferno desta comédia de gestão exemplar, em que o relatório só foi facultado aos Vereadores da Oposição com um dia útil de antecedência, provando que a esperança é a última a morrer, e que ficou do lado de fora tal qual a comédia de Dante. Claro que a esperança ficou do lado de fora, ou melhor, do lado dos que estão de fora disto tudo. Isto dos números, dizem, é sempre a mesma coisa. Mesmo com prova dos nove, as contas são feitas da forma que se querem fazer. Afinal a dívida não é de tanto como os detractores de grande gestor tinham afirmado , mas sim “só” tanto, e este “só” tanto foi tanto como passar de 9 milhões para 14 milhões em apenas um ano. E isto nas contas de quem é juiz em causa própria! A vida é mesmo assim, pois cada um joga como pode, mas ao fim quem paga isso são sempre os mesmos. É aconselhável um bom vestuário de protecção para se não sair sujo e com a indumentária conspurcada deste inferno de opereta, a divina comédia da gestão exemplar.

quarta-feira, junho 07, 2006

Tempo de construção (2)

Constante, é a mudança!

E confunde-se muitas vezes o que é ser coerente. Para mim, não entender a coerência com a mudança é ser teimoso, ou então ser hipócrita. Levar a vida à letra, torna-se assim um acto de estupidez, isto é, prejudicar–se a si próprio e prejudicar os outros. Todos nós, temos a nossa Jerusalém e a minha Jerusalém, a que busco, é a minha própria liberdade. Se de ti me esquecer, ó minha Liberdade,
Que mirre a minha mão direita,
Que a minha língua se quebre,
Se de ti me não lembrar,
Se não preferir a minha Liberdade
À minha maior alegria.
Salmo 137(modificado por mim, claro que eu não levo a vida à letra)

terça-feira, junho 06, 2006

Aí sua besta!

Vejo à minha volta superstição que até parece uma praga. Li ( http://oglobo.globo.com/online/sp/plantao/2006/06/04/284103121.asp) e ouvi que hoje é o dia da besta, 6-6-6! É de dizer: suas bestas! Claro que mesmo atrapalhando estou a ajudar a libertar o medo, o medo do desconhecido, o medo de não ter um pai ou um irmão mais velho que nos proteja, o medo que nos torna supersticiosos, o medo que nos rouba a liberdade. Prefiro sentir a angústia de ser livre a sentir o medo de o ser.

Deixei a cidade e fui para a aldeia

Não fui à procura da aldeia mítica de visão romantizada, nem tão pouco procurar o jardim no meio do deserto, mas também e em parte, fugir dos vizinhos do condomínio, além de muitos outros motivos. No condomínio não há mais vida para além do condomínio. Eis mais uma possível ajuda para perceber a coisa, para quem que por razões várias não opta “fugir” da cidade.

domingo, junho 04, 2006

Engenheiros

Conheço três tipos de engenheiros: Os engenheiros, os engenheiros de merda e a merda dos engenheiros. E ao Escoural chegaram os engenheiros. Uns engenheiros eleitorais, outros nem por isso.
Terei que alargar o meu leque de classificar engenheiros. Por um lado o sinal de trânsito está virado para um aqueduto centenário que uns engenheiros eleitorais querem colocar abaixo em que a tinta das eleições autárquicas de 2005 que marcava a estrada já desapareceu, e por outro, vieram uns engenheiros e colocaram um poste telefónico à frente do sinal importante. Será uma merda de engenheiros ou engenheiros de merda, ou outro tipo de engenheiros?

terça-feira, maio 30, 2006

Foi uma violência, Jorge.

Anda bem triste um amigo Uma carta o fez chorar O soldadinho não volta Do outro lado do mar

Um jardim deserto

Canárias com mais 105 imigrantes. Um dos 105 imigrantes que chegaram hoje às Canárias, numa pequena embarcação detectada pela Guarda Civil espanhola, aguarda num centro de acolhimento na ilha Gomera. “in Público online” Pobre de quem regressa ao jardim e encontra um deserto. Já perdeu o que está longe, já não tem o que está perto.

segunda-feira, maio 29, 2006

Princípio do Fim e Fim do Princípio.

Não me preocupa o princípio do fim, porque é a Natureza. Preocupa-me é o fim dos princípios.
Estas, podem muito bem ser atribuídas a Winston Churchill, mas também a qualquer outro que carregue consigo princípios éticos e morais práticos.
Ética prática precisa-se!

domingo, maio 28, 2006

Troca de fluidos

Húmido de beijos e de lágrimas, Húmido de beijos e de lágrimas, ardor da terra com sabor a mar, o teu corpo perdia-se no meu. (Vontade de ser barco ou de cantar.) Eugénio de Andrade

Tempo de construção

Os trabalhos já estão em curso. Os braços são em cedro das Honduras, as ilhargas e fundos em pau-santo e os tampos em espruce.

O tempo de gestação já começou, e lá para fins de Setembro, princípios de Outubro nascerão os primeiros acordes, os gritos do nascimento das guitarras.

sexta-feira, maio 26, 2006

Mas o que me interessa a minha conversa estúpida de ontem

Em 1949, Konrad Adenauer foi eleito como primeiro Chanceler da República Federal da Alemanha. Quando ele deixou esse cargo, em 1963, havia realizado uma obra histórica: a reconstrução da Alemanha após a Segunda Guerra Mundial, a consolidação da democracia e a inserção de seu país na comunidade dos países livres, o chamado milagre alemão. Com as fábricas destruídas pelos bombardeamentos, os equipamentos que estavam operacionais foram levados pelos Russos, as cidades, as vias de comunicação estavam destruídas. Como?
Simples. Tinham o melhor: as pessoas. E foi exactamente o que ele disse à questão de um jornalista em estar a faltar às promessas que tinha feito: “ Mas o que me interessa a minha conversa estúpida de ontem?”.

quinta-feira, maio 25, 2006

Unimog 1952

O UNIMOG de 1952 foi totalmente reconstruído. Foram 6 anos de trabalho intenso e apaixonante do engenheiro mecânico da Daimler Benz, Gerd Eitner. Naquela manhã de Maio, uma segunda-feira, Gerd mostrava o excelente trabalho. Houve peças que ele próprio fabricou para que a máquina se apresentasse em toda a sua pujança. Gerd merece!

Gestão

Todos os dias, a formiga chegava cedinho à oficina e desatava a trabalhar. O gerente, o leão, estranhou que a formiga trabalhasse sem supervisão. Se ela produzia tanto sem supervisão, melhor seria supervisionada? E contratou uma barata, que tinha muita experiência como supervisora e fazia belíssimos relatórios. A primeira preocupação da barata foi a de estabelecer um horário para entrada e saída da formiga. De seguida, a barata precisou de uma secretária para a ajudar a preparar os relatórios e contratou uma aranha que além do mais, organizava os arquivos e controlava as ligações telefónicas. O leão ficou encantado com os relatórios da barata e pediu também gráficos com índices de produção e análise de tendências, que eram mostrados em reuniões específicas para o efeito. Foi então que a barata comprou um computador e uma impressora laser e admitiu a mosca para gerir o departamento de informática. A formiga de produtiva e feliz, passou a lamentar-se com todo aquele universo de papéis e reuniões que lhe consumiam o tempo! O leão concluiu que era o momento de criar a função de gestor para a área onde a formiga operária, trabalhava. O cargo foi dado a uma cigarra, cuja primeira medida foi comprar uma carpete e uma cadeira ortopédica para o seu gabinete. A nova gestora, a cigarra, precisou ainda de computador e de uma assistente (que trouxe do seu anterior emprego) para ajudá-la na preparação de um plano estratégico de optimização do trabalho e no controlo do orçamento para a área onde trabalhava a formiga, que já não cantarolava mais e cada dia se mostrava mais enfadada. Foi nessa altura que a cigarra, convenceu o gerente, o leão, da necessidade de fazer um estudo climático do ambiente. Ao considerar as disponibilidades, o leão deu-se conta de que a Unidade em que a formiga trabalhava já não rendia como antes; e contratou a coruja, uma prestigiada consultora, muito famosa, para que fizesse um diagnóstico e sugerisse soluções. A coruja permaneceu três meses nos escritórios e fez um extenso relatório, em vários volumes que concluía: "Há muita gente nesta empresa". Adivinhem quem o leão começou por despedir? A formiga, claro, porque "andava muito desmotivada e aborrecida".
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Dear Sir. I am VICTOR VANNI,the director in-charge of auditing and accounting section of commercial bank Ghana in West Africa with due respect and regard. Ihave decided to contact you on a business transaction that will be very beneficial to both of us at the end of the transaction. During our investigation and auditing in this bank, my department came across a very huge sum of money belonging to a deceased person who died on November 1997 in a plane crash and the fund has been dormant in his account with this bank without any claim of the fund in our custody either from his family or relation before our discovery to this development. Although personally, I keep this information secret within myself and my partners to enable the whole plans and ideas be profitable and Successful during the time of execution. the said amount was US$ 14M(fourteen million Dollars).United States Meanwhile,all the whole arrangements to put claims over this fund as the bonafide next of kin to the deceased, get the required approval and transfer this money to a foreign account has been put in place and directives and needed information will be relayed to you as soon as you indicate your interest and willingness to assist us and also benefit yourself to this great business opportunity. Infact I could havedone this deal alone but because of my position in this country as a civil servant,we are not allowed to operate a foreign account and would eventually raise an eye brow on my side during the time of transfer because I work in this bank.this is the actual reason why it will require a second party or fellow who will forward claims as the next of kin with affidavit of trust and oath to the bank and also present a foreignaccount where he will need the money to be re-transfered into on his request as it may be after due verification and clarification by the correspondent branch of the bank where the whole money will be remitted from to your own designated bankaccount. I will not fail to inform you that this transaction is 100% risk free. On smooth conclusion of this transaction,you will be entitled to 30% of thetotal sum as gratification, while 10% will be set aside to take care of the expenses that may arise during the time of transfer and also telephone bills,while 60%will be for me and my partners. Please,you have been advised to keep top secret as we are still in serviceand intend to retire from service after we conclude this deal with you. I will be monitoring the whole situation here in this bank until you confirm the money in your account and ask us to come down to your country for subsequent sharing of the fund to percentages previosly indicated and furtherinvestment,either in your country or any country youadvice us to invest in. All other necessary information will be sent to you when I hear from you.I suggest you get back to me as soon as possible stating your wish in this deal. Yours faithfully, VICTOR VANNI.

quarta-feira, maio 24, 2006

Bandeiras há muitas, tal qual chapéus!

Não coloquei qualquer bandeira nacional em frente da minha casa a quando do Euro 2004, nem colocarei para o Mundial 2006. Não fiz, nem irei fazer figura de idiota.