segunda-feira, outubro 16, 2006

Lembrar Adriano

Lendo os outros mais atentos, lembramos que este parte, aquele parte e todos, todos se vão, …. Ouvir Adriano é a melhor homenagem. Eu canto para ti um mês de giestas
Um mês de morte e crescimento ó meu amigo
Como um cristal partindo-se plangente
No fundo da memória perturbada
Eu canto para ti um mês onde começa a mágoa
E um coração poisado sobre a tua ausência
Eu canto um mês com lágrimas e sol o grave mês
Em que os mortos amados batem à porta do poema
Porque tu me disseste quem em dera em Lisboa
Quem me dera em Maio depois morreste
Com Lisboa tão longe ó meu irmão tão breve
Que nunca mais acenderás no meu o teu cigarro
Eu canto para ti Lisboa à tua espera
Teu nome escrito com ternura sobre as águas
E o teu retrato em cada rua onde não passas
Trazendo no sorriso a flor do mês de Maio

A crise é a oportunidade

O descobrir tarde não tira mérito à descoberta, pois mais vale tarde que nunca. Depois, a crise não acaba por decreto e cada um tem a crise que merece(?). Afinal é na tua crise que tu encontras a tua nova oportunidade.

quarta-feira, outubro 11, 2006

O Turismo e a Praia da Tocha

Sabe-se que o Turismo representa 10% do PIB. Isto indica a sua importância e também é aí que estão novas oportunidades de negócio, onde se englobam também as mais tradicionais e ancestrais actividades económicas e produtivas. Mas que turismo? A pergunta que se coloca é sobre o que se quer como turismo para a Praia da Tocha, isto é, se mais turistas ou mais receitas, sabendo nós que mais turistas dão mais receitas no imediato, mas a questão coloca-se se mais do mesmo é caminho a seguir, trazendo a banalização com a degradação associada e respectiva decadência, ou se quer um turismo mais abrangente de cadeia de valor mais longa, isto é, alargando-o às actividades locais quer comerciais quer produtivas, apostando num segmento de mercado turístico de maior capacidade de compra e de padrões de qualidade mais altos. A oferta de sol e praia, só por si, traz consigo mais automobilistas e a banalização que se já nota de ano para ano na Praia da Tocha. O negócio paralelo do arrendar casa nos meses de Verão está a definhar dadas as melhorias das acessibilidades e da mobilidade. Então o que fazer, se esgotado está o produto sol e praia, e se os produtos estratégicos que podemos ofertar para aumentar as receitas e qualidade terão que ter como componentes a gastronomia, saúde e bem-estar? O que deveria ser prioridade da autarquia que infelizmente, continua sem rumo, pois a autarquia não tem qualquer plano de desenvolvimento sustentado? O que neste momento se entende como projecto de desenvolvimento turístico centrado na Praia da Tocha deverá ter integrado as actividades económicas da Gândara, assim como novas oportunidade de actividade e negócio. Mas se só pensar a Gândara cansa, então fazer…

A levadia da Praia da Tocha

A levadia, conforme o nome indica, serviu de levada para o mar do excesso de água das chuvas, tendo sido construída artificialmente a quando da sementeira das dunas da Tocha, que deram origem à actual Mata da Tocha. Da minha memória, a levadia rompia para o mar só em invernias muito chuvosas, e era um espectáculo observar tal, associado ao subir das pequenas enguias em busca das lagoas da Tocha. Mas tal nunca acontecia no Verão. No Verão de 1995 tal ainda não acontecia, mas já no Verão de 2003 já é bem visível apesar da escassez de chuva que temos conhecido.

segunda-feira, outubro 09, 2006

Capital Europeia da Cultura

Coimbra foi ultrapassada pela escolha de Guimarães, numa corrida em que também participou Braga. Três anos depois, a frustração que ficou na realização de Coimbra Capital Nacional da Cultura 2003. Coimbra, cidade a que tenho uma forte ligação, vai definhando cultural e economicamente, sob o olhar paternalista da torre da Universidade e da banalização de outras torres de centros comerciais, enquanto umas auto-estradas lhe passam ao lado a mais de 120 km/hora. Pensar o que se quer para o colectivo futuro é uma urgência e uma mais valia, pois numa região, tal qual numa cidade, os centros vão mudando de local e novas centralidades está aí, isto é, o aparecimento de novas oportunidades. E sendo um pouco mauzinho, pergunto se na escolha da capital Europeia da Cultura alguém sabe se Coimbra ficou à frente, ou atrás de Braga?

sexta-feira, outubro 06, 2006

Engenheiros (3)

No Escoural da Sanguinheira (a aldeia do Escoural é de duas freguesias, a Tocha e a Sanguinheira), ali para os lados da vala do Corgo, uma ponte de manilhas nasceu, obra executada a mando da Junta de Freguesia como prendinha para os já poucos agricultores da terra. Quando vier a esperada cheia, os terrenos irão alagar, o caminho será destruído, será o poder de Deus nosso senhor! Quem irá pedir responsabilidades ao presidente das manilhas e seu engenheiro hidráulico?

segunda-feira, outubro 02, 2006

Robalo assado no forno

1. No mar da Tocha, pesca-se um robalo de cinco quilos (no mínimo).

2. Se um robalo não chegar para matar tanta fome, pescar um outro robalo de idêntico tamanho.

3. Aquecer o forno com lenha selecionada na mata da Tocha.

4. O forno deve estar bem integrado na paisagem.

5. para comer deste robalo, ir aos treinos e apresentar-se devidamente equipado.

6. A preparação do peixe deve ser efectuada por mestre culinária de reconhecida e elevada categoria internacional.

7. Esperar pacientemente.

8. E voilá.

9. Com o respectivo acompanhamento à guitarra e à viola.

Aviso: Este procedimento foi usado no último Sábado e só é válido na Praia da Tocha.

sexta-feira, setembro 29, 2006

O lavrador da arada

Indo o lavrador da arada, Encontrou um pobrezinho (coitadinho) E o pobrezinho lhe disse: Leva-me no teu carrinho. …………………….. De memória, lembro o meu livro da 3ª classe. Sim, esse livro que tinha como capa a bandeira da mocidade portuguesa. Era um tempo de pobrezinhos, coitadinhos, que eram muito bem tratados e preservados para a salvação daqueles que praticavam a caridade. Agora o lavrador é um empresário responsável e solidário que se dedica à agricultura biológica. Na última Expofacic, em Cantanhede, foram organizadas umas jornadas para os agricultores biológicos do concelho e aquilo esteve quase às moscas. Moscas biológicas, claro. E é só fazer uma pesquisa na net:
http://www.idrha.min-agricultura.pt/agricultura_biologica/dados_estatisticos.htm, e lá encontrará a listagem de agricultores biológicos. Ou será agricultores de agricultura biológica? É que eu de agricultura não pesco nada. Aqui vai a lista completa dos agricultores biológicos do Concelho de Cantanhede: Produção Vegetal:
Hortícolas: Jorge Catarino Unipessoal Lda - Qta do Chapim Real
Pastagens: Jorge Catarino Unipessoal Lda - Qta do Chapim Real
e INOVA, EM Produção Animal:
Apicultura: Jorge Catarino Unipessoal Lda - Qta do Chapim Real
Aves: Jorge Catarino Unipessoal Lda - Qta do Chapim Real
Bovinos: Jorge Catarino Unipessoal Lda - Qta do Chapim Real
Caprinos: Jorge Catarino Unipessoal Lda - Qta do Chapim Real
Equídeos: Jorge Catarino Unipessoal Lda - Qta do Chapim Real
Ovinos: Jorge Catarino Unipessoal Lda - Qta do Chapim Real
Suínos: Jorge Catarino Unipessoal Lda - Qta do Chapim Real e não havia mais animais....

quinta-feira, setembro 28, 2006

Fenómeno do Entrocamento

Não é só no Entroncamento que aparecem fenómenos agrícolas. No Escoural tenho uma velha pereira que envergonha as da cidade do centro ferroviário.

Tempo de projecto (2)

Eis uma antevisão das gemeas.

quarta-feira, setembro 27, 2006

terça-feira, setembro 26, 2006

Jornalices

Houve tempos em que eu, todos os Sábados comprava o semanário Expresso, ou melhor, tinha-o reservado na papelaria da D. Dulcínia, na Tocha. Eram uns tempos de bons e fiáveis conteúdos jornalísticos que serviam de alimento ás conversas. Era o tempo da urbanidade a sobrepor-se à ruralidade. Acontece que a coisa se desvaneceu com as excessivas campanhas de marketing, o excesso de cadernos e mais cadernos, passando o Expresso a Espesso, acabando eu com a reserva do semanário. Hoje é o que se vê: a programação informativa piorou, em especial nos canais televisivos, e pior, ainda piorou a fiabilidade da informação. O que interessa é dar a notícia rápido, pois o que conta é a velocidade sem olhar á fiabilidade. E depois são os DVDs, os livros para colecção, a menina bonita no suplemento, …., aquela treta toda que se leva para casa por mais uns euros. O jornalismo de suporte papel, semanários e diários nacionais e generalistas, os ditos desportivos (tantas notícias sobre não futebol), andam numa fase de não fiabilidade e então, os jornais locais e regionais andam pelas ruas da amargura em termos de credibilidade, em que não há praticamente nenhuma notícia que seja minimamente correcta, e sem de deixar de servir a quem paga por elas, dadas as suas dependências de poderes vários e obscuros. O que eu quero de um jornal escrito, e eu posso estar enganado, é uma informação mais especializada, fidedigna sobre um determinado assunto do meu interesse. É claro que a Liberdade anda por aí, algures, num espaço libertário global, e dado que a tinta do papel de jornal não é aconselhável em termos higiénicos e sanitários, aconselho que o enviem, sempre, para reciclagem.

segunda-feira, setembro 25, 2006

Trânsitos

Os trânsitos de Vénus de 2004 e da ISS-Estação Espacial Internacional e do vaivém Atlantis em frente ao Sol.

Outono no Contrabaixo

Jeff Davis no vibrafone, com uma técnica apuradíssima e a percorrer os novos e belos caminhos do Jazz. O Outono tem destas coisas! Leva-nos para um espaço mais íntimo em pleno coração da Gândara.

quinta-feira, setembro 21, 2006

terça-feira, setembro 19, 2006

Os calhaus rolantes

(cartoon roubado algures)
O caminho faz-se rolando.

O problema é a solução

A Escola não tem sido mais do que depósito de crianças, adolescentes e jovens, onde os pais se despiram das suas responsabilidades de educadores. Assim, a mudança urgente deste estado de coisas peca por tardia, e tardia tem sido mais por receio do odor em mexer na coisa do que o desconhecimento dessa urgente necessidade. Ora, este assunto está muito para além dos que se apelidam a si mesmo de agentes do ensino, que há muito não têm feito mais do que culpar aquilo a que chamam sistema, e que na prática são engrenagem deste. Mas quando toca a mudar qualquer coisa, vem o coro dos instalados, que tudo deve mudar mas com a condição da charneira ter como lugar geométrico o seu próprio umbigo, quando ouço coisas tais como, " se a ministra quer assim, estou-me nas tintas".
É o que se pode afirmar que em vez de fazerem parte da solução, fazem parte do problema.

segunda-feira, setembro 18, 2006

Um Complexo complicado

Quando me contaram tal, até quase me benzia com as duas mãos.
Mas depois fui às perguntas e tinha sido tal qual me contaram: a pista de atletismo do Complexo, pois é assim que fazem questão que se apelide, Desportivo da Tocha, inicialmente era rectangular. E só quando alguém perguntou o que era aquilo, é que lá foram remediar a coisa, com a encomenda de asfalto e muita tinta verde para disfarçar. Agora, tal como está, a pista de atletismo serve para dar umas carreiras. Sabia que a pista rectangular tem a vantagem de só ter rectas? Sabia que os festivais aéreos já eram muito apreciados na Idade Média, mas que se tornaram conhecidos só depois da invenção do aeroplano?

quarta-feira, setembro 13, 2006