quarta-feira, junho 21, 2006

Até o diabo se ri

Ao ler os outros http://ablasfemia.blogspot.com/2006/06/certificado-de-virgindade.html , leva-me a pensar onde estará a cultura e a tolerância que muitos apregoam associando estas a conceitos religiosos.
Rir sobre o assunto também é saudável, e o que é preciso é saúde.

terça-feira, junho 20, 2006

Tempo de projecto

Detergente lava mais.

Dois dias de roteiro dedicado à ciência trouxe o Chefe de Estado aqui a Cantanhede, com elogios ao governo. Que se cuide quem se deve cuidar, pois será uma no cravo e outra na ferradura. Este detergente que Cavaco Silva usa é para o branqueamento da imagem que tem , na urgência de a mudar, como se de sabonetes para venda se tratasse. Aconselho ao Presidente o detergente lava mais, que até tira nódoas com 20 anos, pois tentar ficar na História com uma imagem que não é a sua, é uma incoerência, e na História as incoerências pagam-se caras.

domingo, junho 18, 2006

sexta-feira, junho 16, 2006

Asneiras

Dizem que vozes de burro não chegam ao Céu. Não aceito que tal afirmação seja verdade sobre um nobre animal orelhudo que de burro nada tem, tão bem dotado pela mãe natureza e que até muda de opinião, contrariamente ao por aí afirmam. Quando alguém chamar de burro a algum animal homo sapiens, esteja certo que ficará a dever um pedido de desculpa ao animal equus asinus, que não tem culpa da asneira humana que por aí se espalha. E o burro é ele!

terça-feira, junho 13, 2006

Um novo projecto agrícola

Não apreciei o dito recado de Cavaco Silva na feira agrícola de Santarém, que segundo entendi destinou-se ao ministro da Agricultura e aos agricultores viciados em subsídios. Penso que o Presidente colocou mal a questão, ao apresentar a contenda como sendo entre o ministro e os agricultores, pois segundo eu sei, a maioria dos agricultores que conheço não sabem que coisa é essa do subsídio agro ambiental, que segundo parece é para folgar a terra. Coisas que dão muito graveto, segundo parece! Será que o Presidente ao saber do que o ministro apontou sectores prioritários, como por exemplo o vinho e o azeite e referiu que outros sem qualquer viabilidade, tais como os cereais de sequeiro, que não justificam os milhões de euros que se gastam com essa cultura, estaria a pensar em nichos de mercado também rentáveis?

É urgente o amor.

Passamos pelas coisas sem as ver, gastos, como animais envelhecidos: se alguém chama por nós não respondemos, se alguém nos pede amor não estremecemos, como frutos de sombra sem sabor, vamos caindo ao chão, apodrecidos.

domingo, junho 11, 2006

sábado, junho 10, 2006

Avivar a memória na Praia de Mira

Alves André aviva as letras, já gastas pela abrasão dos ventos do Inverno carregados de areias finas da praia, ao monumento ao pescador, enquanto os carpinteiros reparam a igreja da N.S. da Conceição, matriarca de família de carpinteiros. É o que se pode afirmar que em casa de ferreiro espeto de pau. Eu sentei-me numa esplanada a apreciar o andamento dos trabalhos. Gosto das Sextas à tarde!

quinta-feira, junho 08, 2006

Gestão exemplar.

Foi em tempos aprovado o Relatório de Gestão do ano 2005 da Câmara Municipal de Cantanhede, como fumo que sobe no ar para os que entraram no inferno desta comédia de gestão exemplar, em que o relatório só foi facultado aos Vereadores da Oposição com um dia útil de antecedência, provando que a esperança é a última a morrer, e que ficou do lado de fora tal qual a comédia de Dante. Claro que a esperança ficou do lado de fora, ou melhor, do lado dos que estão de fora disto tudo. Isto dos números, dizem, é sempre a mesma coisa. Mesmo com prova dos nove, as contas são feitas da forma que se querem fazer. Afinal a dívida não é de tanto como os detractores de grande gestor tinham afirmado , mas sim “só” tanto, e este “só” tanto foi tanto como passar de 9 milhões para 14 milhões em apenas um ano. E isto nas contas de quem é juiz em causa própria! A vida é mesmo assim, pois cada um joga como pode, mas ao fim quem paga isso são sempre os mesmos. É aconselhável um bom vestuário de protecção para se não sair sujo e com a indumentária conspurcada deste inferno de opereta, a divina comédia da gestão exemplar.

quarta-feira, junho 07, 2006

Tempo de construção (2)

Constante, é a mudança!

E confunde-se muitas vezes o que é ser coerente. Para mim, não entender a coerência com a mudança é ser teimoso, ou então ser hipócrita. Levar a vida à letra, torna-se assim um acto de estupidez, isto é, prejudicar–se a si próprio e prejudicar os outros. Todos nós, temos a nossa Jerusalém e a minha Jerusalém, a que busco, é a minha própria liberdade. Se de ti me esquecer, ó minha Liberdade,
Que mirre a minha mão direita,
Que a minha língua se quebre,
Se de ti me não lembrar,
Se não preferir a minha Liberdade
À minha maior alegria.
Salmo 137(modificado por mim, claro que eu não levo a vida à letra)

terça-feira, junho 06, 2006

Aí sua besta!

Vejo à minha volta superstição que até parece uma praga. Li ( http://oglobo.globo.com/online/sp/plantao/2006/06/04/284103121.asp) e ouvi que hoje é o dia da besta, 6-6-6! É de dizer: suas bestas! Claro que mesmo atrapalhando estou a ajudar a libertar o medo, o medo do desconhecido, o medo de não ter um pai ou um irmão mais velho que nos proteja, o medo que nos torna supersticiosos, o medo que nos rouba a liberdade. Prefiro sentir a angústia de ser livre a sentir o medo de o ser.

Deixei a cidade e fui para a aldeia

Não fui à procura da aldeia mítica de visão romantizada, nem tão pouco procurar o jardim no meio do deserto, mas também e em parte, fugir dos vizinhos do condomínio, além de muitos outros motivos. No condomínio não há mais vida para além do condomínio. Eis mais uma possível ajuda para perceber a coisa, para quem que por razões várias não opta “fugir” da cidade.

domingo, junho 04, 2006

Engenheiros

Conheço três tipos de engenheiros: Os engenheiros, os engenheiros de merda e a merda dos engenheiros. E ao Escoural chegaram os engenheiros. Uns engenheiros eleitorais, outros nem por isso.
Terei que alargar o meu leque de classificar engenheiros. Por um lado o sinal de trânsito está virado para um aqueduto centenário que uns engenheiros eleitorais querem colocar abaixo em que a tinta das eleições autárquicas de 2005 que marcava a estrada já desapareceu, e por outro, vieram uns engenheiros e colocaram um poste telefónico à frente do sinal importante. Será uma merda de engenheiros ou engenheiros de merda, ou outro tipo de engenheiros?

terça-feira, maio 30, 2006

Foi uma violência, Jorge.

Anda bem triste um amigo Uma carta o fez chorar O soldadinho não volta Do outro lado do mar

Um jardim deserto

Canárias com mais 105 imigrantes. Um dos 105 imigrantes que chegaram hoje às Canárias, numa pequena embarcação detectada pela Guarda Civil espanhola, aguarda num centro de acolhimento na ilha Gomera. “in Público online” Pobre de quem regressa ao jardim e encontra um deserto. Já perdeu o que está longe, já não tem o que está perto.

segunda-feira, maio 29, 2006

Princípio do Fim e Fim do Princípio.

Não me preocupa o princípio do fim, porque é a Natureza. Preocupa-me é o fim dos princípios.
Estas, podem muito bem ser atribuídas a Winston Churchill, mas também a qualquer outro que carregue consigo princípios éticos e morais práticos.
Ética prática precisa-se!

domingo, maio 28, 2006

Troca de fluidos

Húmido de beijos e de lágrimas, Húmido de beijos e de lágrimas, ardor da terra com sabor a mar, o teu corpo perdia-se no meu. (Vontade de ser barco ou de cantar.) Eugénio de Andrade

Tempo de construção

Os trabalhos já estão em curso. Os braços são em cedro das Honduras, as ilhargas e fundos em pau-santo e os tampos em espruce.

O tempo de gestação já começou, e lá para fins de Setembro, princípios de Outubro nascerão os primeiros acordes, os gritos do nascimento das guitarras.

sexta-feira, maio 26, 2006

Mas o que me interessa a minha conversa estúpida de ontem

Em 1949, Konrad Adenauer foi eleito como primeiro Chanceler da República Federal da Alemanha. Quando ele deixou esse cargo, em 1963, havia realizado uma obra histórica: a reconstrução da Alemanha após a Segunda Guerra Mundial, a consolidação da democracia e a inserção de seu país na comunidade dos países livres, o chamado milagre alemão. Com as fábricas destruídas pelos bombardeamentos, os equipamentos que estavam operacionais foram levados pelos Russos, as cidades, as vias de comunicação estavam destruídas. Como?
Simples. Tinham o melhor: as pessoas. E foi exactamente o que ele disse à questão de um jornalista em estar a faltar às promessas que tinha feito: “ Mas o que me interessa a minha conversa estúpida de ontem?”.

quinta-feira, maio 25, 2006

Unimog 1952

O UNIMOG de 1952 foi totalmente reconstruído. Foram 6 anos de trabalho intenso e apaixonante do engenheiro mecânico da Daimler Benz, Gerd Eitner. Naquela manhã de Maio, uma segunda-feira, Gerd mostrava o excelente trabalho. Houve peças que ele próprio fabricou para que a máquina se apresentasse em toda a sua pujança. Gerd merece!

Gestão

Todos os dias, a formiga chegava cedinho à oficina e desatava a trabalhar. O gerente, o leão, estranhou que a formiga trabalhasse sem supervisão. Se ela produzia tanto sem supervisão, melhor seria supervisionada? E contratou uma barata, que tinha muita experiência como supervisora e fazia belíssimos relatórios. A primeira preocupação da barata foi a de estabelecer um horário para entrada e saída da formiga. De seguida, a barata precisou de uma secretária para a ajudar a preparar os relatórios e contratou uma aranha que além do mais, organizava os arquivos e controlava as ligações telefónicas. O leão ficou encantado com os relatórios da barata e pediu também gráficos com índices de produção e análise de tendências, que eram mostrados em reuniões específicas para o efeito. Foi então que a barata comprou um computador e uma impressora laser e admitiu a mosca para gerir o departamento de informática. A formiga de produtiva e feliz, passou a lamentar-se com todo aquele universo de papéis e reuniões que lhe consumiam o tempo! O leão concluiu que era o momento de criar a função de gestor para a área onde a formiga operária, trabalhava. O cargo foi dado a uma cigarra, cuja primeira medida foi comprar uma carpete e uma cadeira ortopédica para o seu gabinete. A nova gestora, a cigarra, precisou ainda de computador e de uma assistente (que trouxe do seu anterior emprego) para ajudá-la na preparação de um plano estratégico de optimização do trabalho e no controlo do orçamento para a área onde trabalhava a formiga, que já não cantarolava mais e cada dia se mostrava mais enfadada. Foi nessa altura que a cigarra, convenceu o gerente, o leão, da necessidade de fazer um estudo climático do ambiente. Ao considerar as disponibilidades, o leão deu-se conta de que a Unidade em que a formiga trabalhava já não rendia como antes; e contratou a coruja, uma prestigiada consultora, muito famosa, para que fizesse um diagnóstico e sugerisse soluções. A coruja permaneceu três meses nos escritórios e fez um extenso relatório, em vários volumes que concluía: "Há muita gente nesta empresa". Adivinhem quem o leão começou por despedir? A formiga, claro, porque "andava muito desmotivada e aborrecida".
Recebido por e-mail.

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Dear Sir. I am VICTOR VANNI,the director in-charge of auditing and accounting section of commercial bank Ghana in West Africa with due respect and regard. Ihave decided to contact you on a business transaction that will be very beneficial to both of us at the end of the transaction. During our investigation and auditing in this bank, my department came across a very huge sum of money belonging to a deceased person who died on November 1997 in a plane crash and the fund has been dormant in his account with this bank without any claim of the fund in our custody either from his family or relation before our discovery to this development. Although personally, I keep this information secret within myself and my partners to enable the whole plans and ideas be profitable and Successful during the time of execution. the said amount was US$ 14M(fourteen million Dollars).United States Meanwhile,all the whole arrangements to put claims over this fund as the bonafide next of kin to the deceased, get the required approval and transfer this money to a foreign account has been put in place and directives and needed information will be relayed to you as soon as you indicate your interest and willingness to assist us and also benefit yourself to this great business opportunity. Infact I could havedone this deal alone but because of my position in this country as a civil servant,we are not allowed to operate a foreign account and would eventually raise an eye brow on my side during the time of transfer because I work in this bank.this is the actual reason why it will require a second party or fellow who will forward claims as the next of kin with affidavit of trust and oath to the bank and also present a foreignaccount where he will need the money to be re-transfered into on his request as it may be after due verification and clarification by the correspondent branch of the bank where the whole money will be remitted from to your own designated bankaccount. I will not fail to inform you that this transaction is 100% risk free. On smooth conclusion of this transaction,you will be entitled to 30% of thetotal sum as gratification, while 10% will be set aside to take care of the expenses that may arise during the time of transfer and also telephone bills,while 60%will be for me and my partners. Please,you have been advised to keep top secret as we are still in serviceand intend to retire from service after we conclude this deal with you. I will be monitoring the whole situation here in this bank until you confirm the money in your account and ask us to come down to your country for subsequent sharing of the fund to percentages previosly indicated and furtherinvestment,either in your country or any country youadvice us to invest in. All other necessary information will be sent to you when I hear from you.I suggest you get back to me as soon as possible stating your wish in this deal. Yours faithfully, VICTOR VANNI.

quarta-feira, maio 24, 2006

Bandeiras há muitas, tal qual chapéus!

Não coloquei qualquer bandeira nacional em frente da minha casa a quando do Euro 2004, nem colocarei para o Mundial 2006. Não fiz, nem irei fazer figura de idiota.

terça-feira, maio 23, 2006

O Código Da Vinci

Claro que li o livro “O Código Da Vinci” de Dan Brown. É um romance bem elaborado na utilização do suspense e no chamar à leitura do capítulo seguinte. Não passa de uma leitura fácil, diria até light, sendo só isso e mais nada. Não é literatura e nem para lá caminha. É entretenimento! Tem o mérito de focar a Matemática, que tão mal tratada anda e não tem culpa de nada. Li o livro há 2 anos, em dois dias e soube-me a pouco. Após essa experiência regressei a Saramago e Camilo José Cela. Isto sim é que é de ler e reler. Relativamente ao filme... já li o livro!

quinta-feira, maio 11, 2006

Sugestões

… mudança… … Todo o mundo é composto de mudança, ...E, afora este mudar-se cada dia, Outra mudança faz de mor espanto: ... ... mundo em dança, dança em mundo.... E se em vez de se manifestarem contra o encerramento de algumas maternidades, fossem fazer filhos?

terça-feira, maio 09, 2006

Para que nunca seja tarde

Só porque hoje senti o não querer compreender as mudanças e a indiferença em relação aos outros, me lembrei do poema de Bertolt Brecht, que de imediato pesquisei. Para que nunca seja tarde. Primeiro levaram os comunistas, Mas eu não me importei Porque não era nada comigo. Em seguida levaram alguns operários, Mas a mim não me afectou Porque eu não sou operário. Depois prenderam os sindicalistas, Mas eu não me incomodei Porque nunca fui sindicalista. Logo a seguir chegou a vez De alguns padres, mas como Nunca fui religioso, também não liguei. Agora levaram-me a mim E quando percebi, Já era tarde

sexta-feira, maio 05, 2006

Falamos do que amamos (3)

O velho carocha de 1962 está como novo. Até a cor original está encontrada

Falamos do que amamos (2)

Vou iniciar a construção de duas guitarras portuguesas. Estas terão um pouco da arte e engenho do mestre Celestino Alves André. Eis o mestre em plena acção.

Manifesto

Arre, o manifesto Arre, que tanto é muito pouco! Arre, que tanta besta é muito pouca gente! Arre, que o Portugal que se vê é só isto! Deixem ver o Portugal que não deixam ver! Deixem que se veja, que esse é que é Portugal! Ponto. Agora começa o Manifesto: Arre! Arre! Oiçam bem: ARRRRRE

quarta-feira, maio 03, 2006

quinta-feira, abril 27, 2006

quarta-feira, abril 26, 2006

Lembrar com Memória

O risco acompanha a vida e a actividade humana. Mas Chernobil dá que pensar de como uma série de erros humanos, consecutivos, se transformaram em tragédia. Lembrar é ter memória. Foi há 20 anos, e a tragédia continua e continuará. É uma lição de elevado custo para todos que se pagará no futuro de gerações vindouras. Mesmos nos pequenos gestos, estamos a deixar como herança aos vindouros um mundo pior do que aquele que recebemos dos nossos pais.

quinta-feira, abril 20, 2006

Era uma vez!

Era uma vez um país cinzento onde nada acontecia... Ou melhor, as coisas e as pessoas aconteciam e nasciam, mas logo que acabavam de acontecer e de nascer, a cor era-lhes retirada, tudo passava a ser cinzento como nos noticiários da televisão da época. Até que...

quarta-feira, abril 19, 2006

Ética prática, precisa-se!

O uso em excesso poderá originar o abuso, e este último por sua vez, também em excesso, é autentica prostituição. Ouvi-se na Rádio, leu-se nos Jornais, viu-se na TV, a notícia de mais uma descarga na Ribeira dos Milagres, na região de Leiria, de resíduos provenientes de suiniculturas. As Televisões lá estavam a mostrar tudo, mais uma vez, só faltando o cheiro a entrar pelas casas de cada um que estava a ver. Depois da notícia passar tudo parece que ficará na mesma, ou não. Quantas Ribeiras do Milagres se encontram por aí fora?
A prostituição está banalizada!

terça-feira, abril 18, 2006

E o fundamentalismo aqui tão perto.

Ao ler os outros ( http://www.ruadajudiaria.com/ ) , estamos a ser enriquecidos com um pouco de cada vez. Nós, aqueles que até se sentiriam ofendidos com a palavra fundamentalista, estamos ligados a um pré conceito perante os que pensam de forma diferente. E só foi há 500 anos que ocorreu uma matança em Lisboa. É a diferença entre a Memória e o esquecimento

terça-feira, abril 11, 2006

Com os eucaliptos como fundo.

Ai, flores, ai, flores do verde pino
--- Ai, flores, ai, flores do verde pino,
se sabedes novas do meu amigo?
Ai, Deus, e u é?
Ai, flores, ai, flores do verde ramo,
se sabedes novas do meu amado?
Ai, Deus, e u é?
Se sabedes novas do meu amigo,
aquel que mentiu do que pôs comigo?
Ai, Deus, e u é?
Se sabedes novas do meu amado,
aquel que mentiu do que mi à jurado?
Ai, Deus, e u é?
--- Vós me preguntades polo vosso amigo?
E eu ben vos digo que é sano e vivo.
Ai, Deus, e u é?
Vós me preguntades polo vosso amado?
E eu ben vos digo que é vivo e sano.
Ai, Deus, e u é?
E eu ben vos digo que é sano e vivo
e seerá vosco ante o prazo saido.
Ai, Deus, e u é?
E eu ben vos digo que é vivo e sano
e seerá vosco ante o prazo passado.
Ai, Deus, e u é?
El-Rei D. Dinis

Confrades da Gândara

domingo, abril 09, 2006

São canos, Senhor!

Local: Sardão/S. Caetano/Cantanhede. É na verdade uma tampa de um saneamento que não existe, mas colocada em conjunto com os tubos para o aparato eleitoral de Outubro passado. Nenhum destes equipamentos funcionam ou têm utilização prevista de quando e como, à excepção da estação de bombagem da captação de água dos Olhos da Fervença. A ruptura da conduta de água, possivelmente originada pelas obras de enterramento dos canos, lá está desde Outubro passado. Já passaram 150 dias, pelo menos, e fora à grande quantidade de água que se infiltra nas premiáveis e fias areias de Gândara, só pela tampa de inexistente saneamento, estimo em pelo menos 750 mililitros por segundo. Isto a 3600 segundos por hora, 24 horas por dia, em 150 dias, muita água a matar a sede…. A ribeira que passa ao lado vai cheia.

segunda-feira, abril 03, 2006

Uma questão cultural e de confiança para a Gândara.

É marcadamente sentida uma falta de confiança na economia da nossa região da Gândara, que não é mais do que resultado da depressão económica que o varre. As causas, entre outras, devem-se também a hábitos e comportamentos, erradamente promovidos e enraizados que urge mudar. Ora uma mudança deste tipo, como proposta, não irá gerar no imediato grandes optimismos. Mas o realismo deve estar presente, mesmo com o multiplicar de inquietações, pois o que está também em causa, é a necessária sustentabilidade.
Não conseguindo mudar o mundo, isto é, só num pequeníssimo raio de acção é que a minha actuação poderá ter alguma pouca influência, daí recorrer a ideias de outros, ideias que aceito tais como, “quanto mais internacional sou, mais regional me sinto” e “pensar global e agir local”, a cujos autores peço desculpa em não os citar, meu desconhecimento e ignorância, o podemos ir mudando. Penso que deve ser a lucidez a inspirar-nos, e como a nossa realidade da economia local demonstra uma debilidade que temos que urgentemente alterar, a importância do poder local, ao contrário do que algumas ideias apregoam, deverá ser central na mudança e nos modelos de desenvolvimento. Isto de forma alguma deverá ser entendido como sinónimo de proteccionismo, paternalismo ou estatismo disfarçado, mas sim, como um empurrão ao que são capazes de inovar e produzir inovação, no aliar das novas tecnologias ao tradicional, pois só com a inovação se rentabilizará e revitalizará . Ora, entre muitas faltas na nossa Gândara, falta um tecido empresarial e empreendedor, com a devida escala, que em algumas regiões se encontra, e como a administração local não tem sido capaz de produzir inovação, o seu novo papel deverá ser não o de fazer, mas sim o de “fazer fazer”. Como falta massa crítica às pequenas e micro empresas, é com uma administração local que funcione com transparência, sem secretismos e que altere a sua postura cultural perante os munícipes, eliminando os procedimentos blindados e labirínticos, é cooperando que algo se pode atingir, e assim inverter este ciclo de decadência em que a mudança cultural é solução. Ora com o realismo necessário, isto é, com os pés bem assentes no chão, uma cultura de confiança, valorização da formação e da educação, que creditem a ética do trabalho e que premeiem os que assumem riscos, temos que ser cada um de nós, a assumir o enfrentar dos problemas, receios, lamúrias e bloqueios culturais. A confiança é, também, uma questão cultural.

segunda-feira, março 27, 2006

Asfalto eleitoral

Na Gândara há aldeolas ermas, perdidas entre pinhais, no fim do mundo. Continuam estas aldeolas perdidas entre pinhais a não receberem o tratamento adequado que merecem, em mínimos de qualidade e respeito. As autarquias lá colocam, quando colocam, o asfalto eleitoral. Um pouco de pão para malucos, sem os mínimos de segurança e respeito por quem paga os impostos, e quando chove é o que se vê: é vergonhosa esta falta de respeito.

domingo, março 26, 2006

Salamandra

As salamandras apresentam um colorido surpreendente que faz qualquer um parar para apreciar. As cores mais frequentes são o amarelo, o vermelho, o azul e o preto. No meu quintal a agricultura tem sido tradicional. As pereiras, plantadas pelo meu avô, nunca tiveram qualquer “tratamento”. Os nabos, as batatas, as cebolas, os morangos, as favas, etc., sementeiras de mãe com a sabedoria de 82 anos, têm como adubo o esterco de galinhas e aparas de relva do jardim. Esta noite o Alex estava estranho e desconsolado. Pudera, a salamandra já lhe tinha mostrado os sinais necessários a continuar a viver em paz.